Alliierten: Maledizione Delle Fiamme
10 Viagem
Notas iniciais
Como vão todos vocês? Desculpem a demora, eu deveria ter postado no sábado, mas dia 17 eu ainda não tinha terminado o capítulo. ;-; *chuta a falta de criatividade*
Eu tentei fazer o capítulo grande. E se algum personagem foi esquecido, peço perdão. É um pouco complicado lidar com tanta gente, mas logo eu me acostumo. Isso, isso! EU CONSIGO! *pulinho pulinho*
Rumo ao Japão, UHA! lol
Ei, me tragam sushi. E flores de cerejeira. E um Giga Pudding! i.i
Sem mais delongas, vamos ao capítulo! Espero que gostem! n.n
Boa leitura! :D
O jato atravessava o céu tão velozmente que mal se podia vê-lo entre as nuvens. Manobras arriscadas, hora ou outra ele virava bruscamente ou perdia altitude rapidamente. Quem estava pilotando aquilo?!
- YUUUUPIII! – Casilda gritou jogando os braços para o alto como se estivesse numa montanha-russa.
- CASILDA-SAMA! – o homem ao lado dela tomou os controles do jato antes que este batesse numa montanha. Ele olhou assustado para a moça e respirava como se tivesse visto a Morte. Bem... Uma parte disso era verdade. – NÃO NOS MATE! – pediu ele tremendo dos pés à cabeça.
Casilda riu e saiu da cabine do piloto, finalmente deixando o co-piloto assumir a direção do jatinho. Quando ergueu o olhar, deparou-se com muitas pessoas agarradas em seus próprios acentos e caras aterrorizadas.
- J-já acabou? – perguntou Klaus piscando várias vezes.
- Eu acho que vou vomitar. – Chaos fez uma careta.
- Foi divertido! De novo! – pediram Acelphiste e Akihisa. As duas receberam olhares reprovadores dos outros tripulantes.
A situação era a seguinte: todos os guardiões da Arcadio e a Pulizia (mais o Gilbert) estavam viajando juntos. Por alguma razão do santo Deus do Suicídio Precoce, Casilda teve a ideia de pilotar o jatinho por um tempo. Depois de muito implorar, o piloto acabou cedendo. Vocês devem imaginar o que aconteceu depois... Pois é, ela conseguiu fazer aquele veículo realizar coisas que nem eu cheguei a imaginar! Foi sinistro... Quanto aos outros, houve reações diversas.
- POR MINHA AMADA MAMA, DIGA QUE ACABOU! – Gilbert gritou desesperado.
Após o “tranquilo” passeio, até os guardiões haviam trocado de lugar. Gilbert, que estava sentado quietinho ao lado de Gerard, literalmente voou para o outro lado do jato e caiu no colo de Kain. Nea e Mary, no meio daquele tumulto, nem perceberam que estavam no lugar uma da outra. Gerard não havia saído do próprio banco, mas estava sentado de ponta cabeça!
- Pretende ficar aí até a viagem acabar, Gilbert? – Kain olhou-o arqueando uma sobrancelha.
- Claro que não! – o garoto disse de imediato assim que percebeu os olhares maliciosos vindos de Ciaran.
- Mas você parece estar apreciando o momento, Gil. – riu ela. – Porém, imagino que você queira outra pessoa no lugar do Kain. – Gilbert arregalou os olhos prevendo sobre quem ela estaria falando.
- Eu já disse que NÃO! – ele pegou um sanduíche que estava por perto e jogou na garota.
- Como você é tsundere, cara. – Ciaran inclinou a cabeça para o lado e o sanduíche acertou a cabeça de Akihisa.
- EI! QUEM JOGOU ISSO EM MIM?! – ela levantou e olhou para trás.
- QUE BADERNA É ESSA?! – Gerard levantou-se também.
- É GUERRAAAA! – Casilda pegou uma garrafa de refrigerante e jogou em todo mundo.
