Alliierten: Maledizione Delle Fiamme
17 Gincana Esportiva - Problemas carimbados
Notas iniciais
Para terem uma ideia... Eu comecei o capítulo em março, acho. JÁ ESTAMOS EM MAIO!! ç.ç
Eu sinto muito mesmo! Uma das razões da demora foi a preguiça, eu admito, mas é também porque estou no terceiro ano do ensino médio, então meu tempo foi diminuído drasticamente! Espero que gostem desse capítulo... Eu tentei fazê-lo para que ficasse num bom tamanho. Não sei se agradou vocês. ._.
Boa leitura!
Ela abriu os olhos devagar, ainda um pouco sonolenta. Bocejando, levantou da cama e olhou para a janela. Podia ver o que restara da madrugada no céu, mas os raios de luz já tomavam o lugar da escuridão noturna. Engatinhou até a beirada da cama procurando um par de pantufas para vestir, mas na hora que pensou tê-las achado, alguém abriu a porta.
– Bom dia. – disse um garoto sorridente que segurava uma bandeja de prata com o café da manhã e alguns comprimidos.
– Bom dia! – ela respondeu animada, como se estivesse acordada há horas.
– Dormiu bem, Dominique? – ele entrou e fechou a porta atrás de si.
– Uhum. – a Tredicesima Distrune falou enquanto já pegava uma torrada e dava uma mordida. – E você, Alphonse?
– Na medida do possível. – o Guardião da Chuva de Loue balançou levemente a cabeça e depositou a bandeja na cama.
– Todos já acordaram? – Dominique deu leves batidas na cama, sinalizando para o primo se sentar ao seu lado.
– Hm... Acho que Akira, Lion e Alice ainda devem estar dormindo. – ele falou pensativo.
– Mesmo? Que preguiçosos. – Dominique riu enquanto pegava um pedaço de maçã.
– Não acho que sejam preguiçosos, eles só não tem a mesma disposição que os outros. – Alphonse sorriu e olhou para o relógio. Cinco horas da manhã, ainda estava muito cedo. – Ah, não se esqueça de tomar os seus remédios, Dominique. – o rapaz estendeu cinco comprimidos para a garota, que os pegou meio receosa.
– Não gosto deles, têm um gosto horrível! – Dominique engoliu-os todos de uma vez, logo depois bebeu todo o suco de laranja que tinha em seu copo.
– Não posso fazer nada, você sabe que é para o seu bem tomá-los. – Alphonse sorriu bagunçando os cabelos da garota. – Está pronta para hoje?
– A gincana esportiva, certo? – Dominique ergueu os punhos e deu um sorriso confiante. – Podem vir! Nós vamos vencer todas as provas! – a Tredicesima deu uma pausa e olhou para o chão, pensativa. – Digo, todas aquelas em que o Gilbert e o Gerard não estiverem competindo! – depois de se corrigir, ela abriu um enorme sorriso.
O rapaz riu da animação dela. Por causa de suas habilidades, Alphonse sabia que a alegria de Dominique era verdadeira e isso que era o mais agradável de ver pela manhã. Mesmo com todos os problemas que ela tinha, aquela menina nunca deixava de estar feliz. Isso meio que dava forças aos outros para continuar o dia sem desanimar.
– Alphonse... – ele foi acordado de seus devaneios pela voz curiosa de Dominique. – Com o Loue está se sentindo hoje? Ele dormiu direitinho, né? – ele segurou o riso. O jeito que a Tredicesima Distrune tratava o Nono Notte como uma criança era cômico.
– Fizemos com que ele dormisse, não se preocupe. – Dominique suspirou aliviada.
– Ele não tem dormido direito nesses dias por causa do trabalho como chefe da Notte Bleu e ainda tem o acidente que ele sofreu alguns dias atrás! O Loue está s-o-b-r-e-c-a-r-r-e-g-a-d-o. – ela cruzou os braços e fez bico. Alphonse tinha que concordar com ela, Loue realmente estava passando de seus próprios limites.
