Alliierten: Maledizione Delle Fiamme
7 Máscaras
Notas iniciais
Dessa vez... Tan tan tan taaan... ~
Sinto dizer, mas não é a Arcadio. :D *leva pedrada*
Que venha a...
...
...
...
...
PULIZIA! *apanha por enrolar demais*
Casilda olhou ao seu redor assim que ouviu o som de passos perto de si. Quando finalmente virou seu rosto para o lado, encontrou-se com uma garota de cabelos negros e uma cicatriz no rosto. Ela não parecia muito feliz, ou melhor, parecia irritada. A Prima Pulizia arqueou uma sobrancelha e colocou a mão no ombro da companheira.
- Que cara é essa, Ace? Aconteceu alguma coisa?
Acelphiste ficou um bom tempo em silêncio. Pensou bem, talvez fosse melhor contar à Casilda o que havia acontecido. Ela não perderia nada com isso, certo?
- Eu conheci um cara muito chato enquanto estava no QG da Arcadio.
- Hm... Sério? E qual o nome dele? – perguntou curiosa, mesmo já tendo uma ideia de quem poderia ser.
- Roderich. – Casilda estremeceu. – Ele disse que te conhecia. E me chamou de piromaníaca. – franziu o cenho ao falar a última frase.
- Então ele voltou mesmo... – a garota de cabelos negros encarou sua boss, um tanto confusa. – Ah, nada nada. Ele disse isso mesmo? – riu Casilda.
- Disse. Ele também sabia que eu tinha narcolepsia, mas como?
As duas caminharam para dentro do QG da Varia, uma ao lado da outra. Depois de cinco minutos de absoluto silêncio, Acelphiste perguntou:
- Você sabe a razão dele ter conhecimento de tantas coisas sobre mim, não é, Ca-pon?
- É. – sorriu sem encará-la. – Eu sei sim.
- Então me diga! – pediu impaciente a guardiã do Céu.
- É algo bem simples, Ace. – deu de ombros. – Roderich sabe de tudo sobre todos. Eu, você, Frau, Bashou... Ele tem todas as informações dos membros da Pulizia.
- Por que? – Acelphiste parou e pensou um pouco mais. – E como?
- Ele deve ter falado para você que era da famiglia Arcadio, tanto no trabalho quanto por parte de sangue, não é? – a garota balançou a cabeça confirmando.
- O nome dele é Roderich Callisto di Arcadio, se não me engano. – falou pensativa.
- Roderich é o líder do esquadrão de inteligência interna e externa da Arcadio, Spina Cielo. Ele possui informantes no mundo todo, desde pessoas comuns até integrantes de famiglie inimigas.
- Até mesmo da Pulizia? – Acelphiste arregalou os olhos.
- Quem sabe? – riu Casilda. – De qualquer forma, ele é um rapaz muito misterioso. Poucas pessoas o conhecem bem, então fica complicado saber o que ele pode fazer.
- E o que você sabe tanto sobre ele, Ca-pon? – as duas pararam na frente de uma porta cinza. Casilda colocou a mão na maçaneta antes de responder.
- Sei mais coisas que você. – piscou para a garota rindo. – Mas não se preocupe. Tenho a impressão que vocês dois ainda vão se ver mais vezes. – sussurrou entrando na sala.
Quatro pessoas esperavam sentadas nos sofás ou poltronas. Mary, ao ver Acelphiste e Casilda entrarem, parou de comer seu bolo de chocolate para poder cumprimentá-las.
- Boss, Acelphiste! – sorriu para elas.
- E aí, pessoas! Sentiram a nossa falta? – Casilda perguntou com um sorriso bobo no rosto.
- Não. – respondeu Frau sem tirar os olhos do livro que estava lendo.
- Por que você nos chamou aqui hoje, Casilda? – Bashou entrelaçou os dedos na frente do rosto e apoiou os cotovelos na mesinha a sua frente. – Não enrole.
Acelphiste sentou perto de Mary e suspirou. Casilda ficou em pé com as mãos na cintura, não se deixando abalar por causa das respostas de seus guardiões.
- Eu chamei vocês aqui hoje porque temos um assunto muito importante para discutir.
- Se não fosse importante, nós não estaríamos aqui. – Bashou revirou os olhos.
