All You Need is Leonetta
46 Por que, Diego?
Notas iniciais
Caminhando um pouco mais rápido mais discreto, eu e Leon chegamos no carro.
– O que houve? — Ele indagou.
– O Matias está aqui.. Leon ele vai me matar! — Falei o abraçando-o forte.
– Ele não vai matar você.. — Leon murmurou me dando um beijo no alto da cabeça. — Ele deve estar atrás do que viemos buscar aqui. — Finalizou ele.
– Leon, ele vai me matar.. — Falei rouca devido ao choro, balbuciando aquilo em um fio de voz. Leon praticamente me arrastou o mais rápido possível para dentro do carro, e logo que ele me pos dentro do veículo, ele me beijou.. Um beijo tranquilizador.
– Não chore.. Milhares de pessoas aqui em Manhattan são louras. Você deve ter se confundido. — Ele acariciou minhas têmporas e minhas bochechas.
– Não.. Não me confundi. Leon, entre. — Falei levando minhas mãos ao meu rosto, secando as grandes lágrimas que já haviam se formado. Ele entrou dentro do veículo, me aliviando. Mas pra minha surpresa, vi o homem que eu tanto temia, ficar do meu lado, e apontar a arma para a minha cabeça, antes que Leon desse a partida.
– Olhe o que temos aqui.. — Ele balbuciou. — Finalmente, tenho a oportunidade de ver você viva novamente, Violetta Castilho. — Um temor envolveu toda a minha mente e corpo, até que tudo ficou preto, e eu não vi e nem senti mais nada, depois de perder a consciência.
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Acordei exausta, com meu corpo doendo e minha cabeça parecia um breu de pensamentos e a mesma doía subitamente. Olhei com dificuldade para a sala em que eu me encontrava, e vi que estava sozinha.
A porta se abriu, me causando um enorme arrepio, aquela seria a minha hora. Eu podia sentir.
– Venha Castilho, temos um encontro. — Ele anunciou. Pude ver sua face, e tudo encaminhava pra uma única pessoa. Diego.
– Por favor, não faça nada comigo.. — Implorei para aquele garoto, que não conhecia. Mas ao contrário, eu acho que ele me conhecia muito bem.
– Cale a boca. — Aquele momento, nos encontrávamos fora da sala. — Você é a única que resta, mais o meu pai me deu uma tarefa para completar antes. — Senti que iria vomitar, ou desmaiar novamente, mais não, nada disso aconteceu. Aquele período que eu orava para Deus, se fora. Pois eu jurava que estava indo para a sala da morte.
– O que você vai fazer comigo? — minha voz saía em um fio. Meu medo era enorme.
– Vamos dizer que... Espero que você seja virgem. — Ele enterrou a cabeça entre as minhas pernas. — Você é muito gostosa. — Falando isso ele subiu as maõs dele, subindo as mesmas lentamente por debaixo da minha blusa.
– Diego, por favor.. — Murmurei chorando. Eu sabia as tentativas dele.
– Você vai gemer e vai gozar muito. Eu te prometo. — Ele piscou pra mim. Eu senti pânico, temor, medo, aflição. — Mas eu não quero. — Eu falei e ele me calou com um beijo. Não retribui. Apenas mantive minha boca fechada, para ele não ter êxito.
– Retribua.. — Ele sussurrou muito perto de mim. — Se não quiser que isso se transforme em um ato totalmente agressivo. — Ele alisava todo meu corpo, eu tinha vontade de gritar, de chutá-lo e de morder alguma parte do seu corpo com toda força que podia, isso me daria algum tempo.
Tudo o que eu sentia, era completamente nojo. E isso se solidificou ainda mais quando vi ele desabotoar seu zíper, revelando sua boxer, e revelando também sua saliência, que era bem visível.
– Por favor, não! — Comecei a chorar mais ainda quando ele retirou, meu corpo latejava, mais não de prazer, era de medo, de ânsia de vômitos, era de todos os sentimentos mais sombrios, assustadores e horrorosos, com no qual nunca havia pensado sentir, ou passar.
– Eu quero sentir seu corpo, sentir seu gosto, sentir cada parte sua.. — Ele passava seu nariz pelo meu pescoço, apenas me irritando e me dando cada vez mais medo. — Me agradeça, eu poderia te dar um boa-noite Cinderela e te estuprar sem te dar prazer, mais não farei isso. Pois quero que você gema meu nome, até a hora exata.
– Eu não quero.. — Eu soluçava e arqueava a cabeça, tentando o impedir de realizar qualquer ato naquela área.
– Eu também não queria muitas coisas, Castilho. Mais é assim.. Assim funciona — Ele retirou a boxer, e eu fechei meus olhos para não ver aquele órgão. Me assustava muito sentir-lo dentro de mim, e a cada nova investida que ele me dava, eu pensava em Leon. Ele iria terminar comigo, terminaria tudo. Não olharia mais pra minha cara, e nem ouviria mais a minha voz.
Ele investia mais em mim, cada vez mais fundo, e eu pensava em Leon em todos os sentidos, as vezes a dor não era tão grande naquele momento, comparado a o que eu sentiria depois daquilo.
– Gema sua filha da puta! — Ele direcionou sua mão em meu rosto, provocando um estalo enorme naquela sala, onde só se ouvia suas estocadas e o encontro dos nossos corpos.
– Não me chame de filha da puta, eu nunca conheci a sua, mais também com certeza ela deve ser o oposto de você! — Falei ainda soluçando, ainda mais quando ele parou tudo o que havia feito, e havia me olhado com um olhar ameaçador.
– Eu te pouparia, Castilho. Mais não, você não merece isso. — Ele voltou a estocar, contra o meu corpo, e contra a minha vontade.
Meu corpo todo estremeceu a sentir aquele seu líquido quente e nojento me inundando, na hora, me veio a cabeça mais uma vez. Leon.
– O QUE VOCÊ FEZ? — Gritei
– Graças a sua resposta. Tomara que tenhamos um filho. Como seria o nome? — Ele falou me interrogando em expressão de irritação.
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Ele havia colocado sua roupa, e eu com muito esforço, coloquei a minha, meu peso na consciência estava nas alturas.
– Anda logo, vadia. — Ele falou, me puxando pra outra sala. Eu ainda chorava, claro. Eu acabo de ser estuprada e acabo sorrindo também?
Eu já tinha colocado minhas vestimentas. E meu corpo ainda latejava. Todo o meu corpo estremeceu, quando ao entrar naquela sala, ver todos.
Ana, Luke, Marcelo, Leon e Ramalho estavam presos por cordas. Ana chorava, Luke rangia os dentes para Matias, Marcelo olhava para o chão, talvez pensando em algo. Leon quando me viu, lançou um olhar de preocupação e alívio ao mesmo tempo, mais logo se desfez quando viu Diego entrar. Ramalho tentava negociar com um outro homem, mais não o distinguia, ou não conhecia.
– Fez o que eu pedi filho? — Matias lhe direcionou as falas para mim, e para Diego.
– Sim, claro. E Vargas, me desculpe.. Mais eu tive que experimentar o gosto dessa sua namorada, e aprovei. Me desculpe também, por comê-la primeiro que você. — Leon olhou com fúria para Diego, em seguida em um olhar de mágoas para mim. Eu acho que naquele momento, era o fim do nosso namoro. Era o fim da nossa história, e para melhor usar o meu vocabulário, era o fim de todos nós naquela sala.
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