– Bem, talvez agora ele melhore. – sorriu e deu um beijo na testa da prima. – Arrume-se, porque vamos assistir o Michael e a Solarie treinando com a Cornelia e a Bianca.
– Certo! – Dominique ficou de pé e, quando Alphonse saiu do quarto, abriu a porta do guarda-roupa.
O Sol já estava iluminando todo o céu, nenhum sinal da noite era visto – exceto a Lua, que teimava em ficar ali. Todos os alunos da escola de Namimori estavam reunidos no pátio, onde ouviam as últimas palavras do diretor antes dele anunciar o início da gincana esportiva. Ela duraria três dias, pois havia provas demais para serem realizadas em apenas dois. Naquele dia, a prova que receberia maior destaque era a corrida de obstáculos com perguntas de conhecimentos gerais. Era uma mistura de “Perguntas&Respostas” com a corrida tradicional com obstáculos comuns... Ou nem tanto.
– Nossa, estão todos animados. – Akira comentou ao olhar os alunos indo e vindo, cada um mais alegre que o outro. – Nunca pensei que a gincana traria tanta disposição.
– Claro que traz! – Solarie falou enquanto se alongava embaixo de uma árvore. – Essa gincana ocorre apenas uma vez no ano... Além de que os prêmios são ótimos! Ano passado até sortearam uma TV novinha!
– Ah, então eles estão assim por ambição. – uma gota escorreu pela cabeça da mais nova.
– Pessoal! – as duas se viraram para a garota que se aproximava correndo. – Vocês precisam vir comigo! Rápido! – Cornelia disse após parar para recuperar o fôlego.
– O que aconteceu? – Solarie e Akira se entreolharam e seguiram a Guardiã da Tempestade de Loue. Chegando ao local apontado por ela, as duas ficam de queixo caído. Aparentemente, estava havendo uma briga ali. Duas pessoas discutindo e uma multidão em volta delas.
Uma das envolvidas era Alice, Guardiã de Loue, uma brasileira de cabelos pretos e que carregava sua raposinha de estimação na cabeça. “Como a deixavam levar um animal para escola?”, vocês devem estar se perguntando. Pois bem, o Hibari tem o Hibird e ninguém reclama, oras (claro, quem seria louco o suficiente de contrariar o presidente do Comitê Disciplinar?). A outra pessoa era um rapaz alto de cabelos arroxeados e bandagens em um dos olhos, era do terceiro ano e chamava-se Dio Astaroth Slayer, mais conhecido como Astaroth.
– REPITA ISSO SE TIVER CORAGEM, CAOLHO-BAKA! – Alice gritou irritada – fato que espantou as Guardiãs da Distrune, afinal, a garota sempre foi muito calma.
– O QUE? ALÉM DE BURRA É SURDA TAMBÉM?! – a aura assassina de Astaroth fez todos recuarem um passo.
– VEM PRO FIGHT, MARIQUINHA!! – Alice apontou os punhos para o garoto.
– CAI DENTRO!!! – os alunos que estavam mais próximos dos dois acabaram pulando em cima deles para impedi-los.
Solarie piscou algumas vezes para ter certeza que não estava delirando. Olhou para Akira, que também lhe encarou. Ambas arquearam uma sobrancelha e olharam para Cornelia.
– O que aconteceu? – perguntaram ao mesmo tempo.
– Eu e a Alice estávamos andando por aí, procurando vocês. Foi quando ela esbarrou no Astaroth-kun. – Cornelia apontou para o rapaz de cabelos roxos. – Ele disse: “ei, olhe por onde anda!”. Aí a Alice respondeu: “olhe você! Um dos seus olhos pode estar enfaixado, mas não quer dizer que você não tem o outro!”. Ele, irritado com o que ela falou, retrucou: “e você que tem dois olhos e não enxerga nem o que está logo na sua frente?!”. A conversa foi se desenvolvendo até chegar ao ponto que vocês estão vendo agora. – uma gota escorreu pela cabeça da Guardiã da Tempestade de Loue.
– Nossa... Devemos pará-los? – as três olharam para a confusão que ocorria em volta delas.
