Notas iniciais
Pan pan pan paaan ~ *onomatopéia fail*

Olá gente. Como vão vocês? o/

Aí está mais um capítulo de Alliierten! :D

Hum... Credo, meus capítulos andam diminuindo de tamanho ultimamente. D:

Desculpem-me por isso. Vou tentar fazer capítulos maiores! ;-;

E esse não é da Arcadio. xD *apanha* Que venha então a Notte Bleu! O/

Loue olhou para o céu escurecido, já era muito tarde. Depositou a caneta ao lado da pilha de papéis em sua mesa e afundou na cadeira soltando um longo suspiro. Tocou a parte de trás de seu pescoço e se arrepiou, sua mão estava realmente muito gelada. Levantou-se e caminhou até uma bandeja que estava em cima do balcão de seu escritório. Encheu uma caneca com chá quente e bebeu.

- Aceita um pouco de chá, Bianca? – olhou para a garota sentada no sofá com um sorriso gentil.

- Sim, obrigada. Com açúcar, por favor.

Os dois permaneceram em silêncio apreciando o gosto delicado do chá de laranja. Um empregado da Notte Bleu entrou cautelosamente na sala e chamou a atenção de seu chefe com um leve tossido.

- A senhorita Heartrilia, a senhorita Vodevoske e o jovem Heku acabaram de chegar. – sussurrou, porém Bianca o ouviu muito bem.

- Deixe-os entrar. – pediu Loue preparando mais três xícaras de chá.

Os guardiões surgiram logo em seguida. Loue cumprimentou-os e desculpou-se por ter os chamado tão de repente. Iria continuar a falar, mas notou algo de estranho em sua Guardiã da Tempestade, Cornelia.

- Qual o problema, Cornelia? Você está pálida. – colocou a mão na testa da moça que era dois anos mais velha que ele. – Não está se sentindo bem?

- Eu estou... – ela deu uma pausa, piscou algumas vezes e balançou levemente a cabeça. – Eu estou bem.

- Parece que você viu um fantasma, credo. – comentou Heku Akio, um rapaz cabelos pretos longos e olhos azuis elétricos. Uma coisa que chamava a atenção nele era que todas as suas roupas eram pretas, desde a camisa até as luvas de couro.

Cornelia se arrepiou e desviou o olhar para um objeto qualquer. Loue colocou uma mão no ombro dela e a fez sentar no sofá, ao lado de Bianca.

- Você viu um fantasma? – perguntou educadamente Loue. A garota confirmou sacudindo devagar a cabeça.

- Mas deve ter sido só impressão minha. N-não é como se mortos pudessem andar por aí com outros nomes! – falou um tanto pasma.

- A menos que essa pessoa não tenha realmente morrido. – Loue fechou os olhos tentando não se lembrar de um incidente no passado. – Por que não me conta o que aconteceu? Talvez eu possa ajudar em alguma coisa.

Cornelia olhou para o garoto, receosa. Ela não tinha problemas em falar com ele, mas só de lembrar no que havia acontecido a fazia sentir um frio na barriga. Akio e Alice sentaram num sofá de frente para Loue, Cornelia e Bianca.

- Recebemos uma informação: a Arcadio estava planejando matar a Dominique. Nós seguimos um dos carros deles, até certo ponto eles não perceberam.

- E então vocês foram descobertos como um porco no meio de vários gatos. – falou Akio.

- É. – Cornelia coçou a cabeça. – Eu estava acompanhando os outros num carro separado. Pude ver que um dos agentes da Arcadio havia saído do carro em que estava e já estava batalhando contra os nossos. Aproveitei um momento em que ele abaixou a guarda e ataquei. Quando ele se virou, eu... E-eu... – ela colocou a mão no rosto. Só lembrar o rosto assustado do rapaz fazia com que lágrimas viessem aos seus olhos.

- Calma. – Loue acariciou a cabeça de Cornelia e entregou um lenço para a mesma. – O que aconteceu depois?

