Alliierten: Maledizione Delle Fiamme
12 Primeiro Dia
Notas iniciais
Do nada, minha inspiração tinha ido embora. Esse capítulo, na verdade, é só uma introdução para a vida escolar do pessoal. E peço desculpas também pelos donos dos personagens que não apareceram muito agora. É que eu tive que falar das quatro famílias (Arcadio, Pulizia, Notte Bleu e Distrune), então se eu fosse digitar sobre todo mundo, ficaria enorme! ;-;
Enfim, vou parar de enrolar. Espera, alguém ainda lê as notas do capítulo?! D:
Boa leitura! o/
Tsuna deu um pulo assim que olhou para o relógio. Estava atrasado, como sempre. Vestiu seu uniforme de qualquer forma e desceu as escadas, quase esquecendo a mochila no quarto. Ao seu lado, Reborn observava-o em silêncio. Após se despedir de Nana e sair de casa, o hitman pulou no ombro do aprendiz e sentou confortavelmente. No meio do caminho, encontraram Gokudera e Yamamoto.
- Bom dia, Juudaime! – Gokudera fez uma breve reverência.
- Yo, Tsuna! – Yamamoto sorriu amigavelmente.
- Bom dia, pessoal.
Enquanto os três andavam na direção da escola, puderam ver do outro lado da rua um grupo de alunos. Eles usavam um uniforme diferente que o Decimo nunca havia visto antes.
- Aqueles devem ser os alunos transferidos. – falou Reborn.
- O que?! – ele olhou para o bebê, assustado. – Alunos transferidos? Todos eles?!
- Parece que, quando voltamos do futuro, a Terra deu uma sacudida e isso causou terremotos por todo lado. Eles estavam numa área de risco, por isso tiveram que vir para Namimori. – explicou Gokudera usando óculos que ele tirou sabe-se-lá-de-onde. – Eu soube também que há outras pessoas além deles. Em torno de seis novos alunos entrarão somente na nossa sala!
- HIIIK! – Tsuna arregalou os olhos. – Tomara que não haja nenhum problema... – sussurrou encarando o chão.
Chegando à sala, sorriu quando encontrou Sasagawa Kyoko. Olhando ao redor, notou certo clima de ansiedade vindo dos garotos. Certamente, eles estavam torcendo para que fossem alunas novas. Ignorando esse fato, Tsuna sentou-se e esperou o professor entrar.
- Silêncio! – o homem pediu jogando os livros em cima de sua mesa. Todos os alunos pararam de conversar e olharam para ele. – Hoje, antes de começarmos a aula, tenho um comunicado. Teremos novos alunos.
A empolgação foi geral, mas não durou muito. O professor deu leves tosses e voltou a falar.
- Por favor, entre... – ele deu uma olhada na lista de novos alunos, porém não terminou de chamar o nome da pessoa, porque alguém entrou na sala gritando.
- E AÍ, GALERA! – uma garota acenou animadamente. Estava usando uma gravata verde-claro e as orelhinhas de gato eram o acessório que mais chamavam a atenção dos outros.
- Senhorita Encalda, acalme-se. – o professor suspirou. – Esta é Lira Le’Peseque Encalda.
- Que garota animada! – Yamamoto riu sussurrando para Tsuna.
- Até demais... – uma gota escorreu por sua cabeça. Por alguma razão, aquela garota lembrava um pouco o Lambo, achava ele.
- A próxima aluna é... – mais uma vez, o professor foi interrompido.
- Ciaran. É um prazer conhecê-los. – ela sorriu e andou até ficar ao lado de Lira. – Não me irritem ou irei atirar no meio de suas testas.
- I-impressão minha ou tem algum tipo de aura maligna em volta dela? – Tsuna piscou algumas vezes, encolhendo-se em sua cadeira.
- Certo... – o homem olhou para o nome embaixo do de Ciaran. – Shi... Shi... Shitto? – estreitou os olhos. O que havia de errado com aqueles alunos novos?! Somente nomes estranhos...