– Não acho uma boa ideia. – elas olharam para o rapaz parado ao lado. – A menos que queiram acompanhá-los na enfermaria. – ele apontou para Klaus, o enfermeiro da escola, que chegava correndo acompanhado de alguns alunos.
– É, acho que prefiro ficar aqui mesmo. – Akira observou todos os alunos tendo dificuldades para separar Astaroth e Alice. – Mas... Por que você está aqui, Reir-san?
– Estava passando por aqui quando a briga começou. – Kain deu de ombros.
– Mesmo? – Solarie estreitou os olhos, desconfiada. – Não é como se pudéssemos confiar num membro da Arcadio...
O Guardião da Chuva de Gerard apenas revirou os olhos e ficou quieto, como se dissesse “acredite se quiser, não lhe devo explicações”.
– Em vez de estarem aqui, vocês não deveriam estar protegendo a Tradicesima Distrune e o Nono Notte, por acaso? – Kain perguntou sem encará-las.
– A Domi está com o Michael, o Alphonse e a Lira. Não precisamos nos preocupar. – Cornelia falou sorrindo. – E o Loue não veio hoje.
– Cornelia! Você não deveria passar esse tipo de informação ao inimigo! – Solarie protestou franzindo o cenho.
– ...O Sourblanc não veio? – Kain ignorou o que a Guardiã do Sol havia dito e arqueou uma sobrancelha.
– Claro que não. – Solarie cruzou os braços. – Vocês tentaram matá-lo há quatro dias! É óbvio que ele não viria. – o Reir piscou os olhos algumas vezes, aparentemente estava bem confuso.
– Do que você está falando? – ele perguntou.
– Solarie, acalme-se! – Akira colocou a mão no ombro da amiga e abriu um pequeno sorriso virando-se para o rapaz. – Não sabemos ao certo o que aconteceu, ainda estamos investigando, mas parece que alguém tentou matar o Loue. Por sorte, ele não sofreu muitos danos, porém está proibido de sair da mansão da Distrune até que descubramos a verdade. – o sorriso sumiu dos lábios da pequena assim que terminou de falar. – E nós não temos provas para culpar ninguém, não é, Solarie? – a Guardiã da Nuvem da Distrune falou num tom de voz que obrigou Solarie a concordar, mesmo que a contragosto.
– Ah... – Kain estreitou levemente os olhos, porém nenhuma das três chegou a perceber. – Digam que mandei melhoras para ele.
– Pode deixar, passaremos seu recado. – Cornelia sorriu balançando a cabeça para cima e para baixo.
Após imobilizarem Astaroth e Alice, levá-los até a enfermaria e tentar acalmá-los, os alunos voltaram para o pátio, onde logo ocorreria a prova mais importante do dia – ela valia mais pontos, os prêmios eram melhores e, para a alegria de alguns, os professores dariam uma nota extra no boletim para os vencedores. Por enquanto, estava apenas sendo realizada a prova dos 200 metros.
– Argh! – um aluno caiu sentado no chão, exausto. – Não tem como... Droga! Eles são rápidos demais.
– Eles sequer são humanos? – outro comentou incrédulo.
Foi possível apenas ver dois vultos atravessando a linha de chegada. Algumas garotas gritaram histéricas balançando faixas e cartazes. Quando o resultado foi anunciado, dois garotos foram até os professores que estavam julgando as provas para receberem os prêmios.
– Empate! – falou Casilda rindo. – Parabéns pela vitória, Gerard, Gilbert! – a Prima Pulizia sorriu para os irmãos e entregou dois envelopes para eles.
– Valeu. – eles responderam sorrindo.
– Vocês me dão muito orgulho, i miei fratelli piccoli*. – ela sussurrou para que apenas os gêmeos ouvissem. – Ok, alunos! Estejam preparados, a prova mais esperada de hoje vai começar daqui a 15 minutos! – Casilda falou no microfone para que todos ouvissem.
Gerard e Gilbert se afastaram da irmã e foram até onde Mary, Fernanda, Akihisa e Nea estavam. Elas, ao notarem a aproximação deles, jogaram garrafas para os dois.
