Alliierten: Maledizione Delle Fiamme
13 Distrune e Vongola - Criando Laços
Notas iniciais
Não tenho muito o que falar... Provas, ENEM, entrega de boletins, vestibulares chegando... Não gosto dessa época do ano. ;-;
Só quando tem festa. -q
ENFIM, espero que gostem do capítulo. Estou com um pouco de pressa porque amanhã tenho uma prova de história e não estudei nada! D: *chorando num canto*
Boa leitura! o/
Já fazia algumas semanas desde que os alunos novos chegaram. Não havia ocorrido nenhum problema durante esse período de tempo, exceto Hibari Kyoya ensinando as “regras” da escola para os novatos. Dominique não saia um minuto sequer do lado de Tsuna, irritando o braço direito do Vongola. Yamamoto ria quando via Gokudera gritando com a Tredicesima. “Desgrude dele!”, “deixe o juudaime estudar em paz!” e “o que você está fazendo aqui de novo?! Saia do quarto do juudaime!”, essas eram as frases que o Guardião da Tempestade mais dizia. Loue também não concordava com o fato de Dominique passar tanto tempo longe da mansão Distrune, afinal, a Arcadio podia atacar a qualquer momento e em qualquer lugar. Porém, como confiava no Decimo, acabava se conformando.
- Ei. – Klaus cutucou Mary e ela virou-se. – Impressão minha ou o Gerard está mal-humorado? – sussurrou apontando para o Settimo.
- Bem, ele parece estar tentando matar o professor com o olhar. – uma gota escorreu por sua cabeça. – Acho que sim. Ciúmes, talvez? – Mary segurou o riso para não atrair atenção para si. Eles estavam no meio de uma aula de física.
- Ciúmes? Por causa de a Dominique estar sempre com aquele tal de Sawada Tsunayoshi?
- Sei lá. Sempre achei que o Gerard gostava dela. – deu de ombros. – Imagino que aquela história de matá-la era só de fachada.
- Será? – Klaus olhou para Gerard.
O garoto rabiscava o caderno sem prestar atenção na aula. Em volta de si, uma aura maligna surgia e podia ser sentida a quilômetros de distância. Odiava física. Na verdade, só estava na escola porque Casilda o obrigou. Resmungou alguma coisa, bem baixo, e virou a folha.
- Essa aula não acaba nunca? – revirou os olhos.
- Eu queria estar em casa agora. – Gilbert resmungou. Estava sentado na frente de Gerard.
- Por que não ficou?
- Porque você não estaria por perto e ficar sozinho é chato. – Gilbert virou-se para trás e encarou o irmão. – Além de que se eu ficasse sozinho na mansão, todo mundo ia ficar enchendo o saco porque eles sabem que o Frau estaria lá. – suspirou irritado. – Deixando isso de lado, que desanimação toda é essa?
- Até agora, não tive nenhuma chance para matar a Dominique. – apertou o lápis com força. – Aqueles malditos guardiões dela não largam do pé, o Loue e a Notte Bleu também ficam sempre ao redor. E se não são eles, são os empregados da Distrune ou a Vongola. – veias saltavam em sua testa. – O que há com eles?! Eu não consegui nenhuma brecha, nada! – mostrou ao irmão todos os planos que ele havia rabiscado no caderno.
- É, está realmente difícil. – Gilbert olhou para o lápis quebrado na mão do Settimo. Pobre lápis. – Mas por que você quer matá-la mesmo? – perguntou coçando a cabeça.
- Ela me irrita. – Gerard disse de imediato. Cruzou os braços e encostou as costas na cadeira.
- Era só isso?! – Gilbert colocou a mão sobre a boca para não falar alto. – Tem certeza? Se fosse só por isso, você também estaria tentando matar a Deanna, o Roderich, o Kain, o Chaos, o Astaroth, o Grégoire, a Ciaran, a Lira e o nosso pai. – franziu o cenho.
- O que você está tentando dizer, fratello? – a irritação na voz de Gerard ia aumentando a cada segundo.
