Alliierten: Maledizione Delle Fiamme

18 Gincana Esportiva - Final do Primeiro Dia


Notas iniciais
Milagre? É, eu também acho! Demorei dessa vez, tipo, EXATAMENTE UMA SEMANA PARA FAZER ESSE CAPÍTULO! O.o
E olha que ele é o mais extenso até agora! O:
Nem eu consigo acreditar nisso... o.o *vai jogar água na cara para ver se não está sonhando*
Pelo menos, agora vocês não podem reclamar da demora desse capítulo. xD
Pena que o próximo vá demorar mais, já que amanhã começam as minhas provas. ;-; E vou viajar com a escola semana que vem. ;-;
Enfim, sem mais enrolamento, BOA LEITURA! *-*

O Settimo Arcadio estreitou os olhos enquanto cruzava os braços e suspirava irritado. Ele e Dominique já tinham dez carimbos, porém o próximo estava dando-lhes alguns problemas.

- Como assim minha resposta está errada?! – indagou um aluno incrédulo.

- Você quer que eu explique toda a matéria que estudamos nas últimas semanas? – perguntou uma garota parada na frente da porta. – Sinto muito, se quiser saber seu erro, estude direito.

Havia uma multidão em frente à sala de música. Aparentemente, a entrada só era permitida àqueles que conseguissem acertar as perguntas que aquela garota fazia. Foram questões de matemática, física, biologia, sociologia e outras matérias, mas ninguém sabia responder. Principalmente as de língua italiana. Por que será, não é? Talvez a culpa seja de certa professora que só bagunça em sala de aula e não ensina devidamente seus alunos...

- Quanto tempo iremos perder aqui? – uma veia saltava na testa de Gerard.

- Não sei. – uma gota escorreu pela cabeça de Dominique. – Depende do tempo que o pessoal vai levar para sair da frente.

- Você diz como se fosse realmente acertar. – Gerard comentou olhando para Dominique com uma sobrancelha arqueada.

- É? – ela riu. – Só estou confiando no que estudei.

Depois de muitas falhas, finalmente chegou a vez da dupla Arcadio-Distrune. A garota cumprimentou os dois antes de pegar um papel aleatório do bolso.

- Vamos ver... Respondam-me: quantos genes possui o DNA?

- Vinte e três! – gritou uma menina atrás deles com esperanças de entrar antes dos dois.

- Errado. – Dominique falou sorrindo e virou-se para trás. – O DNA é constituído por 23 pares de genes, portanto o total é 46. – Gerard olhou espantado para a parceira. Como raios ela sabia daquilo?

- Aleluia, alguém acertou! – a garota na frente da porta falou entusiasmada.

- Não vale. – reclamaram dois garotos. – A pergunta deles foi muito fácil comparada às outras!

- Você acha? – Dominique sorriu. – Então por que não seguimos com esse jogo? Responderemos mais duas perguntas. Se acertarmos, entramos. Se errarmos uma, não entramos.

- É o que?! – Gerard estava prestes a brigar com Dominique, mas parou assim que notou o sorriso confiante da Tredicesima Distrune. Ela parecia saber o que estava fazendo.

- Ok. – falaram eles. – Pode ser, não é como se você fosse acertar duas perguntas mesmo. – eles sorriram zombando de Dominique.

A garota na frente da porta olhou da dupla para Dominique e vice-versa. Suspirando, ela pegou mais dois cartões.

- Pronta? – Dominique assentiu com a cabeça. – A Mesopotâmia, antigamente, se desenvolveu em volta de dois importantes rios. Quais eram eles? – Gerard sacudiu a cabeça pra ver se ainda estava acordado. Ele havia escutado apenas uma parte da pergunta.

- Tigre e Eufrates. – Dominique sorriu.

- Correto. – os alunos atrás dos chefes da Distrune e da Arcadio se entreolharam surpresos. – Próxima pergunta: o que iniciou a Segunda Guerra Mundial?

- A morte do príncipe da Áustria quando ele estava visitando a Bósnia. Apesar disso, quem o matou foi um estudante da Sérvia. – a garota guardou os cartões e balançou levemente a cabeça.

- Vocês podem entrar. – ela deu um passo para o lado. Gerard e Dominique passaram por ela e não ouviram nenhum pio do lado de fora.