- Ah, Frau. Você deixou o Gilbert em casa? – Casilda olhou ao redor procurando o irmão mais novo.
- Não, deixei-o numa creche. – Frau fechou o livro e encarou a Prima Pulizia. – Claro que ele está em casa, onde mais poderia estar?
- Ahn... Ha ha, é mesmo. – Casilda coçou a cabeça. – Então, pessoal, pelo o que eu soube, o Sesto Arcadio, Dante, começou a agir. O alvo dele é a Tredicesima Distrune, Dominique Orchidea di Amici. Não sei ao certo porque ele quer matá-la, mas esses detalhes não nos importam agora.
- E o que nós temos a ver com isso, Ca-pon? – perguntou Acelphiste curiosa.
- Nós somos a Pulizia, uma famiglia que serve diretamente ao Gerard, o Settimo Arcadio. Se fosse apenas pela Dominique, não nos envolveríamos.
- Então vamos nos envolver por causa do Gerard-sama? – Mary perguntou ao terminar de comer o bolo de chocolate.
- Exato. – Casilda caminhou pela sala sem tirar sua atenção dos outros. – De acordo com aquele cabeça-dura, ele e Dominique são rivais e apenas rivais podem matar um ao outro. Ele fará de tudo para que os planos do Sesto Arcadio falhem. – estreitou os olhos levemente, porém ninguém chegou a notar.
- Se ele fizer isso, correrá grande perigo. – Frau falou pensativo. – Dante não hesitaria em matá-lo caso o Gerard fosse um obstáculo nos objetivos dele.
- E é aí que nós entramos! – Casilda sorriu confiante. – Ajudaremos o Gerard a salvar sua “rival” e manter-se vivo. Tenho certeza que somos capazes disso!
- Nós somos. Mas e você? – Bashou encostou-se no sofá sério.
- Talvez. – parou de andar e encarou o céu pela janela. – Se eu por acaso morrer, quero que enterrem meu cadáver numa montanha no Canadá. – riu despreocupada. – Alguém é contra ajudarmos o Gerard?
Silêncio. Considerando aquilo um sim, todos foram dispensados. Casilda, quando se viu sozinha na sala, jogou-se no sofá e suspirou. Agarrou uma almofada e ficou encarando o teto com um sorriso.
- Você podia ter se revelado, Dio. – a moça falou calma.
Um rapaz saiu das sombras sem fazer um ruído sequer. Tinhas cabelos bagunçados e arroxeados, além de olhos na mesma cor. 1,72 m de altura e usava roupas escuras, fato que ajudou na “camuflagem” dele. Franziu o cenho quando ouviu Casilda o chamando pelo primeiro nome, principalmente porque ela sabia da preferência dele em ser chamado de Astaroth.
- Isso não importa. – o rapaz falou friamente.
Casilda sentou no sofá e arrumou melhor os cabelos castanhos. Bocejou umas duas vezes sem soltar da almofada.
- Você é muito anti-social. – Astaroth sentou ao lado dela revirando os olhos. – Não acho que sua mãe iria querer saber que você está se comportando desse jeito. – falou como se fosse uma irmã mais velha. – Se você continuar assim, Richardd Slayer virá para tirar o seu outro olho.
- Cale a boca. – Astaroth falou cerrando os dentes enquanto pressionava uma faca contra o pescoço da Prima Pulizia. – Repita esse nome mais uma vez e você vai perder a sua cabeça. – um brilho assassino tomou conta dos olhos roxos dele.
Casilda sentiu uma gota de sangue escapar do leve corte que estava se formando e cair na almofada. Piscou algumas vezes e sorriu, não ficando nem um pouco assustada com a reação do rapaz. Ele, ao ver que ela já havia entendido o recado, afastou-se e depositou a faca na mesinha.
- Não tem como eu calar a boca, sou o tipo de pessoa tagarela que não consegue ficar de boca fechada por mais de dez segundos. – riu.
- Então vá embora.
- Você é uma nuvem muito isolada, Astaroth. – a moça suspirou. – Eu e você somos duas nuvens muito parecidas, então não vou embora.
O rapaz se manteve em silêncio, mas estava ouvindo atentamente ao que a boss estava falando.
- Nós dois temos problemas com nossos pais e perdemos nossas mães por causa deles. – bagunçou o cabelo do mais novo sorrindo. – Então eu sei o que você sente, Astaroth. Eu sei muito bem. – ele encarou-a sério.