- Você sabe o que eu estou tentando dizer, não preciso falar. – deu de ombros. – Só quero saber se é verdade, já que estão todos comentando sobre isso. – aproximou-se e sussurrou no ouvido de Gerard. – Você gosta da Dominique, não é?
Depois de observar a cara inexpressiva de Gerard, Gilbert sentiu uma intenção assassina vinda do irmão. Começou a suar frio e voltou a olhar para o quadro, torcendo para que a aula realmente acabasse logo. Agradeceu a todo o tipo de deus assim que ouviu o sinal bater.
- Gilbert, espero que o Roderich tenha arranjado um bom plano de saúde para você. – Gerard estralou os dedos e deu um sorriso insano.
- Nunca pensei que um dia diria isso, mas... – saiu correndo deixando apenas uma nuvem de poeira atrás de si. – CASILDAAA! SOCORROOO! – balançava os braços de um lado para outro. – FRAU! KAIN! LOUE! QUE SEJA QUALQUER UM, MAS ME SALVEEEEEM!!
- VOLTE AQUI, TRAIDOR! – Gerard saiu correndo atrás de Gilbert e ia xingando-o durante o caminho.
- O que foi isso? – Loue olhava os gêmeos se matando no pátio da escola. – Hm? Hibari-san não apareceu, que estranho. – olhou ao redor, mas não achou o garoto.
A verdade era que, naquele momento, Hibari Kyoya estava um pouco ocupado para ir separar aqueles dois bichos idênticos. Numa localização mais precisa, um corredor perto da enfermaria. Ele parecia estar discutindo com uma garota.
- Eu vou te morder até a morte. – falou empunhando as tonfas.
- Pode vir. – Bianca podia ouvir as pessoas ao seu redor sussurrando.
- Mas ela não é cega? E ainda por cima, desafiou o Hibari-san! É louca, só pode! – isso só a fez ficar com mais raiva.
Tudo isso começou porque Bianca havia se perdido na escola. Hibari, vendo-a fora da sala, foi “conversar”, ou seja, disse que ela estava desrespeitando as regras de Namimori e iria mordê-la até a morte. A garota, não gostando do tom de voz dele, retrucou e assim chegaram à situação de agora.
- Caiam fora daqui ou vocês também vão sofrer as consequências. – Hibari lançou um olhar mortal fazendo todo mundo sumir em dois milésimos de segundo.
- Você não deve maltratar as pessoas assim. – Bianca, no fundo, estava aliviada. Todos aqueles alunos por perto olhando para ela incomodavam. Não que ela os visse encarando-a, mas sentia isso.
- Você não manda em mim. – aquelas palavras frias, inexpressivas. Bianca sabia que ele estava parado na frente dela por causa de sua voz.
- Não foi uma ordem, isso é questão de educação.
- Não venha falar de educação. Eu sou o líder do Comitê de Disciplina, sei disso melhor que qualquer um. – apesar de tudo, Hibari abaixou as tonfas.
Bianca deu alguns passos e começou a estapear o garoto. Este a olhou irritado e usou os braços para que ela não atingisse sua cabeça. No meio da briga, Hibird entrou por uma janela e cantou alegremente o hino da escola.
- O que é isso? – Bianca parou e virou a cabeça na direção do pequeno pássaro.
- Hibari! Hibari! ~ — Hibird pousou confortavelmente na cabeça do dono.
A garota de olhos brancos, curiosa, procurou a criatura que surgira do nada. Sem se lembrar do que estava fazendo antes, abaixou a cabeça e assustou-se quando sentiu uma respiração quente e calma perto de seu rosto.
- O que você está fazendo? – Hibari perguntou frio.
Os dois estavam próximos, muito próximos. Bianca, num reflexo, deu alguns passos para trás e acabou se desequilibrando. Para que ela não caísse, Hibari segurou-lhe o pulso, mas sem mudar a expressão facial. Ficaram assim por minutos, em silêncio.
- Poderia me soltar? Eu estou bem. – Bianca falou, sentindo-se desconfortável.
