All You Need is Leonetta
52 Ilusões e prontamente realidades.
Notas iniciais
Comecei a chorar.
– Violetta — Alguém indagou, mais eu tinha medo de me virar e encarar a face dele. – Violetta, você está bem? — Eu reconhecia a voz, mais não conseguia assimilar. Dentre tudo eu estava traumatizada. Nada mexia em meu corpo a não ser meus olhos, que por ora miravam a faca, por ora Diego.
Apenas senti duas mãos segurarem meus ombros e uma boca beijando minha bochecha, senti medo de que fosse Diego. Minha visão estava embaçada, eu chorava com força apenas fitando o espelho, que ficava cada vez mais embaralhado. Parecia um desenho em um papel molhado. Não conseguia distinguir nada que estivesse acontecendo, mais o fato de ter pensado ou visto Diego me assustava, a ponto de me fazer querer me suicidar.
Pude me sentir sendo levada daquele banheiro para o quarto onde Leon e eu estávamos, e senti medo dele ter matado o Leon, e fosse me estuprar novamente naquele quarto. Contanto senti alguém me deitar em uma cama confortavelmente macia, enquanto seus lábios beijavam meu rosto e mãos secavam minhas lágrimas.
– Violetta, por favor.. O que está acontecendo? — Senti novamente alguém me chacoalhar, virando o rosto com coragem dessa vez, apenas para afirmar se realmente era Diego, ou Leon. — Violetta, o que foi? — Quando me virei, peguei Leon me olhando pálido e com uma expressão de preocupação, e quando me dei conta apenas me encontrava deitava entre suas pernas, recebendo carícias no cabelo, rosto e braços. Tudo aquilo passava de uma simples ilusão? Tudo aquilo simplesmente foi coisa da minha cabeça?
Quando me acalmei, não senti mais vontade de chorar, apenas sentia medo, embora Leon estivesse comigo eu sentia medo, um medo que não conseguia assimilar ou descrever, apenas um medo de ser morta, como milhares de vezes na minha vida.
– Melhor? — Ele murmurou beijando minhas bochechas novamente, e eu apenas assenti. — Quer me contar o que houve? — Completou, me fazendo recordar do ocorrido.
– Leon, eu vi.. — Murmurei, soluçando e rouca, devido ao choro. — Eu tive uma ilusão do Diego me matando.. Me perfurando com uma faca e fiquei com medo.. — Apertei sua coxa forte, embora soubesse que estava doendo. — Leon eu senti! — Falei revelando minha dor, e também meus sentimentos. Sendo atendidas prontamente com uma pequena carícia no meu joelho, revelando um pouco mais de calma, mais ainda medo. — Foi tão real.. — Seu corpo se aconchegou mais ao meu, e eu apenas sentia as carícias e seus lábios beijando o meu ombro.
– Foi só isso. — Ele sussurrou em meu ouvido. — Nada mais! — Seus consolos me ajudaram, mais apesar disso não conseguia parar de sentir o que sentia, ou de pensar o que estava pensando. — E por que acordou? — Suas mãos deslizavam pelas minhas curvas, apenas as acariciando em forma de carinho, me fazendo me sentir especial, amada.
– Eu sonhei com uma conversa do Diego e do Matias. — Revelei encarando sua face, a virando e ficando cara a cara com seus lábios. Fiquei observando e olhando aqueles lábios carnudos que tanto me faziam me sentir viva, que tanto me acalmavam. Em meio a isso, quando iria pedir por um beijo, Leon me deu um selinho em conforto. — Leon, eles vão voltar.. — Falei quando nos separamos. — Vão voltar e vão fazer pior não comigo, mais com outras pessoas. — Irei estuprar Francesca Reys. Essas frases ecoavam na minha cabeça como uma bateria de samba. — Eu sei, Leon! Eu sei disso. — Falei e logo pude sentir ele deitar seu corpo na cama, fazendo com que o meu também deitasse e ficasse em cima do seu.
– Nada vai acontecer com você... — Ele começou mais eu o cortei.
– Você disse isso, mais aconteceu. — Falei fitando seus olhos com uma expressão de ironia, mais ao mesmo tempo eu estava triste.
