Notas iniciais
Como vão vocês? Estou aqui com mais um capítulo de Alliierten: Maledizione Delle Fiamme! lol
Gerard/Gilbert: Não me diga... *revirando os olhos*
Ih, chegaram os gêmeos. Vieram me incomodar até nas notas do capítulo?! ò.o
Gerard: Como você prefere dar mais ênfase nos outros, precisamos aparecer em algum lugar, oras.
Mas eu também amo vocês dois. i.i
Gilbert: É isso o que me preocupa...
Gerard: Pois é, né...
Ingratos. ç.ç *vai para o cantinho emo*
Ok, deixando esses dois de lado (Gerard/Gilbert: Ei!), vamos ao capítulo! Tentei fazê-lo maior dessa vez. o/
Boa leitura. :D
Chaos desceu do carro preocupado. Olhou ao redor e saiu correndo procurando o Settimo Arcadio, Gerard. Se ele não o encontrasse a tempo, muito sangue ia jorrar. Sem exageros, Dante realmente não teria problemas em matar seu próprio filho. O rapaz procurou por todos os cômodos, porém não achou seu chefe. Estranhou, também não ouvia nenhum barulho vindo do escritório do Sesto Arcadio. Gerard já estava morto? Chaos descobriu que não assim que chegou ao jardim.
- Olá, Chaos. Aceita um pedaço de bolo ou uma xícara de chá?
Ele piscou várias vezes, tentando entender a cena que acabara de ver. Mikhul deliciava-se com uma taça de vinho; Akihisa tinha na sua frente um pote enorme de sorvete e Nea estava comendo um bolo de morango cheio de chantilly. Os três sentados em volta de uma mesa retangular enorme onde haviam os mais variados tipos de comida. Kain estava encostado na parede lendo um livro e parecia não querer se juntar ao grupo no banquete.
- Talvez você prefira um copo de whisky ou biscoitos caseiros. – comentou uma garota sentada perto da ponta. Foi ela também que fez a primeira oferta ao Chaos.
Ele direcionou seu olhar para ela, confirmando suas suspeitas. Suspirou aliviado e puxou uma cadeira para se sentar.
- Aceito um copo de suco bem gelado. – disse Chaos. – Que ideia é essa de fazer uma “festa” aqui no jardim, Ciaran?
A garota sorriu entregando o copo a ele.
- Gerard estava um pouco tenso. Achei que isso poderia animá-lo.
Ciaran tinha cabelos negros, ondulados, e olhos tão profundos quanto o fundo do mar. Usava um vestido Lolita cheio de babados nas cores branco, azul e preto. Na sua cabeça, uma tiara prateada com pequenas estrelas a enfeitando.
- Funcionou perfeitamente. – falou Kain sarcasticamente.
Sentado na frente de Ciaran, Gerard se debatia enquanto tentava se soltar das cordas que o amarravam. Tentava gritar, mas sua boca estava tampada com fita crepe e esparadrapo. Ele balançava as pernas freneticamente e a cabeça de um lado para o outro. Todos os guardiões encaravam-no com gotas na cabeça.
- Cala a boca, Gerard. Estou tentando tomar chá. – Ciaran tirou um rifle de sabe-se-lá-onde e apontou para o Settimo. Este ficou quieto no mesmo momento (estava assustado demais para contrariar sua Guardiã do Trovão). Uma aura maligna emanava da garota.
- Expliquem-me o que aconteceu. – pediu Chaos para os outros guardiões.
- Gerard estava indo conversar com o Sesto Arcadio, ele parecia bem irritado; nós estávamos atrás dele. Foi quando Ciaran chegou e amarrou-o. Ela arrastou o coitado até aqui e o resto você já sabe. – falou Mikhul colocando a taça na mesa.
- Hm... – Chaos tomou um gole de seu suco e ficou quieto.
- E você? Parece que sua próxima missão era matar a Tredicesima Distrune. – Akihisa perguntou enquanto lambia a colher cheia de sorvete.