- Eu já soltei, herbívora fraca. – Hibari deu meia volta e saiu andando sem dizer mais nada. A albina tocou de leve em sua bochecha, seu rosto estava quente. Suspirou, que situação incômoda foi aquela!
Na sala ali perto, Akira carregava alguns livros que o professor havia pedido. Teria que levá-los até o outro lado do prédio, no laboratório de química. Estava um pouco pesado, ela tinha que admitir. Após cumprir seu objetivo, decidiu passear um pouco para passar o tempo. Em suas mãos, estava um mangá novinho que a garota estava ansiosa para ler. Quando achou uma boa sombra, sentou embaixo da árvore e simplesmente desligou-se do mundo. Somente tirou os olhos das páginas quando sentiu alguém observá-la.
- Quem está aí? – olhou ao redor. Estreitou os olhos, não havia ninguém por perto.
- Kufufu... – ouviu uma risada. Akira olhou para cima e encontrou um rapaz encarando-a. – O que uma garotinha faz sozinha por aqui?
- Garotinha? – observou o uniforme dele. Provavelmente, era de outra escola. – Quem é você?
- E você? Quem é? – ele sorriu de forma provocativa.
- Fiz a pergunta primeiro. – revirou os olhos. – Responda.
- Oya, oya. Que mal-humor. – ele pulou e pousou ao lado da Guardiã da Nuvem. – Rokudo Mukuro.
- Akira Von Bonovultz. – sussurrou.
Akira franziu o cenho. Sentia-se estranha, era como se não conseguisse sentir a presença do garoto parado na sua frente. Teve a vontade de socá-lo, só para ter certeza que ele existia, mas Mukuro foi mais rápido e se afastou.
- Não vá machucando os outros assim, do nada. – ele sorriu ao vê-la arregalar os olhos. – Você nunca sabe quando um inimigo pode ser mais forte que você.
- Como assim?
- Kufufu... Você logo verá. – deu alguns passos para trás. – Até logo, pequena nuvem. – e sumiu numa névoa de cor índigo.
- Ele... Um Guardião da Névoa? – Akira mordeu o lábio inferior. Saiu andando um pouco rápido. – Espero que nada tenha acontecido com a Do-pon!
Quando entrou na sala da chefa, sentiu um enorme alívio ao vê-la rindo e conversando com Tsuna. Aproximou-se lentamente cumprimentando Yamamoto e Gokudera.
- Aki-chan! – Dominique virou-se para ela sorrindo. – Aconteceu alguma coisa? Você parece incomodada...
- N-nada demais. – piscou algumas vezes. Será que estava estampado na cara dela a preocupação que estava dentro de si alguns instantes atrás? – Só encontrei um cara estranho. Ele tinha um penteado de abacaxi.
Tsuna engasgou e quase cuspiu todo o leite que estava tomando. Gokudera e Yamamoto se encaram, o italiano não estava feliz, o japonês parecia rir da situação. Depois de socorrem o Decimo, Akira continuou falando sobre Mukuro.
- Ele usava o uniforme de outra escola, surgiu do nada na árvore que fazia sombra para mim, tinha uma risada mais ou menos assim: “kufufu...”. – tentou imitá-lo. Tsuna estremeceu, tinha certeza de quem a garota estava falando. – Ele tinha a chama da Névoa.
- Espere um pouco! – Gokudera gritou assustado. Bateu na carteira e apontou para a Bonovultz. – Como você sabe sobre as chamas?!
As duas meninas arregalaram os olhos e fizeram a mesma pergunta ao garoto.
- Eu sou o Guardião da Tempestade do juudaime. – Gokudera falou com orgulho. – Nós somos a Vongola, a famiglia mafiosa mais poderosa que existe. – para comprovar o que dizia, ele ainda mostrou seu anel para elas.
- G-Gokudera-kun! – Tsuna tentou pará-lo, mas foi em vão. Balançou negativamente a cabeça. – Como as coisas foram ficar desse jeito? – sussurrou para si mesmo.
- Vongola? – Akira olhou incrédula para ele, mas logo estava com um sorriso enorme no rosto. – Que incrível coincidência encontrarmos outra famiglia por aqui.
