Alliierten: Maledizione Delle Fiamme
20 Gincana Esportiva - Caça ao Tesouro
Notas iniciais
Ok, admito que demorei. ;-; E admito que eu disse que faria esse capítulo mais rápido que o outro... MAS! É que me faltou imaginação depois da parte FrauXGil, então eu tive que forçar um poucos os miolos para escrever...
Eu acho que esse capítulo ficou um lixo, na verdade. Sinto muito, pessoal. ;-; Mas eu não aguentava mais ter que abrir o Word e ver as mesmas palavras, por isso eu queria postá-lo logo para fazer o próximo e o próximo e ir assim até acabar Alliierten... Que, por curiosidade, é a minha fanfic mais longa em toda a minha vida. '-'
Ah, culpem as provas também. Ainda bem que já estou de férias agora. *-*
Enfim, boa leitura! :D
O segundo dia da gincana esportiva havia começado. A prova principal, a Caça ao Tesouro, atraiu muitos alunos, sendo um deles Gilbert Callisto di Arcadio. Ele havia combinado com o irmão que ele participaria dessa vez enquanto o outro iria descansar. Porém, para a sua surpresa, Frau Ettore surgiu na escola com uma pergunta que ele não esperava receber. Encurralado, o que ele fará? E o que está o incomodando tanto?
O garoto desviou o olhar, fato que fez o mais velho estreitar os olhos.
- N-nada... – sussurrou Gilbert.
- Não minta. – Frau insistiu. A distância entre os dois era mínima.
- Não estou...! – o Arcadio levantou o rosto para encará-lo, porém paralisou ao notar o quão perto do rapaz estava. – M-mentindo... – Gilbert corou novamente.
O olhar sério e calmo daqueles olhos verde-esmeralda atraiu a atenção dos olhos arroxeados do mais novo. Como as ondas que levam e te puxam, que aplicam sobre ti uma atração irresistível e um desejo de se perder naquela imensidão esverdeada. Ele conseguia sentir a respiração do rapaz, o perfume, e ouvia os próprios batimentos de seu coração. Aos poucos, foi perdendo controle de si mesmo e, assim como Frau, diminuía cada vez mais os poucos centímetros que havia entre eles.
O rapaz também estava se perdendo em seu desejo quase incontrolável de tomar para si os lábios do garoto na sua frente. Seu subconsciente lhe alertava para não esquecer o motivo dele estar lá, porém Frau nem sequer pensou em ouvi-lo. Passando a mão pelos cabelos acinzentados de Gilbert e puxando-o para mais perto, roçou levemente seus lábios com os dele e estava prestes a finalmente beijá-lo se não fosse por um pequeno ruído que fez com que os dois “acordassem”.
- Lalala ♪ (onomatopéia fail) – Gilbert arregalou os olhos e passou por debaixo dos braços de Frau enquanto tirava o celular do bolso.
- A-alô? – o Arcadio atendeu tentando regular seus batimentos cardíacos que naquele momento estavam acelerados.
Frau olhou-o pelos cantos dos olhos, sentindo uma enorme vontade de destruir aquele celular em pequenos e minúsculos pedaços de lixo. Passou o polegar pelos lábios, talvez um pouco desapontado, porém com seu semblante indiferente de sempre. Suspirou.
- Eh? – Frau notou a cor sumindo do rosto de Gilbert enquanto o garoto abria a boca, incrédulo. – Como assim? – o rapaz piscou algumas vezes confuso. Com que será que o Arcadio estava falando? – E-espera! Mas semana que vem não é cedo demais? E-ei!! – Gilbert começou a sacudir o celular desesperado. – MALDITO! NÃO DESLIGA NA MINHA CARA!! – uma gota escorreu pela cabeça de Frau.
- Quem era? – o rapaz perguntou depois do outro se acalmar.
- A-ahn... – Gilbert forçou um sorriso. – Ninguém.
- Você está mentindo de novo. – Frau franziu levemente o cenho. – Por quê? – Gilbert mordeu o lábio inferior e cruzou os braços.
- Eu já disse que não era ninguém! – falou em tom infantil, como se fosse uma criança fazendo birra. – E mesmo que fosse outra pessoa, isso não tem nada a ver com você!
O rapaz olhou para o mais novo e arqueou uma sobrancelha. Gilbert, depois de notar como foi rude, arregalou os olhos e descruzou os braços.
- D-digo...
