All You Need is Leonetta
45 Ele aqui, me observando.
Notas iniciais
– O que é — Marcelo indagou.
– Uma chave e um código. — Falei meio que não muito surpresa, pois já tinha decifrado três, mais um, nenhuma diferença.
– Bom, então é só isso. — Leon avisou ao funcionário que havia nos atendido. — Vamos nos retirar.
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Bom, nos retiramos e nos despedimos do Montenegro, e logo após isso, decidimos caminhar por Manhattan.
– Hoje eu que pago o jantar. — Leon me avisou contente.
– Não, eu queridinho. — Falei em um tom desafiador.
– Não.. Se você me contrariar não vai ser bom.. — Ele falou já posicionando suas mãos no meu estômago, pronto pra me fazer cocegas. — Vai mesmo? — Ele me entreolhou ameaçador.
– NÃO! Não vou! — Falei praticamente gritando, e eu lembrei de quando Leon me fez cocegas pela primeira vez, e não deu muito certo, por que no dia seguinte vizinhos me perguntaram o motivo dos gritos. — Pode deixar, eu não vou..
– Bom mesmo senhorita Vargas! — Ele beijou minha bochecha e em seguida me abraçou de lado. Eu senti um arrepio quando ele pronunciou aquelas duas palavras...
– Do que você me chamou? — Eu falei querendo que ele repetisse aquilo que saiu da boca dele, a alguns segundos atrás.
– Senhorita Vargas.. Ou você não gosta que eu te chame assim? Ou você não vai casar comigo? — Ele falou olhando para o lado fingindo estar chateado, o que me deixou desesperada.
– Não Leon, é por que eu fiquei muito contente com o que você falou. — Tentei virar o rosto dele, mais ele não falava nada, apenas ria muito baixo, e eu notei que ele estava brincando. — Leon, CARALHO!
– O que? — Ele falou se virando para mim com o rosto vermelho. Acho que era misto de minhas mãos e sorrisos abafados.
– Você me assustou.. — Eu me agarrei mais a ele, o que fez ele se assustar, dessa vez. — Não gostei dessa sua brincadeirinha de mal gosto.
Saí andando o mais rápido que pude, ouvindo seus berros, e eu comecei a rir loucamente, mais pedi que ele não tivesse ouvido. Eu já sentia sua respiração em meu pescoço, e logo senti as mãos dele me rodearem, em cima dos meus braços, e tudo. Como se ele não quisesse que eu escapasse, ou me distanciasse de novo.
– Violetta, conversa comigo. — Ele falou suplicando. Na hora eu caí na risada.
– Caralho, você é burro heim.. — Me virei pra ele olhando sua face que era estupefata. — Eu estava brincando. Você brincou. Por que eu não?
– Por que fazer isso com homens tem certa consequência.. — Ele falou murmurando, pedi a Deus que ele não me fizesse cócegas no meio da rua.
– Que tipo de consequências? — Falei desafiando seu olhar, e logo mordiscando seu lábio inferior de leve, com meus próprios dentes para irritá-lo.
– Muitas.. Mais você verá de noite. — Ele sussurrou próximo a minha orelha, me causando calafrios, arrepios e excitação. Ouvir aquelas palavras foi completamente uma sensação perfeita. Logo após isso, ele mordeu meu lóbulo e direcionou seus lábios para o meu pescoço, chupando a minha nuca.
– Leon, caralho, para, com, isso, estamos, no, meio, da, rua... — Eu falei sussurrando entre uns gemidos baixos e outros. Quando olhei por cima do seu ombro, um arrepio muito grande correu pela minha espinha.
O loiro, estava lá, de trás de uma árvore, nos observando. Matias, estava lá em Manhattan. Ele havia nos seguido de Buenos Aires até aqui.
Rapidamente me soltei com maior força que tinha dos braços de Leon.
– O que foi amor? Viu um fantasma? — Ele gargalhou.
– Vamos embora daqui, agora. — Minha voz saía rouca e falha, eu não pensava. A ideia de ser morta, necessariamente agora, me impossibilitou de falar mais que isso.
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