Gerard lançou um olhar mortal para Chaos. Este apenas deu de ombros como se o assunto não fosse tão importante.
- Era, mas quando nós fomos coletar dados dela, agentes da Notte Bleu nos interceptaram e tivemos que recuar. – ele olhou para o céu lembrando-se do rosto assustado de Cornelia.
- Menos mal. – Ciaran levantou-se e andou até ficar do lado de Gerard. – Viu, seu idiota? Ela ainda está viva. – e, num movimento brusco, arrancou-lhe a fita crepe que tampava sua boca.
O Settimo soltou um grito de dor, mas a garota ignorou e desamarrou-o. Depois de choramingar num canto, ele se recompôs e respirou fundo.
- CHAOS, SEU MALDITO! COMO OUSA QUASE MATAR A MINHA RIVAL?! – Gerard quase iria pular em cima do Guardião da Nuvem se não tivesse sido segurado por Mikhul e Kain.
- Foram ordens do seu pai. – Chaos olhou sério para o garoto. – E se isso te incomoda tanto, pare de enrolar e mate a Dominique de uma vez. – levantou-se e saiu andando com as mãos nos bolsos.
Gerard parou de espernear e observou Chaos indo embora. Sentou novamente na cadeira e enfiou um pedaço de pão na boca, mastigando bem devagar. Todos ficaram em silêncio, não sabiam ao certo o que dizer.
- Ele tem toda a razão, Gerard. – disse Ciaran. Gerard teve que concordar com ela, pois acabou com o rifle sendo apontado para si de novo. – Você devia parar de enrolar. Ou pelo menos admitir que não quer matá-la.
- Eu quero matá-la. – ele falou cerrando os dentes.
- Se quisesse mesmo, já teria o feito. – Akihisa revirou os olhos. – Ou você quer ou não quer. Decida.
- Não adianta discutir com vocês, isso não tem lógica alguma. – Gerard levantou irritado e saiu pisando forte no chão.
- Idiota. – Kain falou voltando a ler seu livro.
Nea olhou para os outros e então seguiu seu chefe. Teve que apressar o passo, porque Gerard não estava andando devagar. Quando finalmente o alcançou, já estavam distantes do jardim. Ela tocou de leve em seu ombro fazendo com que ele a encarasse. Sorriu mesmo com o olhar de poucos amigos dele.
- Tudo bem, Ger-pon? – perguntou calmamente.
- Não. – ele falou ríspido, mas logo percebeu que havia sido rude demais. – Desculpe. – sussurrou bagunçando os próprios cabelos.
- Não tem problema. Quer conversar?
Ele passou o olhar a sua volta, constatando que não tinha ninguém por perto. Segurou a garota pelo pulso e a puxou até o outro lado da mansão. A “viagem” durou em torno de sete minutos (eita, mansão infinita...). Quando eles pararam, estavam na outra parte do jardim e que ficava mais escondida por ser cercada de mato e árvores. Nea percebeu um pequeno altar no meio do jardim e também uma mesa de mármore logo após a entrada. Maravilhou-se, pois o jardim era belo mesmo sem flores ou borboletas. Gerard soltou-a e andou até a mesa, sendo seguido pela sua Guardiã do Sol.
- Eu vinha lanchar aqui todas as tardes com a minha mãe. – ele sorriu passando a mão pelo mármore. Seus olhos brilhavam como os de uma criança.
- Sua mãe? – foi somente naquele instante que Nea havia se tocado: nunca chegara a ver a mãe de Gerard. Ela olhou para a mesa curiosa e receosa.
- É. – o brilho no olhar do Arcadio, de repente, sumiu. Nea estranhou, então decidiu não dizer mais nada. Iria apenas ouvi-lo. – Minha mãe adorava comer embaixo das sombras daquelas árvores e nos contar histórias depois do almoço. Ela vivia nos dando bronca, porque nós geralmente caíamos na lama. Ela também gostava de dançar e cantar. – a cada palavra que ele dizia, a tristeza em seu olhar ia aumentando. – Mas ela se foi.
