All You Need is Leonetta
50 Juras, Revelações e Perguntas
Notas iniciais
– Leon, você sempre me escuta.. — Indaguei ainda com lágrimas em minha face, o que fazia ele frequentemente acariciar minhas bochechas em forma de eliminação, mais carinhosa. — Sempre me confortou quando eu mais precisei.. — Continuei me abraçando a ele, ficando cara a cara com seu pescoço. — Como está fazendo agora. — Sussurrei em seu ouvido, percebendo um suspiro vindo de sua parte. — Mais não sei se eu conseguiria ser tão perfeita, paciente e amorosa como você. Eu simplesmente não sei como retribuir seu gestos, e ser a esposa ou a mulher que você deseja.. — Virei para ele pronunciando meus sentimentos, e logo pude ver sua expressão de desgosto. — Tenho medo de errar.. De errar e não retribuir a você tal atenção, amor e carinho que a meses você me da incondicionalmente.. — Finalizei meu argumento, sentindo ele pousar suas mãos em minhas costas e em minhas nádegas, me levantando e me pondo na cama que se encontrava ao nosso lado. Ele ficou por cima de mim sem sobrecarregar seu peso completo, e acariciava as minhas bochechas e meus ombros a medida com o que eu chorava mais. Ele mudou sua posição, se deitando do outro lado da cama e me puxando para si. Me fazendo ficar sobre seu peito, e levemente o acariciei com meus dedos, apenas sentindo a respiração de Leon em meu cabelo e seu carinho em minhas costas, ouvindo seu coração bater de forma descompassada e rápida, me tranquilizando.
– Violetta — começou ele afagando minhas costas. — Você não vai errar. Nunca errou, só pensou demais em você mesma. Eu nunca questionei sua maneira de pensar sobre tudo, e nem de saber que no primeiro dia de aula, quando nos topamos você era uma garota completamente sensível e fútil, mais que mesmo assim me despertou temores e desejos, sempre com vontade de "quero mais" ou "quero te ver novamente breve." — ele afirmou e passou seu carinho das minhas costas para meu cabelo, talvez o bagunçando, talvez o embaraçando, mais seus gestos poderiam me quebrar, me rasgar ou até me mutilar por dentro. Sendo que seja vindo dele, seria e será um prazer bem vindo e gracioso. — Sempre aguentei suas falas, suas decisões, aguentei tudo, por que te amo. Eu sempre tinha vontade de barrar você toda vez que você passava por aquela porta para te proteger, mais você mesmo querendo, não permitia. — afundei minha cabeça em seu peito, sentindo novamente sua colônia aromatizada e doce tomar conta dos meus pulmões e do meu sistema respiratório. — Eu também já errei e peço desculpas.. Mas também volto a dizer que, eu não tenho medo de arriscar ter relacionamentos futuros com você, e nem futuros filhos, e nem uma futura vida, pois onde eu estou, se você estiver na frente ou atrás, de um lado ou de outro, você de um em um bilhão seria a que me daria mais felicidade, me proporcionaria mais prazer e amor, e tudo o que desejo. — Comecei a esboçar um sorriso leve e feliz de meus lábios, ainda encontrados sob o peito de Leon. Eu me sentia amada, como nunca ou me sentia feliz como nunca. Alegria e felicidade tomavam conta de mim. — E você é sem dúvida, de um milhão de quilômetros de distância, a única pessoa com quem tenho realmente vontade de pertencer e ter. — Finalizou ele, me dando um beijo no alto da cabeça, e logo acariciando minhas bochechas. — Eu te amo, minha querida. Só minha, e de mais ninguém. — Ele me levantou de seu peito cuidadosamente, e logo iniciamos um contato visual, seguido por sua mão que segurou minha nuca delicadamente e a lançou com ternura em direção aos seus lábios. Retribui o beijo de bom grado, sentindo ele inúmeras vezes parar o beijo e caminhar seus lábios e seu nariz pelo meu pescoço desnudo, onde somente um camafeu o cobria.
