Notas iniciais
Ciaossu! *desvia de facas, agulhas, bombas, granadas, espadas, etc etc*
Desculpem-me pela demoraa! Eu estava em semana de provas. Era uma droga. ;-;
Mas, pelo menos, eu terminei o capítulo! *-*
Não vou mais enrolar, porque vocês devem estar impacientes. Vamos ao capítulo! o/
Boa leitura! :D

- ALPHONSEEEE!! – depois de colocar o pé dentro do aeroporto, Dominique saiu correndo e voou até o primo. Literalmente.

O rapaz teve que se equilibrar, senão os dois caiam no chão. Ao seu lado, estava parada uma garota de belos olhos verdes e cabelos longos. Ela pareceu assustada com a reação da Tredicesima Distrune, mas logo se recompôs. Sorriu gentilmente e olhou para o grupo que se aproximava.

- Olá, Alphonse. – disse Loue que estava na frente de todos. Eles olhavam para Dominique com gotas na cabeça.

- Oi. – sorriu ele.

- Quer que eu chute ela? – Grégoire perguntou apontando para Dominique. A garota estava agarrada à cintura de Alphonse e, aparentemente, não soltaria tão cedo.

- Não precisa. Eu não me incomodo. – uma gota escorreu pela cabeça de Alphonse.

- Ah! – Katherine saiu do grupinho e andou até a garota parada ao lado da dupla de primos. – Kelly! Que bom te ver! – abriu um largo sorriso e abraçou-a. – Venha, preciso te apresentar! – puxou-a sem esperar resposta. – PESSOAL! – todos olharam para a Cahil, curiosos. – Está pessoa aqui se chama Kelly Parsifal, sejam gentis com ela.

- Prazer em conhecê-los. – sorriu timidamente.

- Então, você é a senhorita Parsifal? Katherine falou muitas coisas sobre você. – Loue aproximou-se com um singelo sorriso brotando nos lábios. – Meu nome é Loue Sourblanc, sou o Nono Notte. Espero que possamos nos dar bem.

- Pode me chamar de Kelly.

- Se você prefere assim. – Dominique olhou para Loue e franziu o cenho.

- Você está sendo formal demais, Loue. – disse ela fazendo beicinho.

- Esse é o meu jeito de ser, Dominique. – disse calmamente.

- Você é o meu chefe, certo? – Kelly olhou para o garoto de cima para baixo. – Desculpe se isso lhe ofender, mas eu o imaginava sendo mais velho. – coçou a cabeça rindo.

- Não tem problema algum. – Loue balançou a cabeça de leve. – A maioria dos chefes que eu conheço tem em torno de 50 anos, eu que quis assumir o cargo mais cedo.

- Ah, estão ignorando a nossa existência. – Akio cruzou os braços e revirou os olhos.

- Completamente. – Akira concordou logo em seguida.

- Espera, não está faltando alguém? – Alleen olhou ao redor. – Não estávamos em dez?

- Para onde foi a Lira? – Cornelia arregalou os olhos procurando a Guardiã do Trovão. – Ela estava aqui segundos atrás!

Todos empalideceram. Não era nada bom deixar aquela criatura solta por aí, ela poderia explodir o aeroporto a qualquer momento. Ou assaltar um avião. Ou passear pela esteira que trás as bagagens. De qualquer forma, os 14 mafiosos separaram-se em quatro grupos para procurá-la.

- Lira-chan, onde você foi? – Cornelia olhou ao redor preocupada.

- Ei, apareça. Vamos, não iremos te morder! – Solarie tirou a tampa do lixo e olhou dentro dele.

- Não acho que ela vai estar aí. – Alice disse descrente.

- Talvez esteja. – Solarie deu de ombros recolocando a tampa. – Estamos lidando com a Lira. Espero qualquer coisa dela.

- Err... Com licença, senhor. Você viu uma garota de aproximadamente 14 anos, cabelos compridos abaixo da cintura e usando uma tiara com orelhinhas de gato? – o homem olhou para Cornelia e disse um simples não antes de ir embora. – Eu disse algo que não devia? – arqueou uma sobrancelha confusa.