Dentro da sala de música, os dois encontraram uma mesa, um teclado, uma bateria encostada na parede, duas guitarras e uma flauta perto da janela. O supervisor estava sentado ao lado da mesa e sorria gentilmente.

- Ainda bem que alguém apareceu, pensei que ficaria sozinho aqui por um bom tempo. – riu. Era um estudante do terceiro ano, mas diferente de Hajime (o ruivo) e Kotaro (o moreno), ele era mais simpático.

- Podemos pular as apresentações e ir logo ao ponto principal? – Gerard deu um passo. – Antes que os malditos do Yamahiko e do Hanagawa trapaceiem de novo.

- Ah, vocês os conheceram. – o supervisor suspirou. – Peço desculpas por aqueles dois. Eles são muito problemáticos. – revirou os olhos. – Mas detalhes à parte, vocês pediram meu carimbo, né? – ele sorriu.

- Sim! – Dominique sorriu mostrando o caderno com os outros carimbos. – O que devemos fazer?

O rapaz apontou para uma televisão. Nela, podia-se ver o menu de algum jogo. Ao analisar melhor, Gerard e Dominique se entreolharam.

- Já ouviram falar de um jogo chamado Guitar Hero? – o supervisor perguntou animado. – Nós, do Clube de Música, às vezes fazemos campeonatos. Como estamos na sala de música, pensamos em aproveitar e desfrutar de um bom ritmo enquanto os alunos tentam ganhar o carimbo. A única coisa que vocês precisam fazer é conseguir mais que 120000 pontos numa música. Podem escolher qualquer uma. – ele apontou para as guitarras, que na verdade eram controles feitos especialmente para aquele jogo.

Um sorriso se formou tanto nos lábios do Settimo Arcadio quanto nos da Tredicesima Distrune. O supervisor até pensou ter visto algum tipo de aura flamejante em volta deles.

- Dominique. – Gerard falou ligando uma das guitarras. – Lembra-se do campeonato de Viena, ano passado?

- Uhum. – ela respondeu olhando para a TV. – Eu ganhei por 100 pontos. – sorriu.

- Pois bem, vou ter minha revanche hoje.

O supervisor quase caiu da cadeira quando viu aqueles dois jogando. Seus olhos mal acompanhavam as teclas que apareciam na televisão, muito menos os dedos deles. Era rápido demais, o incrível era como as guitarras ainda funcionavam depois de tudo aquilo. Mal havia chegado à metade da música e eles já tinham passado a meta de pontos! Quando terminaram, Dominique deu pulos de alegria porque sua pontuação fora 90 pontos maior.

- Droga. – resmungou Gerard.

- Aqui, aqui! – Dominique esticou o caderno ao supervisor, que o carimbou.

- Vocês... Não querem fazer parte do Clube de Música?? – o supervisor perguntou ainda pasmo. Os dois se entreolharam novamente antes de dar uma resposta.

- Desculpa. – Dominique abaixou um pouco a cabeça. – Eu não tenho muito tempo livre para estar num clube. Como prova, eu já recusei outros convites. – riu baixinho.

- E eu não pretendo entrar em nenhum clube, senão os outros vão reclamar. – Gerard revirou os olhos.

- Outros? – o rapaz arqueou uma sobrancelha.

- Os clubes de esportes, como futebol, basquete, vôlei, boxe, kendô... – o Arcadio parou por aí ao perceber que a lista era grande demais. – Ok, acho que você já entendeu. – suspirou. – Agora precisamos ir, Dominique. Faltam três carimbos.

- Certo! – respondeu animada. – Obrigada pelo jogo, senpai. Foi divertido. – Dominique saiu da sala acenando e seguindo Gerard.

Eles passaram pelo pátio e ainda podiam ver Katherine e Ryohei entalados naquele buraco cheio de lama. Alguns alunos estavam ajudando-os, mas a situação não parecia ter mudado desde a última vez que Gerard havia visto.

- Você viu? – o Arcadio ouviu a conversa de alguns alunos por quem ele e Dominique passaram. – Yamahiko-senpai e Hanagawa-senpai precisam de apenas mais um carimbo! Eles são muito rápidos!

Isso fez com que o Settimo Arcadio parasse de andar e olhasse para eles com certa raiva.

- Rápidos? Deve ser somente porque eles não sabem jogar limpo. – uma aura escura começava a surgir em volta do garoto.

- Gerard? – Dominique olhou para trás e encarou-o. – Algum problema?

- Precisamos correr. – ele falou sério.