Foi assim que aquela bagunça teve início... Claro, alguns estavam em seus cantos tentando não serem envolvidos na briga. Infelizmente, era quase impossível desviar de tantas coisas que eram jogadas por todos os lados. Comida, almofadas, cobertores, sucos, pedaços de bancos, garrafas...
- Ei, pessoal. Estamos quase chegando e--
O co-piloto, ao sair da cabine, quase teve um infarto. Bashou, que estava olhando o lado de fora pela janela, sorriu para ele e voltou a encarar o céu. Fora o chinês, poucas pessoas estavam limpas. A sujeira era geral! Ele, desesperado, checou se estavam todos vivos ou sem ferimentos. Depois, voltou para a cabine em silêncio.
- Não passamos um pouco do limite? – perguntou Mary com um sorriso envergonhado.
- Claro que não. – Kain rolou os olhos suspirando. – Quase destruir esse jato nem é exagero. – reforçou o sarcasmo na última frase.
- Aqueles dois ainda estão brigando? – Klaus perguntou incrédulo apontando para Ciaran e Gerard.
- MORRA, ARCADIO! VOCÊ SUJOU O MEU VESTIDO COM CHOCOLATE! – Ciaran berrou dando socos fingidos na cabeça do garoto.
- VOCÊ QUASE ME FEZ ENGOLIR REFRIGERANTE PELO NARIZ! – Gerard pegou uma almofada e usou-a como escudo.
- Tsc. – esse foi o único som feito por Astaroth que estava com bolo na cara.
- Eles podiam parar com esse teatrinho. – Frau disse indiferente.
- Ah, mas são essas brigas que deixam a vida mais divertida, Frau! – Casilda riu enquanto esfregava um lenço na cara de Astaroth.
O Ettore suspirou, não iria discutir com a moça, afinal sabia que ela iria retrucar com algum comentário idiota. Ou nem iria ligar para ele, pois naquele momento estava cuidando de Acelphiste, que havia dormido no meio da “guerra”. Narcolepsia era uma droga, ele tinha que admitir.
- Eu devia ter recusado a vir. – Elisabeth cruzou os braços soltando um longo suspiro. Uma veia pulsava em sua cabeça.
- Não diga isso, companheira. Nada é melhor do que uma boa briga. – Fernanda, a garota sentada ao lado de Elisabeth, disse. Ela tinha cabelos negros e em seus olhos azuis reluzia um brilho satisfeito.
- Aqui, Ger-chan. Use isso. – Nea entregou um lenço ao Settimo para que ele tirasse o molho de tomate da bochecha. Sorriu, não podia recusar o fato que ele estava muito engraçado todo sujo daquele jeito. Parecia uma criança que acabara de comer.
- Obrigado. – ele falou enquanto ria.
- Ei, Gil. – Ciaran se aproximou do garoto e cutucou-lhe a cabeça. – Não quer pedir um lenço ao Frau? – deu um sorriso malicioso.
- DÁ PRA PARAR COM ISSO?! – berrou ele irritado. Com isso, todos olharam para os dois, principalmente o rapaz de quem estavam falando. Gilbert encolheu-se em seu banco tentando esconder o rosto vermelho de vergonha. – Pare de me incomodar, Ciaran. – lançou um olhar mortal para ela.
A garota sorriu e finalmente voltou para o seu lugar. Ao lado dela, Mikhul e Akihisa assistiam o caos que estava o interior do jato. A garota comia cachorro-quente e o garoto tentava entender como tudo aquilo podia ter sido feito em apenas dez minutos.
- Quando junta-se 17 mafiosos, esse resultado é esperado. – disse Ciaran sorrindo. – E olha que o Roderich nem veio. Agradeçam a Deus por isso. – passou a mão pelo cabelo todo bagunçado e grudento.
- Roderich? – Akihisa deu mais uma mordida até finalmente lembrar-se do rapaz. Quase engasgou quando a cena dele beijando sua mão veio à sua mente. – A-aquele que estava na mansão hoje? Aquele cara alto e de cabelos castanhos? Mais ou menos 20 anos? – disse entre tosses. Mikhul batia de leve em suas costas e procurava uma garrafa de água com os olhos.