- Não se preocupe, Cornelia-chan. Os japoneses são assim mesmo, eles não tem tempo para prestar atenção nos outros. – riu Solarie. – Mas, com sorte, talvez alguém tenha notado a Lira-chan. Ela é uma garota que se destaca na multidão, afinal de contas.

- Espero que nada aconteça antes de nós acharmos essa pessoa. – Alice suspirou e olhou embaixo de um banco.

- Pelo o que eu vi, o chefe de vocês parece ser bem legal. – Solarie sorriu tentando puxar assunto. Aquele silêncio já estava incomodando.

- O Loue? Bem... Fora a mania dele de nos tratar tão formalmente como se fossemos desconhecidos, ele é um cara bacana. Geralmente, age de forma mais madura que todos nós. – Cornelia gargalhou lembrando-se das vezes em que recebeu conselhos do mais novo.

- E a Tredicesima? Não quero tirar conclusões sobre ela apenas pelo o que eu vi durante a viagem e quando ela saiu correndo até o Alphonse. – Alice perguntou curiosa.

- Ela é divertida. Sei lá, poucas vezes a vi sem o sorriso no rosto. Até mesmo quando ela está dormindo! – Solarie olhou para cima tentando lembrar-se do pouco que sabia da chefa. – Eu já a vi em algumas revistas, então a Dominique deve ser uma modelo ou algo assim. Eu pensava que ela era mais séria, mas fico feliz com o fato dela ser tão alegre. – sorrindo, ela virou-se para Cornelia e Alice. – Temos ótimos chefes!

As duas concordaram balançando a cabeça e voltaram a procurar a Encalda. Infelizmente, ela não estava em nenhum lugar. As três, depois de olharem todos os cantos, foram para o ponto de encontro determinado por Loue.

- Certo, Little princess! Eu procuro desse lado e você do outro. – Katherine apontou para as várias portas de vidro opaco.

- “Little princess”? – uma gota escorreu pela cabeça de Akira. – Ok, mas tudo bem nós procurarmos no banheiro? – a gota dobrou de tamanho.

- De acordo com o que você disse, essa tal de Lira é pirada, maluca, faltam-lhe milhares parafusos na cabeça, etc etc. É melhor nós procurarmos em qualquer lugar, até os mais inusitados! Lembre-se: “pensem como a Lira e assim iremos achá-la”, foi o que a Dominique disse! – Katherine disse determinada.

- Você tem razão. – Akira sorriu sendo contagiada pela animação de Kath.

- Vamos ver quem vai achá-la primeiro! – e saiu correndo abrindo todas as portas, estando os banheiros ocupados ou não.

Michael estava parado encostado na parede do lado de fora do banheiro feminino. Olhava para as pessoas que passavam enquanto esperava Akira e Katherine. Ele teria entrado no banheiro masculino para procurar sua companheira, só por precaução, mas foi convencido por Grégoire e Akio. “Se ela sair do vaso sanitário, eu saberei o que fazer. Mas caso a Lira passe aqui fora, não poderei ir atrás dela. Michael, você fica aqui fora enquanto eu e o Akio procuramos lá dentro. Não se preocupe, qualquer problema é só nos chamar”, foi o que o Guardião da Névoa falou.

- O que é isso? – Michael sussurrou ao ouvir gritos femininos vindos do banheiro e Katherine gritando “MULHER-GATO, CADÊ VOCÊ”. Gotas, muitas gotas surgiram em sua cabeça. – O que elas estão fazendo?

Nesse exato momento, uma moça passou correndo e acabou esbarrando no rapaz. Ela olhou-o e pediu desculpas, estava meio atrapalhada. Os cabelos castanhos estavam todos bagunçados e sua respiração acelerada. Ela observava o ambiente ao redor procurando alguma coisa ou alguém.

- Não tem problema. – ele respondeu calmamente.

- Tem certeza? Eu não te machuquei? Você está inteiro? – ela olhou-o de cima a baixo. – É, não vejo nenhum resquício de sangue... – Michael arqueou uma sobrancelha. Do que ela estava falando?

