Alliierten: Maledizione Delle Fiamme
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Notas iniciais
Eu sei que demorei! E podem me apedrejar à vontade! Eu deixo! T-T
Não posto há, sei lá, quantos meses? Pera, deixa eu contar aqui... *pega um calendário* O último capítulo foi postado em julho, então... SETE MESES! OMG!!!!! Ç.Ç
Eu sinto muito mesmo, pessoal! Mas é que o ano ficou difícil para mim, eu estava ocupada com o vestibular e tudo mais. D: Além de que a minha imaginação fez as malas e me deixou. ;-; Fui fazer esse capítulo no maior esforço, quase que morri. x.x
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Enfim, não vou atrapalhar mais.... Espero que gostem da leitura. Deixei o capítulo maior pra tentar compensar vocês. ;-;
Os ouvidos das pessoas esperavam ansiosamente pelas palavras de Alphonse. Casilda, que puxou uma cadeira e sentou ao lado do rapaz, sorriu abertamente vendo a animação dos alunos, porém ninguém chegou a notar as pequenas chamas que queimavam dentro das pupilas da Prima Pulizia. Ninguém exceto certo Guardião da Chuva chamado Michael Gregori Archangel.
- Isso foi... Impressão minha? – ele estreitou os olhos, mas, no momento seguinte, as chamas já haviam sumido dos olhos da professora de italiano.
Alphonse respirou fundo e, com o microfone em mãos, começou a falar.
- Olá. – disse calmamente. – Para aqueles que não me conhecem, eu sou Alphonse Cane di Amici. Sim, sou estrangeiro e me transferi para essa escola faz pouco tempo, assim como muitas pessoas. Parece que há um programa de intercâmbio focado em Namimori esse ano. – ele falou para que as pessoas não desconfiassem daquela “invasão de estrangeiros” tão repentina. – Mas, isso não é importante agora. Eu tenho algo que quero dizer e vou aproveitar essa prova.
- O que esse idiota pretende fazer? – Adelheid cruzou os braços, incomodada.
- O que irei dizer é algo sério, portanto, por favor, ouçam. – Alphonse tossiu algumas vezes para focar melhor sua voz. – A verdade que irei dizer é--
Porém, o rapaz parou bruscamente de falar ao ouvir uma explosão. Arregalando os olhos, até acabou deixando o microfone cair no chão com o susto. Os alunos se entreolharam, assustados, até que ouviram a voz de Casilda.
- Não se preocupem! Isso deve ter vindo do laboratório de química, o Rick-sensei me avisou que iria fazer algumas experiências durante as provas da gincana esportiva! – riu balançando a cabeça. – Enfim, como pode ser perigoso porque partículas de microvenenos mortíferos podem estar espalhadas pela escola, peço para que todos saiam com calma e organização... Ah, já foram. – gargalhou ao ver o pátio quase vazio, com apenas os mafiosos presentes.
- Você é idiota, por acaso?! – Gerard deu um cascudo na moça, que soltou um pequeno gritinho de dor. – Claro que eles iriam se desesperar se dissesse isso!
- Não me culpe por tentar! – Casilda sorriu massageando a cabeça. – De qualquer forma, vamos ver o que Astaroth e Alice-chan destruíram hoje! – puxou o Settimo Arcadio pelo pulso e arrastou-o para a enfermaria.
- O que está acontecendo? – Tsuna perguntou assustado.
- Não sei. – Alleen falou cruzando os braços e parando do lado do garoto. – Mas logo vamos descobrir. – estreitou os olhos e seguiu a sensei de italiano.
- Acho que a Alice-chan exagerou dessa vez. – Dominique comentou enquanto ia atrás dos demais.
- Você só “acha”? – Kain revirou os olhos ao ouvir a Tredicesima Distrune.
- Sim! – sorriu. – Porque só vou saber mesmo quando chegarmos. – Dominique riu alegremente, como se aquilo não fosse nada.
Mesmo com aquele clima aparentemente agradável, era possível notar alguns olhares vindos tanto do lado Arcadio/Pulizia quanto do lado Distrune/Notte Bleu. Previsível, já que as famiglie eram rivais e até haviam declarado guerra uma à outra. Ao chegarem, só encontraram um corredor destruído e dois vultos tentando se matar. A enfermaria? Bem... Que enfermaria?
- Isso é loucura! – Alphonse disse pasmo, olhando ao redor. – Vejam! Hibari vai nos matar, com certeza!
- Briga! Briga! Briga! – Lira, Katherine, Fernanda e Casilda gritavam juntas.
- NÃO OS INCENTIVEM! – gritaram os demais.
- CALEM A BOCA! – disseram Alice e Astaroth.