- Meu nome é Shitt P.! – uma garota extremamente estranha passou pela porta. – Chame-me de “Shitopi-chan”!
A sala ficou num silêncio mortal. Primeiro, uma maluca com orelhas de gato postiças; depois, uma garota que ameaça as pessoas sorrindo gentilmente; e agora, um A.M.N.I¹! Gokudera passou um bom tempo encarando Shitt P. e escrevendo alguma coisa com o alfabeto que ele mesmo havia criado.
- Próxima... Bianca. – comemorou, pois finalmente havia conseguido dizer o nome de alguém.
- Olá. – ela sorriu, mas ficou parada na porta. Seus olhos brancos encaravam o chão.
- Vá até os outros alunos novos, Bianca-san. – pediu o professor.
- Não posso. – ela disse um pouco desconfortável.
- Por quê? É cega, por acaso? – ele arqueou uma sobrancelha.
- Algum problema com isso? – disse num leve tom irritadiço.
- P-perdão, eu não s-sabia... – ele desculpou-se constrangido. – K-Kozato-kun. – chamou o próximo aluno antes que dissesse qualquer outra besteira.
O ruivo entrou na sala em silêncio. Seu rosto estava repleto de bandagens e ele falava muito baixo.
- Eu sou... Kozato Enma.
- Ele me lembra... – Tsuna pensou encarando o garoto. – Lembra-me como eu era antigamente...
- Bem... Você é a última. – o professor olhou para o lado de fora da sala. – Quer se apresentar? Eu desisto disso. – ele revirou os olhos.
Ouviu-se uma risada feminina após o comentário do homem. Entrando em passos firmes, uma garota de cabelos castanhos andou até os alunos novos e virou-se para a turma. Abriu o maior sorriso que conseguiu e acenou.
- Buon giorno! Meu nome é Dominique Orchidea di Amici. – Ciaran olhou-a pelo canto dos olhos. – Espero poder me divertir bastante a partir de hoje!
Tsuna quase caiu da cadeira. Com os olhos arregalados, ele abria a boca e fechava-a sem dizer nada. A turma toda começou a conversar alto, fazendo com que ele perdesse o que restava da sua linha de raciocínio.
- O que há com eles? Estão todos tão animados só porque há alguns alunos novos... – Gokudera disse irritado. – Deveriam agir assim com o Juudaime!
- Ma, ma. – Yamamoto riu. – Não é todo dia que alunos se transferem para cá, certo? A reação deles é normal.
- Não acho! Estou certo, não é, Juudaime?! – ele virou-se para o chefe, mas não recebeu resposta. – Juudaime? – perguntou preocupado.
- D-Do... – Tsuna balançou a cabeça, incrédulo. – Domi-chan...
A garota olhou para ele e sorriu. Andou até o Decimo Vongola, distanciando-se dos outros calouros. Quando finalmente parou na frente da carteira dele, seus olhos brilharam tanto quanto estrelas.
- Há quanto tempo, Sawada-kun! – ela falou entusiasmada.
- H-Hm... É bom te ver de novo, Domi-chan.
Na sala do andar de cima, os novos alunos também se apresentavam.
- Alice Vodevoske. – disse num tom de voz meio vago. Na verdade, seus pensamentos estavam apenas centrados em sua irmãzinha. Como ela estaria?
- Mary Walker. – sorriu ao encontrar Klaus, o colega de famiglia, no meio dos outros alunos.
- Gilbert Callisto di Arcadio. – disse com as mãos nos bolsos. Encarava a janela, mais especificamente o céu, e tinha uma expressão séria no rosto.
- Gerard Callisto di Arcadio. – sua cabeça estava encostada no quadro-negro e ele olhava para o teto, entediado.
- Loue Sourblanc. – sorriu gentilmente, arrancando alguns suspiros das garotas. Solarie acenou para ele animada.
- Certo, escolham algum lugar vago para vocês sentarem e então começaremos a aula. – disse a professora batendo palmas.