- C-como? – Tsuna perguntou confuso.
- Sawada-kun, vocês são mafiosos? – Dominique estava em choque.
- Vocês também gostam desse jogo de máfia? – Yamamoto ria, ignorando o clima tenso ao redor. – É bem divertido!
Os cinco começaram a falar ao mesmo tempo, era uma bagunça total! Os outros alunos na sala encaravam o grupinho com gotas na cabeça. Suas gotas só aumentaram quando viram Lira desenhando pôneis e dinossauros no quadro-negro.
- Quietos. – Alleen entrou na sala e foi direto até eles. – Vocês são a Vongola, certo? E você é o Decimo, descendente do Primo? – Tsuna apenas conseguiu balançar a cabeça, pois palavra alguma saia de sua boca. Ele estava tão confuso que as coisas pareciam até girar!
- Quem é você para falar assim com o juudaime?! – Gokudera perguntou irritado.
- Alleen Salvatore, Guardiã da Tempestade de Dominique. – falou sem muito ânimo.
O albino encarou a Tredicesima com os olhos arregalados. Virou-se para Akira e depois para Alleen, até finalmente achar alguma coisa para dizer.
- De que famiglia vocês são? – ele rapidamente ficou na frente de Tsuna, tentando separá-lo das garotas. – Vieram atacar o juudaime?!
- Distrune. – Dominique sorriu. – Não viemos fazer mal a ninguém, Gokudera-kun! Eu só vim ver o Sawada-kun, mas não sabia que você estava envolvido nessa coisa toda de máfia. – encarou o Vongola, a alegria estava estampada em seu rosto.
- D-Dis... – piscou os olhos rapidamente enquanto digeria a informação. – VOCÊ É O TREDICESIMO DISTRUNE?! – Gokudera ficou tão branco quanto papel.
- Se você pensar que meu pai é o Dodicesimo e eu não possuo irmãos... É. – riu segurando as mãos de Tsuna. – Vamos fazer uma aliança, Sawada-kun! – propôs animada. – Eu sempre quis fazer uma.
- C-calma, Domi-chan! – Tsuna quase gritou com o susto. – Como assim? Vocês são da máfia?! Mas... Mas você não tinha uma saúde frágil?
- Isso não me impede de assumir o cargo. – Dominique fez um “V” com os dedos. – Se o meu corpo é fraco, é só usar a cabeça!
Já estava tarde, o céu tinha uma coloração alaranjada no horizonte. Chrome, vendo que logo seria noite, apressou o passo. Chikusa e Ken brigariam muito com a garota caso se atrasasse, ela carregava entre os braços a janta dos três. Quando virou uma esquina, apressada, acabou esbarrando num rapaz. Confusa, pediu desculpas antes de levantar.
- Não precisa se desculpar. – sorriu estendendo a mão para ajudá-la. – Você se machucou?
- N-não. – Chrome sussurrou encabulada.
- Para onde vai, senhorita? É um pouco perigoso andar sozinha de noite. – ele falou um pouco preocupado.
- P-para... Casa. – ela juntou as coisas que havia derrubado e estava pronta para sair dali correndo, afinal, Chikusa sempre lhe avisou que não devia falar com estranhos.
- Você se importaria caso eu lhe acompanhasse? – ele sugeriu. Chrome arregalou os olhos bastante surpresa.
- Não precisa. – ela balançou a cabeça negativamente.
- Eu insisto.
- N-não quero lhe causar problemas! – falou um pouco mais alto do que queria. Colocou a mão na frente da boca, como se estivesse repreendendo-se pelo seu comportamento.
- Não será problema algum. Se eu tiver certeza que você estará segura em casa, poderia ficar mais aliviado. E me redimir por ter entrado em seu caminho. – ele emanava uma aura calma, tranquila, que de alguma forma confortava a Guardiã da Névoa.
- C-certo... – ela começou a caminhar, o rapaz ao seu lado. Seu rosto estava um pouco vermelho, era a primeira vez (exceto quando conheceu Mukuro) que alguém era gentil com ela. Tsuna fora gentil também, mas Chrome não havia se lembrado dele no momento.