- Caixa. – Gilbert olhou para Frau, confuso.
- O que?
- A caixa sumiu. – o Guardião do Céu da Pulizia apontou para a mesa, onde antes estava a caixa de música. Gilbert se virou imediatamente para a mesa e não encontrou nada.
- O QUE?! – o garoto gritou assustado quase revirando a sala inteira. – Mas ela estava aqui antes! Eu tenho certeza disso! – afirmou ele pasmo.
- Vitória! – ambos ouviram alguém gritar do lado de fora. Gilbert correu para a janela e viu Katherine sair correndo com a caixa em mãos.
- Notte! – Gilbert cerrou os dentes assim que uma veia surgiu pulsando em sua testa. – Volte aqui, droga! Essa caixa é minha!!
- Aonde você vai? – Frau perguntou ao ver Gilbert subir na janela.
- Atrás dela! – falou irritado.
- E vai fugir de mim? – o Arcadio paralisou e olhou para o rapaz. – Não terminamos de conversar. – o garoto estreitou os poucos os olhos e depois balançou a cabeça.
- Não temos o que conversar, isso é assunto meu. – e pulou, deixando Frau sozinho na sala.
O rapaz suspirou percebendo que não adiantaria insistir, pelo menos não naquele momento. Abriu a porta, ainda sentindo o perfume de Gilbert perto de si, e então saiu andando para perambular pela escola.
O Arcadio corria desesperado procurando pela grega que ele tanto queria esganar. Ouviu de longe os gritos irritados de Alice e o barulho de coisas se quebrando, assim como Astaroth chamando-a de louca e mais sons de vidro se estilhaçando na parede. Ignorou e olhou para os lados, onde ela havia ido?! Quando notou que os alto-falantes da escola haviam sido ligados, parou de correr e encostou-se a uma árvore.
- Atenção, alunos! Podem parar de procurar, pois a caixa já está em nossas mãos! – Casilda disse animada. – Katherine venceu a prova da Caça ao Tesouro. Mas não desanimem! Ainda podem ganhar o segundo e o terceiro lugar, é só vocês virem para o pátio! Daremos dez minutos para que todos se reúnam aqui!
Gerard arqueou uma sobrancelha ao ver o irmão aparecer meio cabisbaixo e com o olhar distante, arrastando os pés pelo chão num desânimo anormal. Chamou-o, porém ele nem sequer notou.
- O que aconteceu com o Gil-chan? – Akihisa perguntou cruzando os braços.
- Não sei. – Gerard falou estreitando os olhos. – Depois falarei com ele.
- Tomara que não seja nada grave... – Nea acompanhou-o com o olhar, preocupada.
Após os últimos alunos chegarem, Casilda sorriu e apontou animada para o quadro branco que estava atrás de si.
- Que caras são essas, hein? O que foi, já perderam a vontade de vencer? – a professora de italiano riu e balançou a cabeça. – Que pena, acho que vou ter que ficar com o prêmio somente para mim, então... – essas palavras foram o suficiente para despertar os alunos.
- DIZ LOGO O QUE PRECISAMOS PROCURAR! – gritaram todos.
- Certo. – Casilda sorriu e virou-se para o quadro. – Aqui eu tenho uma pequena listinha do que eu quero que vocês tragam. – eles olharam para onde ela apontava. – Como podem ver, não são coisas difíceis de achar. Lapiseiras, borrachas, papéis coloridos, bolas que o time de baseball perdeu durante os treinos da semana passada... – ouvi-se a risada de Yamamoto. – E assim vai.
- Sensei. – uma aluna ergueu a mão. – É impressão minha ou ali está escrito “uma pessoa com o nome começando pela letra F”?
- Não é impressão sua! – Gilbert estremeceu. Ele sentiu como se aquele sorriso travesso e aquele olhar brilhante fosse destinado a ele, não à garota que havia feito a pergunta. – Eu quero que vocês me tragam uma pessoa, exatamente! Pode se chamar Fukuyama, Fujioka, Feijão, Farofa... – Casilda continuou a falar mais alguns exemplos, porém eles só fizeram gotas surgirem na cabeça dos alunos. – Mas acho que vocês entenderam o que eu quis dizer, certo? Então que tal começarmos a disputa pelo segundo e pelo terceiro lugar? Dessa vez, os dois primeiros a chegarem com todos os itens vencem!