– Grazie. – Gilbert agradeceu antes de tomar metade da água que estava na garrafa.
– Foi uma bela corrida. Qual o prêmio que vocês receberam? – Nea perguntou curiosa.
– Não faço ideia. – Gerard abriu o envelope e retirou um papel de dentro. – Hm... Um cupom que me dá direito a uma sessão completa de relaxamento num SPA perto de Namimori. – o Arcadio revirou os olhos e entregou para Nea. – Toma, eu não quero isso.
– O-oh, obrigada! – Nea sorriu aceitando o cupom.
– ...Não vale! – Akihisa cruzou os braços. – Por que você deu para a Nea e não para mim, hein, Ger-chan?!
– Quem você está chamando de “Ger-chan”?! – Gerard olhou irritado para sua Guardiã da Tempestade.
– N-não briguem! – Nea ficou entre Gerard e Akihisa com uma enorme gota na cabeça.
– Não atrapalha, Nea! Deixa a pancadaria rolar solta! – Fernanda riu animada com a ideia.
– Oh, God... – Mary olhou de Fernanda para Nea e vice-versa.
– CHEGA! – Gilbert empurrou o envelope dele para Akihisa e suspirou. – Aqui, pegue o meu. Problema resolvido. – facepalm.
– Hunf, obrigada, Gil-chan.
– Quem você está chamando de “Gil-chan”?! – Gilbert foi segurado por Nea para não pular em cima de Akihisa e matá-la.
– Tinham que ser gêmeos... – Fernanda apenas olhava tudo rindo, estava se divertindo bastante vendo os Arcadio discutindo com Akihisa enquanto a Guardiã do Sol tinha que tentar acalmá-los.
Quinze minutos passaram rapidamente. Após o último chamado dos professores, todos os participantes da prova principal estavam na frente da pista de corrida. Já conseguiam ver alguns dos obstáculos – barras, cones e bolas – porém alguns estavam cobertos por lonas, fato que despertou a curiosidade dos alunos. No meio de tantos alunos estavam Dominique, Lira, Luigi, Katherine, Gerard e Mary.
– Atenção, pessoal! – todos olharam para Casilda, que estava em cima de um palco improvisado e falava alegremente. – Essa prova, como muitos sabem, é a mais interessante de hoje! Temos prêmios incríveis e os vencedores ganham o direito de mudar uma nota no boletim, seja qual for. – vários alunos comemoraram. – Mas não vai ser tão simples, porque vocês devem seguir as regras criadas para esse pequeno jogo. – um sorriso se formou nos lábios da professora de italiano.
– Não gostei muito desse sorriso... – Gerard franziu o cenho.
– Primeiro: vocês devem formar duplas. Não importa se forem dois garotos, duas garotas ou um garoto e uma garota. O importante é que o time precisa de duas pessoas. – Casilda apontou para o quadro que estava atrás de si. – Aqui vocês podem ver o percurso da prova. Ele passa por toda a escola, desde o pátio até a quadra de baseball e as salas de aula. A segunda regra é que vocês precisam passar por todos os pontos marcados, não importa a ordem. Em cada um haverá um supervisor que lhes dará um carimbo para sinalizar que vocês estiveram lá e, para finalizar, vocês devem chegar aqui e responder a “Última Pergunta” para ganharem! Simples, certo? Mas não esqueçam que obstáculos existem para atrapalhá-los! Klaaaus, prepare-se para receber muitos alunos na enfermaria! – Casilda falou a última parte quase gritando.
– O QUE?! – os alunos falaram ao mesmo tempo, alguns assustados, outros nem tanto.
– Parece divertido. – Dominique riu. – Vamos formar uma dupla, Lira-chan? – a Tredicesima virou-se para a amiga, animada.
– Claro, por que não? – Lira deu de ombros segurando um caderno.
– Err... Pra que o caderno? – Dominique arqueou uma sobrancelha.
– Para bater naqueles que estiverem atrapalhando o nosso caminho. – a Guardiã do Trovão respondeu com um sorriso assustador estampado no rosto.