- Ahn... Desculpe-me se for muita ousadia perguntar, mas qual o seu nome? – ele falou, quebrando o silêncio.
A garota passou um tempo pensando se devia ou não falar. Mas qual o problema? Ele havia sido muito legal com ela!
- C-Chrome Dokuro. E você?
- Mikhul. – ele sorriu. – Mikhul Le Roux.
Os dois começaram uma tímida, porém descontraída conversa. Por não verem o tempo passar, ambos se surpreenderam quando notaram que já estavam parados na frente do portão de Kokuyo Land. Chrome abriu-o lentamente e virou-se sorrindo para Mikhul.
- O-obrigada.
- De na--
Ken gritou irritado, surgindo atrás de Chrome. Lançou um olhar mortal para Mikhul e continuou a reclamar. O rapaz pareceu não entender nada, mas notou que outro garoto se aproximava de Chrome.
- QUE DEMORA! – gritou o loiro. – EU ESTOU MORRENDO DE FOME!
- Acalme-se, Ken. – Chikusa ajeitou seus óculos e pegou as sacolas das mãos de Chrome. – Agradeço por tê-la trazido até aqui, desculpe o inconveniente. – ele fez uma rápida reverência a Mikhul.
- Vamos logo! Eu quero comida! COMIDA! – Ken saiu arrastando Chikusa e Chrome para dentro da Kokuyo Land.
Antes de eles sumirem de vista, Mikhul notou que Chrome lhe sussurrara alguma coisa. “Boa noite”, disse ela. O rapaz sorriu sentindo-se extremamente feliz. Deu meia volta e voltou para a mansão de Roderich, mas ele tinha certeza que iria passar por Kokuyo Land mais vezes.
- Credo, o que houve com vocês, mesmo? – Nea perguntou assustada. Encarava os dois Arcadios se contorcendo de dor enquanto a mesma fazia alguns curativos neles.
- Tentaram me assassinar. – Gilbert encarou Gerard.
- Descobri que há um traidor entre nós. – Gerard fuzilou Gilbert com o olhar.
A garota suspirou, aqueles dois não podia viver pacificamente como dois irmãos? Provavelmente não. Naquele momento, ela estava cuidando de duas crianças que não sabiam o significado de exagero. Pelo o que ouviu de Mary e Klaus, Gerard havia atacado Gilbert com uma carteira, enquanto o outro lhe jogava os vasos do clube de jardinagem. Ambos receberam uma suspensão de quatro dias (esse foi o único fato que os deixou alegres), mas felizmente não havia nenhum osso quebrado.
- Quem será? – ela se levantou quando ouviu a campainha tocar. Como ninguém abriu a porta depois de cinco minutos, ela mesma teve que ir. – Tentem não se matar! – falou para os dois antes de sair do quarto.
- Ah, oi! – o garoto sorriu assim que Nea abriu a porta para ele. – Aqui é a caso do Arcadio-kun? Dos dois, quero dizer. – ele olhou para a casa e deu um longo assobio. – É enorme!
- É sim. – Nea arqueou uma sobrancelha. – Mas quem é você?
- Ops, quase ia me esquecendo. – ele estendeu a mão. – Meu nome é Yamamoto Takeshi, estudo na mesma escola que o Arcadio-kun.
- Prazer. Nea Dio Mintio. – ela sorriu amigavelmente enquanto apertava a mão do moreno. – O que o trouxe até aqui, Yamamoto-kun?
Assim que ele abriu a boca, uma garota foi correndo até a porta e empurrou Nea para o lado. Ela sacudia as mãos de Yamamoto freneticamente.
- Yama-chan! Que surpresa vê-lo aqui! – os olhos de Akihisa brilhavam.
- Hisa-chan! – ele disse surpreso. – Não sabia que você morava aqui!
- Ahn... Vocês se conhecem? – Nea olhou de um para o outro e vice-versa.