Por um rápido instante, Loue encarou os gêmeos. Os dois fizeram o mesmo e podia-se ver uma aura escura em volta dos três. Alice olhou para o chefe, confusa. Nunca havia o visto daquele jeito antes. Mary sentou do lado de Klaus e ficou observando os Arcadio lançando pragas ao Sourblanc.
- Oh, é você! – Casilda gritou apontando para um garoto no meio do corredor. – O cara do aeroporto! Caramba, então você é um estudante daqui...
Michael encarou-a incrédulo. Era a mesma moça que havia esbarrado nele outro dia? Ela se lembrava dele, então não havia dúvidas. Mas o que raios ela fazia ali?! Casilda empurrava-o enquanto cantarolava qualquer coisa. Parados na frente da porta da sala, outros alunos se amontoavam também.
- Herbívoros não devem andar em grupos. – Hibari aproximou-se já empunhando suas tonfas.
- Quem é ele? – perguntaram-se todos.
- Hibari Kyoya-kun! – Casilda iria abraçá-lo, mas o olhar mortal lançado por ele fez com que ela desistisse da ideia. – Err... Não estamos em grupos, Kyoya-kun. Somos apenas pessoas que se encontraram num mesmo lugar por obra do destino. – ria nervosamente. – E não estamos andando.
O líder do comitê disciplinar encarou a moça como uma cara de “eu vou te morder/bater até a morte”, mas felizmente deu meia volta e foi embora. Casilda fez uma pose de vitória e abriu a porta com força, fazendo um enorme barulho.
- Entrem, entrem! – disse aos alunos que estavam atrás dela.
Fizeram o que ela disse, apesar de um pouco relutantes. “Mulher estranha”, pensavam eles. Casilda andou até a mesa do professor, sendo seguida por Akihisa.
- Bom dia! Ohayoo! Good morning! Etc, etc. – ela disse escrevendo seu nome no quadro. – Eu sou a nova professora de italiano de vocês. Meu nome é Casilda Scoccio. – os alunos olharam-na com gotas na cabeça. Sua letra estava toda tremida e desalinhada. – Minha assistente será ela, Akihisa Snow! – apontou para a garota como se estivesse apresentando um programa de TV.
- Olá. – disse com uma expressão facial de “preparem-se para se tornarem meus novos escravos”.
- Assistente? Mas ela não tem a nossa idade? – perguntou um garoto.
- Hm... Pode não parecer, mas ela já está na faculdade. – Casilda sorriu. – Não é de dar orgulho?? – seus olhos brilharam e abraçou Akihisa.
- Orgulho? Ela parece mais um monstro... – sussurraram todos.
- Ah! Além de nova professora, vocês vão ter novos colegas. Que dia lindo, não? – rodopiou e fez algumas poses. Gotas, muitas gotas. – Vamos fazer uma rápida introdução. – pegou a lista de alunos transferidos. – Que chato, não tem ninguém da minha famiglia aqui... – sussurrou emburrada. – Err... Alleen Salvatore, Michael Gregori Archangel, Alphonse Cane di Amici. São eles ali. – apontou para os três sem encará-los. – Ok! Agora vamos deitar nas carteiras e dormir! – disse jogando os livros para o alto.
- Isso está certo? – Alleen perguntou murmurando para Michael.
- Não faço a mínima ideia. – ele respondeu dando de ombros.
- Hm... – Alphonse encarou a moça, um tanto incomodado. Conseguia sentir a alegria emanando dela, mas tinha algo por trás daquilo tudo. Ele não sabia explicar, ela estava feliz de verdade, mas parecia estar escondendo outro sentimento, bem lá no fundo. – Quem é ela? – piscou algumas vezes. Sentia que havia visto-a em algum lugar antes.
O sinal bateu, anunciando o final da aula. Avançando mais um pouco no tempo, todos estavam agora no meio do intervalo. A Distrune e a Notte Bleu estavam reunidas embaixo de uma árvore e lanchavam, além de contarem como foram os primeiro horários.