A bagunça era geral. Akira, Cornelia, Elisabeth e Akihisa tentaram parar Astaroth enquanto Michael, Katherine, Bianca e Nea tentaram segurar Alice, porém foi em vão: eles foram jogados para longe pelas chamas que ambos expeliram. O Settimo Arcadio franziu o cenho e virou-se para a Prima Pulizia, que estava olhando para o céu de forma entediada.
- Vá parar seu guardião, Deanna! – sussurrou irritado.
- Eu não. É bem capaz de o Astaroth tentar me matar junto com a Alice-chan. – falou rindo.
- O que está acontecendo aqui?
Dominique virou-se e piscou algumas vezes, vendo um garoto se aproximando com uma sobrancelha arqueada. Sorriu e acenou, apesar da surpresa em ver seu primo ali.
- Loue! – a Tredicesima cumprimentou-o com um aceno da cabeça. – O que faz aqui? Pensei que estivesse em casa!
- E eu estava. – o Nono Notte suspirou. – De qualquer forma, Alice, acalme-se. – ele encarou sua Guardiã do Trovão, que estremeceu levemente com a ordem do chefe.
- Mas foi ele que--
- Alice. – Loue repetiu o nome da garota, sério. – Acalme-se. – depois de um tempo refletindo, ela se deu por vencida e recuou dois passos, finalizando a briga com um olhar mortal enviado ao seu oponente, Astaroth.
- E você também, Astaroth. – Casilda sorriu. – Vamos parando por aqui antes que a escola toda vá pelos ares. Além do mais, sem a Alice-chan, você não vai poder lutar. A menos que seja com um amigo imaginário! – disse desviando de um soco.
- Você não manda em mim. – Astaroth falou com uma aura assassina em volta de si. – Tsc. – revirou os olhos e colocou as mãos nos bolsos, encostando-se na parede.
O Nono Notte olhou ao redor, constatando o pouco que havia sobrado da escola, e balançou a cabeça. Calmamente, ele retirou o celular do bolso e ligou para alguém. Enquanto isso, os demais se mantinham em silêncio, cada um com seu próprio pensamento.
- Opa. – Casilda tocou um pedaço da parede e esta ruiu na mesma hora.
- PARE DE DESTRUIR MAIS AINDA A ESCOLA! – gritaram os gêmeos Arcadio.
- Dio... – Kain levou a mão à face, dando um belo “facepalm”. Pensou em ignorar toda a situação e retirou um livrinho do bolso, indo logo em seguida para um canto com o intuito de ler sossegadamente.
- Eu já arrumei tudo. – Loue falou abaixando o celular e guardando-o no bolso. – Vão reformar esta parte da escola, deve demorar dois meses. – suspirou.
- Até lá nós seremos pó e ossos. – Enma comentou baixinho encarando o chão.
- Por que diz isso, Kozato? – Solarie perguntou arqueando uma sobrancelha.
- Por causa do Hibari-san. – Tsuna respondeu no lugar do amigo. O Decimo tremia só de pensar em seu guardião da nuvem. E falando nele...
- Vou mordê-los até a morte. – todos ouviram uma voz rouca, irritada e repleta de ódio atrás deles. Uns mais corajosos viraram-se, mas desejaram nunca ter feito isso: a aura assassina do Guardião da Nuvem da Vongola era tão intensa que poderia matar alguém apenas por existir!
O dia acabou daquele jeito, alguns foram para o hospital, outros continuaram fugindo do Hibari por quatro horas. É, irritar o líder do Comitê de Disciplina não foi uma boa ideia... De qualquer forma, a gincana esportiva continuou naquele ritmo e terminou sem mais problemas.
- Bom trabalho, Akira. – Bianca falou enquanto sentava-se no sofá. – Primeiro lugar no campeonato de xadrez... Você é muito habilidosa. – a Guardiã da Nuvem da Distrune sorriu, agradecendo o elogio.
- Apesar disso, a Arcadio conseguiu levar mais medalhas que nós, não é? – Solarie cruzou os braços e mudou o canal da TV. – Mas tudo porque eles tinham aqueles malditos gêmeos. Eles parecem monstros, caramba!
- Certamente, devo admitir que não é fácil ganhar de Gerard e Gilbert. – Alleen, a Guardiã da Tempestade de Dominique, falou calmamente.
- Mas nós ganhamos muitas provas, não é? Não sei vocês, mas pra mim, está bom. – Alice disse entrando na sala com uma bandeja cheia de copos com refresco. Tinha vários curativos pelos braços e rosto, resultados da briga que teve com o Guardião da Nuvem de Casilda.
- Obrigada. – Bianca disse sorrindo enquanto tomava um gole de suco.
Enquanto as cinco garotas conversavam calmamente, do outro lado da mansão, na cozinha, Alphonse, Cornelia e Michael faziam um rápido lanche.
