All You Need is Leonetta
40 Mais um em nossa gangue.
Notas iniciais
– Não sei Leon.. — Ela voltou a olhar pra água, com medo de responder alguma coisa, mais suspirou e continuou a indagar. — Talvez sim, talvez não.. Mais seria perfeito!
– Também acho! — Inclinei um pouco minha cabeça e beijei sua bochecha, depois enterrando minha cabeça em seu pescoço, me embriagando com seu cheiro.
Ela ria com frequência e as vezes gemia, eu deveria lhe provocar cócegas e arrepios. E eu estava certo, pouco tempo depois, a mesma confessou minha suspeita. Assim finalizamos nosso banho, nos levantando da banheira e indo direto as toalhas, secando nossos corpos, onde saímos daquele pequeno espaço e nos dirigimos ao quarto dela.
– Preciso sair.. — Ela indagou. — Gostaria de vir comigo? — Finalizou, com um sorriso de orelha a orelha, querendo realmente que eu fosse.
– Claro! — Caminhei até ela e beijei sua testa, em seguida descendo minhas mãos que se encontravam em sua face, e as direcionar ao seu pescoço, as entrelaçando. — A onde vamos?
– Preciso ir no Ramalho, pegar uma coisa e conversar. — Ela falou, e eu pensei Que foda.
– Claro que eu gostaria de ir. — Alertei.
– Mais você vai, querendo ou não. — Ela sorriu, olhando em meus olhos e eu olhando nos dela. — Mas, depois do enterro.. — Ela parou e suspirou. — Gostaria que você me acompanhasse em certos lugares. — Finalizou, transformando seu olhar de felicidade, em um olhar de medo.
– Claro que te acompanho, fofa. Agora vamos nos arrumar? — Eu falei e rapidamente ela assentiu.
Em poucos minutos, trajamos nossas roupas, eu com uma camisa polo, jeans e FILA. Ela, com uma blusa regata branca, com um short jeans rasgado. Completamente perfeita, e nos seus pés, ela calçava um All Star cano alto preto e branco. Olhando para ela, me sentia feliz, pois em minha frente estava a minha Violetta. Finalizamos a "arrumação" e nos dirigimos ao Toyota dela.
– Eu quero que você dirija. — Falou me entregando as chaves.
– Pode deixar. — Abri a porta do passageiro para ela, e quando ela adentrou o veículo e se sentou, eu a fechei, e rumei para o assento do motorista. Dando partida no carro.
Foi tudo muito silencioso, ela mexendo em seu celular, eu atento a estrada, ela digitando no Toushcreen do mesmo, e eu com minha mão na marcha de seu Toyota. Assim, ela quebrou o silêncio.
– Olha, o que você ouvir lá, fica por lá. Ouviu ? — Ela falou me encarando.
– Pode deixar. — Afirmei.
– Olha, eu tô afim de mais tarde tomar outro banho.. Vai querer? — Ela brincou, já sabendo de minha resposta, com certeza.
– Você ainda pergunta ? — Indaguei e rimos juntos, até chegar na Yan Moraes 1290.
..............................................
– Aquele dia do enterro, levei seus irmãos pra outra casa que tenho do outro lado de Buenos Aires, e reforcei as medidas de segurança. — Ramalho falou, e eu fiquei tipo WHATS?
– E do que falaram ? — Violetta indagou.
– Falamos sobre Diego, Matias, Jade e sobre o dociê. — Como assim? Diego? Agora pensei WHATS? Only in the breeze. E ele continuou. — Diego está querendo mais que vocês caiam em sua trampa, e Matias foi aquele dia te fazer de refém, por que com certeza se Diego fosse, seria desperdício. Agora Matias está preso, e sairá mês que vem, por que pagou fiança. A Jade me ligou e falou que o irmão dela te ameaçou com o dociê naquele dia, pois com aquilo, você pode condenar o Matias a morte. E ele não quer isso. O dociê nas suas mãos Violetta, é uma arma mais poderosa do que qualquer faca, calibre, ou qualquer porrete que eles tenham. E agora, peço que você faças as cópias do conteúdo do notebook, e dê o notebook pro Matias. Se não ele não vá deixar você em paz. E da próxima vez.. Já sabe. — Caralho, cada vez mais me confundem nisso.
– Ok.. Então quer dizer que o Matias não mandou o Diego me fazer de refém, por que ele achou que não era pra expor ele daquela maneira. Ou seja, eu saberia que o Diego seria uma ameaça se ele fizesse isso, e por tanto tomaria mais cuidado, então, seria mais difícil ter o suicídio? — Ela indagou novamente e Ramalho assentiu — E não tem como eu oferecer dinheiro pra ele permanecer mais tempo preso?
