All You Need is Leonetta
47 Nos preparamos para a briga.
Notas iniciais
– As coisas são assim.. Comemos uma, depois comemos outra.. — Matias falou, e a expressão de Ana olhando para mim se solidificou, apenas com um medo enorme. Diferente de mim, Ana era virgem.
– Vamos matar vocês, gangue miserável! — Marcelo se interveio.
– É? Isso se não matarmos vocês primeiro! — Matias apontou uma arma para ele.
– Calminha papai.. Vamos torturá-los.. — Diego disse em seguida olhando para mim.
– Verdade.. Agora, arquem com as consequências, pois vocês não vão ver a luz do dia amanhã, e se verem, vai ser quadrada.. — Matias me tomou das mãos de Diego, e me jogou em cima de Leon. — Aguente o que é seu, Vargas!
Leon me olhou. Ainda com a expressão de mágoa. Senti que era mesmo o fim, ele jamais me perdoaria.
– Pai, por que não vamos tomar um martíni? Aí eles ainda tem um tempo de se despedir um do outro. — Diego falou. — E Vargas, aproveite e termine com a Castilho. Você seria tonto se não fizesse isso.
Eles saíram, eu olhei para Leon, esperando uma resposta.
– Não posso.. — Ele me fitou, com uma breve expressão doce. Seus olhos estavam cobertos por um fino véu de lágrimas.
– Por favor.. — Abracei ele, como eu era a única que não estava amarrada. Eu achei meio que, burrice da parte da outra gangue..
– Não posso terminar com você.. — Ele indagou e no meio aos soluços, consegui sorrir e beijar seu rosto. — Sinto muito..
– Não, não sinta. Isso é horrível. — Falei limpando as demais lágrimas que saiam, e logo me agarrar a ele, o que foi estranho. Por que, ele estava amarrado.
– Violetta! — Luke indagou confuso, esperando eu me virar e olhá-lo.
– Oi Luke.. — Falei me virando para ele.
– Você é a única que não está amarrada.. Tente nos soltar! — Isso, esse bando de nós, e cordas grossas.. Minhas mãos delicadas não iriam conseguir..
– Luke, eu... — Eu comecei, mais ele me interrompeu.
– Tem uma tesoura, do outro lado aqui da sala. Não conseguimos pegar até agora pois Matias e Diego não saíram ainda! — Eu me levantei com o máximo de forma que podia, e procurei a "suposta" tesoura.
No meio daquela pouca luz, um objeto metálico chamou minha atenção. Peguei e lá estava ela. Uma tesoura enorme, junto com um canivete, e armas, tais como facas e tacos de beisebol. Pra que alguém queria isso?
– Achei. — Peguei a tesoura, constatando seu peso e me virando. Encontrando todos me olhando com cara de rápido.
Andei e me agachei perto de Luke, cortando as cordas com certa dificuldade, e logo depois que soltei, ele caminhou o mais rápido que pode até a onde eu havia achado aquele objeto. Pegando depois um canivete, para me ajudar.
Eu desamarrei Ana, e logo ela levantou e me abraçou, demonstrando seu carinho. Pouco tempo depois, Luke soltou Ramalho, e por fim, só faltava Marcelo e Leon.
Caminhei até Leon, e comecei a cortar suas cordas com a tesoura, e logo depois quando cravei a tesoura naqueles fios grossos, Ramalho veio até mim.
– Christopher sabe. Está mandando reforços. — Ele interveio.
– Como sabe? — Indaguei
– Eu falei para ele, sobrou um tempo quando ouvi Diego bater na porta da Yan Morares. — Ele falou.
– Temos que ser rápidos.. — Falei, apertei a tesoura com força, e os fios que envolviam Leon cederam.
– Bom, vamos lá.. Violetta e Ana, pro fundo da sala. — Leon falou em um tom autoritário. — Acho que a gente vai brigar muito com essa gangue..
– Eu cuido do Tomás. — Luke interveio. — Aquele outro garoto, que parece uma bicha feiosa.
– Eu vou cuidar do Matias! Esse otário não perde por esperar.. — Ramalho afirmou, em seguida pegando um canivete da área em que estavam as armas. — Tem tacos de beisebol aqui. São úteis?
– São. — Leon indagou. — Eu ainda mato o Diego. Por você. — Ele olhou pra mim, em seguida olhando para os outros. — Acho que o Marcelo ficaria pra proteger as meninas lá atrás, por que se vierem reforços..
– Eu vou, pra qualquer coisa eu estarei aqui pra bater nesses filhos da puta! — Ele pegou um taco, e se direcionou a mim e a Ana.
Pouco tempo depois, os três se dirigiram atrás da porta, apenas esperando algum tipo de sinal para começar. Eu e Ana nos abaixamos abraçadas, apenas querendo que tudo isso acabasse logo, eu imagino. Montenegro se agachou do nosso lado.
– Vocês tem pernas. O ponto fraco de todo homem é.. — Ele parou e sorriu. — Vocês sabem o que fazer.
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Depois de poucos míseros minutos, ouvimos falas vindo de trás da porta. Constatamos, só Matias e Diego falavam. Bom, pelo menos isso estava de um lado bom. Quando a porta se entre-abriu, ficamos em silêncio, esperando eles entrarem por completo.
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