Notas iniciais
Oiiieh .. hj talvez só de pra postar esse, então.. Boa leitura ^^

– Desculpe mocinhos.. Mais aqui só passa quem tem força! — Um dos quatro falou. Automaticamente, Ramalho bateu no primeiro dos quatro, e eles começaram a revidar. Luke e Montenegro foram para ajuda-lo, quando o maior deles se virou pra Violetta. Não perdi tempo.

– Se afastem! As duas! — Gritei me aproximando do garoto.

– Fiquei sabendo que o Diego estuprou sua garota.. Só tenho que lhe dizer que eu faria o mesmo! — Aquilo me despertou uma fúria súbita. Lembrei dos soluços da Violetta contando sobre o tal ato. O que eu fiz com o Diego, eu faria com ele sem delongas.

– É, esqueceu que agora ele está roxo e sangrento, só pra refletir seu ato. — Falei depositando minha maio em sua cara.

– É, esqueceu querido, eu tenho ali duas moças graças e indefesas.. — Ele começou a debochar — Depois de acabar com você, eu estupro e acabo com as duas. — Falou ele, e não me veio a cabeça só Violetta, mas também Ana. Depositei toda a minha força em cima dele, fazendo ele ficar no chão. Chutei sua cabeça e sua barriga, igual eu fiz com Diego. Mas agora, eu não esperaria pra fazer o que fiz. Eu rapidamente comecei a chutar seu órgão genital, o que fez ele gemer, mais se levantar de novo. Me dando um soco na boca. Doeu muito na hora, mais pensei nele abusando dela.. Ou da irmã, que era mais nova, ou de qualquer mulher.. Depositei um soco em sua barriga, fazendo ele cair no chão novamente, e chutei seu órgão genital mais uma vez, dando o golpe final, muito mais forte do que os outros..

Peguei a chave do seu bolso, e gritei.

– Vamos! — Esperei Violetta se aproximar de mim e todos largarem seus oponentes em questão de segundos, e começarem a correr. Quando no final do próximo corredor abri a porta, com a chave. Esperei todos saírem, e fechei a mesma de novo. Nos deparamos com a praça pública de Manhattan, movimentada. Fiquei imaginando como um lugar tão movimentado poderia ter do lado um local de tortura como aquele.

– Vamos, se não nos acham e acaba o nosso mundo. — indagou Luke nervoso olhando para a porta de trás.

– Vamos pro aeroporto, o melhor que podemos fazer. — Ana aconselhou começando a andar.

– Caralho, a gente tem um carro alugado aqui, tá. Não to afim de andar. — Violetta afirmou irritada, depois olhando pros lados.

– O banco esta muito longe daqui. Aconselho todos nos a irmos para algum hotel, descansar. — Ramalho alertou.

– Ok. — Responderam todos em uníssono.

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Pouco tempo depois, lá estávamos. Em um hotel indicado pelo Ramalho. Ele estava conversando com um homem, quando Violetta se aproximou de mim.

– Não sabia que você lutava tão bem. — Ela comentou com um sorriso forçado.

– Eu gerei aquela força pensando em você.. — Comentei em retrucação.

– O que você falou pro Diego.. Me surpreendeu.. — Ela indagou me entre-olhando, mais logo olhando pra baixo.

– Ele é um otário mesmo. — Abracei ela de lado. Beijando sua bochecha. — E eu faria isso por qualquer pessoa que eu amasse. — Sussurrei em seu

ouvido.

– Aconselho você a esperar carícias quando tomamos banho. Eu quero tirar o cheiro daquele monstro da minha pele. Depois me ajuda? — Entendi direito o que ela quis dizer.

– Claro. — alertei.

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Por Violetta:

Cá estamos, no nosso quarto. Entramos e ele era luxuoso, como o Hotel inteiro. Não teve delongas, eu simplesmente tirei minhas roupas quando ele trancou a porta, e entrei no banheiro. Cheguei lá e havia duas banheiras, uma do lado da outra, mais isso não viria ao caso. Simplesmente eu queria eliminar aquela colônia nojenta do meu corpo. Vi Leon entrando no banheiro, e depois fitando meu corpo com a expressão de desgosto. Ao encontrar seus olhos novamente, eles estavam cobertos por um breve fio véu de lágrimas.

– Como eu deixei.. — Ele começou. — Por que eu não dei partida aquela hora?

Senti muitas lágrimas brotarem, minha boca secar e eu sentir um no em minha garganta. Eu comecei a chorar. Sendo confortada pelos braços de Leon, que rodearam a minha cintura, e me fizeram dar de cara com seu peito desnudo. Apenas afundei meu corpo sob o dele, sentindo sua colônia, que não havia saído devido a tanto tempo ou suor.

– Não chore.. — Ele acariciou meu cabelo e em seguida me deu um beijo no alto da cabeça. — Por favor, eu prometo te oferecer mais proteção, mais carinho, mais amor, um bocado de tudo. — Ele afundou sua cabeça, pousando seus lábios levemente sobre a minha orelha. — Não quero as suas lágrimas, quero os seus sorrisos.

Isso me fez chorar ainda mais.

