All You Need is Leonetta

38 Um tiro, e uma briga.


Notas iniciais
Oiieh ! Gente, tô muito triste, o capítulo vai sair muito ruim. Boa leitura...

Por Ana :

Depois de ver minha irmã ser refém, não perdi tempo, liguei para o namorado dela.

– Alô, Leon? — Falei assim que ele atendeu, chorando, e ele percebeu.

– Oi Ana, o que houve? — Ele indagou tranquilo. Eu tive inveja.

– Você ainda tá perto do cemitério? — Perguntei

– Sim, por que? — Ele indagou, mais tranquilo ainda.

– A Violetta, tá sendo ameaçada! Ela tá de refém aqui no enterro! Ele vai atirar nela! — Falei, e percebi que a tranquilidade que ele tinha desapareceu.

– Ana, vou ir pra aí o mais breve possível. — Ele falou. — Tchau, e obrigada pelo aviso! — E desligou.

Por Matias:

– Senhor Laffonteine, entregue ela! — O policial disse.

– Não, ela me deve coisas! — Eu falei me referindo a ela, mais encarando o policial.

– O que eu te devo? — Violetta falou, aquela vadia estava sem medo, não esbouçou medo algum, em nenhum momento, mais quando rocei mais meu Calibri contra sua cintura de princesa, ela se inquietou.

– O notebook! O dociê. Isso que eu quero ! — Falei, me referindo aquela porcaria de dociê que German havia feito.

– Eu te dou! — Ela falou

– Não quero só isso, Castilho! — Comecei. — Quero vingar você, daquela égua da sua mãe, e daquele vagabundo do seu pai. — Terminei, roçando ainda mais meu Calibri nela.

Por Leon:

Cheguei ao enterro em poucos minutos, e procurei as viaturas. E lá estava, Violetta sendo refém, policiais fazendo negociações, e os irmãos inquietos dentro do helicóptero.

Lentamente me aproximei dele, muito silenciosamente, com medo de ser visto e atirarem. Me movendo de vagar, cheguei atrás dele. E era Matias. Esse filho da mãe, espero que não faça mais nada, pois se fizer, vai se arrepender. Nem que eu contrate um cara para matá-lo, mais na minha Violetta, esse canalha não vai tocar.

Dei uma joelhada nele por trás, fazendo ele cambalear, e atirar na Violetta. Só que errando o alvo, felizmente. Atingindo o pé da mesma. Parti pra cima dele, sem me importar com as consequências, e começamos a brigar, dar murros, e socos, e felizmente, a arma dele foi lançada pra longe, graças a policiais que apartaram nossa briga, e prenderam Matias, apenas com as algemas.

Quando me separei, me deparei com uma cena horrível, Violetta chorando, caída no chão, com seu pé tingido de vermelho. O seu sangue era vivo, o que me fez pensar: Foda-se os segredos familiares, depois disso ela não sai de casa sem mim.

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– Calma Castilho, vou fazer um curativo, e logo você sairá daqui de cadeira de rodas ou muletas, o que preferir. — A médica disse, e a mesma assentiu, ainda chorando muito. Logo depois, ela agarrou minha mão, e a foi apertando, a medida que a médica limpava seu ferimento. — Bom, vou solicitar seus equipamentos. — Ela se retirou

– Nada disso teria acontecido, se você tivesse me deixado ir com você. — Comecei, logo a vi me encarar, com o olhar de Desculpa. Logo após disso, ela começou a chorar, vermelha e soluçando..

– Você não entende. — Ela disse em meio a lágrimas, soluçando e escondendo o rosto entre seu cabelo, para que eu não visse seus olhos inchados.

– Não entendo agora, mais se você fosse mais compartilhadora, eu entenderia. — Falei, insinuando que a mesma só estava ali pois não tinha confiança em mim.

– Leon, eu estou em um labirinto, mais não consigo sair ! — Ela afundou as mãos na cabeça, e começou a chorar ainda mais.

– Se não consegue, peça ajuda ! — Falei. — Peça ajuda para mim! Caramba Violetta, lá iria ter dois enterros se eu não tivesse aparecido. Agradeça sua vida a sua irmã.

