All Wed Ever Need

7 Capítulo 7 - Nem tudo é o que parece


Notas iniciais
Eu quer agradecer as recomendações da Liliswan, ElyBahia e Karen Pattinson. Obrigada meninas fico feliz que vocês estejam gostando.
Espero que gostem desse capítulo e essa semana ainda tem mais.
Ah! Ouçam as músicas....e leiam as notas finais.
O capítulo está imenso!!!

Hiding my heart away — Adele

Teria que avisar Sue que estaria em sua casa pela manhã. Liguei e quem atendeu foi Seth que se alegrou com minha chegada e disse que faria uma surpresa para Sue, pois ela estava chateada com alguma coisa que não disse a ele e que minha visita a faria feliz, eu concordei e logo desliguei o telefone.

Não conseguia me acalmar depois de toda essa discussão com Jasper... será que ele não entende o que acontece comigo? Dei um soco no volante do carro. Que droga! Será que ele não entende que não é tão simples assim? O telefone tocou e pelo visor vi que era James e mais uma coisa para me preocupar, por que agora ele saberia de toda a minha conversa com Jasper. Burra! Nem lembrei do meu celular! Burra! Continuou tocando e eu simplesmente ignorei, com certeza era algum comentário absurdo sobre a minha discussão com Jasper.

Usávamos um sistema que ouvia toda conversa de uma pessoa mesmo que o celular estivesse desligado, como se fosse um microfone*. Em todos os celulares é possível esse procedimento, no entanto oficialmente somente o FBI e a CIA utilizavam,no entanto somente com autorização judicial poderia ser utilizado esse sistema, mas as coisas nem sempre funcionam sempre dentro da legalidade e isso é oficial. No meu caso além de ser rastreada por voz “quando” em missão também sou rastreada pelo celular com um programa que funciona como um GPS tudo isso para que Lála e Garret ficassem mais tranqüilos em relação à minha segurança o que eu achava um certo exagero já que quase ninguém sabia de minha ligação com ela ou com a ONG.

Respirei fundo e lembrei-me de como entrei no grupo de Garret. Na verdade tudo começou com o primeiro contato de Lála e sobre a sua história e de meu avô Albert. Ainda lembro da voz dela contando detalhes de uma história que poderia mudar tantas vidas principalmente a minha.

Meu avô Albert era americano e de família judia minha avó iraniana e de família mulçumana, ambos se conheceram ainda na universidade de Oxford, Londres. Ela fazia Direito e ele Jornalismo, assim que se formaram foram morar no Irã, ele foi repudiado por sua família por se casar com uma mulçumana. Na cidade de Teerã fundaram a ONG Amanhecer onde trabalhavam com direitos humanos e paralelo a ONG eles tinham seus respectivos trabalhos, Lála tornou-se a primeira juíza no Irã e Albert trabalhava na TV da capital. Em 1979 houve a revolução Islâmica promovida pelo aiatolá Khomeini* e minha avó foi destituída de seu cargo como todas as outras mulheres que tinham algum cargo de chefia no governo iraniano. Meus avós seguiram com sua luta pelos direitos humanos, porém agora com mais intensidade e voltado mais ainda para as mulheres e crianças. Meu avô morreu em um atentado no ano de 1982, logo depois que a guerra entre o Irã e o Iraque foi declarada. Minha avó ficou viúva e com três filhas em um país mulçumano. Por Albert ser um cidadão americano e por causa de toda tensão no Oriente Médio a sua morte foi investigada pelo FBI e Charlie foi designado para tal missão. Lá ele conheceu Reneé e logo se apaixonaram. Ficou provado nas investigações que a morte de Albert foi um atentado terrorista devido seu trabalho na ONG e assim que pode Charlie tirou Reneé do Irã e a trouxe para Seatle nos EUA, ele iacreditou que com a distância ela teria parado com o serviço que prestava para a ONG Amanhecer, oficialmente sim, no entanto ela não conseguia deixar o trabalho que custou a morte de seu pai sem mais nem menos. Ela também era jornalista, formou-se aqui nos EUA especificamente em Princeton, antes de conhecer meu pai. Depois que se casaram Reneé fazia seu trabalho na ONG à distância claro que sem Charlie saber, porém Lála não concordava com Reneé por se submeter a Charlie, no entanto não a questionava, ela acreditava e ainda acredita que cada um tem o seu caminho a seguir. Meu pai tentava evitar o máximo de contato com Lála e nossa família...ela só me viu quando nasci, depois ficou cada vez mais difícil, pois Charlie tinha medo de algo nos acontecer. Quando eu tinha seis anos minha mãe fez uma viagem para Moscou para ajudar uma amiga que estudou com ela aqui nos EUA e morreu por lá. Meu pai cortou todo contato com Lála e colocou-me em um colégio interno. Quando ela me descobriu no colégio ele me trouxe para Quântico onde eu tinha aulas com professores particulares. Meu contato era restrito a Sue e seus filhos, com os agentes que trabalhavam na Academia e com Charlie e mesmo assim quase não o via, pois ele estava sempre em missões ou dando aulas...eu sempre as assistia, escondida claro, mas as minhas preferidas eram as de Liam, adorava me esconder em seu laboratório cheio de computadores, grande parte do que sei hoje é graças a ele. Às vezes fugia e jogava bocha com umas senhoras em uma vila de pescadores próxima a Academia.