– Ainda sinto dor.. — falei, revelando meus sentimentos. — Ainda sinto a dor de ter sido dele, por minutos.. Ou por ter deixado ele fazer aquilo comigo, sem ter reagido. — Soltei um suspiro, seguido de soluços. — Leon, eu ainda, sinto os arrepios que entre me causava, ainda sinto o medo de ser morta, naquele momento.. — Ele me abraçou fortemente. — Só acho que fui tonta, ou que eu deveria ter feito algo.. — Finalizei, sentindo seus lábios pousarem em meu ombro e suas mãos alisarem as minhas costas.

– Compreendo. — Entre murmurou, me fazendo voltar a realidade por um momento.

– Mais tem uma coisa acima de tudo isso que você precisa compreender.. — Falei, me preparando para ouvir o pior.

– Diga, amor. — Ele falou se distanciando, me deixando soluçar e concluir minha tarefa de respiração, que estava complicada, talvez. — Ele... — Não conseguia pronunciar aquela palavra nojenta, que tanto me assustava. — Leon, ele.. — Olhei para ele, que estava com um ar de dúvida. — Leon, entre gozou dentro de mim.. — Quando revelei, sua expressão ficou sombria. — Leon, eu.. — não conseguia proferir as palavras que eu queria falar, então tive que pensar em outras. — Eu acho que irei ficar grávida dele.. — Desabei em lágrimas quando ele deixou o banheiro. Ele não poderia sustentar um filho que ele não teria gerado. Eu acho que agora, ele terminaria comigo. Comigo nesse estado, mesmo. Sem chão.

Andei até o quarto, constatando que ele estava buscando algo no guia turístico. Seria o aeroporto? Seria alguma rodoviária?

– Leon.. — Murmurei em um fio de voz. Eu tinha medo de ser deixada, ou de enfrentar tudo isso sozinha, ou saber que Leon não me pertencia mais. — O que está fazendo? — Perguntei secando algumas lágrimas que desciam em minhas bochechas.

– Precisa responder? — Ele indagou. Mantive calma mas também mantive um medo súbito após essa indagação. — Vou ligar para a farmácia. — Um alívio percorreu a minha espinha, pois com certeza eu sabia o que ele procurava. — Preciso te arrumar anticoncepcionais. Não vou deixar você ter um filho gerado ao estupro dele, quando teria que ter um filho gerado de amor por mim. Violetta, eu te amo. — Leon estava me surpreendendo ainda mais, ele mostrava a cada minuto que faria o possível para que ninguém me machucasse, ou para que ninguém ousasse faz nada de mal relacionado a mim.

– Eu também te amo.. — Murmurei caminhando até o quarto, me dirigindo a ele lhe dando um abraço apertado, e em seguida quando nossos olhares se encontraram, ele iniciou um selinho molhado, muito calmo, que por mais simples que tenha sido, me reconfortou bastante. Eu me sentia segura ao lado dele, eu me sentia completa. Passaria minha vida ao seu lado, ou a minha vida toda indagando suas qualidades inexplicáveis. Por mais que ele tenha mostrado isso desde o início, me senti tonta, idiota. Muitas vezes escondi dele meus segredos familiares, ou não levei ele a certos ou muitos lugares por capricho e orgulho. Se ele não estivesse no enterro da Olga, eu talvez não estaria aqui, e ele amenizou as coisas. O que poderia ter sido um tiro no peito, foi um machucado no pé. Ele a poucas horas, vingou o abuso sexual de Diego, por mim. Ele jurou que iria matá-lo, por mim, para me proteger.. Eu não o levei para Madrid pois tinha medo e queria amenizar tudo isto sobre a morte dos meus pais, mas ele não tinha. Eu fui uma completa idiota de pensar que ele nunca entenderia meus motivos, sendo que ele os entendeu desde o começo.. Ele nunca se queixou de passar horas comigo afundada em seu peito, chorando. Ele nunca se importou de passar dias seguidos me acariciando em forma de conforto e tranquilidade, mas ele queixava as minhas lágrimas.. E ele não havia terminado comigo no meio do sequestro, ou agora, pois ele havia e tem confiança em mim. Agora, acho que se visse ele fazendo algo de errado por seus motivos, terminaria tudo o que temos por orgulho, e desde o baile do Studio eu a maioria de vezes faço o que eu queria, quando eu queria, sem me importar ou ao menos pensar nele, e ele nunca havia reclamado nenhuma vez, embora eu merecesse passar a vida escutando sermões vindos daquele garoto. Meu arrependimento veio a tona, quando organizei isso em minha mente e comecei a chorar.

– O que houve, fofa? — Ele acariciou minhas bochechas e secou algumas de minhas lágrimas, me dando beijos pelo rosto e afagando algumas partes do meu corpo.

– Eu não te mereço.. — Indaguei confusa, admirando seus olhos castanhos-esverdeados me fitando em um ar interrogatório e curioso.

– O que está querendo dizer, anjo? — Sua forma de falar comigo, seus apelidos, suas carícias, seu vocabulário perfeito, suas palavras perfeitamente selecionadas para cada delírio que cometo, faço ou falo, entravam em mim de forma harmoniosa e convidativa, me chamando por vontade própria a beijá-lo e nunca mais descolar meus lábios dos dele.

Notas finais
Bem amores, comentem