– Ok, então preciso rever minhas palavras. — Ele indagou confuso, mais logo tomou suas palavras. — Mais a questão é que isso foi uma ilusão e um sonho, e o que pode acontecer com qualquer um depende da realidade, Violetta. — Depois disso, me levantei de cima dele e caminhei ajoelhada sob a cama até me aconchegar em seu peito.
– Eu sei, Leon.. — Murmurei, sentindo sua colônia e esquecendo de tudo, por alguns segundos. — Só quero que esteja aqui pra me proteger de tudo, de todos, e sempre. — Beijei seu peitoral de leve, esboçando um suspiro discreto de sua parte.
– E eu vou estar, Violetta. Vou estar. — Ele acariciou meu cabelo, cravando seus dedos na minha raiz e suavemente as soltando, e fazia isso de novo e de novo.. — Só espero que se tiver outro pesadelo essa noite.. Me acorde, pois quero salvá-la de novo. De tudo, todos e sempre. — Ele se virou, me dando um beijo na testa e logo pude ficar de cara com seu peitoral e sentir seu rosto se apoiar na minha cabeça. Eu simplesmente senti seu aroma e seus braços me rodearem com mais força, e assim perdi a consciência.
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– Acorda, dorminhoca! — Leon sussurrou em meu ouvido e eu grunhi de cansaço, virando me para o outro lado e fechando meus olhos novamente. — Fique feliz! Hoje mesmo saímos de Manhattan, o Ramalho me contou. — Meus olhos se abriram com uma velocidade impressionante, eu simplesmente não acreditava o fato de sair daquela cidade, hoje.
– Ok, você venceu. — Falei, virando e olhando para ele. — Só que se não for incomodo, gostaria que você colocasse minha roupa em mim. — Fitei os olhos dele, que estavam mais escuros. Talvez de desejo, ou de surpresa. Mais estavam mais escuros.
– Com todo o prazer. — Ele se virou e colocou em mim o sutiã e a mesma camiseta em que eu estava ontem. Como eu não tinha outra e minha mala estava do outro lado da cidade, aquela era a única.
Logo ele pegou minha calcinha e a minha calça jeans e a colocou, deslizando ela pelo meu corpo depois fechando o ziper e os botões. Assim, colocou minhas sapatilhas e me ajudou a levantar.
– Preguiça sua viu.. Espera só quando for pra andar. — Ele brincou batucando seus dedos em cima da minha coxa.
– Nada não, querido. — Murmurei. — Obrigada
Logo fui até o banheiro, olhando o espelho novamente. Imaginando por que eu havia feito ou visto aquilo. Lentamente me desloco movi do lugar, penteando meus cabelos e em seguida escovando os dentes e lavando o rosto. Ainda sentia medo daquele pequeno espaço, e tomara que eu nunca mais o veja.
Quando saí do banheiro, Leon me esperava pronto. Eu não acreditava o fato de ter que usar roupas do dia seguinte, pois nunca havia feito coisa assim antes. Jogaria aquela vestimenta fora. Ela foi a prova de que algo realmente eu tinha sido violentada, e isso não me oferecia felicidade, pelo contrário, puro ódio e raiva.
Eu e o Leon fomos abraçados até o saguão, onde todos nos esperavam. Assim, Ramalho pagou tudo e nos pusemos fora daquele hotel, e em poucos dias, fora daquela cidade.
Um fato me despertou curiosidade. Enquanto andávamos, olhei para os lados como sempre fazia, levando meus olhos sem querer a um restaurante italiano.
Ele estava aberto. Aparentemente os cristais de enfeite e a parede vermelha com quadros antigos estavam a mostra. Rapidamente um frio e um calor me invadiram, sentia vontade de chorar de novo, mais não poderia fazer isso, a não ser outra coisa.
– Me esperem aqui. — Anunciei a todos me distanciando. — Tenho que ver uma coisa! — Atravessei a rua, me pondo em frente aquele estabelecimento chique, e logo adentrando aquele grande espaço, com o desejo de encontrar o gerente daquele restaurante.
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