- ...Eh? – Dominique só teve tempo para ver Gerard sair correndo em disparada, deixando até uma nuvem de poeira para trás. – E-ei, me espera! – ela foi correndo atrás dele.

Não deu nem dez segundos: Gerard já estava em frente à porta da sala do clube de boxe. Os únicos carimbos que faltavam eram daquele clube, do professor de física e do clube de fotografia. Dominique chegou dois minutos depois.

- Você é muito lerda! – Gerard estava extremamente irritado e fuzilava a Tredicesima Distrune com o olhar.

- D-d-desculpa... – falou ela ainda recuperando o fôlego.

- Que seja. – Gerard suspirou. – Vamos, não podemos perder mais tempo. – ele entrou na sala, porém antes de entrar atrás dele, Dominique tossiu um pouco.

Lá dentro, havia uma pequena multidão em volta de um ringue. Quando eles se viraram para encarar Gerard e Dominique, o Settimo Arcadio notou que alguns deles tinham hematomas.

- Bem-vindos! – falou um garoto que usava luvas de boxe. – Aproximem-se, não tenham medo! Estão aqui para adquirir o carimbo do Clube de Boxe?

- Pensei que o presidente de cada clube iria ser o supervisor. – Dominique comentou inclinando levemente a cabeça para o lado.

- E seria assim se o Ryohei-senpai não quisesse tanto participar da prova. Ele disse algo como ajudar a família... – o garoto falou pensativo. – Então, nós assumimos o lugar dele.

- Certo. – Gerard olhou para todas as pessoas presentes. – Para conseguir o carimbo, teremos que...?

- Ah, isso é muito simples. – o garoto riu. – Ou vocês me derrotam numa luta ou pagam 500 ienes para o caixa do clube. Sabe como é, precisamos de dinheiro ultimamente. – ele coçou a cabeça sorrindo.

Dominique vasculhou os bolsos, mas antes que pudesse reunir o dinheiro, Gerard já estava em cima do ringue, arregaçando as mangas. Os alunos em volta entraram em euforia e começaram a gritar, tanto a favor quanto contra ele.

- Gerard! – Dominique se aproximou e cutucou-o. – O que você está fazendo?

- Vou lutar. – ele falou olhando para o adversário. – Preciso descontar a raiva em alguma coisa.

- Mas-- EI! – Gerard nem pensou em ouvir o que ela tinha para dizer, pois avançou contra o garoto do Clube de Boxe antes que Dominique terminasse de falar.

O garoto deu um sorriso de canto abaixando-se para desviar do soco do Arcadio, porém não previu a joelhada certeira que recebeu no queixo. Ele se levantou meio atordoado e olhou desesperado para os lados. Onde Gerard havia ido?

- Você perdeu. – ele ouviu a voz do Arcadio atrás de si, então sentiu um forte impacto em sua cabeça. O garoto desmaiou ali mesmo, o que causou espanto à plateia.

- D-derrota! – falou o rapaz que estava ocupando o lugar de um juiz. – A vitória é do desafiante!

Os alunos bateram palmas, impressionados. Depois de o caderno ser carimbado, Gerard e Dominique saíram de lá apressados.

- Precisava apagar o coitado? – Dominique falou com um pouco de dificuldade, porque estava correndo e já estava sem ar.

- Isso importa agora? – Gerard falou parando de correr e olhando para a parceira. – Você está bem? – arqueou uma sobrancelha.

- Mais... Ou menos... – ela falou tentando recuperar o fôlego.

O Arcadio olhou ao redor, notando o quanto os outros alunos corriam para todos os lados tentando de alguma forma conseguir todos os 14 carimbos. A dupla Arcadio-Distrune já tinha 12, então a lógica dizia que faltavam apenas dois. Ele suspirou revirando os olhos e, para a surpresa de Dominique, se abaixou.

- Suba. – ele falou sério.

- Como? – Dominique perguntou confusa.

- Suba nas minhas costas. – ele repetiu um pouco impaciente. – Sua lerdeza não vai nos ajudar em nada. Eu vou correr no lugar de nós dois, a parte intelectual da prova fica por sua conta.

- Mas, Gerard... – ela começou a protestar, porém ele lançou-lhe um olhar gélido.

- Nada de “mas”. Suba logo, Dominique!

A garota fez o que ele disse, porém ainda achando que aquilo seria injusto. Gerard iria se cansar, não é? E ela apenas ficaria ali, servindo de peso? Não parecia certo.