– Oh! Entendo! – Dominique, apesar disso, pareceu mais entusiasmada do que assustada com a ideia de Lira.
Perto delas, Katherine corria de um lado para o outro tentando achar alguém para ser sua dupla. Ryohei acabou aceitando ser o parceiro dela, porque “o jeito extremo dela vai nos levar até a vitória AO EXTREMO!”. Bem, essa foi a explicação dele.
– Gilbert, você não vai participar? – Nea olhou para o Arcadio que estava sentado do seu lado.
– Não. – Gilbert respondeu enquanto acompanhava o irmão com os olhos. – Nós combinamos que ele iria terminar essa prova, porque eu pretendo ir na próxima e na prova principal de amanhã.
– Ah, certo. – Nea olhou para Gerard e uma gota escorreu por sua cabeça. – Sabe, eu não fazia ideia que vocês eram tão populares assim. – ela apontou para as garotas em volta do Settimo Arcadio.
– Fazer o que. – Gilbert deu de ombros.
Depois do pequeno tumulto, Gerard escolheu uma garota do primeiro ano. Luigi e Mary formaram um par, mas somente porque ambos faziam parte da Pulizia. Com todos os grupos já formados, Casilda tossiu algumas vezes para chamar a atenção de todos.
– Preparados? – ela perguntou sorrindo. – A prova acaba apenas quando alguém terminá-la. Então se apressem. Quem ficar por último, vai receber uma punição! – todos estremeceram diante da alegria de Casilda ao dizer aquilo. – Então, fazendo a contagem regressiva... Dez... – os alunos se entreolharam e procuraram pelo primeiro local que iriam passar. – Nove... AH, QUE DEMORA! JÁ! VÃO LOGO!! – pegos de surpresa, algumas duplas ficaram para trás ou foram atropeladas pelas outras.
Lira e Dominique foram para o laboratório de química, sendo que a Guardiã do Trovão apenas chutava quem estava na frente ou quebrava os obstáculos – foram dois cones jogados para longe, uma cadeira quebrada ao meio e doze alunos com ferimentos leves. Chegando lá, elas notaram que a sala estava totalmente escura e as luzes não acendiam.
– Será que temos que nos guiar usando outros sentidos além da visão? – Dominique fez uma cara pensativa.
– Isso mesmo. – disse uma voz dentro do laboratório. – Tentem me achar e eu darei o carimbo.
– Só isso? – Lira sorriu e tirou algo do bolso. – Então estamos com sorte, isso vai ser fácil.
A Tuono di Guerra jogou o objeto lá dentro e fechou a porta logo em seguida. Dominique e Lira sentaram no chão, cada uma de um lado da porta, e esperaram até que um garoto abriu a porta e se jogou para fora da sala. Elas sorriram e apontaram o caderno para ele.
– Pode botar o seu carimbo aqui. – Lira falou enquanto olhava para o laboratório.
– O que vocês fizeram?! – o garoto perguntou assim que marcou a folha com um carimbo.
– Jogamos uma bomba de fedor. – Dominique riu e se levantou. – Vamos para o próximo, Lira-chan! O ponto mais perto daqui é a sala dos professores!
Do outro lado da escola, Gerard estava se equilibrando em cima de cinco cadeiras para conseguir pegar um lenço que estava em cima do armário. Assim que sentiu o tecido tocar sua mão, agarrou-o e pulou, caindo no chão sem muitos problemas. Sua parceira bateu palmas, maravilhada, porém ele pouco ligou e entregou o lenço para a professora.
– Aqui está.
– Muito bem, Gerard. – ela pegou o lenço e carimbou o papel que estava com a garota. – Mas da próxima vez, tente fazer as coisas de uma forma menos perigosa, certo?
– Eu tento. – o Arcadio revirou os olhos e saiu andando. – Vamos, ainda temos que coletar muitos carimbos. – a garota foi correndo atrás dele. — ...Espera, que barulho é esse? – ele olhou para o pátio e viu algo muito bizarro.
– Eu não sei... Parece-me que aquele é o Ryohei-senpai, não é? – a garota olhou também.