- Como pode ver, eu não sou tão frágil assim. – a moça riu e confirmou balançando a cabeça.

- Imagino que sim! – de repente, ela pareceu lembrar-se de algo e ficou desesperada. – Ele vai me deixar aqui!

- O que? – perguntou confuso.

- Preciso ir! – ela balançou freneticamente a mão de Michael e sorriu. – Tchau! – o britânico mal teve tempo para despedir-se, pois ela havia desviado seus olhos azuis-violeta dos dele e já estava correndo para longe. – RODDY, ME ESPERAAA! NÃO ME DEIXE AQUI, EU NÃO TENHO DINHEIRO PRA PAGAR UM TÁXI!!! – Michael ouviu os gritos dela no meio da multidão, mas não conseguia vê-la.

- Mulher estranha. – esse foi o único comentário dele antes de voltar a observar as pessoas.

Grégoire deu um passo para o lado, assim não foi atropelado pelo homem que acabava de sair do banheiro. Akio repetiu o gesto dele um pouco confuso, mas logo segurou o riso. O homem mal havia colocado as calças e estava correndo feito um condenado. Coitado, coitado...

- O que você fez? – Akio aproximou-se de Grégoire que apenas deu de ombros.

- Uma ilusão. Aquele cara pensou que um monstro estava saindo da privada. – ele olhou para dentro do banheiro e constatou que a prima não estava lá. – Vamos para o próximo.

- Ele nem deu a descarga. – Akio fez um careta seguindo Grégoire.

- Hm... – Grégoire tampou o nariz e virou-se para o rapaz. – Se eu fosse você, faria o mesmo.

- O que... – sentiu um forte fedor e rapidamente tampou o nariz também. – O cara cagou o que? O Diabo?!

- Acho que exagerei na ilusão. – Grégoire disse calmo. – Ele desmaiou. Bem, se a Lira estiver naquele vaso sanitário, ela se deu mal. – andou até a próxima porta sem expressão alguma no rosto.

- Belo primo que você é. – Akio revirou os olhos.

- Ela faria o mesmo comigo. – deu de ombros, logo acendendo sua chama novamente.

Quinze minutos depois, os dois saíram do banheiro, insatisfeitos. Lira não estava lá, infelizmente. Akira, Katherine e Michael esperavam-nos e tiveram o mesmo resultado. Os cinco partiram então para o ponto de encontro.

Alleen suspirou, entrando em mais uma loja. Aquele aeroporto deveria ser tão grande?! Ela vasculhou tudo e perguntou às atendentes, nenhuma delas havia visto a Guardiã do Trovão. Saiu pisando forte no piso e foi para a próxima.

- Parece que ela vai bater em alguém daqui a pouco. – comentou Kelly sussurrando.

- Ela só deve estar frustrada. Afinal de contas, uma de suas amigas sumiu de repente. – Alphonse deu um sorriso gentil. – Ah, vamos perguntar para aquela moça. – os dois se aproximaram de uma mulher usando um vestido florido. – Com licença, uma conhecida nossa se perdeu. Você por acaso a viu? Ela tem cabelos compridos e usa uma tiara com orelhinhas de gato.

- Orelhinhas de gato? – a mulher ficou um tempo em silêncio pensando. – Não tenho certeza, mas acho que uma garota assim passou do meu lado faz uns 30 minutos. – os dois sorriram agradecidos. – Ela foi por ali. – apontou para trás de si.

- Muito obrigada. – Kelly curvou-se para frente e puxou Alphonse pela manga para que avisassem Alleen.

Quando entraram na farmácia, encontraram a Salvatore discutindo com uma garota. Esta usava um vestido cheio de babados cor-de-rosa e uma maquiagem extremamente exagerada. Ela parecia rir de alguma coisa enquanto Alleen se segurava para não dar-lhe um soco na cara.

- O que está havendo? – Alphonse perguntou se metendo entre as duas.