- Pronta? – ele perguntou segurando as pernas dela para ter certeza que a Tredicesima Distrune não cairia.

- Acho que sim.

No instante seguinte, o Settimo Arcadio saiu correndo em disparada, atropelando qualquer aluno que estivesse na sua frente. A velocidade com que corria era tão alta que eles chegaram até o próximo ponto em questão de segundos. Dominique ficou zonza e levou um tempo para voltar ao normal.

- Ahn... – o professor de física encarou-os com espanto no olhar. – Arcadio-san? Amici-san? Vocês estão bem?

- Deixe os detalhes para depois. Precisamos do seu carimbo, agora. – Gerard falou rapidamente.

- C-certo... – o professor piscou algumas vezes e tossiu. Eles estavam na sala de um dos segundos anos. – Para conseguir o meu carimbo, vocês precisam responder a pergunta que eu fizer e ainda explicar o motivo. Se quiserem ajuda, espalhei cartões pela sala com dicas.

- Pode fazer a pergunta! – Dominique falou confiante, sem descer das costas de Gerard.

- Pois bem. – ele respirou fundo. – Um carro percorre um caminho em movimento retilíneo uniforme, com velocidade constante de 15 m/s. Há um obstáculo na pista, mais precisamente um cavalo abandonado, além de que está chovendo fortemente. Agora me diga, qual a intensidade da força resultante desse sistema?

- ... – Dominique ficou em silêncio e depois abriu o maior sorriso que conseguiu. – Simples! A resultante é zero, porque em movimentos retilíneos uniformes, as resultantes sempre são nulas.

Gerard franziu o cenho, tentando organizar as palavras de Dominique em sua cabeça.

- Parabéns. – o professor balançou a cabeça aprovando a resposta. – Você é uma aluna exemplar, Amici-san! – ele mal carimbou o caderno que Dominique estava segurando e Gerard já estava correndo de novo.

- C-calma, Gerard!! – Dominique falou assustada.

- Não temos tempo para perder! Veja! – ele apontou com a cabeça para o pátio. – Os malditos do Yamahiko e do Hanagawa já conseguiram todos os carimbos!!

O último ponto era o Clube de Fotografia. Na porta, estava o seguinte aviso: “ao entrar, cuidado com o que estiver pisando. Estaremos tirando fotos a toda hora, então sorriam!”. Gerard nem pensou duas vezes, chutou a porta com força e olhou para o que tinha no chão. Coisas. Para ser mais específica, milhares de sapos, rãs, pererecas, baratas, besouros, lesmas e outros bichos parecidos. Algumas garotas que estavam atrás dele deram um grito tão agudo que chegou até a assustar os animais.

- Onde será que eles arranjaram tudo isso? – Dominique perguntou curiosa e sorrindo.

- Isso não importa agora. – uma veia saltou na testa de Gerard. – Saíam da frente!!

O Arcadio atravessou a sala afastando os bichos com os pés (não estava chutando-os apenas porque Dominique falou que era errado maltratá-los) e esticou a folha de caderno na cara do supervisor.

- Carimbe agora ou durma com caracóis entalados na garganta. – o Settimo Arcadio falou com uma aura maligna em volta de si.

Tremendo, o supervisor carimbou a folha e se afastou o máximo possível de Gerard. Ouvi-se um “click” e depois veio um flash.

- Acho que a foto ficou boa. – comentou um membro do clube. – Passem depois para pegar a fotos de vocês!

- Passaremos! – Dominique sorriu, mas logo Gerard saiu correndo da sala sem dizer nada.

Agora eles tinham todos os carimbos necessários. O próximo destino dos dois era somente o pátio, para a felicidade deles. Ao chegarem, viram Hajime e Kotaro, assim como também viram vários arcos que indicavam o caminho até os organizadores da prova de Perguntas&Respostas com obstáculos.

- O que... É isso?! – Gerard gritou incrédulo. Escrito nos arcos, havia problemas de matemática imensos!

- Aqui diz... – Dominique olhou para uma placa que estava presa ao primeiro arco. – “A última pergunta é: qual o resultado da soma de todas as contas de todos os arcos?”. – Gerard fuzilou Casilda de longe, que apenas fingiu não ter notado-o.

- Yamahiko e Hanagawa já estão no quinto arco, sendo que há oito. – Gerard estreitou os olhos, vendo-os lá na frente.