E era ele mesmo. Sasagawa Ryohei, Guardião do Sol da Vongola, irmão mais velho de Sasagawa Kyoko e líder do clube de boxe. Junto com ele estava Katherine, mas ambos não pareciam nada felizes. Bem, quem ficaria se estivesse com os dois pés afundados num enorme buraco cheio de lama?
– MALDITA ARMADILHA! NOS PEGOU DE SUPRESA AO EXTREMO!! – gritava o garoto.
– NÃO CONSIGO SAAAIIR!!! – gritava Katherine.
– Como raios eles conseguiram parar ali se era algo tão óbvio? – pensaram os outros alunos com gotas escorrendo pelas cabeças.
– Mio Dio... – facepalm. – Ainda bem que eles não são da minha famiglia. – Gerard revirou os olhos e foi andando na direção do ginásio.
Chegando lá, o Settimo Arcadio viu vários alunos pendurados de ponta-cabeça ou em alguma pose embaraçosa.
– Deanna. – ele sussurrou franzindo o cenho. Aquilo tinha cara de ser obra de sua irmã.
– Ah! – o garoto ouviu uma voz familiar atrás de si. – Que coincidência! Chegamos ao mesmo tempo. – Dominique sorriu olhando para dentro do ginásio. — ...Caramba, as coisas por aqui não parecem muito fáceis. – riu.
– Você acha? – Gerard colocou as mãos nos bolsos e procurou pelo supervisor. – Cadê essa criatura?
– Bem, se você está referindo a mim... – todos olharam para o rapaz sentado numa cadeira num canto do ginásio.
– Gregóire! – Dominique falou surpresa. – O que está fazendo?
– A Casilda me pediu para ficar aqui, porque não havia mais pessoas para usar como representantes. – o Guardião da Névoa da Distrune se levantou e andou até Gerard, Dominique, Lira e a parceira de Gerard. – Querem ganhar o carimbo, não é?
– O que você acha? – Lira sorriu confiante. – Diga logo o que precisamos fazer.
– Estão vendo aquela tenda ali? – ele apontou para a tenda do meio do ginásio. – Entrem lá, tragam o objeto que eu pedir e saiam antes do tempo acabar.
– Só isso? – Gerard arqueou uma sobrancelha, desconfiado.
– Quer fazer mais? Pode andar com as mãos e dar cinco piruetas antes de se jogar na piscina da escola. – Grégoire sugeriu indiferente.
– Não! – uma veia saltou na testa do Arcadio. – Esqueça. O que devemos pegar?
– Hm... – Grégoire olhou para cada dupla. – Dominique-baka e Lira-baka vão atrás de uma boneca de pelúcia com um chapéu. Gerard-baka e essa garota que eu não conheço, vocês devem me trazer um pato de borracha sem bico.
– Ok. – Dominique levantou os punhos. – Vamos, Lira-chan!
– Vamos. – Lira sorriu de forma que fez o Settimo Arcadio estremecer. – Olhem onde pisam, vocês nunca sabem o que pode ter abaixo de seus pés...
Lira e Dominique entraram primeiro na tenda, sendo seguidas por Gerard e a garota. Lá dentro estava escuro, mas eles ainda conseguiam ver alguma coisa. Depois de vasculhar as caixas no chão, ambas as duplas saíram com os objetos em mãos, porém antes deles chegarem até o Gregóire, uma corda se enroscou na perna de Lira e ela foi puxada para cima, assim ficou pendurada de ponta-cabeça como os outros alunos. A parceira de Gerard, pega de surpresa, também pisou numa armadilha desse tipo e ficou do mesmo jeito, porém ela ficou gritando desesperada e segurava sua saia.
– Haha! – eles ouviram uma risada arrogante e viraram-se para encararem uma dupla de alunos do terceiro ano. – Vocês não estão indo tão bem assim, pelo o que vejo.
– Quem são vocês? – Gerard perguntou franzindo o cenho.
