All You Need is Leonetta
39 Um banho, e uma pergunta.
Notas iniciais
Acordei aos poucos, despertando meus sentidos muito lentamente. Assim que já me encontrava de pé, caminhei até o banheiro, e escovei meus dentes,e fiz minhas rotinas matinais. Quando acabei, me deitei de novo junto á ela, e comecei a espalhar beijos sobre suas costas, e mordendo levemente seu ombro. Ela soltou um sorriso digno de sigilosidade, mas eu percebi.
– Eu sei que você já acordou. — Murmurei em seu ouvido.
– É, acordei sim.. Eu me revirei procurando um peito pra me aconchegar, mais não achei. Pode me explicar? — Ela me encarou, trocando de posição e ficando cara-a-cara comigo.
– Posso. Eu acordei primeiro. — Falei juntando minha testa na sua.
– Por que não me acordou junto? — Ela disse em um tom manhoso.
– Por que você estava igual um anjinho dormindo, e eu não queria te acordar. — Eu falei e ela deu um gemido de reprovação. — Vai reclamar mais? — Conclui.
– Vou. — Ela falou atirada, me encarando.
– Então tá.. Você que pediu. — Falei e a ergui em meu colo, colocando sua barriga sobre o meu ombro, enquanto ela se rebatia e pestanejava, reclamando Ai isso faz cócegas ou você está tocando em lugares inapropriados.
Só quando estávamos dentro do banheiro que a soltei delicadamente no chão, e a prensei na parede mais próxima. Beijando seu pescoço.
– Leon.. — Ela pestanejou.
– Fique calada. Pois hoje tomaremos banho juntos. — Lhe roubei um selinho, aproveitando para alisar sua cintura.
– Boa ideia. — Ela falou me encarando com ar de desdem. — Me deixe só escovar os dentes.
Eu assenti e sai do banheiro, e depois de alguns minutos ela abre a porta.
– Pronto. — Ela falou e eu entrei, já com a mão na barra da sua blusa. — Posso? — Perguntei e ela assentiu. Tirei com cuidado sua blusa do pijama, revelando um sutiã de pano branco com um nome estampado. Pelo que li era Sexy Delicious.
– Me deixa tirar a sua também ô senhor Bam Bam Bam. — Ela falou já tirando, e depois ficando hipnotizada por ver meu peito nu, ou o meu abdômen definido.
– Violetta? Eu tô aqui bebê. — Falei a tirando das brisas, pois ela olhava somente para aquela região do meu corpo.
– Eu sei. — Ela falou balançando a cabeça com um sorriso estampado em seu rosto, logo após isso, pegou o cós do seu short e começou a abaixa-lo junto com a sua calcinha, e eu babava, só de pensar que tudo aquilo era meu. Somente meu. Repeti o gesto, tirando minha bermuda e minha cueca boxer.
Entramos no box juntos, e logo enchi a banheira, colocando sais de banho em seguida. Ela olhava para o meu membro, e eu acreditava que ela gostaria de fazer sexo matinal.
– Você quer? — Perguntei a encarando.
– Não. — Aquelas palavras me atingiram.
– Por que? — Perguntei olhando pra ela com cara de Por favor não me faça isso.
– Quero ter outra noite de amor com você, mais sendo pra valer. Não no meio de um banho. Mais depois, quem sabe. — Ela piscou pra mim e depois mordeu seu lábio inferior. Quando percebi a banheira quase transbordando, desliguei a água e entrei primeiro, depois oferecendo a mão para ela, para que a mesma entrasse e ficasse entre as minhas pernas. E ela o fez. Logo que se pôs assim, direcionei minha mão ao seu abdômen, começando uma leve carícia. Ela arqueou sua cabeça pra trás, mantendo um contato visual e um caminho andado ao meu pescoço, onde começou a acariciar minhas bochechas.
– Então, está com medo de rever o Matias? — Perguntei.
– Com muito medo. Sinto que como ele não teve sua oportunidade da primeira vez, quando sair da cadeia vai me procurar de novo. E dessa vez vai adiantar as coisas. Não vai me fazer refém, apenas atirar e pronto. — Ela falou confiante, mais sua voz estava trêmula e roca. Ela engolia tudo que falava em seco e logo depois, parou o contato visual, tirando uma das mãos das minhas bochechas, cessando suas carícias.
– Desculpe. Eu não queria tocar no assunto, mais acabei tocando, pois precisava saber o que você achava. — Passei as mãos em suas coxas de leve, sem chegar muito perto de sua intimidade, ela não queria, e eu por mais que quisesse a minutos atrás, não queria mais. Pois vê-la daquele jeito me dava muito medo, e tristeza.
– Nada não. — Ela falou arqueando seu pescoço e me dando um beijo no pescoço, em seguida de um beijo, apaixonado, com desejo e muito calmo. Mais senti o desespero naquele beijo, pois ela não relaxava igual das outras vezes, ela permaneceu ereta, como se não fosse capaz de mover nada além dos lábios.
– Eu vou fazer de tudo pra que você não sofra mais. — Beijei o alto de sua cabeça, quando retomamos a posição anterior.
– Embora você queira, não pode, infelizmente. — Ela olhava pra espuma, como um ponto fixo. Parece que tinha medo de me encarar, mais não era isso.
Para tranquiliza-la, repousei minha mão sobre seu abdômen e desci uns poucos centímetros. Pousando a mesma em seu ventre, a onde comecei uma breve carícia, e pude notar ela cerrando as pálpebras, apreciando o toque.
– Será que terei algo meu nessa região brevemente? — Sussurrei em seu ouvido, mordendo seu lóbulo em seguida.
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