- Ela morreu? – Nea tampou sua boca assim que notou o que havia dito. Amaldiçoou-se mil vezes por aquilo.
- Meu pai a levou embora. – Gerard sentou na grama úmida, mas sem desencostar a mão da mesa. – Depois disso, a vida começou a ficar cada vez mais cinza.
Nea sentou ao lado dele. Era estranho vê-lo naquele estado tão deprimente. Sentiu vontade de abraçá-lo, dar algum tipo de consolo, porém estava paralisada. Estava com medo da reação dele.
- E então, chegou aquela idiota. – a garota constatou que ele falava de Dominique. – Depois daquele dia, minha vida passou de cinza para vermelho. – Gerard passou a mão no pescoço lembrando-se dos castigos de Dante, o vermelho-sangue invadindo sua mente.
Silêncio. A garota não conhecia seu chefe tão bem, mas sabia que ele havia sofrido muito quando criança, pois ouviu boatos e alguns subordinados da Arcadio lhe contaram histórias macabras sobre o passado de Gerard. Aquele clima pesado a estava incomodando, por isso tentou quebrar o gelo.
- Que cor você gostaria que a sua vida tivesse, Ger-pon? – Nea perguntou.
- Na verdade... – ele balançou a cabeça e encarou o céu azul. Algumas nuvens cobriam o Sol e dois pássaros passaram por cima da cabeça de Nea e Gerard. – Eu preferia que a minha vida fosse mais colorida como a daquela bobona. Uma mistura de todas as cores do arco-íris. – esboçou um sorriso abatido.
Ciaran aproximou-se do rapaz parado perto da janela. Ele estava tão absorto em seus próprios pensamentos que mal notou os passos da garota chegando cada vez mais perto. Ela, incomodada por estar sendo ignorada, deu-lhe um tapa no ombro.
- O que você está fazendo, Gilbert? – o garoto olhou-a massageando o ombro.
- Nada. – disse num murmúrio quase inaudível.
Ciaran olhou para o lado de fora da mansão através da janela. Conseguiu ver Nea e Gerard sentados na grama do “jardim da mama”, como diziam os Arcadio. Os dois pareciam estar conversando e, levando em conta o lugar e o olhar de Gerard, Ciaran entendeu na hora sobre quem eles estavam falando. A mãe do Settimo, Mio vet Callisto di Arcadio, e a Tredicesima Distrune, Dominique Orchidea di Amici.
- Faz um bom tempo desde que alguém pisou naquele jardim. – comentou Ciaran.
- Desde que mama foi embora. – complementou Gilbert suspirando. – Faz um bom tempo que não te vejo usar outra cor além do preto. Finalmente saiu do luto, Ciaran?
- Digamos que sim. – cerrou os olhos e mordeu o lábio inferior. – Frederika não iria querer me ver naquele estado deplorável. – ela deu de ombros.
- ...Você já sabe que o Roderich voltou? – Gilbert perguntou receoso.
- Claro. – Ciaran sorriu. – Soube bem antes que você.
- Você não o odeia mais? – o garoto arqueou uma sobrancelha surpreso.
Ciaran enrolou uma mecha de cabelo no dedo e ficou brincando com ela. Olhou para os lados e demorou um pouco mais para responder ao garoto.
- Frederika o amava. Se minha irmã gostava dele, eu não vou odiá-lo. Mas continuo não gostando daquele mulherengo sem-educação. – colocou as mãos na cintura e inclinou a cabeça para o lado. Uma veia saltou em sua testa enquanto falava de Roderich.
Gilbert suspirou aliviado. Pelo menos, Ciaran não iria tentar matar seu irmão mais velho. Por enquanto.
- Eu soube que você foi visitar o Frau. – um sorriso malicioso surgiu nos lábios da garota. – O que foi fazer lá?