- Michael. – Alphonse chamou o rapaz depois que terminou de montar seu sanduíche. – Você está tenso, aconteceu algo? – o jogador de futebol americano encarou o amigo arqueando uma sobrancelha.
- H-hm? – Michael piscou algumas vezes antes de voltar de seu pequeno “transe”. – Desculpe, falou algo?
- Está com algum problema? Não falou nada desde que voltamos. – Cornelia puxou uma cadeira e sentou em frente ao Guardião da Chuva de Dominique.
- Sim, e parece estar pensando em alguma coisa, já que praticamente ignorou 70% da nossa conversa. – Alphonse deu uma mordida no sanduíche e mastigou com calma. – Sabe que pode nos contar tudo o que quiser, afinal de contas, somos companheiros.
- Sinto muito, é que eu estava pensando em algo que eu vi hoje... – Michael suspirou terminando de cortar tomates. – Não notaram algo estranho na Casilda?
- Estranho...? Tipo o que? Ela parecia completamente normal. – Cornelia arqueou uma sobrancelha, curiosa. Claro, o “normal” que ela quis dizer era o jeito louco de sempre da Prima Pulizia.
- Eu não sei. – o Guardião da Distrune coçou a cabeça, pensativo. – Pensei ter visto algo nos olhos dela, sei lá.
- Por que você estava encarando os olhos da Casilda? – perguntaram Alphonse e Cornelia ao mesmo tempo. Michael, ao notar os sorrisinhos nos rostos dos amigos, corou levemente e franziu o cenho.
- N-não é o que vocês estão pensando.
- Aham, não... – Cornelia riu baixo cutucando o rapaz. – Então por que ficou todo vermelho, hein?
- Por favor, não fujam do assunto. – Michael suspirou e desviou o olhar para a mesa, encarando seu próprio reflexo no copo de vidro.
- Você é o único fugindo do assunto aqui. – Alphonse riu e deu outra mordida em seu sanduíche. – Mas, agora que comentou, eu realmente notei algo estranho nela. – os outros dois encararam o rapaz, curiosos. – Não só na Casilda, mas parece que há um ar estranho em volta de toda a Arcadio.
Cornelia cerrou os punhos, pensativa. Seus pensamentos foram direcionados para certo rapaz de cabelos negros, seu grande amigo, seu grande amor, aquele que ela achou estar morto e que, do nada, surgiu para assassinar sua amiga. Diziam que não era ele, mas a garota tinha certeza. Aquele era Alec.
- De qualquer forma, não ache que não sabemos que você segue a Casilda depois da aula. – Michael engasgou com o suco que estava tomando e encarou Alphonse com os olhos arregalados.
- O q-que...
- Quem diria, nunca pensei que você se interessava por esse tipo de pessoa, Michael. – Cornelia gargalhou, distraindo-se um pouco e deixando aqueles pensamentos perturbantes para outra hora. – Stalker. – piscou para o rapaz, que ficou ainda mais vermelho.
- N-NÃO É NADA DISSO! – sem querer, o Guardião da Chuva elevou o tom de voz. Os outros dois riram diante do embaraço do amigo, tudo ocorria num clima agradável e calmo (exceto para Michael).
Porém, mais ao fundo da mansão, num quarto em que se podia ver o jardim, o ar em volta das duas pessoas ali presentes era totalmente diferente, pesado, tenso. Dominique estava sentada na cama, estranhamente quieta, enquanto seu primo andava de um lado ao outro balançando a cabeça.
- Tem certeza disso, Loue? – a Tredicesima DIstrune perguntou novamente, inconformada.
- Absoluta. – Loue parou e encarou-a. – As provas são claras, as testemunhas são de confiança, tudo direciona para eles, Dominique. – impaciente, o Nono Notte mordeu o polegar e estreitou os olhos. – A Arcadio ordenou o ataque a mim.
- Mas não entendo! Por que iriam atrás de você? – a garota se levantou, mas Loue a fez sentar de novo. – O alvo da Arcadio não é a Notte Bleu!
- É como se estivessem nos pressionando a agir. – o rapaz se encostou à parede colocando a mão no rosto. – Dominique, precisa tomar cuidado. Sei que Gerard não pretende fazer nada contra você, mas o pai dele é outra história. Tenho certeza que alguma coisa está acontecendo e logo teremos que nos envolver também...
- Alguma coisa... – Dominique suspirou encarando a janela, suas mãos se encontravam juntas em seu colo. Estava preocupada, não consigo, mas com todos que poderiam se envolver com aquilo. Uma guerra entre famílias, uma luta que ela não fazia ideia que estava prestes a ocorrer.