– Ele não iria me matar. — Afirmou ela com certeza.

– Não, só iria te dar umas azeitonas. — Falei

– Ele não iria me matar, Leon. Com a raiva que ele tem de mim, ainda tem muita coisa que ele precisa fazer. Ele não me mataria agora. Não mataria meus irmãos. Diz ele, que meu pai o fez sofrer, e ele quer que os filhos paguem por isso. Você não acha que de longe no enterro, ele não atiraria em mim? Ele queria sentir minha aflição. E não sentiu. — Ela falou ainda com as mãos no rosto.

– Desculpa, mais eu só peço que me contrate de Guarda-costas, por que do jeito que você é ameaçada, você pode sair de casa toda vez sem saber se vai retornar. — Falei.

– PARA DE FALAR ISSO! — Ela gritou, intensificando seu choro.

– É A PURA VERDADE! CARALHO, VIOLETTA, EU QUERO CUIDAR DE VOCÊ, EU PENSO EM NÓS DOIS. MAIS QUANDO VOCÊ SAI DE CASA, VOCÊ SABE DO RISCO QUE ESTÁ SE OPONDO E NÃO TEM CONFIANÇA EM MIM PRA ME FALAR O QUE ACONTECE COM VOCÊ. — Afirmei, no mesmo tom que ela. — ALGUÉM TEM QUE PARAR DE SER CRIANÇA, E ESSE ALGUÉM É UMA MENINA SE AFUNDANDO EM LÁGRIMAS COM MEDO DE MOSTRAR A PRÓPRIA CARA! — Me arrependi, e quis tapar minha boca e voltar 10 segundos antes, pra não ter falado isso.

– E ALGUÉM PRECISA ENTENDER.. — Ela começou — QUE A IGNORÂNCIA QUE ESSE ALGUÉM ESTÁ FALANDO COMIGO NÃO É COISA QUE SE DIGA A UMA GAROTA QUE ACABOU DE SER REFÉM E TER LEVADO UM TIRO. OU PRA UMA GAROTA QUE PERDEU SEUS PAIS E TEM PADRASTO QUE É UMA AMEAÇA, OU UM NOTEBOOK QUE FAZ COM QUE ELA DESCUBRA COISAS QUE A LEVEM ESSA "GAROTA" AO SUICÍDIO.. — Ela falava gritando e me mostrando seu rosto, cada vez mais vermelho e com mais lágrimas rolando. — SE FOR PRA ME DAR LIÇÃO DE MORAL, SE DÊ CONTA QUE MINHA VIDA É UMA MERDA! AS ÚNICAS COISAS BOAS DELA SÃO VOCÊ, OS MEUS IRMÃOS, OS MEUS AMIGOS E OS NOSSOS FUTUROS FILHOS. — Ela falou e eu me sentia cada vez mais culpado. — QUE QUEM SABE NÃO VÃO EXISTIR!

A sala ficou em um silêncio mortal, e ela afundou seu rosto novamente sobre suas mãos. Eu só ouvia seus soluços.

– Bebê.. — Falei me aproximando, acariciando seu cabelo. — Por favor, olha pra mim!

– Não quero Vargas! — Me causou um calafrio imenso, ser chamado de Vargas.

– Apenas me escute... — Supliquei.

– Não quero escutar! — Ela soluçava muito, me dava dó e pena, vê-la assim por minha causa.

– Se vai se fazer de difícil, por mim que faça Violetta. — Alertei. — Mais quero que saiba que tudo o que eu falei aqui, foi um alerta pra você confiar em mim. Você confia no Ramalho, em seus irmãos que você conheceu a... Uns dois meses atrás? — Suspirei. — E eu? Você não confia em mim?

– Claro que sim Vargas! — Que caralho, por que sempre Vargas?

Então. Motivo explicado, se quiser me contar qualquer coisa, pode contar. — Eu me sentia tão culpado. — Agora olhe pra mim, por que se você vai ficar se escondendo de mim pra sempre, não vai conseguir. — Eu afaguei seu braço

Ela levantou sua cabeça, me mostrando uma Violetta que eu nunca imaginava. Vermelha, com o rosto mais inchado que nunca, com seus olhos muito vermelhos, que eu fazia esforço para ver sua íris castanha. Seu rosto estava molhado devido a suas lágrimas, o que me fez pensar Vai seu otário, vai magoá-la de novo.