- Sim, sim. – Akihisa respirou fundo para recuperar o fôlego. – Eu já fui uma vez no restaurante do pai do Yama-chan. Ah, como vai a Haru-chan?
- Vai bem! – ele riu diante da animação dela. – Continua tentando fazer o Tsuna aceitar que vai se casar com ela.
- Imagino. – Akihisa revirou os olhos.
- Com licença...? – uma gota escorreu pela cabeça de Nea. – Yamamoto-kun, você não quer entrar? Se continuar aí fora, pode ficar gripado.
- Não precisa! – ele retirou algo da mochila e entregou à Nea. – Eu só vim devolver isso. Parece que um dos gêmeos acabou derrubando perto da sala do clube de baseball. – Yamamoto se virou e acenou para as duas. – Agora preciso ir, antes que meu pai arranque a minha cabeça com uma faca de cortar sushi! Tchau! – ele riu e saiu correndo.
- ...O que é? – Akihisa olhou curiosa para o objeto nas mãos de Nea.
- ...Você não vai querer saber. – a mais velha escondeu o objeto no bolso e fechou a porta com pressa. – Agora, preciso me certificar que aqueles dois não destruíram nada. – sorriu e foi para o quarto como um raio. Akihisa arqueou uma sobrancelha, o que raios poderia ser aquilo que Yamamoto havia entregado?
Reborn entrou num restaurante, estava completamente vazio. Havia apenas um homem sentado perto do balcão, ele parecia encarar o Arcobaleno através do chapéu de couro que cobria seus olhos. O pequeno deu alguns passos, um pulo digno de atleta olímpico e ficou cara-a-cara com o desconhecido. Ou nem tão desconhecido assim.
- Desculpe a demora. – começou ele. Pediu uma cerveja, mesmo com o garçom lançando-lhe um olhar interrogativo.
- Sem problemas. – ele sorriu, retirando o chapéu. – Como vai o meu bebê?
- Dominique? Bem, ela tem passado muito tempo com o Dame-Tsuna e parece que hoje descobriu a ligação dele com a máfia.
- Como ela reagiu? – Julian perguntou preocupado.
- Cinco segundos depois que ela conheceu o futuro Decimo Vongola, já estava propondo uma aliança. – o homem riu aliviado. – Sua filha é um tanto... Espontânea.
- Prefiro minha Dominique desse jeito a ser uma pessoa séria, fria e mal-educada. – os olhos de Julian brilhavam como os de qualquer pai coruja. Reborn deu algumas leves tossidas.
- Sobre o que você queria falar comigo mesmo, Dodicesimo Distrune? – Julian retirou um caderno do sobretudo que estava usando, fazendo o Arcobaleno do Sol estreitar os olhos. – Isso é...
- Eu nunca imaginei que ela escrevesse tanto sobre um homem. – Julian entregou o caderno para Reborn. – Se o Secondo soubesse desse diário, com certeza teria matado o Primo Vongola usando somente uma maçã e um potinho com doce de leite. – riu enquanto o menor retirava o cadeado do diário.
- O que ela fala tanto? – ele folheou as páginas rapidamente, pretendia ler com mais calma quando chegasse em casa.
- Além dos tropeços de Giotto e as várias vezes que ele bateu o rosto na parede? Bem... Ela fala dos outros guardiões dele. Em especial, Daemon Spade. – Julian tomou um pouco de vodka e continuou a falar. – Parece que ele estava incomodado com ela, pelo o que eu percebi.
- Como assim?
- Daemon não conseguia se conformar pelo fato de Stella saber de todos os assassinatos que ele cometeu. Mesmo aqueles que ele escondia de Giotto, mesmo aqueles que nem seus subordinados sabiam. Ela sabia todos os movimentos dele, os mínimos detalhes. Como se...
- Ela tivesse conversado com os mortos? – Reborn completou a frase de Julian e, como resposta, o homem balançou a cabeça positivamente. – Hm... Por será que eu sinto que isso é algo mais profundo do que parece? – abaixou a aba do chapéu e deu um sorriso de canto, o brilho curioso reluzindo nos olhos negros do Arcobaleno.