Naquela mesma noite, do outro lado da cidade, podia-se ouvir uma pequena explosão. Cinco pessoas, três homens e duas mulheres. Astaroth e Luigi se encaravam com frieza, cada um portando suas armas e prontos para matar um ao outro. Assistindo estavam Elizabeth, Nea e, surpreendentemente, Bashou. O chinês havia voltado a poucos minutos de uma sessão de treino nas montanhas de Namimori, então suas roupas estavam aos pedaços.
- Garotos, por favor, parem com isso! – Nea pediu olhando de um ao outro e vice-versa. – Não vamos brigar, vocês são da mesma famiglia!
- Cale a boca. – Luigi respondeu friamente. – Vou mostrar a esse caolho imbecil o lugar dele. – empunhou suas pistolas gêmeas, Fenrir e Neméia, e desviou de uma faca atirada pelo adversário.
- Como se você fosse páreo para mim. – Astaroth riu debochadamente.
- Parem de se acharem, vocês não passam de porcaria. – Elizabeth cruzou os braços e estreitou os olhos. Estava farta das briguinhas, era assim quase todo dia!
- Lise, por favor, não entre na briga também! – Nea a repreendeu e revirou os olhos. – Assim não dá...
- Rapazes, acalmem-se. – Bashou pediu de olhos fechados, ao lado da Guardiã do Sol de Gerard. – Vocês sabem que o clima aqui na mansão não anda muito bom, vamos tentar não piorar a situação, sim? – Astaroth, Luigi e Elizabeth deram de ombros, como se não ligassem, mas pararam com as provocações.
- Obrigada, Zhu. – Nea suspirou aliviada e olhou para a mansão, podia ver sombras se movendo perto da janela. Se não estava enganada, aquele devia ser o quarto de Akihisa.
E estava certa. A garota estava olhando para o céu, pensativa, sussurrava palavras em italiano e alemão, tudo uma mistura sem sentido. Estava tão distraída que nem sequer notou quando Mary entrou.
- Hisa-chan? – chamou a Guardiã da Tempestade de Casilda.
- O que foi? – Akihisa suspirou, virando-se para a visitante e observando-a sentar na cama. – Eu não disse que poderia sentar.
- Não vai comer? O jantar está servido. – Mary sorriu, já estava acostumada com o jeito de Akihisa.
- Não estou com fome.
- O que foi? É o seu preferido, cachorro-quente. – Mary estranhou o desânimo da amiga e bateu de leve na cama, chamando-a para se sentar perto dela.
- Hunf. – a garota fez como a outra pediu e sentou-se ao lado dela. – Promete guardar segredo...?
- Claro. – a Guardiã da Tempestade balançou a cabeça e levantou as mãos, mostrando que não estava escondendo nada da amiga.
- É que eu acho que estou gostando de alguém. – corou levemente enquanto Mary arregalava os olhos, mas Akihisa continuou falando. – Ele está sempre por perto, é até um pouco incômodo. Vive me provocando também, é muito chato! Mas...
- Você só consegue gostar cada vez mais dele, não é? – a garota riu baixo vendo a outra emburrar. – Sei como se sente.
- S-sabe? – Akihisa encarou-a, pasma.
- Sei. – Mary riu, coçando a cabeça ao mesmo tempo em que sorria bobamente. – Só que o garoto que eu gosto... Bem... É difícil lidar com ele. Sempre indiferente a tudo, eu imagino que ele não goste de mim.
- Quem é? – Akihisa franziu o cenho. Mary era uma boa amiga, então faria de tudo para vê-la feliz.
- Você não deve conhecê-lo. – riu baixo. – Seu nome é Fran, ele está treinando para ser o próximo Guardião da Névoa da Varia.
- Aquele cabeça de sapo?! – Akihisa levantou-se subitamente. – Tá falando sério, Mary? Poxa, com tanta gente melhor pra você gostar...
- E você, que gosta do Gokudera? – Mary gargalhou vendo Akihisa corar dos pés à cabeça. – É meio óbvio para todo mundo que você gosta dele.
- Amar é difícil. – a garota colocou as mãos sobre o rosto, soltando um suspiro e um baixo grunhido. – E agora estou com fome. Vamos jantar. – sem esperar, ela puxou Mary pelo braço e saiu do quarto. A outra não protestou, apenas riu e seguiu-a.
Na sala ao lado, perto de onde todos estavam jantando, contanto, mais uma pessoa se tornava ausente no momento de “confraternização” da Pulizia com a Arcadio.
- Vai acabar sem nada para comer. – Frau se aproximou do rapaz que estava deitado no sofá.
- Não ligo. – Kain respondeu prontamente, sem encará-lo.
- Não é da minha conta, mas ver você se arrastando pela mansão é irritante. – sentou numa poltrona e suspirou.