- Eu estava pedindo informação e essa aí veio debochar de mim. “Ai, ai, que descuido! Bla bla bla quem se perde no aeroporto? Que idiota. Bla bla bla.” – Alleen tentou imitar a voz da garota e recebeu um olhar irritado desta.

- Olha aqui! Eu não falo assim! – sua voz era tão irritante que tiraria qualquer um do sério. – E eu não tenho culpa se vocês não tomam contam dos seus amigos com deficiência mental!

- Saia da minha frente, Alphonse. Eu irei quebrar os ossos dessa intrometida. – uma aura assassina surgiu em volta de Alleen.

- Acalme-se, Salvatore. – sussurrou o rapaz antes de virar-se para a garota desconhecida. – Desculpe-me se as palavras de minha amiga lhe ofenderam. Não era a intenção dela. Sabe, estamos muito preocupados com nossa companheira, porque ela pode se envolver em qualquer tipo de problema e isso não seria nada legal.

- O-oh... – ela piscou algumas vezes e olhou Alphonse de cima a baixo. – Bem... Imagino que com você procurando por ela, não terá problema algum. – deu um sorrisinho malicioso.

- Então, se nos dá licença, precisamos continuar nossa busca. – Alphonse segurou Kelly e Alleen pelo braço e arrastou-as para fora da farmácia. – Finjam que está tudo bem e me digam que ela não está nos seguindo. – pediu murmurando.

- Ela não está. Parece que parou para conversar com o atendente. – Kelly ouviu um suspiro de alívio vindo do Guardião da Chuva e do Sol.

- Por que fez isso? Eu iria acabar com ela. – Alleen falou indignada.

- Uma mulher viu a Lira. Não acha melhor nos focarmos no motivo inicial de termos nos separado em grupos? – disse calmamente.

- Hm... Sério? – arqueou uma sobrancelha e sorriu. – Que bom, vamos! – os três saíram correndo na direção indicada pela mulher que, estranhamente, era a mesma do ponto de encontro.

Loue entregou uma garrafa para Bianca, que estava sentada num banco confortavelmente. Ele olhou ao redor pela quinta vez e sentou-se também. A garota virou o rosto na direção dele e sorriu.

- Está cansado?

- Um pouco. – ele falou jogando a cabeça para trás.

- Só? Eu não diria isso. Pela sua voz, você parece muito cansado, Loue. – o garoto passou um tempo em silêncio, mas recebeu uma cotovelada de leve. – Não me deixe falando sozinha!

- Desculpe-me. – riu ele. – É, nada escapa dos seus ouvidos. – inclinou o corpo para frente e apoiou os cotovelos nos joelhos. – Só não dormi muito, Bianca. Não é nada demais.

- Você nunca dorme muito. – ela falou um tanto inconformada.

- Isso não é muito importe. Nosso objetivo, agora, é achar a Lira e impedir que ela cause algum tumulto. – Bianca franziu o cenho e puxou a manga da camisa do chefe inconscientemente.

- Tem algo te incomodando, Loue?

Ele arregalou os olhos, realmente as habilidades auditivas de Bianca eram incríveis. Ele esboçou um sorriso e passou a encarar o chão, não mais os olhos brancos de sua guardiã e quase irmã.

- Tem sim. – ele disse num sussurro. – Desde que nós nos encontramos com a Tredicesima Famiglia.

- O que seria? – ela perguntou curiosa.

- Bem, na verdade, eu... – mordeu o lábio inferior assim que lembranças começaram a preencher sua mente. Lembranças que ele devia ter esquecido. Duas crianças, uma garota e um garoto. Ouvia momentaneamente as vozes deles, como fantasmas do passado. “Ace!”, dizia ela chamando o garoto enquanto corria para algum lugar.

Balançou a cabeça, afastando esses pensamentos. Quando o Sourblanc abriu a boca para começar a falar, ouviu passos se aproximando e viu uma sombra ser projetada atrás de si. Ao se virar, encontrou Dominique encarando-o.

- Continue, Loue. – ela disse sentando do lado do primo. – Conte-nos seus temores. – ela sorriu animada.