- É mesmo. – Dominique colocou a mão acima dos olhos para ver melhor. – Eles estão bem longe... – a garota, porém, sorriu. – Então, o que estamos esperando, Gerard? Vamos, corra!

- Correr? – o Arcadio arqueou uma sobrancelha. – Ficou louca? Nós temos que resolver esses problemas esquisitos primeiro! – protestou ele.

- Gerard. – Dominique riu. – A parte intelectual da prova é comigo, esqueceu? – a Tredicesima Distrune piscou um dos olhos, confiante. – Apenas corra! Não há motivos para se preocupar!

O Arcadio ficou meio receoso, apesar da aura alegre da parceira. Suspirou, dando-se por vencido. Respirou fundo, concentrou-se um pouco e saiu em disparada. Os olhos de Dominique passavam rapidamente de problema a problema, sem parar em nenhuma vez.

- Tudo bem aí? – ele perguntou.

- Sem problemas! – o sorriso de Dominique apenas aumentou.

Hanagawa Kotaro, o moreno, percebeu a aproximação de alguém e se virou. Levou um enorme susto ao ver Gerard e Dominique se aproximando rapidamente. Cutucou Hajime, que estava do seu lado, e apontou para eles.

- O que faremos?! – Kotaro perguntou.

- Quanto tempo você precisa até terminar? – Hajime olhou para Kotaro e depois para Gerard.

- Só mais alguns minutos. – Kotaro respondeu olhando para o rascunho que ele estava usando para resolver os problemas de matemática.

- Então se apresse. – Hajime colocou a mão no bolso e tirou um pacote cheio de bolas de gude. – Vou dar um jeito nesses dois. – um sorriso de canto surgiu em seus lábios, assim como um estilingue que ele tirou da mochila que estava nas costas de Kotaro.

O ruivo mirou cuidadosamente no Settimo Arcadio e atirou. Uma, duas, três vezes. Nenhuma acertou, porém Gerard teve que parar de correr para desviar das bolinhas de gude. Hajime atirou mais vezes e quanto mais o outro tentava se aproximar, mais o adversário mirava em seus pés.

- Maldito! – Gerard falou irritado.

- Você está bem, Gerard? – Dominique perguntou preocupada.

- Mais ou menos. Eu não consigo chegar perto. – mordeu o lábio inferior com força. – Desse jeito, mesmo que você tenha a resposta, eles vão chegar antes que nós!

- Eles são pessoas nada legais. – a Tredicesima olhou irritada para Hajime, que apenas riu.

- Terminei, Hajime! – Kotaro gritou virando-se para o amigo.

- Sinto muito, mas o prêmio é nosso! – o ruivo riu mais ainda.

...Ou era o que ele pensava. Antes que Hanagawa e Yamahiko tivessem tempo de chegar perto dos professores, tanto eles quanto a dupla Arcadio-Distrune ouviram o som de passos. E viram uma nuvem de poeira. Também sentiram o chão tremer e viram um garoto somente de cueca correndo na direção deles.

- Sawada-kun? – Dominique arregalou os olhos ao reconhecer o garoto.

- UUUUOOOOOHHHH!!! – gritou o Decimo Vongola que arrastava consigo Kozato Enma. – EU VOU CORRER COMO MEU ÚLTIMO DESEJO!! – todos olharam pasmos para ele.

- Mas o que...

A cena seguinte foi mais bizarra ainda. Sawada Tsunayoshi, que corria desgovernado, atropelou o Yamahiko e o Hanagawa... LITERALMENTE!! Depois, sumiu indo na direção da quadra de baseball.

- ... – uma gota escorreu na cabeça de Gerard e de Dominique. – Melhor irmos... É, melhor. – falaram eles enquanto passavam pelos senpais, que estavam desmaiados e pisoteados no chão.

- E então? – Casilda sorriu olhando para Dominique e Gerard. – Mostrem-me os carimbos.~

Gerard entregou a folha para a professora de italiano, que a pegou animadamente. Ela e os outros dois professores que estavam ao seu lado contaram carimbo por carimbo, confirmando se estavam todos lá e se não havia algum repetido.

- Hm... Por que esse aqui está colado? – perguntou um dos professores.

- Queria o que? – Gerard deu de ombros. – Eu e a Dominique formamos uma dupla de última hora, então recortamos os carimbos que ela não tinha e colamos na folha.