- C-como assim? – Gilbert começou a corar, mesmo contra sua vontade. – Eu não fui ver o Frau! Fui falar com a Deanna! – exaltou-se e quase gritou.
- Seei. – Ciaran começou a rir deixando-o ainda mais vermelho e irritado. – Foi falar com a sua irmã? Conta outra, Gil! Nessa desculpa eu não caio.
- N-não estou mentindo!
- N-não está m-mesmo. – Ciaran gaguejou apenas para aumentar a raiva dele. – Se não foi ver o Frau, você não se importa caso eu coloque essa montagem na internet, certo? – tirou do bolso uma foto onde Frau abraçava o Gilbert enquanto olhava para a câmera.
- DE ONDE VOCÊ TIROU ISSO?! – tentou arrancar a montagem de Ciaran, porém ela foi mais rápida e impediu-o dando um chute em sua canela.
- Ha ha ha! — ela mostrou-lhe a língua e guardou a foto novamente. – Não se preocupe, Gil. Eu te dou uma cópia depois! – saiu correndo rindo alto.
Gilbert olhou desesperado para ela e então foi persegui-la. Ciaran era assustadora quando irritada, mas em outros momentos era ela o ser irritante. Ou ela ficava sem expressão alguma, parecendo até uma boneca. Guardiã do Trovão mais complicada essa, devo dizer...
Akihisa terminou de tomar seu sorvete para sua infelicidade. Olhou ao redor procurando por mais. Passou os olhos por toda a mesa, porém não achou nenhum sinal de sorvete ali. Levantou incomodada e encarou Mikhul e Kain. O primeiro olhou-a curioso, já o segundo quase não ligou para a aura escura que se formava em volta dela.
- Eu quero mais sorvete.
- E eu quero a Lua. – Kain revirou os olhos.
- Vá buscar para mim! – ordenou ela. Kain abaixou o livro que estava lendo para encarar a garota nos olhos.
- Nem morto. – Kain deu um passo para o lado, assim desviando da torta que Akihisa havia jogado. – Ruim de mira. – e voltou a ler.
- Idiota! – cruzou os braços e bufou. – Você! – apontou para Mikhul que até agora se mantinha calado. – Me traga um sorvete de morango.
O mais velho sorriu e levantou da cadeira. Ser gentil com as mulheres, ser um cavalheiro e nunca faltar-lhe com respeito. Mikhul era o exemplo de bom rapaz que sempre esteve em falta no mundo. Quando ele estava prestes a se distanciar da mesa, um pote de sorvete caiu na frente de Akihisa. Esta, assustada, deu um pulo.
- De onde veio isso?! – ela arregalou os olhos, mas não demorou em retirar a tampa e enfiar a colher no pote.
Um vulto parou na frente da mesa e encarou cada um dos guardiões. Eles também o olharam um tanto curiosos enquanto este pegava um biscoito e comia-o.
- Olá Roderich. – Kain balançou a cabeça cumprimentando-o.
- Há quanto tempo, Kain. – colocou uma mão no bolso da calça e com a outra, ajeitou sua gravata. – Prazer em conhecê-los, Mikhul e senhorita Akihisa. – Roderich aproximou-se da garota e beijou-lhe a mão. Deu um sorriso de canto ao vê-la corar levemente.
- Melhor parar com esse showzinho, Roderich. Essa garota é louca. – Akihisa lançou um olhar mortal para Kain, mas ele a ignorou.
- Quem não tem um pouco de loucura dentro de si? – ele riu e se afastou. – Gostaria de ficar mais um pouco, porém tenho assuntos para tratar com o Sesto. Tenham uma boa tarde. – acenou para os três antes de entrar na mansão.
Não havia passado dois minutos e logo o rapaz encontrou uma empregada no corredor. Ela, ao perceber a presença dele, rapidamente curvou-se para frente e tentou esconder a face vermelha com o cabelo. Roderich levantou o queixo dela e a fez olhar diretamente para ele.