- Como imaginei, os gêmeos Arcadio também vieram para Namimori. Eles estão na minha turma. – falou Loue dando uma mordida no sanduíche. – Assim como a Solarie e a Alice.
- A primeira aula foi de italiano. Ou deveria ser, porque a professora só ficou bagunçando. Até mais que os alunos. – uma gota escorria pela cabeça de Alleen quando ela relembrava a cena.
- Estou na mesma sala que a Dominique e a Bianca! – comemorou Lira dando pulinhos.
- Estou sozinha numa turma cheia de estranhos. – Akira falou um pouco depressiva. Por que somente ela tinha 11 anos?
- Err... Calma, Akira. Tenho certeza que logo você se enturma. – disse Alice dando leves tapinhas nas costas da amiga.
- E se eles fizerem alguma coisa ruim com você, é só falar. Eu arrebento quem for, ok? – Lira fez um joinha.
- Para onde foi a Dominique? – perguntou Alphonse para Loue. O garoto tomou um pouco de suco antes de respondê-lo.
- Ela disse que iria conversar com o Sawada Tsunayoshi. – levantou-se e olhou ao redor. – Vou atrás dela, só por precaução. – e saiu andando sem que ninguém percebesse.
Loue caminhou um bom tempo. Até que aquela escola era grande, ele tinha que admitir. Achou os amigos do Sawada, mas nenhum deles sabia onde o garoto estava. Passou pelo ginásio, a quadra de esportes, o pátio, as salas... Finalmente, encontrou Tsuna na frente do bebedouro, porém Dominique não estava com ele.
- HIIIK! – gritou quando notou a presença do mais velho.
- Desculpe, eu não pretendia assustá-lo. – Loue disse tentando acalmá-lo.
- A-ah... Tudo bem. – respirou fundo. – Err... Quem é você?
- Loue Sourblanc, primo da Dominique. – sorriu curvando-se para frente. – Você a viu?
- Prazer em conhecê-lo. – repetiu o gesto um pouco envergonhado. – A Domi-chan? Ela disse que estava voltando para a sala, já que o intervalo vai acabar logo. Ela saiu faz pouco tempo.
- Obrigado. – saiu andando e acenou para o garoto.
Dois minutos depois, viu a prima parada no meio do corredor. Aproximou-se, porém notou a presença de mais três pessoas ali. Gerard, Gilbert e Casilda.
- Gerard, Gilbert. – falou sério.
- Loue. – Gerard encarou-o irritado.
A tensão no ar era terrivelmente esmagadora. O silêncio também. Parecia que até o céu ficara mais escuro.
- OI DOMINIQUEEE! – Casilda gritou abraçando a Tredicesima.
- OI DEANNAAA! – Dominique abraçou-a também como se ela fosse sua irmã mais velha.
- Deanna não. Você tem que me chamar de Casilda agora. – a moça disse balançando o dedo indicador de um lado para o outro. – Sabe, esse é o meu novo nome.
- Legal! – os olhos de Dominique começaram a brilhar.
...
- EI, VOCÊS DUAS! LEIAM O CLIMA DE VEZ EM QUANDO! – gritaram os rapazes incrédulos.
- Clima? – Dominique e Casilda se encararam. – Então vocês três têm esse tipo de relacionamento? – falaram as duas ao mesmo tempo.
Os três capotaram. Olharam para elas com enormes gotas na cabeça. O que elas tinham de errado?! Loue suspirou tentando voltar a sua postura habitual.
- Que feio, Gilbert. Você estava traindo o Frau esse tempo todo? – Casilda balançou a cabeça negativamente.
- ATÉ VOCÊ?! – Gilbert se encolheu num cantinho e uma nuvenzinha negra surgiu acima de sua cabeça. – Até minha própria irmã...
- E você, Loue! Eu não esperava isso de você. Estou decepcionada.
- O que você quer dizer, Deanna? – arqueou uma sobrancelha, confuso.
- O Ace não vai gostar se souber que você andou saindo com outros caras... – Loue arregalou os olhos, surpreso.