- 21, pra ser mais específica. – Ciaran olhou para Akihisa e já podia imaginar como o Arcadio a cumprimentou.
- Você já o conhecia, Ciaran? – perguntou Mikhul.
- Mais ou menos. – deu de ombros, mas conseguiu prender a atenção dos dois. – Ele era o namorado da minha irmã mais velha. Ainda quero saber o que ela viu de tão bom naquele bobão. – cruzou os braços e começou a emanar uma aura assassina extremamente assustadora.
- Você tem uma irmã? – Akihisa arqueou uma sobrancelha curiosa. Não conhecia Ciaran tão bem, mas até onde ela sabia a garota mal tinha família.
- Tinha uma irmã mais velha. Ela se chamava Frederika e era uma excelente escultora. – seus olhos brilharam tanto que pareciam ser capazes de iluminar um campo de futebol. – Mas morreu muito jovem, foi realmente uma tragédia. – deu de ombros mais uma vez sem mudar sua expressão, como se ela não se importasse com aquilo.
- Da forma como você fala dela, Frederika deveria ser uma ótima pessoa. – Mikhul sorriu.
- Hm... Era sim. Mas se você quiser pensar em como ela realmente era, é só compará-la com a mãe do Gerard. As duas eram bem parecidas, eu acho. – cruzou os braços e inclinou a cabeça para o lado. – Em questão de personalidade, quero dizer.
- A mãe... Do Ger-chan? – Akihisa parou de comer e encarou Ciaran com os olhos arregalados. – Mas nós nunca a vimos. E ela está morta.
- Vocês acham mesmo? – Ciaran disse pensativa. Mikhul e Akihisa se entreolharam confusos.
- Você já a conheceu, Ciaran? Sabe algo sobre ela?
- Ei, ei, Le Roux. Uma pergunta por vez, por favor. – riu a garota. – Vamos ver... Sim, eu a conheci. Se fosse descrevê-la, eu diria que ela era uma “estrela perdida no dia”. – vários pontos de interrogação surgiram acima da cabeça de Mikhul e Akihisa. – Sobre ela... Eu tenho alguns contatos e Gerard me disse algumas coisas. Eu não diria com tanta certeza que ela está morta, mas sim desaparecida. Onde ela está é outra história.
- Se você tem tantas informações, por que não fala com o Gerard? – Mikhul perguntou encarando-a.
- Porque certa pessoa me pediu para ficar quieta. – Ciaran fez um gesto como se estivesse fechando um zíper em sua boca. – Não foi o Sesto Arcadio, Dante, nem o Roderich. Se quiserem descobrir, investiguem. – sorriu e direcionou sua atenção para outra coisa.
Casilda, depois de conseguir colocar Acelphiste deitada num banco, sentou ao lado de Fernada exausta. Limpou uma gota de suor que teimava em incomodar sua bochecha e olhou para sua guardiã do Sol.
- Tudo isso não te traz lembraças, Nanda? – deu um sorriso largo e bobo. Fernanda olhou-a balançando a cabeça.
- “Tudo isso”? Você quer dizer a bagunça, a sujeira e as manchas vermelhas por aí? – Casilda soltou uma descontraída risada, sendo seguida por Fernanda.
- Nossa primeira luta juntas... Eu me lembro muito bem. Dois dias depois, eu ainda não conseguia sentir meus punhos. – falou como se essa história não tivesse nenhum pingo de violência no meio.
- Mas foi uma boa luta. Aqueles valentões passaram semanas na UTI, lembra? – Fernanda colocou as duas mãos atrás da cabeça e cruzou as pernas olhando para cima. Boas lembranças, boas lembranças...
- Que tipo de história vocês duas tiveram? E onde se conheceram, na prisão? – Elisabeth encarava as duas com uma enorme gota escorrendo por sua cabeça.
- Nada demais, Lise! Apenas o normal: lutas, brigas, suspensões, hospitais, bla bla bla. Quer fazer parte também? – perguntou Casilda rindo.