– Yamahiko Hajime e Hanagawa Kotaro, do terceiro ano. – respondeu um ruivo de olhos castanhos. Ele segurava um bloco de notas com alguns carimbos à vista e usava um brinco em uma das orelhas. Não era feio, mas tinha o ar de um rapaz rebelde e encrenqueiro.
– Hajime, você falou meu nome por último de propósito, não é? – uma veia saltou na testa do outro. Ele era moreno, alto e aparentemente mais comportado que seu amigo.
– Quem liga, Kotaro? – Hajime deu de ombros e riu da cara da parceira de Gerard. – Você parece estar tendo problemas aí, quer ajuda, querida?
– Não se intrometa. – Lira respondeu antes de a garota abrir a boca. – Vão cuidar de suas vidas e ver se conseguem algo além de serem chatos.
– Como é que é? – Hajime franziu o cenho, irritado, e só parou de se aproximar das garotas por causa do olhar extremamente assustador de Lira.
– L-Lira-chan, não brigue. – Dominique pediu olhando para a amiga.
A Guardiã do Trovão lançou um último olhar mortal a eles e então partiu a corda apenas com as mãos. Hajime e Kotaro se assustaram com aquilo, afinal, que tipo de garota arrebenta uma corda tão facilmente como ela havia feito?! Lira caiu em pé no chão, bateu levemente nas roupas e entregou o caderno para a Tredicesima Distrune.
– Você está bem? – Dominique perguntou preocupada.
– Torci meu pé quando a corda me puxou. – Lira suspirou e deu um soco no próprio pé. — É, eu o torci. – ela falou como se não estivesse doendo.
– Precisamos te levar para a enfermaria! – Dominique olhou para o pé de Lira e viu as marcas que a corda tinha deixado no tornozelo dela.
– A garotinha se machucou, foi? – Hajime riu. – Que pena, parece que vocês não vão poder participar da prova, então.
– É realmente uma pena, mas a regra diz claramente que se precisa de uma dupla. Como uma de vocês está fora, duvido que ache alguém para ser seu par, garota. – Kotaro falou olhando para Dominique.
– Uma pena, uma pena! – Hajime riu mais ainda. – Vamos, Kotaro. Vamos deixar esses perdedores aí, ainda temos muitos carimbos para coletar. – o ruivo deu meia-volta e saiu andando segurando o riso. – Mais sorte no ano que vem.
Kotaro seguiu Hajime sem dizer nada. Gregóire se aproximou de Gerard e Dominique comendo uma maçã, não estava se importando muito com o que estava acontecendo mesmo.
– Sabe, onde será que aqueles dois moram? – Lira perguntou mais para si mesma do que para qualquer outra pessoa. Uma aura assassina rodeava seu corpo.
– Não faça nada com eles, Lira-chan. – Dominique sorriu e colocou uma mão no ombro de sua guardiã. – Não é como se eles tivessem colocado aquela armadilha para uma de nós pisar.
– Na verdade, foram eles sim. – Gregóire falou olhando para o teto. – Logo depois que vocês entraram na tenda, eles colocaram aquelas cordas perto da saída.
– Acabar com a concorrência, não é? – Gerard revirou os olhos. – Que idiotice. Eles não conseguem vencer sem recorrer a essas técnicas sujas.
– Agora eu posso matá-los, né? – Lira olhou esperançosa para a chefa.
– Sem mortes, Lira-chan! – Dominique riu.
– Qualquer outra coisa é permitido, então. – Lira sorriu. – Eles vão sofrer muito por isso...
– Agora, deixando esse incidente de lado, precisamos te levar para a enfermaria, Lira-chan. – Dominique colocou as mãos na cintura e fez uma pose pensativa. – Só espero que tenha espaço para você. Eu ouvi dizer que a Alice e um tal de Astaroth estão lá e quase destruíram tudo. Tenho pena do enfermeiro.
– Pode deixar. – Gregóire jogou o resto da maçã para trás e acertou sem querem o rosto de um aluno que estava pendurado. – Eu a levo.
– Tem certeza, Gre? – Dominique inclinou um pouco a cabeça para o lado, como se ainda estivesse pensando no que fazer.