- Como assim? – perguntou, mas não conseguiu impedir que seu rosto ficasse vermelho.
- Do que ela está falando, Loue? – Dominique olhou para o primo, confusa. Os gêmeos se encaravam, pareciam saber de alguma coisa. Ou haviam descoberto algo.
- Nada, eu acho. – respondeu sorrindo.
- Então tá. – a garota inclinou a cabeça para o lado. – Hm... Mas eu não sabia que você gostava de garotos, Gerard. Você já tem um namorado? – perguntou dando pulinhos em volta do Arcadio.
- ... – uma veia saltou em sua testa. – Dominiqueee... – saiu correndo atrás dela. Ela, assustada, escondeu-se atrás de Loue. – EU VOU TE MATAR!
- Você sempre diz isso. – Casilda sussurrou enquanto segurava o irmão.
- ARGH! ME SOLTA, DEANNA! EU VOU ARRANCAR OS OLHOS DELA E JOGAR NO MAR!!!
- E-EH?! – Dominique cobriu os olhos com as mãos. – SOCORRO, LOUE!
- Porque é sempre assim... – Loue pensou olhando para os dois. – Acalmem-se ou irão destruir a escola. E pelo o que eu ouvi, o líder do Comitê Disciplinar irá mordê-los até a morte caso arranhem uma carteira sequer de Namimori. – falou calmo, mas sério.
- Acreditem nas palavras do Loue. Esse Hibari é perigoso. – Casilda soltou o irmão.
- Que seja. – Gerard cruzou os braços e virou o rosto para o outro lado. – Você pretende ficar aí até quando, fratello?! – olhou irritado para Gilbert.
O garoto levantou devagar, mais parecendo um zumbi do que um ser humano. Foi arrastando-se para a sala sem esperar pelos irmãos.
- EI! NÃO ME DEIXA PARA TRÁS, DROGA! – Gerard saiu correndo atrás dele.
- Então nos vemos depois, Dominique, Loue! – Casilda acenou para eles antes de seguir Gerard.
- ...Eles se foram. E agora, Loue?
- Agora nós vamos também. – sorriu guiando o caminho. – Responda-me uma coisa, Dominique.
- Pergunte. – disse distraída.
- Por que você se encontrou com aqueles três? – seu tom de voz não escondia a preocupação.
- Não é que eu quisesse me encontrar com eles. – riu. – Mas minha intuição dizia que estariam aqui.
- Você foi até os três. Isso é perigoso, sua boba. – Loue falou parando na frente de uma porta.
- Mas fugir não é inútil, Loue? – Dominique girou a maçaneta. – Além do mais, eu confio neles. Eles também são a minha famiglia. – sorriu antes de entrar na sala de aula.
Loue não disse nada, mas seu olhar era como um texto de vinte páginas. Dizia tudo o que estava pensando, até mesmo os segredos que ele tentava esconder. Balançou a cabeça, era melhor não pensar naquilo agora. Deu meia volta e foi para sua sala no andar de cima.
Enquanto os mais novos estavam na escola, os mafiosos mais velhos ou estavam trabalhando ou estavam descansando. Por falar nisso, perto da escola, num Cosplay Cafe:
- Sejam... Bem-vindos. – Grégoire virou-se para os clientes que acabaram de chegar e reconheceu algumas faces. Usava o uniforme de garçom e segurava uma badeja de alumínio.
- O que é isso? – Katherine segurou o riso não acreditando no que via. Kelly, atrás dela, encarava o Guardião da Névoa, incrédula.
- Um uniforme militar. – falou sarcasticamente, mas inexpressivo.
- Ah, você está uma graça. – comentou Akio com mais sarcasmo ainda.
- Obrigado.
- NÃO AGRADEÇA! – gritou o rapaz irritado.
- Ahn... Vamos, vamos. – Kelly sentou-se e puxou os outros dois junto. – Viemos aqui comer alguma coisa, lembram?
- O que vão querer? – Grégoire pegou um bloquinho e uma caneta.