Eles nem esperaram Casilda dar o sinal: em menos de um minuto, o pátio já estava vazio de novo.
E mais uma vez estava o Arcadio correndo pela escola. Passou pelas salas e pegou os primeiros objetos que viu pela frente (uma régua, uma tesoura, quatro lapiseiras e dois lápis), depois desceu as escadas e apressou-se para chegar mais rápido à quadra. Por sorte, achou uma bola de baseball presa nos galhos de uma árvore e um tubo de cola jogado no chão.
- Deixe-me ver... – ele tirou um papel do bolso, onde havia anotado todos os itens que precisava coletar. – Já tenho isso, isso e isso também... Falta uma pasta vermelha, um pacote de balas de goma, um jogo de lápis de cor com 12 cores, um giz branco e... Uma pessoa. – o garoto guardou a lista e franziu o cenho. – A Deanna não fez isso pensando no que eu acabei de pensar. Por favor, diga que não, Dio! – balançou a cabeça e voltou a correr.
Gilbert conseguiu a pasta vermelha com uma colega de classe, o jogo de lápis ele pegou de seu próprio material (porque ele os usava para rabiscar o caderno em momentos de tédio) e roubou um giz da sala dos professores. Faltava apenas achar uma pessoa com o nome começando pela letra F e as balas.
- Isso não é bom... – sussurrou o Arcadio cerrando os dentes. – Eu não consigo pensar em qualquer outro nome que comece com F se não for o nome do... – ele parou de correr e respirou fundo, depois bateu a cabeça na parede, indignado. – ARGH! SAI DA MINHA CABEÇA!!
- O que você está fazendo? – Gilbert quase deu um pulo quando ouviu a voz da pessoa que estava naquele exato momento em seus pensamentos.
- FRAU! – ele gritou assustado. – De onde você veio?!
- Eu estava aqui o tempo todo. – respondeu o mais velho. – Você que não me percebeu.
- Q-que seja! – Gilbert encarou-o. – Por que você ainda está aqui?
- Não sei. – Frau deu de ombros. – Eu pensei em andar um pouco pela escola. E você? Ainda está participando da prova que a Casilda preparou?
- Estou. – Gilbert respondeu. – Agora, com licença! Eu ainda tenho que completar essa maldita lista.
Frau analisou os objetos que Gilbert estava carregando. Após conferi-los, ele suspirou e tirou do bolso um pacote de balas. O Arcadio olhou para ele como se dissesse “por que você tem um pacote de balas no bolso?”.
- Aqui. – Frau jogou as balas para o garoto, que as pegou de forma meio desajeitada.
- E-eh? – ele olhou confuso para o rapaz.
- Você precisa disso para completar a lista, não é? – Gilbert piscou algumas vezes.
- Você estava olhando?
- Talvez. – Frau deu um sorriso de canto, fazendo o garoto corar levemente. – Vai ficar parado aí, Gilbert? O tempo está correndo. – o rapaz estendeu a mão para o mais novo, que o olhou um pouco receoso. – Você também precisa de alguém com o nome que comece com a letra F, certo?
- Seu stalker... – Gilbert sussurrou corado. Ele parecia estar pensando bastante para decidir se segurava a mão do rapaz ou não.
Mas ele não tinha tempo. A voz de Casilda foi ouvida pelos alto-falantes de novo.
- Pessoal, pessoal! Se apressem, eu já estou vendo alunos quase completando a prova, hein!
- EH?! – Gilbert segurou a mão de Frau no mesmo instante. – Vamos logo, Frau!! – ele falou puxando o mais velho enquanto corria para o pátio.
Surpreso por um instante, Frau, porém, logo conseguiu acompanhar os passos apressados de Gilbert. Ouviu vagamente comentários de alguns alunos, como “quem é aquele com o Arcadio-san?” ou “como ele é bonito!”, mas nem sequer prestou atenção neles.
- H-hm... – ouviu Gilbert sussurrar enquanto corava fortemente ao sentir seus dedos se entrelaçarem com os de Frau. O rapaz deu um discreto sorriso, porém este sumiu rapidamente assim que viu o Arcadio tropeçar no próprio pé e cair no chão. – AI!
- Você está bem? – uma gota escorreu pela cabeça do Guardião do Céu da Pulizia.
- I-isso é culpa sua! – Gilbert se levantou cambaleando e voltou a andar.
- Não sei como isso pode ser culpa minha. – Frau deu de ombros olhando para a mão que Gilbert, apesar do tombo, não soltou.
