Notas iniciais
Sinto muito pela demora! Estou tendo provas e está complicado ter ideias ultimamente. x_x'

Pelo menos, eu consegui terminar esse capítulo. Estou tão feliz. *-*

Boa leitura. :D

- Agora alguém me explique por que tem uma vaca na sala de reuniões. – pediu Akira.

Essa era a pergunta que a maioria das pessoas ali queria fazer. Perto da janela, aquela criatura bovina mastigava um pedaço da cortina sem se importar com mais nada. Haviam cinco pessoas sentadas em volta da enorme mesa: Akira, Michael, Solarie, Grégoire e Alleen. Respectivamente, guardiões da nuvem, chuva, sol, névoa e tempestade.

- Eu também gostaria de saber por que tem um buraco na parede do hall de entrada da mansão. – dessa vez, foi Michael que se pronunciou.

Solarie olhou para os lados, estava um pouco desconfortável perto de tantas pessoas desconhecidas. Akira, Michael e Alleen discutiam sobre as possibilidades daquela vaca ter entrado no território da Distrune, sendo que isso já era complicado até mesmo para um homem bem treinado e forte. Grégoire, que até aquele momento esteve em silêncio, suspirou e chamou a atenção de todos com um comentário.

- Se essa vaca fizer m*rda aqui dentro, eu não vou limpar. – disse ele um tanto calmo demais. – E de quem ela é, afinal? Se continuar aqui, um OVNI virá para abduzi-la logo logo. – gotas escorriam pelas cabeças dos outros enquanto encaravam o guardião da névoa.

O animal já havia devorado toda a cortina quando as últimas guardiãs entraram na sala, ou seja, Lira e Dominique.

- Ei, por que tem uma vaca aqui? – perguntou a Tredicesima assustada. – E pra onde foi a minha cortina? – ela parou na frente da janela procurando pistas da tal cortina.

- A Amy deve ter comido. – disse Lira enquanto empurrava a vaca holandesa pra fora. – Xô, xô, Amy. Sai daqui que agora nós vamos ter uma reunião importante. – Lira virou a cabeça na direção de sua boss e pareceu ter lembrado algo. – Ah, Dominique. Eu pago pela parede do hall depois, ok?

- Então foi mesmo você. – Alleen revirou os olhos fazendo uma careta como se dissesse “eu sabia”.

- Eu e a Amy viemos voando pra cá, lá dos EUA. Tenho culpa se ela não tem freios? – Lira deu de ombros, finalmente conseguindo expulsar aquele bicho.

Depois de colocarem outra cortina na janela, todos sentaram em volta da mesa. Dominique na ponta; Grégoire, Akira e Solarie no lado esquerdo; Alleen, Michael e Lira no lado direito. A primeira a falar foi a boss.

- Obrigada por terem vindo aqui hoje. – sorriu olhando para cada um. – Como eu sei que nem todos se conhecem por aqui, vamos começar com as apresentações! – Dominique falou como se estivesse em seu primeiro dia de aula.

- Vamos acabar com isso, então. – Grégoire se levantou, chamando toda a atenção para ele. – Grégoire Le’Figo Encalda. Névoa. – tão rápido como levantou, ele logo sentou novamente.

O rapaz tinha a cabeça raspada e atrás da nuca se podia ver o formato de algum tipo de Hello Kitty falsificada numa parte totalmente careca (feito de um “grande amigo” que utilizou um laser para não crescer mais cabelo naquela região por um bom tempo). Tinha um olhar sério e até sarcástico que analisava tudo com muita calma. O que mais chamava a atenção nele eram seus olhos, sem dúvida: portador de heterocromia, um de seus olhos era azul e o outro era verde. Um francês bem diferente do comum, tanto na aparência quanto na personalidade.

- Imagino que agora seja eu. – Akira permaneceu sentada. – Meu nome é Akira Von Bonovultz. Tenho 11 anos e sou a Guardiã da Nuvem.

Akira tinha cabelos cacheados e longos na cor de cobre. Seus olhos eram “multicoloridos”, como dizia Dominique. Mudavam de acordo com o humor da garota e da iluminação no recinto. Dotada de uma pele pálida e baixa estatura, Akira era a “bonequinha” da famiglia.

- Você é bem nova. – comentou Michael.

- Ela é o nosso bebezinho! – disse Dominique soltando coraçõezinhos.

- Mas em questão de personalidade, a pirralha aqui não seria você, Boss? – Grégorie encarou a Tredicesima apoiando a cabeça na mão esquerda, cujo cotovelo estava sobre a mesa.

- Magoei! – Dominique calou-se e ficou rabiscando a mesa. – Mimimimi...