Um garoto de aparentemente 16 anos caminhava pelas ruas de Namimori, conversava com alguém pelo celular. Com um meio sorriso no rosto, seus olhos azuis miravam o céu arroxeado enquanto ele tentava achar alguma constelação.
- Não, eu estou bem, mana. Cheguei ao Japão sem problema algum. – ele segurava firmemente uma mala com rodinhas e carregava em suas costas uma mochila. – O Ki-nii-chan? Deixa eu falar com ele. Ah, oi Ki-nii-chan! – o sorriso sumiu de sua face. – Não! Você não pode matar o meu Boss! – revirou os olhos e continuou a conversa, ninguém em volta dele parecia se importar com o garoto.
Depois de minutos no telefone, ele desligou. Suspirando, retirou um papel do bolso e leu o endereço. Não deveria ser tão difícil achar uma mansão, certo? Ele torceu para que não fosse.
- Hm? – Lion parou de andar e franziu o cenho. Discretamente, olhou ao redor procurando o dono de uma intenção assassina que, apesar de estar bem escondida, fora percebida por ele.
- Não devia parar no meio do caminho, você vai ser levado pela multidão. – um garoto falou, estava atrás de Lion. Ele tinha cabelos curtos, rebeldes e negros, olhos que pareciam o fundo do mar: não era possível ver exatamente o que ele pensava ou que tipo de sentimento ele possuía no momento. Usava uma camiseta vermelho-escuro, mas parecia meio rasgada.
- Desculpe. – sussurrou o outro dando um passo para o lado.
- Apenas cuide-se para não se perder. – o garoto deu alguns passos até ficar frente-a-frente com Lion. – O Japão pode ser mais perigoso do que você pensa, estrangeiro. É melhor tomar cuidado, a Distrune e a Arcadio estão por aí. – e rindo, ele saiu com as duas mãos nos bolsos.
Lion arregalou os olhos. Como ele sabia da máfia? Quando notou, sua surpresa foi ainda maior. A intenção assassina que havia sentido antes vinha do garoto que acabara de falar com ele! Ainda era possível vê-lo de longe e, como sua audição era incrível, Lion conseguiu ouvir o que ele dizia enquanto conversava no celular.
- Você está me irritando. – ele falou, porém, calmo.
- Não é hora para isso! – dizia a voz do outro lado da linha. Era de um homem. – Você precisa voltar para a mansão! Agora! Se descobrirem que você saiu sem avisar...
- Grande coisa. – ele bagunçou mais um pouco os cabelos negros. – Não quero ficar dentro de casa. É muito irritante ter que aguentar o Gerard... – deu de ombros.
- Eric! Comporte-se, ouviu?! – o tom de voz do homem se elevou. – Gerard é o Settimo Arcadio! Merece respeito, acima de tudo!
- Olha aqui: ele vai ter meu respeito só quando meu pai beijar a bunda da vaca que mastigou o pasto da colina do tio Sacchi! – bufou, quase desligando na cara do homem. – De qualquer forma, eu não vou voltar. Se for, você só vai me ver amanhã.
- Eric Floyd! NÃO SE ATREVA--
O garoto jogou o celular longe, acabou até acertando dentro de uma cesta de lixo. Com um sorriso travesso no rosto, ele atravessou o mar de pessoas que se acumulava nas ruas e sumiu de vista, sem deixar pistas de onde pudesse ter ido. Lion arqueou uma sobrancelha, qual seria a relação de Eric com a máfia? E, o pior de tudo: para onde ele foi?
Notas finais
Ainda bem que não demorei até o sábado para terminar esse capítulo, eu ainda tenho que fazer umas fichas para outra fanfic. '-'
Esses gêmeos Arcadio... Tsc, tsc. Espero que eles fiquem inteiros, pelo menos até o final da fanfic! e.e
E quem será o Eric? *musiquinha de suspense*
Gilbert: Não comece com os spoilers. ¬¬
Gerard: É. ¬¬
Eu: Tá. ;-;
Ciao, ciao! :D
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