Quando eles subiram no palco onde Casilda estava, receberam um olhar surpreso da Prima Pulizia, assim como a atenção de vários alunos que estavam apenas observando a prova, como, por exemplo, o Settimo Arcadio.
- Ele... Parece estar melhor. – Nea comentou olhando para o Gilbert.
- É, parece. – Akihisa disse tirando fotos de Gilbert de mãos dadas com o Frau. – E eu consegui mais coisas para poder suborná-lo. – um sorriso sádico surgiu no rosto da garota.
- Esse idiota... – Gerard comentou balançando a cabeça. – Ele não tem jeito.
- Por isso que vocês são gêmeos. – Kain comentou sem prestar atenção no olhar mortal do chefe.
- Ahn... – Casilda tossiu algumas vezes para atrair os olhares para ela. – Parece que já temos o segundo lugar determinado, pessoal! – ela sorriu enquanto falava no microfone e levantava o braço de Gilbert. – Gilbert Callisto di Arcadio, 15 anos, gosta de doces, quando era menor tinha medo do escuro e...
- VOCÊ NÃO PRECISA DIZER ESSAS COISAS! – gritou o garoto irritado, sendo segurado por Frau para não matar a irmã na frente dos outros alunos.
- Ok, ok. Desculpa, acho que me empolguei. – Casilda riu e continuou a falar. – Enfim. Ele trouxe todos os itens que eu pedi. Agora, só para ter certeza... – a professora de italiano apontou o microfone na direção de Frau. – Apresente-se!
- ... – Frau suspirou e soltou o Arcadio. – Frau Ettore.
Um silêncio mortal tomou conta do pátio. Alguns alunos se entreolharam, outros encaravam Frau e Gilbert como se tentassem devorá-los com os olhos. A maioria, claro, eram provavelmente garotas fujoshis.
- Espere um pouco. – um ruivo quebrou o gelo. Todos o encaram e Gerard estreitou os olhos quando o reconheceu: Yamahiko Hajime, aquele que atrapalhou o Settimo na prova de ontem. – Você é velho demais para ser um aluno e eu nunca te vi aqui na escola. Só são permitidos alunos, parentes e funcionários na gincana esportiva, certo? É válida a participação dele?
Era uma pergunta inteligente. Realmente, se Frau não se encaixava em uma daquelas características, ele não poderia participar da prova e, portanto, Gilbert seria desclassificado. Eram as regras, afinal de contas.
- Uh-oh... – Casilda piscou algumas vezes. – Devo admitir que você tem razão, Yamahiko-kun... – a moça balançou a cabeça e cruzou os braços. – Regras são regras.
- Exatamente. – o ruivo deu um sorriso de canto, pois estava crente que ainda tinha chances de conseguir o segundo lugar.
- Porém! – a confiança sumiu da face do garoto quando a professora de italiano continuou a falar. – Isso não é um problema, certo, Gilbert? – ela se virou para o irmão, que tomou o microfone da Prima Pulizia. – Ei!
- Escuta aqui, Yamahiko sei-lá-o-resto-do-seu-nome! – Gilbert gritou com um leve tom irritado na voz. O ruivo estremeceu, mas encarou o Arcadio. – Quer parar de bancar o sabe-tudo? Eu estou ciente dessas malditas regras!
Fernanda, Akihisa e Nea olharam para o garoto pensando o que raios ele iria fazer. Kain abaixou um pouco o livro que estava lendo para ver Gilbert, e Gerard deu um sorriso de canto. Do outro lado da multidão, o pessoal da Distrune e da Notte Bleu comia o resto do lanche que haviam preparado e observavam, curiosos, a situação.
- O Frau pode muito bem participar dessa prova. – Gilbert disse apontando para o rapaz. – Porque ele é o meu primo! Por parte de mãe, caso você venha discordar dos nossos sobrenomes diferentes. – Gilbert jogou o microfone para o alto e cruzou os braços, uma aura irritada se formando em sua volta. – Algum problema com isso?!
Dominique riu diante da atitude de Gilbert, mas bateu palmas. Akira e Michael arquearam as sobrancelhas, Alleen soltou um longo suspiro e Cornelia e Katherine ficaram com enormes pontos de interrogação acima da cabeça.
- Por que ele ficou tão irritado? – se perguntaram Akira, Michael, Cornelia e Katherine. – Será que o fato de serem primos incomoda tanto o Arcadio? – gotas escorreram por suas cabeças.