- Não, dispenso. Prefiro ter meus órgãos dentro de mim. – suspirou e voltou a ignorar a conversa das duas.
Bashou olhou para o seu lado e encontrou um garoto. Passou um bom tempo em silêncio. Silêncio... Cutucou-o, fazendo o mesmo erguer a cabeça para encará-lo.
- Desde quando você está aí, Gilbert? – sorriu o chinês.
- Faz alguns minutos. – disse o garoto num sussurro. Voltou a abaixar a cabeça e uma nuvem depressiva surgiu acima desta.
- Aconteceu alguma coisa?
- A Ciaran não me deixa em paz. – falou num tom infantil. – O que ela tem?! Sempre acha um motivo pra implicar comigo! Meu jeito de andar, de comer, de me vestir, a forma como eu fecho a porta, o Frau...
- Espera, por que o Frau? – Gilbert calou-se, mas Bashou perguntou novamente. – Por que?
- Porque ela acha que nós somos um casal. – o chinês arregalou os olhos, mas não disse nada. – Por que um CASAL?! – colocou as mãos na cabeça em sinal de desespero. – Qual é! Eu sou um homem! O Frau é um homem! Por acaso ela é fã de yaoi?! – Gilbert ficou de joelhos no banco e lançou um olhar interrogativo ao jovem Ettore.
- O que foi? – Frau encarou Gilbert com uma expressão de puro tédio.
- Eu simplesmente não entendo. – franziu o cenho. – E por que tinha que ser comigo? Ela não podia incomodar o Gerard? Ou o Roderich? – sussurrava para si mesmo e até esqueceu que Bashou estava do seu lado.
- Talvez... Porque ela ache que vocês dois... Se amem? – ele tentou usar palavras não muito ofensivas, afinal ele não entendia nada de relacionamentos homossexuais.
- ... – Gilbert virou o rosto na direção de Bashou e fez uma careta. Logo depois, a careta virou puro terror. – COMO ASSIM?! AMOR??!? – ficou tão branco quanto papel.
Todas as garotas olharam para o Arcadio. Na mente delas, apenas um pensamento surgiu. “Eu sabia”... Enquanto isso, Frau continuava encarando Gilbert e tentando entender o que ele tanto conversava com Bashou.
- É isso! Deus está me amaldiçoando! Só pode! – Gilbert começou a bater a própria cabeça no banco.
- ... – Bashou deu um sorriso torto e bagunçou os cabelos do mais novo tentando confortá-lo.
Gerard observou seu irmão gêmeo com uma gota na cabeça.
- O que ele está fazendo? – disse jogando uma almofada nele.
- EI! – Gilbert jogou a almofada de volta. – Estou tendo alguns problemas aqui, capiche? – apoiou o queixo no banco e ficou encarando Gerard.
- Eu estou rodeado de problemas, fratello! – Gerard apontou para todos dentro do jatinho.
- ...
- ...
- Ei, eu soube que haverá uma maratona no Japão semana que vem. Vamos? – Gilbert propôs mudando de mal-humorado para animado.
- Semana que vem? Vamos sim! – Gerard animou-se também. – Vamos ganhar da Dominique e pegar a medalha de ouro!
- Com certeza! – os olhos dos dois brilharam.
Todos os guardiões ficaram em silêncio. Ninguém entendia aqueles gêmeos... Exceto Casilda, pois ela estava sorrindo para os irmãos e incentivando-os. Espera... O que?!
- Isso mesmo! Animem-se, logo vocês vão poder participar de quantos campeonatos/concursos/competições/etc etc vocês quiserem! Pensem em todos os prêmios que irão receber! – Casilda dizia alegre. – A glória, a honra, a vitória...
- Isso! Isso mesmo! – disseram os gêmeos ao mesmo tempo.
- Sim, como se vocês fossem conseguir algo desse tipo. – disse Kain encarando o nada.
- ...
- ...
O resultado daquele comentário de Kain foi: Gerard e Gilbert tentando espancá-lo, mas ele era mais esperto e usava Frau como escudo.