Enfim consegui ir para a universidade e depois do término do meu namoro com Chad meu pai me levou a uma viagem de “férias”, eu sei muito bem que ele estava em missão e sei também que foi Sue que o convenceu em me levar, no entanto aproveitei o máximo que pude na maioria das vezes sozinha e teve um lugar especifico que ficava na Turquia um tanto que distante de Istambul, mais ou menos uns 700 Km que me marcou muito foi a Capadócia. A visão dos balões no céu muito azul nas primeiras horas da manhã nunca me saíram da memória quase fez que eu perdesse meu medo por altura e me arriscasse a sobrevoar aquele pedaço de paraíso. Enfim foi em uma dessas manhãs mágicas onde eu contemplava os balões que Lála conseguiu um meio de me contatar, eu nem me lembrava da existência da minha família por parte de mãe e como Charles é órfão não tenho parentes por parte dele. Contei tudo o que me aconteceu desde a morte de minha mãe e Lála ficou muito triste com a rejeição de Charlie. Ali criamos um elo muito forte e convenci Charlie a me deixar estudar em Londres aleguei que estava sofrendo muito ainda por causa do fim do meu namoro e ele me enviou. Lá conheci minha tia Kate e Ava ficamos bem próximas, principalmente Kate que eu não conseguia chamá-la de tia, ela sempre tinha as palavras certas nas horas que eu mais precisava. Ela e minha mãe se pareciam com meu avô Albert, mas tia Ava é idêntica minha avó Lála que tinha os traços bem árabes. Tia Ava é extremamente compenetrada, séria e dificilmente você a vê sorrindo, no entanto tem um coração enorme, ela é casada com um homem muito gentil Christopher e quase não tive contato com eles, pois seu trabalho de diplomata na embaixada inglesa o fazia viajar muito e tia Ava o acompanhava em suas viagens quando não estava dando aulas na universidade de Oxford onde para todos os efeitos eu havia terminado meu curso. Eu tenho dois primos sendo que só conheci pessoalmente Hassan que trabalha integralmente na ONG e Said estava na universidade de Princeton e sempre nos desencontramos nunca coincidiu de nos encontrarmos no mesmo lugar.

E mesmo tendo sido praticamente criada por Sue e amá-la e por ter Seth e Leah em minha vida e os considerá-los muito eu ainda me sentia extremamente só, no entanto quando conheci toda a minha família senti algo como um sentimento de não ser “solta” no mundo. Quando conheci a Ong me apaixonei pela missão e entrei de cabeça, eu gostava de trabalhar diretamente com o resgate de pessoas, principalmente mulheres que eram mantidas trancafiadas por seus maridos tiranos.

E foi assim que conheci Garret e sua equipe, pois Lála só me deixaria participar das missões se eu tivesse o treinamento adequado e isso segundo ela somente com Garret um ex-oficial do SEAL* e com Efraim Shavit* ex-diretor da Mossad*. Eles montaram uma equipe e o treinamento é realizado em uma villa que pertence a Garret no sul da França.