Do lado da Arcadio e Pulizia, Fernanda, Nea e Akihisa estavam estáticas. A primeira a se pronunciar foi a Guardiã da Tempestade da Arcadio.
- Nossa, ele conseguiu pensar numa mentira assim tão boa. Me impressionou. – Akihisa falou se recuperando do susto. Quem iria imaginar que o garoto iria falar aquilo?
- Do que você está falando? – Gerard falou calmo. As três olharam para ele. – Não é mentira, o Frau é mesmo nosso primo.
- EH?!
- Não sabiam? – Kain voltou a ler seu livro. – A mãe do Gerard e do Gilbert era tia do Frau.
- Q-quer dizer... – Fernanda arregalou os olhos e depois riu. – Quer dizer que o caso do Gilbert e do Frau é incestuoso?
- EU OUVI ISSO! – Gilbert gritou corando fortemente, mas apenas não foi brigar com a alemã porque ainda estava esperando seu prêmio.
Depois de toda a confusão, os alunos se acalmaram, principalmente Gilbert. O garoto ficou sentado embaixo da sombra de uma árvore o resto do dia, nem sequer quis abrir o envelope e ver o prêmio que havia ganhado. A terceira colocada na prova de Caça ao Tesouro foi Lira, a Guardiã do Trovão de Dominique. Só deu um pouco de dó da pessoa que ela trouxe, literalmente, arrastada. Mas nada demais, a pessoa só ficou traumatizada por duas horas.
- A próxima prova vai ser... – Fernanda tirou um panfleto do bolso e o abriu. – Hm? Que estranho... “Desafio das Verdades”. Sobre o que será? – perguntou abrindo um enorme sorriso.
- Se estamos falando da Prima Pulizia, então pode-se esperar algo bem idiota. – Frau comentou surgindo ao lado da moça.
- Que maldade com a sua chefa, Frau. – Nea disse, porém Frau apenas deu de ombros.
- Alguém aí vai participar dessa? – Gerard perguntou um pouco desanimado.
- Eu vou. – eles quase levaram um susto por não terem percebido a presença de Mary. A garota sorriu e não ligou muito para os olhares surpresos dos colegas.
- Ah, é mesmo? Então boa sorte, Mary-chan. – Nea falou segurando as mãos dela. – Tome cuidado.
- Pode deixar!
Enquanto isso, com a famiglia rival da Arcadio, a Distrune...
- Parece ser uma prova divertida. – Dominique comentou observando o panfleto.
- Acho que eu vou dessa vez. – Alphonse se levantou da cadeira e pegou uma garrafa d’água. – Como a Katherine se esforçou para ganhar a última prova para nós, acho justo eu fazer algo também.
- Eu gostaria de participar também, mas já me selecionaram para recitar alguns poemas daqui a pouco. – Bianca disse suspirando. – Mas vai lá, Alphonse. Estaremos torcendo por você.
- Sim! Tenho certeza que você consegue ser o melhor de todos, Alphonse! – Dominique sorriu abraçando o primo. O rapaz riu e abraçou a garota de volta.
- Assim, com todo esse apoio, é impossível perder! – falou ele animado.
Os alunos voltaram a se reunir no pátio. Casilda estranhamente havia mudado de roupa e agora estava usando um terno feminino cinza com uma gravata solta no pescoço e o cabelo estava preso num rabo-de-cavalo baixo. Ela testou o microfone batendo nele algumas vezes e então começou a falar.
- Olá, olá! Sejam muito bem-vindos a nossa querida prova “Desafio das Verdades”, meus caros amigos! – seu tom de voz era igual ao de um apresentador de programa de variedades. – Hoje, temos mais de um quinto dos alunos de nossa amável escola participando e--
- O que você está dizendo?! Por acaso a gincana virou programa de TV agora?!?? – gritaram os alunos.
- ...Hm, até que não é uma má ideia. – Casilda riu. – Talvez eu converse sobre isso com o diretor depois. – a professora de italiano balançou um pouco a cabeça, voltando a se focar no que estava fazendo antes. – Enfim, já que os mal-humorados querem logo começar a prova, eu não posso fazer nada. – deu de ombros e sorriu. – Vamos pular toda essa enrolação e partir para o que interessa! Quem quer ganhar o primeiro prêmio, hein? São três ingressos para o show que acontecerá no final do mês! E devo dizer que esses aqui são bem disputados... Afinal, eles dão acesso à área VIP!