- Por que eu? – perguntou Frau sem mudar sua expressão de puro tédio.
- Porque você estava do meu lado e era a pessoa mais perto. – respondeu Kain calmamente.
- SAIA DA NOSSA FRENTE, FRAU! – gritaram os dois.
- Calma, Ger-pon, Gil-pon! – Nea balançava os braços tentando parar os gêmeos.
- Parem com isso, por favor, antes que vocês façam o jato cair. – pediu Klaus ajudando Nea.
- Já são barulhentos... – Ciaran levantou de seu banco e apontou seu rifle para o grupinho. – Quietos, estou tentando dormir. – uma veia pulsava em sua cabeça. – CALEM A BOCA, OK?
Como resposta, todos ficaram parados e prenderam sua respiração involutariamente. Depois que Ciaran finalmente voltou a se sentar, eles soltaram um longo suspiro.
- Melhor voltarmos aos nossos lugares. – sugeriu Klaus.
- É melhor... – concordaram os outros. Amém, paz e calma.
- O co-piloto não tinha dito que estávamos chegando? – Mary perguntou virando-se para Chaos.
- Disse. Mas depois que ele viu o que fizemos, voltou calado pra cabine. Talvez mais meia hora e estaremos no aeroporto. – disse o Mustaric.
- Hm... Imagino se as manchas de comida vão sair dos bancos.
- Talvez sim, talvez não.
- Ei, Chaos. Como é estar na Famiglia Arcadio? – perguntou Mary curiosa.
- É estranho, louco, parece mais um hospício do que uma famiglia. – Chaos disse dando um sorriso de canto.
- Não é muito diferente da Pulizia, então. – concluiu a garota.
- Como é viver com o pessoal da Varia por perto?
- Bem... Normal. – Mary sorriu gentilmente. – Quero dizer, Belphegor vive jogando facas onde bem entende, os gritos do Squalo nii-san podem ser ouvidos do outro lado do QG, Lussuria tem um jeito estranho de andar e falar, Leviathan é feio que dói, Xanxus nunca está satisfeito com o que tem, Mammon nunca nos deixa gastar dinheiro e chegou um novato, Fran. – Chaos notou uma alegria peculiar quando Mary falou do novato. – Então você já pode imaginar como as coisas são...
- É como você disse, normal. As coisas são meio parecidas na Arcadio. – o rapaz suspirou. – Mas fale mais sobre esse novato. Você não disse nenhuma coisa sobre ele além do nome.
- O Fran? Err... Ele é forçado a usar um chapéu de sapo e vive cheio de facas do Belphegor nas costas. Nunca o vi mudar de expressão, mas ele é bem fofo. – Mary tampou a boca assim que notou o que havia dito. – Q-quero dizer, n-não que eu...
- Não precisa se explicar. – Mary agradeceu internamente a Chaos. – Mas... Um chapéu de sapo? – uma gota escorreu por sua cabeça.
Astaroth estava de braços cruzados e apoiava sua cabeça no vidro da janela do jatinho. Naquele momento, ele estava tentando não matar a garota que roncava ao seu lado.
- Irritante. – sussurrou mordendo o lábio inferior com força. Os roncos de Acelphiste estavam tirando toda a paciência dele.
- Disse algo, Astaroth? – Casilda virou-se pra trás para encarar seu guardião da Nuvem.
- Eu disse que essa garota é irritante. – apontou com a cabeça para Acelphiste.
- Ah, a Ace? Mas ela é tão fofinha dormindo... – sorriu tentando cutucar a bochecha dela, porém a mesma estava muito longe. – E não faça essa cara, você devia sorrir mais!
- Não há necessidade. Eu não preciso sorrir para matar alguém. – disse ele frio e sem emoção.
- Precisa sim, senão você não seria um assassino insano. E cá entre nós, os insanos sempre são os melhores. – fez um joinha com a mão direita, mas Astaroth ignorou-a.