- Um sorvete de morango. – Akio jogou o cardápio para Katherine.
- Um? Não quer dois? – recebeu um olhar mortal do rapaz. – Tá, tá. – anotou no bloquinho.
- Vou querer um Milk-shake de chocolate com pedaços de marshmallow. – os olhos da Cahil brilharam. – E você, Kelly? – virou-se para a amiga.
- Uma salada de frutas com chantilly e leite condensado. – sorriu devolvendo o cardápio.
- Já trago. – Grégoire saiu andando calmamente.
Após a refeição dos três, o Encalda aproximou-se da mesa. Retirou as tigelas e voltou logo em seguida.
- O total vai dar ¥2.000.610, 00¹. Ou €19.768, 64¹. Ou $14.976,89¹. – os três olharam assustados para Grégoire.
- Como assim?! – Akio bateu na mesa, irritado. – Não tem como as coisas serem tão caras! – protestou.
- Calma, Akio! Deve ter alguma explicação para isso tudo. – Kelly balançou as mãos tentando impedir que o Guardião da Tempestade explodisse de raiva.
- O que está havendo, amico calvo²? – Katherine encarou-o rindo.
- Os três pratos dão 610 yens. Os outros dois milhões são a minha gorjeta. – disse olhando para o nada. Com um movimento rápido, desviou da cadeira que Akio arremessou.
Acelphiste, enquanto caminhava pela mansão de Roderich (já que eles não iriam se hospedar na mansão da Arcadio no Japão), ouviu alguém espirrar. Quando procurou alguma pessoa por perto, encontrou Frau sentado no sofá da sala de estar. Ele estava ouvindo música clássica no rádio.
- Hey, Frau. – aproximou-se sorrindo. – Saúde.
- Obrigado. – disse indiferente.
- Ah, quando eles vão para a escola, as coisas ficam tão sem graça. – Acelphiste jogou-se no sofá, sentando ao lado do rapaz. – Bashou está treinando, Astaroth saiu e até agora não voltou, Mikhul foi passear por Namimori, Nea e Fernanda foram fazer compras. – falou contando nos dedos.
- É. – falou sem prestar atenção no que ela dizia.
- Ah, sobre aquele espirro de antes... – Acelphiste sorriu acomodando-se melhor. – Dizem que quando se espirra, alguém está falando de você. Você acredita nisso?
- Talvez. – olhou para o teto, pensativo.
- Quem sabe não é o Gil-pon? – Frau encarou-a com uma sobrancelha arqueada.
- “Gil-pon”?
- Gilbert. – revirou os olhos. – Gilbert Callisto di Ar--
- Ok, entendi. – cortou-a imediatamente. – Mas por que acha que é ele?
- Não sei. – riu. – Intuição feminina?
E o assunto morreu por ali mesmo. Frau, percebendo que Acelphiste não iria embora, levantou-se e saiu andando sem dizer nada. A moça não protestou, mas ficou pensando se havia dito algo que o incomodara.
- Olá, Frau. – Kain caminhava pelo corredor quando o avistou.
- Olá, Ace. – os dois pararam no meio do caminho.
- Está indo aonde?
- Para o meu quarto, pelo menos lá é mais calmo. – deu de ombros.
- Entendo. – disse colocando as mãos nos bolsos.
Ambos deram passos para frente, continuaram a andar como se não tivessem visto nem um nem outro.
- Você se arrepende? – Frau sussurrou para que apenas o outro ouvisse. Não que houvesse alguém por perto, mas era melhor prevenir.
- Perguntou o mesmo a você, Sourblanc. – Frau lançou-lhe um olhar mortal. – Desde que você se afastou da mansão Arcadio ano passado, as coisas têm ficado tensas por lá. Você notou, não é? – deu uma pausa olhando para os lados.
- É difícil não notar. – suspirou. – É só olhar para o Gilbert. Ele não sabe esconder as cicatrizes direito.
- Está com raiva?