Uma gota escorreu pela cabeça dos professores, exceto de Casilda. Ela balançou afirmativamente a cabeça e sorriu.

- Estão todos aqui, muito bem! – a Prima Pulizia bateu palmas rindo. – Agora, o que importa... Qual a resposta da Última Questão?

Gerard encarou Dominique pelo canto dos olhos. Ele imaginava se a garota havia realmente conseguido calcular todos os problemas naquele curto período de tempo.

- 21. – a Tredicesima Distrune respondeu sorrindo enquanto descia das costas de Gerard.

- E qual era o resultado de cada arco? – Casilda perguntou apoiando o rosto nas mãos e colocando os cotovelos em cima da mesa.

- 238, 14, -7, 200, -964, 0, 528 e 12. – os professores se entreolharam surpresos.

- Correto. – respondeu um deles. Gerard estava mais pasmo que os dois. – Incrível, Amici-san. Não me espanta que suas notas sempre sejam tão altas.

Dominique riu coçando levemente a cabeça. Casilda entregou dois envelopes a eles e depois os abraçou.

- Parabéns, Domi-chan, Gerard! Vocês ganharam! – ambos sorriram, apesar do abraço estar sendo um pouco sufocante.

- Ganhamos! – Dominique deu pulinhos de alegria e balançou o envelope de um lado para o outro. – Mal posso esperar para mostrar a todo mundo!

Gerard guardou o envelope no bolso, sem comemorar muito. Depois de suspirar, ele se virou na direção de Dominique e deu um sorriso de canto.

- Dominique. – a garota o olhou sorrindo. – Não ache que vai ser sempre assim. Dessa vez, você só venceu porque eu estava junto.

A Tredicesima piscou algumas vezes, mas logo seu sorriso aumentou. Balançando a cabeça de cima para baixo e vice-versa, ela riu.

- Eu sei. – respondeu ela alegremente. – Obrigada pela ajuda, Gerard!

O Settimo Arcadio arregalou os olhos e sentiu o rosto esquentar do nada. Não podia negar, aquele foi o sorriso mais angelical que ele sequer viu na vida. Desviou o olhar rapidamente e, inclinando a cabeça para o lado, sussurrou:

- Só não se acostume.

A segunda dupla que completou a prova foi, para a surpresa de alguns, Mary e Luigi. Até que eles se deram bem, apesar das personalidades extremamente diferentes. E quando Casilda foi abraçá-los, ela quase foi mordida por Luigi de novo.

- O que... Aconteceu? – Tsuna perguntou depois que o efeito da Shinu Ki Dan passou. Olhou para si mesmo e corou na hora. – HIIIIK! ONDE ESTÃO AS MINHAS ROUPAS?!

- Aqui, Dame-Tsuna. – Reborn jogou uma muda de roupa ao aluno. – Você fez um bom trabalho. – o arcobaleno sorriu, mesmo com a explícita confusão que estava estampada na cara do Decimo Vongola. – Descansem um pouco depois de terminarem a prova.

- Certo... – Enma respondeu esperando Tsuna se vestir.

- Ahn... Ainda não entendi o que aconteceu. – uma gota escorreu pela cabeça de Tsuna. – Mas já que estamos com todos os carimbos, que tal irmos até os professores logo, Enma-kun?

- Pode ser. – o ruivo deu de ombros e sorriu seguindo o amigo.

O dia passou sem nenhum outro problema. As provas secundárias foram realizadas no resto da tarde, sendo que Akira foi para as finais do campeonato de xadrez e Gilbert ganhou mais dois prêmios. Astaroth e Alice saíram da enfermaria apenas no final do primeiro dia da gincana esportiva, aparentemente estavam mais calmos.

No começo da noite, perto de cinco e meia, todos os alunos foram dispensados. Enquanto isso, do outro lado da cidade, bem longe da escola, um homem loiro andava entre os becos de Namimori, sendo seguido por um aluno do ensino médio. Vendo de longe, até pareciam irmãos, já que ambos tinham cabelos de mesma cor.

- Não há problemas se eu faltar à gincana? – perguntou o garoto.

- Nenhum. – o homem respondeu sorrindo. – Eu disse que você estaria me ajudando durante da gincana, então não se preocupe, Lion. – Rick adentrou em outro beco, caminhou um pouco e parou na frente de uma porta escura. – Além do mais, foi o Nono Notte que pediu para você estar comigo. Precisamos descobrir quem matou os membros da Notte Bleu semana passada. – ele segurou a maçaneta e a girou. Empurrando a porta, Rick deu um passo para o lado para que Lion passasse.