- Ah, olá, Dominique. – Bianca disse sorrindo.

- Oi, Bia-chan!

- Você não estava comprando sorvete? – Loue tirou um lenço do bolso e limpou a boca de Dominique. – Da próxima vez, tente não sujar o rosto. – ele sorriu de forma paternal.

- Eu não me sujei! – ela disse de imediato. – O sorvete que não quis entrar na minha boca. MAS! Não fuja do assunto, continue com a história! – pediu com os olhos brilhando.

O garoto suspirou, derrotado. Porém, novamente, antes de dizer uma palavra sequer, foi interrompido. Enquanto encarava o chão, notou um par de tênis italianos muito familiares. Levantou a cabeça e, para sua surpresa, lá estava a pessoa que eles tanto procuravam!

- LIRA-CHAN! – Dominique berrou levando um susto. – Da onde você surgiu??

- De lá. – ela apontou para uma doceria. – Fui comprar churros.

- Estavam todos preocupados com você. – Loue disse um pouco repreensivo. – Não suma assim do nada novamente, certo? – porém, ele logo sorriu.

- Tá... – ela disse pensativa. – Mas eu não tinha sumido. Vocês é que desapareceram! – ela falou cruzando os braços.

- Como assim? – perguntou Bianca.

- Eu tinha ido ao banheiro, mas corri o máximo que pude para voltar antes de vocês irem embora. Quando cheguei, não estava mais ninguém lá! Eu tive que andar pelo aeroporto inteiro!! – Lira disse um pouco irritada. – Hunf, se vocês tivessem me deixado trazer a Amy, isso não teria acontecido.

- Amy? – Loue e Bianca olharam para Dominique, confusos.

- A vaquinha de estimação da Lira-chan. – Dominique disse sorrindo. – Mas, Lira-chan! Não podíamos trazê-la, ela não passava pela porta do avião! – gotas escorreram pela cabeça dos membros da Notte Bleu.

- Fala sério. – os quatro direcionaram sua atenção para os grupinhos que se aproximavam. – Ela estava aqui o tempo todo?! – Akio cruzou os braços e lançou um olhar mortal para a Guardiã do Trovão. – Eu tive que ver as piores coisas do mundo (aka homens cabeludos e feios correndo com as calças abaixadas) para, no final, ter sido em vão?! – seus olhos ardiam em raiva.

- MULHER-GATO, VOCÊ ESTÁ VIVA! – Katherine saiu correndo e abraçou Lira como se não a visse fazia anos.

- Bem... Pelo menos, não aconteceu nada. – Solarie suspirou aliviada. Alice, Cornelia, Alleen, Alphonse e Akira concordaram com ela.

- Da próxima vez, avise onde você vai estar. – Michael falou calmamente.

- Hm... Foi mal? – Lira riu coçando a cabeça.

Após esse pequeno incidente, eles caminharam para fora do aeroporto.

- Ei, as pessoas não estão um pouco agitadas hoje? – perguntou Akira.

- É mesmo... Por que será? – Cornelia olhou ao redor notando que os japoneses estavam um pouco tensos e preocupados com algo.

- É verdade. – Alphonse diminuiu a velocidade até ficar ao lado das duas garotas. – Vocês estavam no avião, então não sentiram nada. Há algumas horas, houve um terremoto. – Cornelia e Akira olharam assustadas para o rapaz.

- Sério?!

- Uhum. – ele balançou a cabeça de cima para baixo. – Não aconteceu nada de grave, mas foi um susto e tanto. – riu lembrando-se que naquela hora ele estava vendo TV.

Parados na frente de um micro-ônibus, Mary e John acenaram para eles sorrindo. Dominique saiu em disparada e se jogou em cima dos dois.

- Oi chefinha! – John ergueu a Tredicesima e começou a girar.

- I-idiota! – Mary gritou antes dos dois caírem no chão. – Dominique! Você está bem? – perguntou ela empurrando John para longe.

- Valeu, eu estou ótimo. – John falou irritado levantando-se do chão.