– Lembra disso? — Indaguei, abrindo o camafeu lhe revelando uma foto. — Se não fosse por esse dia, eu não teria sentido esses lábios perfeitos tão cedo. — Ele observava a foto que todos tiramos no dia do baile, foi esse o dia em que eu e Leon havíamos nos beijado pela primeira vez, havíamos trocado nossas juras de amor e principalmente, começamos a namorar. Fran havia me dado alguns dias depois que tiramos. Acho que toda galera tinha um, e quem não tinha dava um jeito de arrumar.
– Concordo plenamente. — Fitei seus olhos castanhos esverdeados, observando ele retribuir meu ato, encarando com uma expressão amorosa meus olhos castanhos.
– Nossos filhos teriam olhos de qual cor? Ou seja, que coloração seria segundo você? — quando ele tocava em assuntos como este, meu coração batia mais rapidamente, minha respiração ficava ofegante e meu estômago como uma bateria de samba. Eu o amava, amava o seu jeito de pensar em um possível futuro, pensar em um possível filho, pensar em uma possível vida a dois.
– Verdes.. — murmurei fitando seus olhos novamente. — Apesar que.. — Olhei para seu peitoral que estava nú, o que me fez soltar um suspiro. — Amarei nosso filho mesmo que ele nasça sem braços e pernas. Assim como amarei você. Mal importa seu passado, ou do jeito que você ficará ou poderá ficar no futuro.. — Ele me entre-olhou terno. Pude sentir seu rosto se aproximar do meu ombro, pousando sua cabeça no mesmo, e seus braços que rodeavam minha cintura me apertaram com mais força.
– Também posso dizer isso a você, Violetta. — Ele sussurrou em meu ouvido, mordendo meu lóbulo em seguida. — Vá tomando banho na frente, assim que terminar a ligação eu irei te acompanhar. — Ele falou se virando para mim. Não queria começar sem ele, por algum motivo.
– Não. Quero que você me acompanhe desde o começo. — selei meus lábios com os dele de forma breve. Apenas vi ele assentir, e logo pude ver e ouvir ele ligar e conversar com alguém da farmácia central. Assim vi depois de alguns minutos ele deslizar a mão na tela de seu iPhone, finalizando a chamada.
– Daqui a minutos estarão aqui. — Ele indagou me fitando serenamente. — Agora, vamos lá pra você relaxar. — anunciou ele me abraçando pela cintura, e nos dirigimos até o banheiro. Já estávamos sem vestes, então ele só encheu a banheira, enquanto eu estava perto. Assim que ele ligou a torneira, rapidamente ele passou as mãos pelo meu cabelo, penteando suavemente meus cachos semi-ondulados. A banheira rapidamente encheu. Ele se direcionou a ela primeiro, assim se confortando lá, e em seguida ele me chamou, apenas esperando eu me confortar em seus braços. Assim que fiquei entre suas pernas, apenas senti seu membro roçar minha intimidade, fechei os olhos e arqueei minha cabeça para trás, e também arqueando meu corpo e me virando, fazendo minha face bater em sua clavícula molhada, apenas sentindo sua respiração em meu cabelo, sentindo um simples déjà-vu a minutos atrás. Ele começou a jogar água para cima, não tão alto, mais o suficiente para molhar minhas costas e ombros. Não falamos nada. Aquele silêncio permitiu que eu refletisse sobre o que conversamos e sobre o quanto pensávamos igual ao outro. Viajando em meus pensamentos, ouvi entre balbuciar algo.
– Quando você topou em mim no Studio aquele dia.. — Começou ele. — O que pensou ou achou de mim? Olhando a primeira vista você imaginou algum futuro comigo? — Relembrei o momento, apenas pensando em como responder aquela pergunta tão simples, mas de significado surpreendente.
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