O maldito treinamento é realizado em um ano e meio, onde uma pessoa passa pelas situações mais absurdas que se é possível imaginar. Eu fui a segunda mulher a conseguir completar o treinamento e a primeira a fazer parte da equipe de Garret, o que aconteceu com a outra mulher ninguém comenta é praticamente um tabu dentro do grupo. Lembro de James me desafiando constantemente durante o treinamento e devo admitir que pensei inúmeras vezes em desistir, teve um dia em especial que eu quase desisti, achei que por ser mulher eu seria incapaz de prosseguir, no entanto James me levou ao meu limite e quando eu quase joguei a toalha desistindo ele simplesmente abaixou a calça e qual não foi minha surpresa quando eu vi que ele não tinha a perna direita da coxa para baixo, sendo que ele fazia todos os exercícios e todos os treinos igual aos demais. Naquele dia aquele homem conquistou minha admiração. Ele também foi membro do SEAL, se aposentou depois que uma mina terrestre arrancou metade de sua perna, palavras dele. Eu não sei o que aconteceu conosco, depois desse fato começamos a nos dar bem, no entanto de um ano pra cá ele começou a me provocar tanto que não podemos nos falar por mais de cinco minutos que já estamos discutindo e sempre ele que começava a me provocar. Entfim tudo o que sou hoje devo principalmente a Lála que insistiu tanto para eu fazer esse treinamento, a Garret que sempre me incentivou e ao ridículo do James que quando pensei em desistir me mostrou que sempre posso ir além. O trabalho do grupo é resgatar pessoas como caso em que minha mãe foi morta e que segundo Lála isso aconteceu por ela não ter o treinamento devido e que isso não aconteceria comigo, pois eu estaria cercado por todos o cuidados que ela e Garret poderiam me proporcionar. Só de pensar nos absurdos que um ser humano pode proporcionar a outro pelo simples fato de ser malvado me dava um arrepio na espinha. Terroristas, psicopatas e assassinos em geral falavam em nome de um deus para fazer atrocidades com as pessoas.

Nunca me esqueço de meu primeiro resgate e da fisionomia de uma menina que aparentava ter aproximadamente dez anos, mas que na verdade tinha quinze anos. Ela vivia trancafiada em um porão desde os oito anos e pior de tudo o seu próprio pai a mantinha lá para se satisfazer de seu corpo tão esquelético que não entendia como a frágil garota suportou todo esse horror. A desculpa do infeliz é que a sua esposa teria sido morta em um bombardeio e ele não tinha como se aliviar, sendo que o infeliz tinha mais três mulheres dentro de casa. A garota juntamente com mais algumas outras crianças foi retirada da casa e quando ele a viu saindo a ameaçou e disse que a mataria. Eu acredito que ele pensou que fossemos da força de Paz e que não entenderíamos o que ele falava já que ele utilizava a língua local o dari, mas tanto eu quanto Garret tínhamos uma noção da língua, foi o que bastou, pois ele continuou com os insultos, a ultima coisa que lembro dele falando é que a mataria com uma granada em sua bunda, a garota voltou-se olhou para o homem depois se voltou em minha direção e o seu olhar me disse que ela já estava morta, assim que ela saiu eu retirei minha mascara deixei que ele me visse, falei em sua língua natal que não o mataria com uma granada enfiada em seu rabo para não desperdiçá-la, mas que ele morreria nas mãos de uma mulher para saber o valor de uma, ele me olhou com desprezo e cuspiu em mim. Não pensei duas vezes, atirei em seu pênis, virei minhas costas e o deixei lá sangrando até morrer. Sei que ele morreu por que a rede local de imprensa divulgou. Aquilo me deu uma dor de cabeça, pois Garret não aceitava o assassinato como um meio de justiça tanto Lála quanto Shavit eram indiferentes, pois eles já tinham visto tantas coisas medonhas que matar esses vermes não era nada demais, ainda assim tive que entrar em um programa que James apelidou de a hora do castigo, mas que segundo Garret seria para eu não ter minha consciência me atormentando, então eu fazia terapia, tai chi chuan e outras basbaquices para amenizar toda essa raiva em mim. Sinceramente...eu acredito que a morte é uma verdade que não podemos negar e ninguém pode adiantar a morte de outra pessoa, se aconteceu de alguém morrer é porque sua hora era chegada*, James vibrava com minha atitude diante desses fatores e dizia que eu era durona. Mas também eu não saia exterminando as pessoas por aí, só acontecia de alguém morrer quando resistia ou colocava a vida de alguém em risco, tanto do grupo quanto da vitima. E como dizem por aí bandido bom é bandido morto, N/A.(Adoro quando o capitão Nascimento diz isso!), então sem falso moralismo ou falso senso de justiça isso sinceramente não me abala.

Balancei a cabeça tentando afastar esses pensamentos, e a discussão que tive com Jasper voltou a me importunar eu detesto brigar com Jasper por que definitivamente ele é muito emotivo e ficará a semana inteira se remoendo, bem pelo menos agora ele tem Alice ao seu lado acredito que será mais fácil pra ele. Acabei rindo lembrando de nossas discussões, às vezes a impressão que tenho é que Jasper sente o que as pessoas ao seu redor estão sentindo só que potencializado fazendo com que ele sofra em dobro, era sempre assim, quando discutíamos no dia seguinte eu nem me lembrava o motivo e ele estava todo deprimido. Ainda com todos esses pensamentos nem me dei conta que já estava amanhecendo e bem perto da casa de Sue, e me sentia estranhamente apreensiva talvez pelo começo do curso ou talvez seja por que pela primeira vez em minha vida enfrentarei meu pai, pois não consigo nem imaginar sua reação quando ele souber que estarei por aqui.