- Não precisa ficar assim tão acanhada. – inclinou o rosto e sussurrou no ouvido dela. – Eu não mordo tanto. – e deu um passo para trás deixando a mulher desnorteada.
Ele se retirou sem ouvir a resposta dela. Quando estava longe o suficiente, suspirou. Conteve o riso, parecendo uma criança que acabou de aprontar. Andava calmamente com ar de superioridade.
- Você continua uma droga. – ouviu uma voz atrás de si. Ele não se virou, mas sabia que era Ciaran.
- Você acha? – deu de ombros sem se importar com a opinião dela.
- Eu sei que a morte da minha irmã foi um choque para você, Roderich, mas é mesmo necessário sair com outras mulheres? – sua voz era trêmula, tanto de raiva quanto de preocupação.
- Eu tenho esse direito, não tenho?
- Mas todas AO MESMO TEMPO? – Ciaran jogou um vaso nele, porém o rapaz desviou com facilidade. – Você só está machucando os sentimentos delas. Frederika iria te espancar se soubesse disso. – Roderich ficou em silêncio. – Por que não se dedica a uma mulher só?
- Você não entende, Ciaran. – riu ele. – No mundo da máfia, esse tipo de sentimento é o que te leva à cova. – saiu andando apressado, não dando tempo para Ciaran continuar a falar.
Abriu a porta de Dante sem bater. O homem olhou-o não muito contente, odiava quando faziam aquilo. Na verdade, odiava quase tudo naquela famiglia. Colocou a caneta na mesa e passou a prestar atenção no que Roderich iria dizer.
- Primeiro: a coleta de dados da Tredicesima Distrune foi um fracasso; segundo: todos os agentes da Arcadio foram avisados; terceiro: Dominique, neste exato momento, está indo para o Japão se encontrar com o Decimo Vongola. – falou num tom irritadiço e numa velocidade incomum.
- Pare de falar assim ou eu dou um tiro no seu estômago. – disse Dante já tirando uma arma da gaveta.
O rapaz respirou fundo tentando se acalmar. Encarou Dante com ódio, mas seu tom de voz estava mais sério e calmo.
- Gerard não descobriu nada por enquanto. – mentiu ele. – Vou mandar toda a Settima Famiglia para alguma viagem, talvez para os EUA, assim eles ficam longe do Japão.
- Se vai enviá-los, vá logo e pare de gastar meu tempo. – disse Dante curto e direto. Roderich, vendo que não ia precisar falar mais nada, retirou-se.
Depois que fechou a porta, deu um sorriso de canto. Uma mistura de raiva e satisfação. Saiu andando com as mãos nos bolsos em direção ao seu quarto.
- Odeio aquela névoa que fica envolta dele. – pensou alto. – Mas, pelo menos, ele não desconfiou de nada. – parou de andar e olhou para a direita. – Ele pode muito bem ser um imbecil, não acha, Chaos?
Chaos saiu das sombras concordando com Roderich, mas sem sorrir. Os dois passaram a andar lado a lado e conversaram até que seus caminhos fossem em direções diferentes.
- Vocês irão para o Japão daqui a duas horas. O jato da Arcadio já está pronto e se encontra no lugar de sempre. Eu também já matriculei quem podia na escola que o Decimo Vongola frequenta e os que não precisam estudar vão trabalhar em locais próximos. – Roderich passou um breve roteiro do que a famiglia de Gerard iria fazer. – No Japão estarão os agentes que o Sesto escolheu para matar a Dominique, então tomem cuidado para não serem identificados.
- Ok. Irei passar as instruções para os outros guardiões.
- Boa viagem. – Roderich sorriu antes de se separar de Chaos. Este seguiu em frente enquanto o Arcadio teve que pegar o caminho da esquerda.
Quando chegou ao seu quarto, o rapaz tirou o celular do bolso e ligou para uma pessoa. Passou um bom tempo esperando até que finalmente alguém atendeu.
- Alô? – uma moça atendeu ao telefone com a voz falha.
- Que demora, hein. – reclamou ele enquanto retirava a gravata e abria os dois primeiros botões da camisa.