- Assim como você. – Frau saiu andando inexpressivo. – Até logo, Salvatore.
Acelphiste estava entediada, tinha que admitir. Sem Casilda por perto para fazerem alguma maluquice, sem ninguém para conversar, um completo silêncio. Quando estava prestes a levantar-se e quebrar alguma janela, ouviu passos vindos do corredor. Achou que seria Frau, talvez ele tivesse decidido que a companhia dela não era tão ruim assim! Ou quem sabe algum outro amigo tivesse voltado. Olhou para a porta, que estava aberta, mas a pessoa que surgiu não era quem ela esperava.
- Quem é? – franziu o cenho.
Uma mulher parecia procurar algo ou alguém. Ela tinha cabelos negros ondulados, uma maquiagem chamativa e um vestido extremamente curto. Ao notar a presença de Acelphiste, caminhou até ela. Os enormes saltos faziam ecoar o som de seus passos pela sala.
- Com licença, moça. – disse parando na frente dela. – Estou procurando um rapaz, mas não achei nenhum empregado para me guiar. O nome dele é Roderich. – Acelphiste estreitou os olhos. Já havia visto aquela mulher em algum lugar...
- Você não é a mulher do ministro japonês? – perguntou pensativa. A mulher recuou um passo, porém logo voltou a sua pose de antes.
- O que vocês tanto conversam? – as duas ouviram uma voz masculina vindo da porta.
A mulher virou-se no mesmo instante e foi até ele com um sorriso estampado no rosto. Roderich sorriu enrolando uma mecha do cabelo dela nos dedos e cumprimentando-a com um beijo na bochecha.
- Sinto muito, acabei me perdendo.
- Não tem problema algum. Vamos indo? – Roderich apontou para o corredor e ela saiu da sala como um cachorro obedecendo às ordens de seu dono.
- Quem é ela, Roderich? – Acelphiste perguntou antes que o Arcadio fosse embora.
- Uma conhecida. – respondeu com uma das mãos nos bolsos. – O que foi? Está com ciúmes, piromaníaca? – fechou a porta rapidamente antes que uma cadeira acertasse sua cabeça.
- Idiota. – Acelphiste revirou os olhos e voltou a sentar-se no sofá.
Já estava ficando tarde. As ruas, totalmente iluminadas, mostravam a animação dos japoneses no período noturno. Os bares abriam suas portas, nos restaurantes o jantar era preparado com cuidado, karaokês recebiam seus primeiros clientes da noite. Astaroth olhava tudo aquilo sem ser contagiado com a alegria a sua volta. Suspirou irritado, talvez sair da mansão não fora a melhor ideia que um dia teve. Estava voltando para casa quando ouviu uma voz familiar.
- Ah, Asta-kun! Que coincidência. – Nea aproximou-se segurando várias sacolas.
- Fazendo o que por aqui? – Fernanda surgiu atrás da garota. Assim como ela, também estava com muitas sacolas.
- Nada demais. – Astaroth arqueou uma sobrancelha. – Isso é exagero.
- Exagero nada! – Fernanda riu. – Só estamos aproveitando bem o momento. Nunca se sabe quando iremos lutar pra valer. – um brilho assassino relampejou pelos olhos do rapaz.
- Sendo que aconteça logo... – tirou um canivete do bolso e ficou brincando com ele. – Como não posso matar a Casilda, tenho que me contentar em matar os outros. – resmungou baixo.
- Por que você quer matá-la, Asta-kun? Vocês não se dão bem? – Nea perguntou confusa.
- Ela é irritante, sempre fala idiotices, nunca faz as coisas direito, é preguiçosa e burra. – começou a falar uma lista gigante somente de defeitos da chefa.
- Pense pelo lado bom: se ela fosse séria demais, seria um saco. – Fernanda disse rindo. – Deixe de ser uma nuvem rebelde, cara. – tentou dar um tapinha nas costas dele, mas mal conseguia erguer o braço. – Vamos voltar para mansão? Você parece não estar fazendo nada mesmo.