- Vamos continuar com as apresentações, senão não acabaremos nunca. – pediu Alleen antes que outra discussão começasse. – Senhorita Olivery, pode falar.

- Err... Ok. – Solarie abriu o sorriso mais simpático que conseguiu naquele momento. – Eu nasci no Japão. Chamo-me Solarie Olivery e aparentemente eu sou a Guardiã do Sol.

Solarie era bonita, tinha cabelos pretos e olhos dourados (uma boa combinação de cores), além de seu corpo “modelado”. Para a surpresa de alguns, no começo ela parecia ser anti-social e rancorosa, mas após sua apresentação os outros conseguiram sentir em volta de si uma aura divertida e hiperativa.

- Como assim “aparentemente”? – perguntou Akira curiosa.

- Bem... – Solarie riu. – Eu ainda estou tentando encarar tudo isso como realidade, não um sonho. Sabe como é? Eu sonhei tantas vezes com esse momento... Eu sou realmente a Guardiã do Sol da Tredicesima Distrune! – falou animada com os olhos brilhando.

- Pode me chamar de Dominique apenas, Sol-chan! – sorriu para a garota.

- Minha vez! – Lira levantou e subiu em sua cadeira. – Eu sou a Guardiã do Trovão! YEAH! – todos a olharam com gotas na cabeça. – Lira Le’Peseque Encalda. Prazer em conhecê-los. E antes que perguntem: sim, eu e o Grégoire somos parentes. Ele é o meu primo de sabe-se-lá-quantos-graus. Isso é tudo!

Ao procurar uma palavra que fosse perfeita para Lira, não haveria outro resultado que não fosse relacionado com loucura, hospícios ou problemas mentais. Tinha cabelos castanhos bem longos, abaixo da cintura, e olhos azul-esverdeados. Na cabeça, usava uma tiara com orelhas de gatos (nekomimi), mas sem motivo algum. Era do tipo de pessoa que desafiaria um peixe para ver quem ficava mais tempo embaixo d’água (?). Não se sabe muito sobre ela, apenas que seu pai é um esquiador profissional e a mãe, uma cowgirl.

- Agora sou eu. – Michael sussurrou. – Eu sou o Guardião da Chuva da Distrune, Michael G. Archangel. 16 anos, ainda sou um estudante.

O segundo (e último) rapaz dali era alto, tanto que Dominique precisava olhar pra cima quando falava com ele. Tinha exóticos olhos vermelhos e cabelos pretos curtos. Era bastante calmo, porém até aquele momento ele não havia mostrado um sorriso sequer. Possuía músculos bem definidos, pele pálida e cicatrizes pelo corpo.

- Alleen Salvatore. – disse a garota de repente. – Tempestade, 16 anos. Sou italiana e gosto de crianças, animais e chocolate. Ah! Esportes também. – sorriu amigavelmente. – Odeio ilusões. – olhou discretamente para Grégoire, o Guardião da Névoa. Este, fingindo que não havia percebido nada, olhou para um canto qualquer da sala com grande tédio. – Que eu me lembre, é só isso mesmo.

Alleen tinha as medidas certas para uma garota em sua idade. Os cabelos ruivos eram longos, com alguns fios rebeldes. Olhos lindos como rubis e a pele era bronzeada. Em sua mão direita, havia sua marca de nascença: parecia um ás de espadas um pouco avermelhado.

- E vem neste momento o que todos esperavam! A minha apresentação! – Dominique ergueu o braço direito, animada.

- Não precisamos da sua apresentação. – falou Grégoire inexpressível.

- Ehh?! – capotou e olhou para seu Guardião da Névoa. – Por que?

- Somos seus guardiões. Nós te conhecemos, nem que seja um pouco. E sendo a nossa boss, com certeza você é a Guardiã do Céu. Não tem o que você dizer, Dominique. – Lira deu de ombros enquanto explicava para a Tredicesima.

- Ser a boss não é tão alegre como eu imaginava... – Dominique falou com o nada, decepcionada. – Mas tudo bem! De qualquer forma, espero que todos vocês se dêem bem, ok? – sorriu.

- Nós tentamos. – disseram todos juntos.

Todos foram dispensados. Após deixarem a sala de reuniões, cada um seguiu para um local diferente. Alguns estavam na cozinha, outros do lado de fora da mansão, o resto nos quartos ou em alguma sala.

- Ei, o que é isso? – Solarie deu um pulo assim que viu algo dentro do cupcake que ela estava comendo.

- Eu tenho certeza que isso não faz parte da receita. – Michael disse enquanto olhava para dentro de seu sanduíche. – E eu não coloquei isso aqui. – piscou algumas vezes confuso.