- Concordo com a Ca-chan. – Nea sorriu surgindo atrás de Astaroth. – É bom sorrir de vez em quando, Asta-kun.
- Viu? Até a Nea concorda comigo! – riu Casilda.
- Por que vocês não vão cuidar de suas próprias vidas? – Astaroth revirou os olhos, irritado.
Nea franziu o cenho. Seu sorriso sumiu e um brilho negro acendeu em seus olhos.
- Olha aqui, seu filho da...
- Epa, é a Diu Caisto. – Casilda parou a garota antes que ela xingasse a mãe de Astaroth. – Ei, ei. Vamos com calma, estamos todos no mesmo barco!... Ou jato, como preferirem. – sorriu. Nea piscou algumas vezes e voltou a sorrir.
- A Ca-chan tem toda razão. Por que não nos tornamos amigos, Asta-kun? – Nea estendeu a mão ao rapaz, porém um pouco receosa.
- Amigos? – ele olhou para Nea pronto para dizer algo para ofendê-la, mas sentiu sua mão ser erguida até finalmente apertar a de Nea.
- Amigos, companheiros, conhecidos, tanto faz. Apenas aceite, seu bobão. – disse Ciaran segurando a mão dos dois para que Astaroth não retirasse a sua.
- Quem você está chamando de bobão? – uma aura maligna começou a emanar dele.
- Quem mais seria? – Ciaran afastou-se deles. De alguma forma, ela havia colocado Acelphiste no banco do lado e se “infiltrado” na conversa. – Não leve para o lado pessoal. Mas se você matar todos que te incomodam, não vai sobrar nenhum pra mim.
Astaroth encarou-a. Não sabia o que era, mas havia algo no ar que envolvia Ciaran que, de alguma forma, chamava-lhe a atenção. Uma intenção assassina, não exatamente sobre ele ou qualquer outra pessoa em específico, mas era como se ela quisesse matar todo mundo. Não era muito diferente dele.
- Então matamos nós dois qualquer inútil que existe. A começar por... – ambos olharam para Casilda que engoliu a seco.
- He... He he... – a moça voltou a se sentar no banco e, por via das dúvidas, encolheu-se para mais perto de Fernanda.
O jato pousou tranquilamente no aeroporto japonês. De acordo com ordens vindas de algum buraco sombrio, eles não deveriam pousar na mansão da Arcadio, pois agentes do Sesto estavam vigiando tudo, desde a garagem até o vaso sanitário do jardineiro. Seria melhor pousar no aeroporto, com certeza...
A primeira pessoa a sair do jatinho foi Acelphiste que, logo após acordar, pegou sua mochila e correu para o lado de fora. Assim que pisou no chão, notou um par de sapatos caros de couro parados na sua frente. Levantou a cabeça e fez uma careta, acabou encontrando uma pessoa que ela realmente não queria ver.
- Vejam só, se não é a piromaní--
Roderich deu um passo para o lado antes que fosse acertado pela mochila de Acelphiste. Arqueou uma sobrancelha e olhou para a garota com certa curiosidade.
- Não ouse terminar essa palavra. – disse lançando um olhar mortal para ele.
- Parece que a viagem foi bem animada. – Roderich apontou para as roupas de Acelphiste que estavam cobertas de molho, pipoca e refrigerante.
- Foi bem divertido. – Casilda surgiu atrás de Acelphiste e abriu um enorme sorriso. – Fala aí, Roddy. Você chegou bem rápido no Japão!
- Eu vim num jato separado. Não queria acabar como vocês duas. – disse colocando as mãos nos bolsos.
Casilda abraçou Acelphiste por trás e ficou encarando seu irmão mais velho com os olhos brilhando.
- Eu disse que vocês dois iriam se encontrar de novo, Ace. – sussurrou a moça.
- Eu nunca pedi por isso. – Acelphiste soltou um suspiro deprimido.
- RODERICH!
Os três olharam para a pessoa que havia acabado de gritar. Roderich deu alguns passos para trás antes que um banco acertasse sua cabeça. Acelphiste piscou algumas vezes incrédula.