- Só estou pensando. – Kain levantou-se e respirou fundo. – Parece que algumas memórias voltaram para me atormentar. – passou a mão pelo rosto, balançando a cabeça. De olhos fechados, ele ouvia uma risada infantil, inocente, alguém chamando seu nome enquanto puxavam-lhe a mão. Era pequeno, devia ter uns sete anos naquela época. Estavam lá sua prima, uma garotinha adorável, e seu melhor amigo, aquele que ele nunca conseguiu esquecer. Não conseguiu se lembrar do rosto do menino, muito menos seu nome, parecia tudo um grande branco, mas a voz dele ecoava por sua mente, torturava-o, pois isso só o fez se lembrar do fatídico dia da morte do menino.
- Seu amigo de infância? – Frau piscou algumas vezes, olhando-o. – Não acha que está muito preso ao passado? Ele se foi há anos.
- Se eu estivesse por perto quando aquele carro o atropelou... – mordeu o lábio inferior, a imagem do menino jogado na rua o atormentou.
- Daí seria você dentro de um túmulo. E não ele. – Kain finalmente ergueu a cabeça para encarar o Guardião do Céu da Pulizia. – Pare de se remoer por algo que você não teve culpa.
- É fácil dizer. – ficou de pé e suspirou, indo até a janela para encarar o céu noturno. – Sabe quem eu encontrei hoje, lá na escola?
- Quem? – Frau perguntou sem muito interesse.
- Loue Sourblanc. – estreitou os olhos e colocou as mãos no bolso. – Ele parece melhor, depois do atentado que sofreu. – o rapaz conseguiu sentir uma leve aura assassina em volta de Frau, mas não mudou sua expressão facial. – Imagino quem foi capaz de atacar a Notte Bleu.
- Seja quem for, não vai sair vivo. – Frau disse friamente, levantando-se e virando as costas para Kain. – Eu não vou deixar.
- Hm. – Kain sorriu de canto assim que Frau saiu da sala. – Super-protetor. – murmurou antes de voltar a se perder em pensamentos e encarar o céu.
Um céu escuro, mais escuro que o normal. Densas e negras nuvens se acumulavam acima de Namimori, um vento frio começou a soprar de forma leve, mas causava arrepios nos desavisados sem jaquetas que andavam pela rua naquela hora.
- Está incrivelmente quieto hoje, não acha? – a voz da mulher era ouvida em todo o quarto, mas apenas uma pessoa estava presente além dela. – Nunca imaginei que viria pessoalmente para Namimori, Boss.
- Cale-se, lixo. – uma taça de vidro foi quebrada, porém a moça desviou e ela se espatifou na parede.
- Não precisa ficar estressado. – ela riu, pegando um caco de vidro do chão. – Vim só conversar.
- Sobre a guerra? – Xanxus suspirou, revirando os olhos. – Não me interessa essa luta besta entre você e a sua família, Deanna.
Casilda riu novamente. Ambos estavam no hotel mais caro da cidade, o chefe numa enorme cadeira like a boss, e Casilda... Bem, ela estava num banquinho de plástico.
- Sim, é sobre isso mesmo. – Casilda sorriu, brincando com o caco de vidro. – Vim avisar que vou ficar ausente da Varia até isso se resolver.
- Ótimo. – Xanxus fez um sinal com a mão, como se mandasse a mulher embora. – Me avise quando começar para eu poder dormir sem ouvir a sua voz irritante.
Casilda gargalhou ignorando a expressão zangada de Xanxus e se retirou do quarto, então foi alegremente cumprimentar os outros guardiões da Varia.
- Cas-chan! Minha querida! – Lussuria abraçou-a como se fosse a mãe dela. – Quer dizer que vai ficar longe de nós? Isso é muito injusto! – pequenas lágrimas escorriam pelo rosto do Guardião do Sol.
- Ushishishi... – Belphegor se aproximou, já jogando uma faca na Prima Pulizia. – Menos plebeus para ficarem no meu caminho, perfeito.
- Ei, ei. – Casilda sorriu, segurando a faca por entre os dedos. – Sei que vão sentir minha falta, mas logo estarei de volta! Enfim... – a moça procurou algo nos bolsos, então entregou um pacotinho para Fran. – Aqui, a Mary mandou para você. – o garoto olhou um pouco curioso, mas sem mudar a expressão facial de sempre.
- Obrigado. – abriu o pacotinho e viu um chaveirinho com um sapo na ponta. Fran suspirou, porém Casilda percebeu um leve rubor em sua face.
- Ah, Squalo! Seus filhos estão bem, tá? – a moça riu enquanto o albino cruzava os braços e virava o rosto.
- Hunf! Claro que estão.
Depois de um momento “família” da Varia, a Prima Pulizia saiu do hotel e começou a perambular pela cidade, ainda não queria voltar para casa. Andou para lá, para cá, entrou em lojas, comprou alguns lanchinhos até que chegou a uma pequena boate, oeste de Namimori.