- Obrigada. – sorriu enxugando as lágrimas que estavam quase saindo de seus olhos esverdeados. – Eu vi. Ele era igual a um amigo de infância meu, mas que morreu há muito tempo.

- O defunto saiu da cova? – Akio sentiu uma aura maligna vinda de Bianca, que não estava gostando nem um pouco dos comentários dele. Além disso, sentiu uma cotovelada no braço que foi dada por Alice.

- E sobre o “outro nome” que você falou mais cedo? – Loue insistiu para que Cornelia continuasse e não prestasse atenção no que o outro Guardião da Tempestade falava.

- Nós estávamos nos encarando. De repente, o carro da Arcadio quase me atropelou e eu ouvi o motorista gritar “CHAOS!”. Depois disso, o agente da Arcadio entrou no carro e eles sumiram da nossa vista. Não pudemos segui-los, pois nossos pneus haviam sido furados. – Cornelia bebeu um pouco de chá para se acalmar. Sua pele estava quase na cor normal. – O meu amigo se chamava Alec, não Chaos. Então devem ser pessoas diferentes. – a moça sorriu um pouco frustrada.

- Entendo. – Loue depositou sua xícara na mesinha a sua frente. – Mas deve ter sido um choque para você, certo? Não é todo dia que encontramos pessoas parecidas com nossos conhecidos.

- Foi sim. Mas está tudo bem, eu já me recuperei. – Cornelia deu um sorriso de orelha a orelha. – Obrigada pela ajuda, Boss.

- Qualquer outro problema que você tiver, é só falar comigo. – sorriu gentilmente o garoto.

- Até parece que o mais velho daqui é o Loue. – Alice disse rindo da situação. Cornelia e Bianca riram junto com ela.

Loue esboçou um sorriso, estava satisfeito com a harmonia que via em sua famiglia. Deu leves tossidas para chamar a atenção de todos e então começou a falar num tom sério e um tanto inesperado.

- Amanhã, Dominique e seus guardiões irão viajar para o Japão. Como a famiglia aliada da Distrune, nós iremos acompanhá-los e servir como guarda-costas até que eles retornem à Itália.

- Amanhã? Assim, tão repentinamente? – Alice arregalou os olhos. Mal havia pisado no solo italiano e já teria que viajar de novo!

- Peço desculpas pelo imprevisto. – disse o rapaz. – Parece que Dominique pretende reencontrar um antigo amigo o mais rápido possível.

- Quem seria? – perguntou Bianca.

- Um garoto chamado Sawada Tsunayoshi. – Cornelia abriu a boca incrédula.

- O Decimo Vongola! – falou ela um pouco mais alto do que pretendia.

- Também me espanta pensar que Dominique um dia conheceu o Vongola, sendo que no passado ela simplesmente morava dentro de um hospital. – Loue sorriu suspirando.

- Vivia num hospital? O que a sua prima tinha, Lou-kun? Idiotice crônica? – Akio arqueou uma sobrancelha e como resposta recebeu uma risada descontraída de seu chefe.

- É um problema hereditário. – todos se entreolharam antes de encararem Loue preocupados. – Mas eu não tenho nada, não se preocupem. – sorriu acalmando-os.

- Você não nos chamou até aqui apenas para falar sobre a Dominique, certo, Loue? – Bianca colocou sua xícara na mesa e virou o rosto na direção dele. – Tem um problema nessa viagem.

- É verdade. – ele balançou a cabeça concordando com Bianca. – E esse problema tem nome, residência, quantidade e poder.

- A Arcadio, penso eu. – Alice falou séria. – De acordo com o que a Cornelia falou agora pouco, eles estavam planejando matar a Dominique. Não duvido que tentem isso no Japão.

- É por isso que nós estamos indo proteger a Tredicesima e chutar a bunda desses idiotas. – Akio deu um sorriso de canto enquanto terminava seu último gole de chá.