– Não Violetta, infelizmente não. Pois se você oferecesse milhões para ele ficar por um período maior, ele saberia. E o Matias, tem comunicação com muitas pessoas. Uma gangue pode vir atrás de você, ou esse "bonde" pode invadir a delegacia. E isso é subitamente perigoso. O mais ideal, é que você contrate um segurança assim que ele for solto, ou caminhe sempre com o seu namorado. — Ele olhou pra mim, com cara de Segure o que é seu.– Embora não adiante alguma coisa. E se quiser uma dica, legalize uma arma. Ande com ela como defesa. — Ele concluiu.
– Pode deixar. Então, por que necessariamente, aquele dociê seria mais perigoso que uma arma? — Violetta indagou novamente.
– Pois tenho três palavras pra descrever. Christopher Walker. Miami. — Ramalho alertou. — Te lembra alguma coisa?
– Quando eles forem uma ameaça maior... — Ela começou, e foi desenvolvendo sua fala entre suspiros. — É... é por isso que eu precisarei ir pra Miami né?
– Necessariamente sim. — Ramalho indagou novamente, e novamente, e novamente.
– E em quando a Manhattan? — Violetta perguntou, esperando sua resposta. A esse ponto eu gostaria de ir embora, minha cabeça estava um breu.
– Marcelo Montenegro. Ele tem mais informações também, então, por enquanto você guarde esses dois nomes. Christopher Walker, e Marcelo Montenegro. — Ramalho concluiu.
– Então, na verdade... Ana Victória, Luke Nóbrega, Violetta Saramego, Christopher Walker e Marcelo Montenegro.. São uma gangue? — Violetta indagou com uma questão de interrogação.
– Você esqueceu. Ana Victória, Luke Nóbrega, Violetta Saramego, Ramalho Valdez, Leon Vargas... — CARALHO, O QUE ELE DISSE? — Marcelo Montenegro e Christopher Walker, são a gangue.
– Por que tem que envolver o Leon nisso? — É mesmo. Por que?
– Bom, se o Luke tiver uma namorada, ela fará parte da gangue. Se a Ana tiver um namorado, ele será parte da gangue. E você tem. — Ramalho falou. — Vai descobrir mais com o dociê. Mais por enquanto não pode ler. Por enquanto vocês tem a mim. E Leon... — Ele olhou para mim. — Você agora tem acesso a todo o conteúdo da gangue, do dociê, das ameaças... De tudo.
– Obrigado. — A única vez que eu falei algo, durante aquela conversa.
– Ramalho, seria estranho pensar que ele pode morrer em meio a isto.. — Violetta indagou.
– O que conversamos? — Falei de novo, e ela revirou os olhos.
– Olha, Violetta, quando você for ler o dociê, deixe Leon ler também. Ele participará de todas as reuniões. E é necessário isso. — Ramalho falou, entregando a ela, um papel. — Esse é um papel, normal. Sem nada escrito, mais você terá que deixar três códigos. Embaralhados. Assim como Luke e Ana.
– Por que? — Violetta indagou.
– Se algo acontecer com você, ou com seus irmãos, você terá que ter um código para a polícia. Com certeza, nessa gangue eu morrerei primeiro que você. Então, é isso. Deixe três códigos, e arme o esquema, pois qualquer coisa que acontecer com você, será útil pra polícia. Se ainda não entendeu, você bolará um esquema, é como um mapa. Teremos que segui-lo e desvendá-lo. E no código final, escreva sobre o dociê. Sobre seus amigos, seus irmãos, sobre o que a gangue discutia, escreva sobre tudo. Eu te prometo, que se você morrer, Matias e Jade, e a gangue deles, pagará por tudo. — Ramalho afirmou, e eu pensei Não, se a Violetta for morrer, eu terei que morrer primeiro.
– Ok Ramalho. Só isso? — Violetta indagou.
– Só. Agora em quanto o Vargas. — Vish, fudeu. — Você também fará o mesmo. — Ele me entregou um pedaço de papel. — TODA a gangue fará. — Ele deu ênfase na palavra: Toda.
– Ok, e qual é a gangue do Matias e da Jade? — Perguntei.
– Ah, queria muito que alguém perguntasse. — Ele começou. — A gangue deles, é : Diego Laffonteine, Jade Laffonteine, Matias Laffonteine, Eric Fusili, Helga Freitas, Ramon Murback, e o último. Tomás Herédia. — Ele finalizou, mais falou algo depois. — Até enquanto, só isso. Não me pergunte mais. Vocês não podem saber de muita coisa de uma vez, como já te disse, Violetta.
Fale com o autor