- Tanto faz.
Gerard jogou sua mochila para longe e se jogou no sofá ao lado de Acelphiste. Gilbert imitou o gesto do irmão, mas sentou-se numa poltrona. Os outros foram para seus quartos pensando em como aqueles dois eram melodramáticos.
- Nunca mais vou para a escola. – Gerard choramingou. – Aula é uma droga.
- Vamos ficar em casa e ir somente quando houver provas, como antigamente? – Gilbert sorriu animado.
- Vamos!
- Isso não é certo. – Klaus entrou na sala com uma gota na cabeça. – Vocês precisam ir para a escola. Esqueceram o motivo de estarem no Japão?
- Quem é que estava dizendo “vou matar minha rival antes que meu pai” todo entusiasmado antes? Desistiu da ideia, Gerard? Ou você tem outros planos para a Dominique? – Mary perguntou enquanto seguia Klaus.
- Não preciso estudar para matar aquela bobona. – falou desanimado. – Ahn... Onde estão todos?
- Bashou está treinando; Dio, Nea, Fernanda e Mikhul saíram; Kain e Frau devem estar em algum lugar da mansão. – respondeu Acelphiste.
- E a Elisabeth e o Chaos?
- Da última vez que eu vi a Elisabeth, ela estava passeando pelo jardim. O Chaos... Não o vi saindo, então ele deve estar por aqui também. – falou pensativa.
- Ok. – Gerard levantou-se meio sonolento. – Vou fazer um lanche. Até mais. – saiu andando arrastando os pés.
Enquanto isso, na mansão Distrune, todos chegaram cansados depois do primeiro dia de aula. As garotas foram tomar banho e os garotos ficaram conversando na sala.
- Nada melhor que um banho para relaxar. – Katherine afundou o rosto na água.
- E quem diria que aqui tem mesmo fontes termais?! – Solarie falou assustada, mas aproveitando a água quente para tirar a tensão dos músculos.
- Ser rica é outra história, não é, Dominique? – Alice olhou para a Tredicesima rindo.
- Que nada, eu não sou rica! – falou jogando água na Guardiã do Trovão. – E mesmo que fosse, esse dinheiro não seria só meu. Seria de todas nós, porque somos uma famiglia! – sorriu.
- Na verdade, somos de famiglie diferentes, mas acho que não há problemas, já que as duas são aliadas. – Cornelia foi a última a entrar na água.
- Nunca mais vou sair daqui. – disse Akira suspirando.
Kelly sorriu, vendo que todas estavam alegres. Aproveitou o momento para observar melhor as companheiras, afinal, não teve muito tempo para conhecê-las. Quando seus olhos encontraram certa garota de cabelos brancos, pareceu que o chão abaixo de seus pés havia sumido. Levantou de súbito e iria falar com Bianca, mas ouviu um grito que a desnorteou.
- ENTROU ÁGUA PELO MEU NARIZ! – Lira se contorcia no chão.
- Isso que dá tentar ficar meia hora embaixo da água. – Alleen olhou-a com gotas escorrendo pela cabeça. Literalmente ou não (provavelmente, os dois).
- AARRRGH! – a garota pressionava o nariz com a mão.
Os rapazes, na sala, apenas tentavam entender o que eram aqueles gritos de dor vindos do banheiro onde as garotas estavam tomando banho.
- Idiota. – sussurrou Grégoire ao reconhecer a voz da prima.
Notas finais
² Amigo careca, em italiano. -q
Eu consegui terminar o capítulo yeah yeah~ *rebola rebola*
Eu não gostei desse capítulo. D: Quero apagá-lo, mas não posso, senão a história ficaria com um buraco. D: Mas ainda quero apagá-la. D:
Huhuhu... A garota que esbarrou no Michael no aeroporto era a Casilda. Alguém aí desconfiava? :3
Não vou falar mais nada, pois tenho certeza que daqui a pouco vou falar algum spoiler. e_e
Ciao, ciao! Desculpem-me pela demora, pessoal! x_x
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