- Você não sa--
Antes de terminar a frase, a porta da sala foi aberta. Os dois olharam para Klaus que entrava a passos curtos.
- Ah... – ele olhou para Casilda e Astaroth. – Desculpe, estou atrapalhando? – sussurrou constrangido.
- Que nada. – riu a moça. – Nós já terminamos de conversar. Você quer alguma coisa, Klaus? – levantou do sofá sendo acompanhada pelo olhar dos dois rapazes.
- Eu preciso conversar com você, Boss. – coçou a cabeça.
- Certo, certo. Conte-me sobre os seus problemas. – ela empurrou-o para fora da sala. – Vamos deixar o senhor anti-social sozinho aí. – apontou com a cabeça para Astaroth.
- Ok. – Klaus saiu e esperou Casilda do lado de fora.
- Você não sabe de nada. – sussurrou Astaroth enquanto Casilda ia embora.
- Eu sei sim. – sussurrou ela em resposta. – E é sabendo disso que eu posso dizer que somos parecidos. – sorriu antes de sair.
Astaroth ficou em silêncio, assim como tudo ao seu redor. Piscou algumas vezes para ter certeza que não estava imaginando coisas. Olhou novamente na direção da porta inexpressivo.
- O que foi isso? – estreitou os olhos desviando o olhar para a faca na mesinha. O sangue de Casilda reluzia com a luz das lâmpadas atingindo-o.
Pela primeira vez na vida, o rapaz havia visto uma imensa dor no olhar da Prima Pulizia.
Sentado no galho de uma árvore do QG da Varia, um membro da Spina Cielo observava Casilda com um binóculo e um sorriso de canto.
- Quantas máscaras você está vestindo para esconder toda a sua dor, Deanna-sama? – sussurrou ele antes de sumir como a neve na chegada da primavera.
O som dos passos atravessando o aeroporto dominava todo o ambiente. Não havia conversas ou pessoas gritando, isso porque não havia ninguém lá. Apenas, talvez, uma garota que puxava suas malas e ia para a saída. Seu olhar distante demonstrava que seus pensamentos não estavam realmente focados no caminho que seguia, mas sim numa lembrança incômoda.
- Então esta é a Itália. – Elisabeth respirou fundo assim que colocou os pés pra fora do aeroporto.
Cerrou os punhos procurando um táxi. Era de madrugada, nenhuma alma viva (ou morta?) por perto. Isso a estava irritando. Para piorar a situação, a imagem de sua irmã relampejou em sua mente.
- Katherine. – sussurrou encarando o céu.
Em seus olhos, as chamas invisíveis queimavam em ódio e ira. Se, por acaso, ela estivesse usando seus anéis naquele momento, com certeza Elizabeth poderia destruir tudo a sua volta apenas com o olhar. Pensar naquilo a irritava, lembrar daquilo a irritava, a imagem dela a irritava. Sim, era tudo culpa dela. Sua odiada irmã gêmea, Katherine Cahil.
- Entre no carro. – espantou-se ao ver um carro preto parado na frente dela e um homem ordenando-a entrar no veículo. – Casilda está lhe esperando, senhorita Madrigal.
Sem dizer nada, a garota entrou no carro.
Notas finais
Agora vocês conhecem um pouco sobre a Spina Cielo, os planos da Pulizia e um fragmento beem pequenininho da verdadeira face da Casilda! o:
Ou talvez não. -q
E... LOL, a maioria dos guardiões da Pulizia trata a Casilda como se ela fosse lixo. xD
Então, gente. É o seguinte: vou fechar as fichas no dia 01/09 (quinta-feira), porque eu vou viajar e talz.
O que eu preciso é uma ficha para ocupar o lugar do Guardião do Sol da Arcadio! Aqueles que já mandaram uma ficha pra Arcadio, podem fazer essa se quiserem. A do trovão eu já tenho, então quem falta mesmo é apenas nosso ausente Sol. D:
Ganha o cargo quem mandar primeiro, ok? Se, até quinta, não aparecer nenhuma ficha, daí... Err... Eu dou um jeito. '-'
De recados, acho que era só isso mesmo. n.n
Até a próxima! Ciao, ciao! :D
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