– Tá bom assim ? — Ela falou em um tom de deboche.

– Para de debochar. — Falei — Desculpa, desculpa por tudo.

Ela assentiu olhando pro nada.

– Violetta — Segurei seus ombros, e fiquei cara a cara com ela. — Me perdoa. — Falei suplicando

– Te perdoo Leon! Já disse que já. — Ela falou e eu lhe roubei um selinho.

– Obrigado. — Beijei sua bochecha, e comecei a falar de novo. — Não tá brava comigo, pelo fato de eu ter dito aquelas coisas.. Está ? — Perguntei, já pronto pra receber um Claro.

– Não. — Ela falou. — Apenas estou com dor.

– Quer que eu te traga algo? — Falei. — Uma toalha umedecida, uma água... Nada? — Perguntei.

– Não. Estou muito bem. — Ela falou, e fomos surpreendidos pela porta, que se abriu. Revelando a médica, com as muletas nas mãos. Ela nos encarou em um ar de dúvida, mais logo começou a falar.

– Aqui está Violetta. — Começou. — E aqui está sua alta. — Ela me entregou um pedaço de papel, cuja a letra era indecifrável. — Repouse bastante.

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Saímos daquele hospital, e eu a ajudei a movimentá-la até o carro. Segurando em sua cintura, para a mesma não cair. Assim que completamos o trajeto, adentramos no veículo. Apenas vi ela colocar as muletas no banco de trás, e pousar sua cabeça no encosto do banco. Dei partida no carro, apenas a observando, e quando me dei conta, já me encontrava na casa dela, e quando eu a mirei, ela estaa com suas pálpebras cerradas, e aparentava estar dormindo. E estava.

Com cuidado, a peguei no colo, e depois de um tempo, com uma mão, a segurei em meu colo, ela era leve. E com outra, peguei as duas muletas. Adentramos na casa dela, a onde cursei até seu quarto, subindo as escadas, e a coloquei na cama. Logo depois desci para a cozinha, e preparei 2 sanduíches de peito de peru com maionese, peguei algumas frutas e cereais e 2 copos de suco de maracujá, e subi, adentrei o quarto, e a mesma não estava lá, estava no banheiro, tomando banho. Fiquei pensando como ela conseguiu chegar até lá, até lembrar das muletas. Que burro heim Leon, que burro!

Fiquei brisando por alguns momentos, minha vontade era de entrar naquele espaço e dar banho na mesma, só que resolvi respeitar suas privacidades. Até que ela sai daquele espaço, e me deparo com uma menina frágil, vestindo um short verde-água e uma blusa branca. Eu conseguia ver seu sutiã de pano preto, que a deixava irresistível. Seu cabelo estava em um rabo-de-cavalo baixo, e no seu pé estava uma pantufa de coelhinho. Ela estava perfeitamente fofa. Ela caminhou pelo próprio quarto, com as muletas, sentando na cama em seguida e as colocando apoiadas na parede.

– Quer comer? — Indaguei.

– Quero sim. — Ela falou pegando seu sanduíche com um guardanapo, e comendo ele logo em seguida, parando-o de comer para beber seu suco. Eu fazia o mesmo, até que ela pegou as barrinhas de cereais e mordiscou uma. E por fim, comeu um pedaço de mamão-papaia.

Após comermos, nos deitamos confortavelmente. Assim, de conchinha, eu pude ter um caminho reto para seus lábios, ombro e seu pescoço. A onde beijei de leve.

– Boa noite fofa. — Sussurrei em seu ouvido.

– Boa noite bebê. — Ela murmurou.

Dormimos confortavelmente. Até meus globos oculares serem invadidos com uma fresta de luz solar.

Notas finais
Oiieh ! Amores, só esse por hoje. Agora vou pra igreja. Espero que tenham gostado :3 Até mais people.