- ...Show de qual banda, Casilda-sensei? – perguntou um garoto.
- Boa pergunta! – todos capotaram. – Estou brincando, estou brincando. Claro que sei qual vai ser a banda, seus bobos! – a moça riu e retirou os ingressos do bolso. – Será o show da famosa banda SU Requiem! Eles andam fazendo muito sucesso esses dias, já que três de suas músicas estão no topo da lista das mais tocadas.
Só de ouvir o nome da banda já animou a galera. Realmente, aquela banda estava ganhando fama e os ingressos de seus shows esgotavam em mais ou menos uma semana após a abertura das vendas. Para jovens estudantes que quase nunca tem vida social por causa dos estudos, aquilo era um prêmio e tanto.
- SU Requiem? – Bianca ergueu levemente a cabeça, como se estivesse se recordando de algo importante. – Onde eu já ouvi esse nome antes...?
- Deve ter sido no rádio, Bianca-chan. – Cornelia disse animada. – Tomara que o Alphonse ganhe esses ingressos! Eu sempre quis um autógrafo da vocalista dessa banda, ela é muito linda! – os olhos da espanhola brilharam de ansiedade e espectativa.
- SU Requiem... – Bianca tocou sua face como se tentasse forçar sua memória. – SU...
- Eles já vão começar, pessoal! – Akira alertou apontando para Casilda.
Todos olharam para a Prima Pulizia, que abria um enorme sorriso. Ela, percebendo que tinha toda a atenção para si, rodopiou e colocou uma mão na cintura enquanto a outra segurava o microfone.
- “Desafio das Verdades”! Essa é a nossa atual prova. – a professora de italiano disse. – Mas o que raios vocês precisam fazer nessa prova? Muito, muito simples, meus caros amados alunos! – porém ela fez uma pausa assim que ouviu o som de uma explosão. — ...Caramba, o que é isso?
- Veio da enfermaria! – gritou assustada uma garota.
- Vish... – Nea estreitou os olhos assim que lembrou que Alice e Astaroth estavam na enfermaria.
- Eu vou verificar! – Solarie falou ao sair correndo. Klaus foi logo atrás dela.
- Ahn... – Casilda olhou de um lado para o outro. – Então, continuando! – os alunos capotaram novamente. – Essa prova foi feita para os mais corajosos e sinceros, por isso é bom estarem preparados! O objetivo será contar, na frente de todo mundo, algo realmente embaraçoso ou secreto, que você não foi capaz de dizer a ninguém ou somente a poucas pessoas!
- TÁ LOUCA?! – Casilda olhou para Gokudera no meio da multidão. – QUEM SERIA IDIOTA DE FAZER ISSO?!??
- Algum fã da SU Requiem que não conseguiu ingressos para ir ao show deles. – a Prima Pulizia respondeu sorrindo.
- Mas você possui a autorização do diretor para fazer esse tipo de prova? Porque ela pode ser considerada uma prova humilhante. – Adelheid, com os braços cruzados, encarou Casilda com uma cara de poucos amigos. Alphonse, que estranhamente surgiu ao lado dela, sorriu.
- Claro que sim, Adelheid-chan. – Casilda vasculhou os bolsos. – Deixe-me ver... Chiclete, cupom de desconto, uma colher, doce de leite, pasta de dente... Hm... Ah, aqui está! – ela mostrou um papel todo amassado e sujo. – “Dou total permissão para Casilda-sensei fazer o que quiser durante da gincana esportiva. Assinado: Diretor da Escola de Namimori, Katashi Ichiro”. É o que está escrito aqui.
- Você quer mesmo que eu acredite que isso foi assinado pelo diretor? – uma aura assassina começou a rodear Adelheid.
- Mas foi mesmo. Eu estava lá na hora que ele escreveu. – Casilda disse infantilmente. – Se bem que era quatro da manhã e ele tinha dormido somente umas duas horas... Porém, se quiser tanto saber se esse documento aqui é autentico, pode ir perguntar a ele, Adelheid-chan! – a garota suspirou, vendo que não havia nenhum resquício de receio no olhar da professora, e então balançou a cabeça.
- Não, tudo bem. Continue com a explicação, sensei.