- Desculpa, ué. Eu estava conversando com a Ace.
- A sua piromaníaca narcolépsica? – Roderich ouviu alguém espirrar, mas estava um pouco distante. – Ela está aí? – sem querer deixou escapar um sorriso.
- Estava, agora ela foi fazer um sanduíche de creme de amendoim pra mim. – disse com alegria.
- Deixando seus lanches de lado, preciso falar contigo. – revirou os olhos. – É melhor você prestar atenção, Deanna.
- Pode falar. – a voz de Casilda mudou e ficou mais séria.
- A primeira fase do nosso plano foi um sucesso. – ouviu um suspiro aliviado do outro lado da linha. – Por sorte, a Ciaran impediu o Gerard antes que ele fosse falar com o Sesto.
- Salve, Ciaran.
- Você está indo para o Japão também, certo? Gerard e a Settima Famiglia irão partir daqui a duas horas. Esteja pronta.
-Não precisa me tratar como se eu fosse um bebê, eu já arrumei tudo! – houve, então, uma pausa. – Ah, obrigada Ace! Eu estava morrendo de fome. – e o barulho de alguém mastigando.
- Eu vou te matar, Deanna. – a moça quase engasgou e voltou a falar com o irmão mais velho.
- F-fale, Roddy! Estou te ouvindo perfeitamentementemente! – falou nervosa.
Roderich suspirou. Por família de sangue, conhecia muitos loucos. Gerard e Gilbert eram teimosos e briguentos; Deanna era infantil e suicida (não que essa fosse sua intenção); dois de seus tios detonaram uma bomba sem querer dentro de uma delegacia de polícia e sua avó paterna estava internada num hospício. Talvez sua única parenta normal tivesse sido sua mãe mesmo.
- Iniciaremos a segunda fase do nosso plano no Japão. Até lá, não faça nada desnecessário. – desligou o celular e jogou-o longe.
Finalmente, deitou na cama e conseguiu relaxar. Porém, logo teria que voltar a trabalhar para que seu plano, Palette Colori, fosse um sucesso. Claro, naquele momento, Roderich queria apenas dormir e esquecer um pouco o mundo. Todo líder de um esquadrão de inteligência merece um descanso de vez em quando.
- Roderich... – fechou os olhos ouvindo uma voz o chamando. Aquela voz, sim, que lhe atormentava toda noite. Ele mordeu o lábio inferior sentindo uma pontada no coração.
Assim como sua irmã, o rapaz estava em seu limite. Logo, suas máscaras iriam quebrar mais uma vez. Mas, diferente do passado, não seria apenas uma briga de família. Seria a guerra entre dois lados opostos da mesma moeda.
Notas finais
Não acredito que consegui digitar tudo isso! Amém, Famiglia Arcadio. Eles estão me dando muitas ideias... '-'
LOL por que Guardiões do Trovão sempre são diferentes? Lambo é uma criança, Leviathan é o mais feio da Varia (-q), Ghost não tem cara (?), Gamma é um pedófilo *apanha*... E em A:MDF, a Lira é uma louca completa e a Ciaran... Err... Não vou comentar. '-'
Ciaran: O que você quer dizer com isso? *pega o rifle*
Nada, Cia-chan! NADA! *se encolhe num canto amedrontada*
Bem... Pelo menos, a Alice-chan é normal quando não ameaçam a irmãzinha dela... '3'
Tenho muita pena do Gerard, do Gilbert, da Casilda e principalmente do Roderich quando penso no passado deles... Eles sofreram tanto que eu nem sei dizer spoiler sobre isso sem contar a história toda. ;-;
Coisas muito melodramáticas irão rolar... -q
Logo, a história entrará em seu foco. Mal posso esperar. *-* Preciso digitar logo o próximo capítulo. *-*
Por enquanto, isso é tudo pessoal! (...isso me lembrou alguma coisa)
Ciao, ciao! Até a próxima! o/
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