- Que raridade te ver por aqui. – Casilda ouvia uma voz conhecida e riu. – O que deseja, Deanna? – o rapaz levantou do sofá, curioso e um pouco desconfiado.
- Vim a pedido do Roddy.
Ele olhou para o papel que Casilda lhe entregava. O rapaz era alto, tinha cabelos negros e olhos amarelos muito bonitos. Quando desdobrou o papel e leu, seus olhos se arregalaram minimamente e ele balançou a cabeça, incrédulo.
- Vocês não tem jeito.
- Bernardo, Bernardo. – a mulher andou em volta do mais novo e pulou em suas costas. – Isso não é novidade! – gargalhou, balançando as pernas enquanto ele suspirava.
- Sinceramente, eu não queria me intrometer, mas duvido que Eric vai ficar quieto. Principalmente depois que ele conheceu aquele loirinho... – revirou os olhos, guardando o papel no bolso. – Tenham cuidado. Sabe que Kayle está do lado do seu pai.
- Eu sei, como posso esquecer? Aquela lá quase cortou a minha garganta quando eu tirei um cochilo no sofá! – sorriu e soltou-o, colocando as mãos na cintura. – De qualquer forma, quem é esse “loirinho”?
- Ah, um garoto da Notte. – a Prima Pulizia olhou para Bernardo e ficou de boca aberta.
- Hm... Peraí, o fofo do Lion?? – ela começou a rir. – Tipo, olhos azuis, aparentemente frágil, parece ter em torno de 16 anos e dá uma enorme vontade de apertar as bochechas?
- Se não me engano, mais ou menos isso. – uma gota escorreu pela cabeça de Bernardo.
- Eu sabia que ele não iria resistir aos encantos do Lion-chan. – a Prima Pulizia ria, quase sem acreditar. – Enfim, faça-me esse favor, Bernardo. Estou contando com você e com o Eric~
- Ok. – o rapaz esboçou um sorriso, acompanhando Casilda até a porta. – Entregarei a encomenda o mais rápido possível. Até lá... Ahn... TENTE não se matar.
- Não prometo nada.
Enquanto Casilda saía da boate, o loiro que ela e Bernardo falavam olhava para a janela. Seus dois lobos, Kuri e Nikko, brincavam em cima da cama do rapaz, um correndo atrás do outro. Ele suspirou, encarava o moreno do lado de fora da casa, que estava sentado num galho de árvore.
- Eles parecem bem energéticos hoje. – comentou rindo.
- Sim. – Lion concordou, abrindo a janela e sentindo o vento bater no rosto.
Há quanto tempo ele recebia as visitas do moreno? Provavelmente, logo depois que ele saiu com Rick no meio da gincana esportiva. No dia seguinte, ele estava lá, esperando o loiro voltar da escola. Um leve rubor surgiu em suas bochechas e ele apertou o ursinho que estava em seus braços.
- Hey, Lion. – chamou-o, brincando com uma folha por entre os dedos. – Por que não vem aqui fora? – sorriu de canto, observando o menor.
Lion encarou-o pensativo, algo que talvez não devesse ter feito. Os olhos brilhantes e profundos de Eric eram enigmáticos, do tipo que faz você se perder com facilidade. Os cabelos negros, macios, voavam como plumas e o loiro teve uma imensa vontade de tocá-los. E o sorriso? Somente aquele movimento com os lábios já fazia o coração dele acelerar e corar mais ainda. Balançou a cabeça, o que estava pensando?!
- Ou talvez, me deixe entrar. – num piscar de olhos, o moreno já estava sentado no parapeito da janela, ao lado de Lion.
Assustou-se, dando um pulo. Se o outro não tivesse segurado-o, provavelmente o garoto teria caído do terceiro andar da mansão e se machucaria bastante.
- Obrigado. – falou respirando fundo, tentando se acalmar.
- Não foi nada. – Eric riu, pulando para dentro do quarto e acariciando a cabeça dos dois lobos. Lion observou em silêncio, geralmente Kuri e Nikko não aceitavam a aproximação de estranhos tão facilmente, mas parecia que eles gostaram do moreno. – Como o Sourblanc está? Trabalhando bastante como sempre?
- Ele está b-bem. Se recuperando do atentado que sofreu.
- Hm...
Lion arqueou uma sobrancelha. Eric sempre perguntava de Loue, todo dia, quase que o loiro se acostumou com aquilo. Mas por quê? Qual seria a ligação de seu chefe com aquele rapaz? Sabia que eles se conheciam, mas desde quando? E por que raios estava se fazendo todas essas perguntas se mal conhecia o moreno?
- Algum problema? – Eric olhou para o menor, sorrindo. – Está me encarando como se quisesse perguntar algo.