A porta se fechou. Lion observou o local onde estavam: ambiente fechado, mais ou menos iluminado, com cortinas nas paredes sem janelas (servindo apenas de decoração), sofás espalhados pelos cantos e mesas na frente desses. Em uma ou outra mesa havia um abajur ou vaso com flores. Lion fechou os olhos, porque assim conseguia sentir melhor o aroma que havia naquele lugar. O que era? Parecia uma mistura de vários perfumes, porém não era forte ou doce demais. Era uma fragrância agradável, na medida certa.

- Quem temos aqui? – Lion abriu os olhos ao ouvir a voz de um rapaz. Procurou pelo dono, até ver alguém sentado no sofá ao centro da sala.

- Você fala como se não me conhecesse. – Rick riu sentando-se na frente do rapaz. Lion sentou ao seu lado.

- Talvez eu não conheça. – ele riu.

Lion encarou a pessoa com quem estavam falando. Um rapaz de 17 anos, alto, cabelos negros e olhos dourados. Tinha um sorriso sapeca no rosto, porém o Guardião da Névoa de Loue percebeu certo ar sério no olhar dele, como se ele estivesse rindo sem abaixar a guarda.

- Lion. – Rick chamou-o e apontou para o rapaz. – Esse é Bernardo Rossio, infelizmente eu o conheci há alguns anos atrás.

- Olá. – Bernardo acenou com a cabeça. – Então... Qual o motivo de vocês estarem aqui, hein, Rick? – ele estendeu a mão para um pote cheio de doces que estava em sua frente. Pegou algumas balas de goma e levou-as à boca.

- Viemos falar com ele. – Rick estreitou os olhos entrelaçando os próprios dedos e ficando sério de repente. – Sobre alguns incidentes que aconteceram recentemente.

- Os assassinatos, não é? – Bernardo encarou tanto Rick quanto Lion. – Dois membros da Notte Bleu foram mortos com algum tipo de substância desconhecida. Sem muitos suspeitos por enquanto.

- Como você sabe disso...? – Lion perguntou um pouco surpreso.

Bernardo riu e comeu mais uma bala.

- Tenho meus contatos.

- Já que sabe o que aconteceu, sabe o motivo de estarmos aqui. – Rick suspirou e encostou as costas no sofá. – Onde ele está?

- Vá com calma, Rick. – Bernardo encarou-o sorrindo. – Não é como se ele fosse fugir enquanto estamos conversando.

- Talvez ele fuja. – Lion olhou para Rick. Ele estava realmente sério. – Todas as provas apontam para ele e para a outra garota. Infelizmente, não a encontramos, porém seu amigo é outra história. Sabemos onde ele está e sabemos que ele está com você. Tentar protegê-lo não irá adiantar.

Bernardo ficou em silêncio por um tempo, parecia estar pensando no que fazer. Ou no que dizer. Lion sentiu um desconforto, o clima não estava muito agradável por ali.

- “Todas as provas”? – os três ouviram uma voz ecoar pela sala. Bernardo deu um sorriso de canto, comendo outra bala. – Você diz o veneno e o fio de cabelo que vocês encontraram em um dos cadáveres? Grandes provas que vocês possuem, hein. – Rick fechou os olhos e suspirou reconhecendo o dono da voz.

Lion paralisou. Já havia escutado aquela voz antes. Aquele mesmo tom de voz calmo e ao mesmo tempo, descontraído. Virou-se de súbito para trás e para sua maior surpresa, ali estava um garoto sorrindo e encarando-o. Corou no mesmo instante, afinal, seus rostos estavam bem próximos.

- Hm? – ele arregalou levemente os olhos. – Você não é... O estrangeiro daquele dia? – o garoto sorriu. – Sim, é você mesmo. Aquele garoto que estava perdido.

Lion inclinou-se para trás, surpreso. Lembrou-se que havia esbarrado com uma pessoa no dia em que chegou ao Japão e estava procurando a mansão onde Loue estava. E ele também se recordou daqueles mesmos olhos profundos e daqueles mesmos cabelos negros rebeldes e um pouco bagunçados.

- V-você é...

- Eric Floyd. – o garoto sorriu olhando para Bernardo. – Você devia ter me avisado que teríamos visitas.