– Tenho. Quero sair daqui mesmo, preciso ir ao banheiro. – todos os alunos em volta sentiram uma gota escorrer por suas cabeças.
– Ok... Tenha cuidado com ela. – Dominique sorriu. – Eu passo na enfermaria depois para ver como você está, Lira-chan!
– Não prometo que irei lhe esperar. – a Tuono di Guerra sorriu.
Gregóire pegou a prima como se ela fosse um saco de batatas e saiu do ginásio. Esse amor pelos parentes é algo lindo, não é? Alguns segundos depois, Gerard se aproximou de sua parceira e cortou a corda com uma folha de papel que achou no chão.
– Você está bem? – ele perguntou vendo a garota sentada no chão.
– Estou... Tonta... Sangue demais na cabeça... – sussurrava ela com as mãos na cabeça.
– Ela não parece muito bem. – Dominique falou observando-a.
– É, não parece. – Gerard pegou o papel onde havia todos os carimbos que eles tinham conseguido até agora. – Que problema, hein. – o Arcadio suspirou olhando do papel para a garota e vice-versa.
– Isso é tão ruim. – a Tredicesima olhou para o caderno de Lira. – Nós estávamos nos divertindo tanto...
Gerard olhou para Dominique pelos cantos dos olhos. Ela olhava para os carimbos que tinha e fazia uma careta, como se tentasse decidir o que fazer com aquilo. O Settimo Arcadio encarou o chão por um tempo, até que estendeu a mão à Dominique.
– Uma dupla. – ele falou sério.
– O que? – Dominique perguntou confusa arqueando uma sobrancelha.
– As regras dizem que é necessário uma dupla para participar da prova. Minha parceira está viajando pelo mundo da Lua agora e a sua foi para a enfermaria. – ele apontou com a cabeça para a garota deitada no chão. – Então nós dois estamos sozinhos.
– Você está sugerindo... – um sorriso surgiu nos lábios de Dominique, assim como a animação em seu olhar.
– Eu realmente não estou muito entusiasmado para formar uma dupla com você. – Gerard revirou os olhos. – Porém não temos escolha. Além do mais, quero esfregar a minha vitória na cara daqueles idiotas. E então? – ele deu um sorriso de canto, com a mão ainda estendida. – Vai aceitar, Distrune?
A garota olhou para a mão de Gerard e depois para a ex-parceira dele. Seu rosto ficou levemente corado, mas foi algo imperceptível, pois ela logo em seguida balançou a cabeça para cima e para baixo.
– Claro! – Dominique sorriu e apertou a mão de Gerard. – Vamos juntar os carimbos que já temos e vamos buscar os que nos faltam! Yamahiko-senpai e Hanagawa-senpai que nos esperem!
– Esse é o espírito. – Gerard esboçou um sorriso e apontou para a porta. – Pronta?
– Desde sempre!
Ambos saíram do ginásio, a determinação queimando em seus olhares. Dominique segurava o caderno com os carimbos – tanto de Gerard quanto os dela. Eles tinham, no total, quatro. Saíram andando em direção à quadra de baseball, em busca do quinto.
– Dez carimbos. – disse a voz que vinha de um vulto sentado num galho de árvore ali perto. – Eles ainda têm um longo caminho até a vitória... Mas essa é uma dupla interessante. – um sorriso se formou no rosto do desconhecido, ou nem tão desconhecido assim. – Foi uma boa ideia colocar o Dame-Tsuna nessa prova. Talvez eu deva ajudá-los um pouco?
O vulto sumiu após uma brisa balançar os galhos da árvore e as folhas. A última coisa que se pôde ver dele foi a silhueta de um camaleão.
Notas finais
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AH, SIM!! Pessoal, não esqueçam que Alliierten agora tem um tumblr! o/ Passem lá para perguntarem o que quiserem~ O link está no capítulo anterior. :3
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Ah, que sono. z-z *vai dormir*
Espera, eu quase esqueci! *volta correndo*
"i miei fratelli piccoli", a frase da Casilda, significa "meus irmãozinhos".
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