- A-ah! – corou na hora, apertando ainda mais o ursinho. – D-desculpa, não é nada.
- Pode perguntar o que quiser. – levantou-se e se aproximou do loiro. – Então, o que quer saber, Lion? Qual meu nome inteiro? Quantos anos eu tenho? Se sou solteiro ou não? – riu da face vermelha do garoto.
- E-eu...
- O motivo de eu sempre vir aqui? – Lion arregalou minimamente os olhos e o moreno suspirou. – Bingo.
- Você vem aqui... Para saber do Lo-kun, não é...? – perguntou receoso.
- Hm... Digamos que é por isso também. – falou pensativo, cruzando os braços.
- “Também”? – Lion piscou algumas vezes, confuso.
- Claro. Se eu viesse só por ele, seria mais fácil eu invadir o quando dele, não acha? – riu.
- Então você está aqui por causa... – não chegou a terminar a frase. Só de formulá-la em sua mente, seu corpo inteiro se esquentou, ficando mais corado do que já estava.
O moreno não completou a frase, pois havia olhado para a janela e pareceu entretido com o céu noturno, as estrelas brilhando calmamente na imensidão negra. Lion seguiu o olhar dele e viu uma estrela cadente.
- Hm... – Eric fechou os olhos brevemente e suspirou. – Fez um pedido?
- Não... Você fez? – perguntou Lion.
- Fiz. – o moreno andou até a janela e se debruçou no parapeito.
- O que pediu...? – ficou do lado dele, abraçando o ursinho de pelúcia que quase nunca soltava.
O que seguiu foi algo muito rápido para o raciocínio do loiro. Num gesto rápido, Eric segurou seu braço e o puxou para si, antes de seus lábios se tocarem, pode ouvir o outro sussurrar.
- Você.
Surpreso, Lion deixou o urso cair no chão. Seus lábios se encontraram com os do moreno, eram quentes, macios, exatamente como ele havia imaginado. Um beijo calmo, um simples toque, contato, nada mais. Ao se afastar, Eric sorriu de canto e pulou a janela, deixando um Lion vermelho e confuso para trás.
- O q-que...
E tudo escureceu. O garoto havia desmaiado.
Coitado, não? Alguém poderia ter ido socorrê-lo naquela noite, mas simplesmente não foi possível. Todos da Notte Bleu e da Distrune se reuniram apressados no salão principal, uns assustados, outros incrédulos, havia até aqueles que estavam se controlando para não bater em alguém.
- Tem certeza disso? – Loue foi o primeiro que se manifestou. Mary e John, pasmos, apenas balançaram a cabeça, confirmando.
- Isso foi... Cruel... – Dominique colocou as mãos sobre a boca, sem saber o que fazer.
- Como isso foi acontecer?! – Alleen cerrou os punhos. – Eles não vão sair impunes dessa!
- Acalme-se, Alleen. – Alphonse disse sério. – Não podemos fazer nada precipitado...
- Mas eles começaram! – Solarie disse irritada.
- E eles vão pagar. – uma aura assassina surgiu em volta de Lira, que fez todos estremeceram.
A grande notícia que eles haviam recebido de John e Mary era que, há duas horas, a base da Distrune, na Itália, foi invadida e destruída. Por quem? Pelo próprio Sesto Arcadio, Dante, pai de Gerard e Gilbert.
- O que... O que aconteceu com os meus pais? – Dominique perguntou apavorada.
- Eles estão bem. – John sorriu, tranquilizando-a. – O Dodicesimo e Gioia-sama escaparam pela passagem embaixo do QG, junto com todos os empregados.
- E agora, o que faremos? – Bianca perguntou tentando se manter calma.
- Provavelmente irão vir atrás de nós também. – Cornelia cruzou os braços, preocupada.
- Pretendemos escondê-los em uma de nossas bases russas. – Mary ajeitou os óculos, suspirando. – Está tudo pronto para a partida de vocês. Contatamos Akio, Katherine e Kelly também. Eles pararam com as investigações e logo estarão aqui.
- Vamos fugir?! – Akira arregalou os olhos. – Mas...!
- Akira, por favor. Sabemos que não concordam com isso, porém vocês devem lembrar o motivo de estarem aqui. – todos olharam para Dominique, que tinha uma expressão apreensiva no rosto. – Proteger a Tredicesima Distrune. Não podemos colocá-la em risco agora. Entendam, isso não é uma simples luta. – Mary estreitou os olhos, extremamente séria. – Isso é uma guerra!
Todos se mantiveram em silêncio. A mulher tinha razão, mesmo que quisessem lutar e vingar aqueles que morreram no ataque da Arcadio, Dominique precisava estar a salvo. Eles não podiam simplesmente abandoná-la...