- Olá, Ciaran. – disse o Arcadio com um sorriso.
- MALDITO! O que está fazendo aqui?! – uma aura maligna surgia e envolvia Ciaran.
- O mesmo que vocês. – deu de ombros. – Mas como imaginei a zona que todos iriam fazer, decidi vir sozinho. – Ciaran estava prestes a xingá-lo, porém Roderich falou antes dela. – Ah, eu nunca disse que vocês não podiam vir comigo. – deu um sorriso de canto.
- Morra. – uma veia saltou na testa de Ciaran, mas ela não fez mais nenhum movimento brusco.
- Hm... Piromaníaca. – Roderich virou-se para Acelphiste.
- Eu não sou uma piromaníaca! – ela falou emburrada.
- Eu preciso falar com a... Ahn, sua chefa. Poderia avisar aos outros que ela via estar ausente por um tempo? – disse segurando Casilda pelo pulso.
- Por que eu faria isso? – sorriu esperando por uma recompensa em troca de seus serviços.
- Por quê? – Roderich olhou para o alto pensativo. – Bem... Faça e então vou deixar você pedir o que quiser. – Casilda olhou para seu irmão com os olhos arregalados.
- Sério? Você não vai tentar assediá-la? Você está com febre, Roddy? – Casilda sussurrou assustada. Como resposta, ela recebeu um “cale a boca” e um cascudo na cabeça.
- Qualquer coisa, feito? – disse ele um tanto apressado.
- Acho que então tá. – Acelphiste deu de ombros e voltou para o jatinho junto com Ciaran.
Depois de estarem só os dois na pista de pouso do aeroporto, Roderich começou a andar, sendo seguido por Casilda. A moça tentou falar com ele, mas o mesmo não lhe dava atenção.
- O que aconteceu, Roddy? Você parece com pressa.
- Eu estou com pressa, idiota.
- Por quê? – Roderich virou-se para trás e encarou-a. – Não me olhe assim, isso me incomoda.
- Eu preciso que você me diga algumas coisas. – ele tirou uma carta do bolso da calça e entregou à Casilda. – Deanna... Mama me disse algo muito importante.
- O que ela viu? – Casilda pegou a carta, mas não a abriu. Seu tom voz ficou mais sério, assim como naquela vez em que ela conversou com Roderich no telefone.
- Ela me viu morto, Deanna. Não só eu, mas também você, Gilbert, Gerard e o papa.
- Quem fez isso? – perguntou calma. Calma até demais.
- Aquele garoto. Ele estava com a Dominique. – Roderich cerrou os punhos e encarou o chão. – Foi ele.
Casilda respirou fundo e encarou o céu. Sua franja cobriu parte de seus olhos, mas podia-se notar uma chama arroxeada ardendo em suas pupilas. Passou a mão pelo pescoço e logo voltou a encarar Roderich.
- O Vongola nos matou. Sawada Tsunayoshi, certo? – o rapaz balançou a cabeça confirmando. – Que droga. – Casilda mordeu o lábio inferior antes de sentir uma gota cair em sua bochecha.
Era o começo da chuva e de uma longa tempestade.
Notas finais
Caramba, o interior do jatinho ficou uma droga. *vendo pessoinhas tentando limpar os bancos, mas sem sucesso* Que seja, não era meu! -q
A pedido de uma leitora (yo, D-chan! o/), aqui está! Uma imagem do Roddy! Ah, não fui eu que fiz, mas parece muito com ele. Achei no zerochan. c:
http://i55.tinypic.com/2zj9lja.jpg
E vou aproveitar e colocar as imagens da Ciaran e da Frederika.
Ciaran: http://i53.tinypic.com/142rot2.jpg
Frederika (mais ou menos na idade que ela morreu): http://i56.tinypic.com/v3n0g0.jpg
Hum... Será que eu tenho mais alguma coisa pra falar? *procurando no script* É, não. :B
Por enquanto, é só. Nos vemos no próximo capítulo, minna! o/
Ciao, ciao! :D
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