- Eu também queria saber com antecedência que teríamos visitas. – Bernardo deu de ombros rindo.

- Eric. – Rick chamou-o, um pouco impaciente. – Precisamos conversar.

- Mesmo? – o garoto deu a volta pelo sofá e ficou frente-a-frente com os “convidados”. – Sobre...?

- Sobre seu possível envolvimento nas mortes de dois membros da famiglia de Loue.

Eric ficou em silêncio por um tempo, sendo encarado por Bernardo e Rick. Os olhos do garoto estavam fixos em Lion, que encarava o chão sem conseguir olhar para ele. A cena que acontecera alguns segundos atrás ainda estava incomodando um pouco o loiro (claro, quem não ficaria envergonhado se estivesse a poucos milímetros de quase beijar um estranho?).

- Não fui eu. – Eric falou finalmente. – E vocês também não precisam desconfiar da Ciaran, ela também não fez isso.

- E o que você sugere, então? – Rick perguntou olhando discretamente de Eric para Lion e vice-versa. Um sorriso de canto de formou nos lábios do garoto de cabelos negros.

- Você sabe, eu nunca gostei da Spina Cielo. – Eric riu. – E eles nunca gostaram de mim, também.

- Você está dizendo que foram eles?! – Rick encarou-o surpreso.

- E não foram? – essa pergunta fez Rick parar de falar e começar a refletir.

A Spina Cielo é comandada por Roderich, irmão mais velho de Gerard Callisto di Arcadio. Ela é responsável pela entrada e saída de informações da famiglia Arcadio, que declarou guerra à Distrune alguns anos atrás. Se for realmente a Spina Cielo que matou os dois membros da Notte Bleu, quer dizer que eles seguiram as ordens de Roderich. Ou seja, Roderich provavelmente foi aquele que planejou a morte de Loue também... Mas algo ali não se encaixava.

- Isso parece... Estranho. – Lion comentou baixo, mas Rick foi capaz de ouvir.

O homem teve que concordar. Aquelas atitudes não eram típicas de Roderich, além do mais, ele e Loue sempre se deram bem (pelo menos, “bem” na medida do possível). Então, Rick chegou a uma conclusão: outra pessoa estava por trás desses incidentes, outra pessoa estava comandando a Spina Cielo por de trás dos panos. O problema era... Quem?

Num hotel perto dali, uma mulher encarava as pessoas que passavam pela rua através da janela. Seus olhos castanho-avermelhados continham um brilho indecifrável e ela, após dizer as últimas palavras, desligou o celular.

- Kayle. – um homem tocou o ombro dela, fazendo-a encará-lo. – O que eles disseram? – um sorriso macabro surgiu nos lábios da moça.

- Logo. – ela falou afastando a mão do homem de perto de si. – Logo iremos caçar. – Kayle se afastou da janela e rodopiou até chegar ao centro do quarto. – A noite será dizimada, a destruição será só nossa, os anjos vão cantar a dor da punição! Notte, Distruzione, Arcadio, Punizione! – o homem olhou com certo medo. Aquele olhar em Kayle, aquele sorriso obscuro... Tudo lhe causava arrepios. – O palco está quase pronto. Não demorará – Kayle apontou para a janela, mais exatamente para o Sol que terminava se sumir no horizente. – para que eles caiam, um a um.

- E quando iremos agir? – o homem perguntou estreitando os olhos.

- Quando os lobos uivarem. – essas foram as únicas palavras proferidas pela moça de cabelos vermelhos. Depois disso, ela apenas riu.

Riu como se tivesse ganhado um presente do Destino.

Notas finais
FIM~ Será que eu tenho algo para traduzir da fanfic? *vai checar* É, eu acho que não...
O que acharam do capítulo? Ele tem mais que 5000 palavras! *o* É meu record~
Eu sei que já avisei nas notas do cap., mas só pra lembrar: o próximo cap. vai demorar, pessoal! >: Tudo culpa das provas, dos simulados e da viagem que irá me deixar longe do meu amado notebook. ;-;
Obrigada por lerem, por acompanharem e agradeço desde já pelos reviews~ Porque eles animam a minha vida~
NÃO ESQUEÇAM QUE ALLIIERTEN AGORA TEM UM TUMBLR!! VÃO LÁ FAZER PERGUNTAS!! o/
Ciao, ciao! Até a próxima. :D