Casilda riu e puxou uma pessoa aleatória. Essa pessoa, conhecida como Dame-Tsuna e que atende pelo nome de Sawada Tsunayoshi, olhou assustado para a Prima Pulizia e tentou fugir, sem sucesso.
- Vamos a um exemplo. – Casilda apontou para o Decimo Vongola. – O Tsuna-kun poderia dizer que ele não comeu as verduras da janta de ontem. – o garoto corou levemente, afinal... Era verdade. – Isso daria a ele alguns pontos. Mas se ele quisesse realmente vencer, deveria dizer algo mais impactante, como... Hm... Como o nome da garota que ele gosta!
- O QUE?! – Tsuna quase deu um pulo e estava prestes a ter um infarto só de imaginar ele gritando para todo mundo que gostava de Sasagawa Kyoko.
- Calma, Tsuna-kun. – Casilda riu e bagunçou um pouco o cabelo dele. – Não é como se você precisasse dizer isso. Mas lhe daria uma grande vantagem! Além do mais, isso é apenas um exemplo. – o garoto suspirou aliviado. – Você também poderia dizer que é o próximo líder da máfia ou que é descendente direto do fundador da famiglia mais importante da Itália.
- ... – Tsuna empalideceu, assim como seu braço direito, Gokudera. Yamamoto começou a rir como se não fosse nada, ao contrário de Ryohei, que parecia estar quase explodindo diante das palavras da moça.
Uma gota escorreu pela cabeça de todos os mafiosos ali presentes. Gerard e Gilbert deram um facepalm, quase que sincronizado, e pensaram como Casilda poderia ser irmã dos dois. Kain continuou lendo, como se já soubesse que algo do tipo fosse acontecer e Akihisa arqueou uma sobrancelha. Dominique segurou o riso, mas sentiu um pouco de pena do Decimo. Alleen revirou os olhos, Akira quase capotou pela terceira vez naquele dia e Michael olhou para Casilda perguntando “o que raios você está pensando?”.
Quanto aos outros alunos... Eles estavam rindo.
- Que ideia idiota, sensei! – falou Mochida-senpai, aquele que foi derrotado por Tsuna quando o mesmo havia acabado de conhecer seu tutor, Reborn. – Como se esse bobão do Dame-Tsuna pudesse ser da máfia! Acho que ele morreria com o próprio tiro!!
- ...É! E-ele tem razão, sensei! – Tsuna falou se recuperando do susto. – Não tem c-como eu ser da máfia, impossível!
- Se vocês dizem... – Casilda deu de ombros. – Mas, enfim. Entenderam o jogo? – sorriu ao receber resposta positiva de todos os presentes. – Então... Vamos começar o “Desafio das Verdades”! Quem vai ser o primeiro?
Os jovens se entreolharam, buscando algum corajoso para se voluntariar. Quando uma mão se ergueu no meio da multidão, todos olharam para o rapaz que tinha um sorriso de canto e que fez um calafrio percorrer pelo corpo de Adelheid. Ela teve um pressentimento não muito agradável.
- Alphonse Cane di Amici. – Casilda esboçou um sorriso. – Pode vir. – ela estendeu o microfone ao garoto que, assim que subiu no palco, segurou-o.
Lendo seu livro, Kain suspirou quando chegou à última página. O rapaz olhou vagamente para a bagunça que estava ocorrendo, porém logo sua atenção foi voltada para um carro parado perto do portão da escola. Ele estreitou os olhos e, quando reconheceu de que famiglia pertencia aquele veículo, ficou um pouco curioso. Observou a pessoa que estava dentro do carro com um pequeno sorriso formado nos lábios e um olhar um tanto diferente impregnado em seus olhos. Ele tinha o olhar de uma pessoa que estava se divertindo com a situação, diferentemente do que se via normalmente, já que o garoto sempre mantinha uma postura formal e um pouco distante das pessoas.
- O que o Nono Notte está fazendo aqui? – perguntou-se o Guardião da Chuva da Arcadio.
E era uma boa pergunta, afinal, Loue era para estar em casa, protegido de qualquer ataque que pudesse lhe ocorrer. Então... Por que ele estava ali?
Notas finais
Ah... SE AGARREM LOGO, FRAU E GILBERT! EU QUERO YAAAAAOOOOOIII!!!! ;-;
Gilbert: CALA A BOCA! *corado*
Enfim... Imagino que eu não tenho mais nada pra falar. o.o
Ciao ciao, minna! Até o próximo capítulo! :D
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