- Eu usaria palavras menos vulgares, Akio, mas seria basicamente isso. Teremos que nos manter concentrados e não deixar que a Arcadio chegue perto da Tredicesima Famiglia.

Bianca levantou-se e saiu da sala sem falar nada, precisava arrumar suas coisas para a viagem. Alice e Cornelia saíram logo depois; a primeira iria arranjar alguém para ficar de olho em sua irmãzinha enquanto estivesse fora e a segunda queria passar um tempo sozinha para pensar. Akio iria conversar um pouco mais com Loue, porém recebeu uma ligação e teve que se retirar. Enfim, o líder da Notte Bleu estava sozinho.

- Epa, eu perdi alguma coisa? – ouviu-se a voz de uma garota na porta.

- Nada de muito importante, Katherine. Só falei para os outros guardiões sobre o que conversamos hoje mais cedo. – Loue olhou para ela parecendo um pouco cansado. – A missão de hoje foi mais complicada? Você voltou tarde.

- Mais ou menos. – ela riu sentando ao lado dele. – Conseguir informações confidenciais não é lá tão fácil. – entregou uma pasta ao Sourblanc. – Mas e você? Está com uma cara de quem não dorme faz dois dias.

- Quatro dias, para ser preciso. – Kath olhou assustada para ele.

- Como?!

- Não é nada demais, eu estou bem. – sorriu. – Ainda tenho algumas coisas para fazer, então, se quiser ir dormir, pode ir, Katherine. – apontou com a cabeça para a pilha de papéis que havia em cima de sua mesa.

- Você está louco. – ela falou dando um leve cascudo nele. – Vamos, você precisa descansar! – puxou-o pelo pulso para fora da sala, mesmo com Loue meio relutante.

- Mas, o trabalho--

- Escute aqui, Loue. – Katherine olhou para ele séria. – Se continuar assim, você vai ter um colapso. Como sua guardiã, é minha obrigação impedi-lo de cometer suicídio!

Os dois pararam na frente do quarto do mais novo. Kath abriu a porta e se deparou com o quarto mais arrumado que já viu na vida. Uma gota escorreu por sua cabeça, para Loue tudo tinha que estar perfeito? Ignorando esse fato, entrou arrastando-o.

- Aqui. – jogou uma toalha e uma muda de roupa para ele. – Vá tomar banho e depois durma. Quanto ao trabalho, vou dizer para outra pessoa cuidar disso. – ela iria se oferecer para ajudá-lo, mas só de pensar nos relatórios e enormes textos que teria que ler... Preferiu jogar essa tarefa para um empregado mais competente.

- Obrigado. – Loue sussurrou segurando desajeitadamente as roupas. Deu alguns passos cambaleando até chegar ao banheiro e então fechou a porta.

Katherine sorriu satisfeita com seu ato. Saiu do quarto e foi para o seu, queria olhar as estrelas até que amanhecesse.

Um empregado entrou no quarto do Nono Notte, mas ao constatar que este dormia, deixou um papel em cima da cama e se retirou silenciosamente.

Caro Loue, informamos que Alphonse Cane di Amici já se encontra no Japão e esperará por você e seus companheiros no aeroporto, em torno das 8:10 da manhã, como o planejado. A previsão do tempo para amanhã é de poucas nuvens e uma temperatura em torno de 23°C, ótimo clima para uma viagem de avião. Desejamos a todos uma viagem tranquila e esperamos por vocês em Namimori. Ass.: John Arias e Mary D. Stereo.

Notas finais
Ok, estou morrendo de sono, ainda preciso fazer a tarefa de casa de química, vou sumir esse final de semana porque vou viajar...

Mas eu finalmente consegui terminar esse capítulo! (amém, pensei que iria empacar e nunca mais iria conseguir continuar a postar novos capítulos da Alliierten. '-')

Peço desculpas caso haja algum erro ortográfico ou algo do tipo. Minha cabeça não está funcionando muito bem agora. @-@

Ciao, ciao. Até a próxima. o/