- Liga não, ela te ama. – Katherine colocou uma mão no ombro do homem, fazendo-o corar.

- Não sei do que você está falando. – desviou rapidamente do olhar interrogativo da garota. – Ei, vocês devem ter tido uma viagem cansativa! Vamos para a mansão! – sorriu animado.

- Fugiu do assunto... – sussurrou ela.

Enquanto a Notte Bleu e a Distrune partiam para o local onde passariam a viver durante a estadia no Japão, em Namimori, ou mais especificamente na casa da família Sawada, o Decimo Vongola fazia de tudo para impedir que Lambo explodisse seu quarto mais uma vez. Ajudando-o estavam I-pin e Fuuta.

- L-Lambo! Pare com isso! – ele implorou tentando tirar as granadas do garotinho.

- La la la! Você não pode deter o Lambo-san! – ria enquanto corria de um lado para o outro.

- Não! Lambo, perigoso! – I-pin dizia correndo atrás dele.

- Dame-Tsuna, faça alguma coisa. – Reborn chutou seu aprendiz fazendo-o cair em cima da “vaquinha”.

Começou assim o berreiro. Tsuna estava mais desesperado que antes e fazia de tudo para acalmar seu Guardião do Trovão. Na verdade, o que ele queria mesmo era dormir, porque estava cansado depois de retornar do futuro. Aquela foi uma batalha que ele nunca esqueceria, com certeza.

- Hm? – o pequeno hitman caminhou até a janela e olhou para os céus. Sobrevoando a casa, estava uma águia de penas vermelhas e bico azulado. – Isso é...

Sem que ninguém percebesse, ele abriu a janela e pulou para o lado de fora. Pousou no muro e estendeu o braço para que a ave pousasse também. Em seu bico estava uma carta com o selo da Distrune.

- O que será que o Dodicesimo Distrune quer? – perguntou-se depois que a águia saiu voando. Abriu a carta e a primeira coisa que notou foram as chamas esbranquiçadas no final, perto da assinatura de Julian. – Oh. – foi a única coisa que Reborn disse. Ele olhou para Tsuna e deu um sorriso de canto.

Caro Reborn,

Minha filha, Dominique, está no Japão. Eu gostaria de pedir a sua cooperação, pois ela possui uma saúde instável e, mesmo com seus guardiões e a Notte Bleu por perto, estou com um mau pressentimento. Ela está atrás de um amigo de infância, Sawada Tsunayoshi, atualmente o Decimo Vongola. Eu não contei nada a ela sobre o envolvimento dele com a máfia, mas acredito que você é a pessoa mais qualificada para isto.

Pelos meus contatos, descobri algumas coisas sobre o Sesto Arcadio, Dante. Imagino que você irá se interessar. É algo profundamente relacionado com a Vongola e Giotto, mas especificamente a relação entre o Primo e nossa Stella. Temo que com isso tenhamos de reabrir feridas esquecidas pelo tempo, pois ele provavelmente irá declarar guerra a todos nós. Não sei se isso estava no seu vasto conhecimento, então irei pessoalmente conversar com você.

Atenciosamente, Julian Fernadez di Amici.

O arcobaleno do Sol estreitou os olhos, parecendo curioso. O que exatamente Julian havia descoberto? Ele não havia pensado em investigar Dante, afinal, não era incomum alguém se revoltar porque o novo chefe de uma famiglia seria uma mulher. Isso também ocorreu com a Ottava Vongola, oras. Mas se ele estava envolvido com o passado da Distrune e da Vongola, aí era outra história.

Aquela carta deixou uma pitada de impaciência nele. Queria ver o remetente da carta imediatamente, aquela pequena peça poderia ser o começo de um grande quebra-cabeças.

Notas finais
Acabou!...
Por enquanto. *musiquinha de suspense*
O que acharam? Entendam uma coisa: nunca deixem a Lira solta por aí, ela é perigosa. -q
ENFIM! Acho que é isso mesmo...
Nos vemos no próximo capítulo (que eu vou tentar fazer mais rápido)! o/
Ciao, ciao! :D