- Eu não vou fugir. – os olhares voltaram a se direcionarem à Tredicesima. – Eu... Eu quero lutar, Mary! – Dominique disse decidida, respirando fundo.
- Mas, chefinha... – John começou, mas a garota não o deixou continuar.
- Eu vou de qualquer forma! – bateu o pé no chão. – Não posso deixá-los lutando sozinhos! Eu sou a décima terceira chefe dessa famiglia e o meu dever é estar junto com todos! – colocou a mão no próprio peito. – Nós somos todos uma família só, por isso não vou ficar de braços cruzados! Eu quero proteger aqueles que são importantes para mim!
Loue sorriu ao ouvir a resposta da prima. Como uma doença contagiosa, cada um que estava presente começou a se encher de coragem e determinação.
- Se ela vai, nós também vamos. – Cornelia deu um passo à frente.
- Com certeza! Eu estou pronta para acabar com esse chato do Sesto Arcadio! – Solarie deu um soco no ar, sorrindo.
- Quando a Dominique coloca algo na cabeça, vocês sabem que ninguém tira. – Loue riu.
- Ainda pretendem nos impedir? – Grégoire, que estava encostado na parede, de braços cruzados, ajeitou o chapéu na cabeça e sorriu de canto.
Mary e John se entreolharam, sorrindo, derrotados.
- Está bem. – Mary respondeu, por fim, sendo seguida por comemorações.
- Se vai ser assim, ouçam com atenção! – John riu, por alguma razão, ele sabia que iria acabar assim. – Iremos todos para a Itália, nos encontrar com o Dodicesimo. Lá, pensaremos numa estratégia e no que fazer!
- Arcadio... – Dominique olhou para a porta aberta da mansão, de onde se podia ver o carro de John e o portão. – Gerard, o que você vai fazer...? – mordeu o lábio inferior, preocupada.
Queimando por debaixo do céu azul, oito vultos surgiram por entre os escombros da base da Distrune. Sem ligar para onde pisavam, o que faziam ou o que iriam fazer em seguida, eles seguiram o homem alto que foi calmamente até o portão.
- Que fracotes. – disse uma mulher de cabelos vermelhos longos, suas mãos sujas de sangue. – Uma grande decepção! – riu sadicamente.
- Kayle, pare com isso. – Rennan repreendeu-a, franzindo o cenho. – Odeio quando ri desse jeito.
- Como se eu me importasse com a sua opinião. – Kayle revirou os olhos, prestes a começar uma discussão com o homem.
- Fiquem quietos! – ordenou uma mulher de cabelos curtos, olhos vermelhos como sangue. Usava um uniforme impecável e o anel em seu dedo denunciava que ele era a guardiã da névoa. Se fosse descrevê-la, podia-se dizer que ela parecia uma general de exército.
Kayle e Rennan se encararam por um tempo, então viraram os rostos para direções opostas. A mulher suspirou, pareciam duas crianças!
- Sim, duas chatas e bizarras crianças. – riu um homem de cabelos brancos. Ele era musculoso, muito bonito, usava uma jaqueta vermelha e uma calça jeans. Aparentemente, era o guardião da tempestade.
- Você está incluído nessa categoria, Collet. – respondeu a mulher, séria.
- E você está em qual, Eloise? A categoria das chatas e mandonas? – Collet desviou de um tiro e levantou as mãos, em sinal de rendição.
Os outros três guardiões apenas olhavam para os quatro discutindo. Um parecia não muito interessado no que ocorria, os outros dois apostavam para ver quem ganhava (respectivamente, Nuvem, Chuva e Trovão).
- Calem-se. – todos pararam assim que a voz forte do homem alto de cabelos prateados ecoou. Com uma aura que seria capaz de botar qualquer um para correr, ele virou-se para os outros sete. – Chega de idiotices.
Eles concordaram em silêncio. Os guardiões, apreensivos, tocaram em suas armas, apenas imaginando o que tudo aquilo iria resultar, enquanto Kayle sorria, estava sedenta para derramar sangue por aí. O Sesto Arcadio, sem esperar alguma outra reação, caminhou para fora do território da Distrune.
- Que a guerra comece.
Notas finais
BUH! Foram mais de 5000 palavras! x_x /batendomeurecorde
Eu realmente sinto muito pela demora, pessoal. Eu vou ver se esse ano fica um pouco mais tranquilo para eu digitar. D:
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AH, SIM! E agradeçam ao Zangetsu (aka Walker)!! Foi ele que me pressionou o tempo inteiro para fazer o capítulo de Alliierten! Te adoro, Zangetsu-kun! Esse capítulo vai pra você! *3*
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Ahn... Acho que não tenho mais nada para dizer... D:
Ciao, ciao! Até o próximo capítulo, minna-san! E, mais uma vez, DESCULPAAAA!!!! Ç-Ç
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