Na biblioteca da mansão Distrune, Akira vasculhava as prateleiras a procura de um livro que lhe interessasse. Passou os olhos pelas diversas capas espalhadas pela mesa de carvalho até achar um caderno com capa de couro. Não havia nome nem nada escrito que o identificasse, então a Guardiã da Nuvem folheou-o até se deparar com algo incomum.

- Ei, Amy. O que você está fazendo? – Lira aproximou-se de sua vaca e tirou algo da boca dela. – Epa! Isso não é comestível, sua boba! Mas onde você achou esse anel? – arqueou uma sobrancelha enquanto acariciava a cabeça do animal.

Alleen estendeu o dedo indicador para que um pássaro pousasse nele. Sorriu, admirando a beleza deste. A pequena ave inclinou a cabeça de um lado para o outro e soltou um piado. A garota encarou o céu, vendo que este adquiria aos poucos a coloração alaranjada da tarde. O pássaro agitou suas asas e ameaçou sair voando novamente. Quando a Salvatore se deu conta disso, voltou a dar atenção ao pequeno animal, porém ele já estava sobrevoando a cabeça dela. Pousou num galho de uma árvore próxima e ficou ali a olhando. Só quando a luz do sol poente atingiu o galho Alleen pode notar um objeto brilhar ao lado da ave.

- Isso não estava aqui da última vez que eu vi. – Grégoire pegou a caixinha que estava na cabeceira de sua cama. Olhou o exterior com muito cuidado, talvez fosse uma pegadinha. Após confirmar que não havia perigo algum, abriu-a. – Eu deveria imaginar que foi ela. – suspirou sem deixar escapar uma risada. Dentro da caixa, estava um anel com uma pedra de cor índigo quase se perdendo no meio dos detalhes em prata. Cravado em baixo relevo, era visível o símbolo da Distrune na pedra.

Dominique aproximou-se da janela de seu quarto com um enorme sorriso estampado no rosto. Seus olhos brilhavam como os de uma criança que havia acabado de ganhar um brinquedo novo ou como os de alguém que havia ganhado na loteria. Encarou o céu que já tinha muitas das características do céu noturno.

- Imagino que agora todos devem estar com seus anéis. – falou pensativa. – Será que eles gostaram da surpresa? – riu imaginando a cara que seus guardiões teriam feito ao encontrarem seus anéis em lugares tão inesperados.

HEY! Você tem uma mensagem!

A Tredicesima quase deu um pulo quando ouviu seu celular tocar. Retirou-o do bolso e olhou curiosa para saber de quem era a mensagem. Mary D. Stereo, sua subordinada. Ou, como a garota dizia, sua “neechan”.

- “Todos os preparativos estão prontos. Vocês vão para o Japão depois de amanhã, deixe suas malas prontas. Ah, e não é preciso esperar eu e o John para jantar, nós vamos passar o resto da noite trabalhando. Mary.” – leu em voz alta. – OBA! Vamos para o Japão! – Dominique comemorou dando pulinhos.

Após se acalmar, a garota encostou a testa no vidro gelado da janela. Nessa hora, as estrelas já brilhavam lá no alto, mas não brilhavam mais que os olhos de Dominique. Respirou fundo fechando os olhos.

Uma estrela cadente atravessou os céus nesse instante. Podiam-se ouvir as pessoas saindo de seus quarto para irem jantar. Toda a mansão estava iluminada pela luz das lâmpadas, até mesmo a pequena floresta atrás desta e as ruas fora do território da Distrune. Dominique não demorou mais nenhum segundo para ir jantar, pois seu estômago já roncava alto.

Porém, algo nela estava diferente do comum. Em cada uma de suas mãos brilhava um anel de cor oposta ao outro. As cores do paraíso e do inferno. Preto e branco, dois opostos que se completam. Os anéis da Tengoku no Honoo e da Jigoku no Honoo.

- Será que tem camarão hoje? – perguntou para si mesma com um sorriso bobo e uma cara de esfomeada.

Notas finais
Um capítulo só para apresentar melhor os guardiões da Distrune. E, credo... Só dois homens no meio de cinco mulheres? As fics de fichas são mais femininas que o anime! -QQ *apanha*

Não me perguntem como a Dominique conseguiu colocar os anéis em lugares tão estranhos. Nem eu sei! o:

Agora vocês sabem um pouquinho mais sobre as chamas da Dominique: uma é preta e outra é branca. Clichê, né? -q

Melhor eu não falar demais senão sai spoiler daqui a pouco u.u'

Ciao, ciao. Até o próximo capítulo! :D