Finalmente cheguei a casa de Sue e fiquei contemplando o mar, aquela visão me acalma, me traz paz e isso é algo que não tenho sentindo ultimamente, ainda mais depois que conheci aquele homem...até que fiquei bastante tempo sem pensar nele, talvez seja isso que eu precise, me focar em outra coisa e não na gostosura perfeita daquele homem. Respirei fundo e decidi entrar por que só em pensar no meu príncipe já começava a sentir um calor! Ah Isabella Swan! Você está tãããooo ferrada! Quando ia bater na porta Sue a abre, me olha com espanto e diz:

- O que você está fazendo aqui há essa hora? – eu ri.

- Eu também estou com saudades! Como você está? – eu disse ironicamente, ela me olhou envergonhada e disse:

- Oh! Querida me perdoe! É que eu vim ver se o carro do meu amigo ainda estava por aqui e...mas vem aqui e me dá um abraço sua desnaturada! – ela disse já me abraçando.

- Safadinha hein Sue! Agora é assim? Trouxe um amigo pra dormir aqui? E o que o Sr. Charlie Swan pensa disso? – eu disse em tom de deboche e ela me olhou brava.

- Deixa de besteira menina! O garoto tem idade pra se meu filho! E seu pai não tem nada haver com a minha vida. – ela disse com indiferença. Eu bufei e disse:

- Sei diz fala isso pra ele! E agora vai atacar os garotões é? Safadinha! – ela riu e me mandou entrar. Assim que entramos Seth desceu e me deu um abraço:

- Meu Deus! Esse menino não para nunca mais de crescer? Já está do tamanho do Jacob praticamente. – ele fez uma careta e disse:

- Ah Bella! Você me chamando de menino é broxante! Eu aqui cheio de amor pra dar e você me vem com isso? – ele disse todo preguiçoso.

- Que bobeira é essa Seth! Seria incesto esse pensamento seu! Eca! – nós rimos e Sue perguntou para o Seth:

- Você não viu o Cullen? Eu acordei ele já não estava mais aqui. Será que aconteceu alguma coisa? – ela estava preocupada.

- Não sei mãe ele não falou nada, mas olha lá tem algo ali no balcão. – ele disse e voltou a me abraçar. Ficamos conversando enquanto Sue ligava para alguém. Ele continuou: — Então...me conta já arrumou namorado? Quero saber de tudo hein magrela. – eu o olhei me fingindo de ofendida e disse:

- Ah! Então eu sou magrela?! Você vai ver só a magrela aqui te derruba e você nem vai saber como. – eu disse o desafiando.

- Isso é desafio Isabella Swan? Por que se você bobiar eu te derrubo e ainda te arrasto para aquele tanque de lama que tem lá nos fundos de casa. – ele estreitou os olhos e eu achei melhor não brincar com isso e comecei a rodear a mesa, logo estávamos correndo ao redor e começou uma gritaria só. Era sempre assim quando estava com Seth eu me sentia criança novamente. Sue chamou nossa atenção, pois ela estava conversando com alguém ao telefone, mas nós simplesmente a ignoramos quando de repente a campainha tocou. Seth foi atender comigo em seu encalço e nem acreditei quando vi Liam ali parado na porta. Me joguei em cima dele e gritei:

- Eu não acredito! Liam! Você aqui! Pensei que só o veria na aula inaugural de hoje a tarde! Como é bom te ver! – ele sorriu sem jeito, me abraçou e logo Sue chegou ao nosso lado.

- Olá Bella, que bom que chegou mais cedo. – Liam estava muito estranho, olhou para Sue que pediu que ele entrasse.

- Entre Liam, vamos tomar café depois conversamos. – ela disse em um tom muito sério. Eu estranhei, mas não quis comentar nada sobre isso. Então eu disse:

- E aí professor Sheppard? Preparado para as aulas? Estou tão animada! Já resolveram o probleminha com o sistema de vocês? Charlie já sabe que eu estarei por aqui nos próximos meses? – eu estava falando animadamente, no entanto estava bem apreensiva para saber a reação de Charlie. Sue e Liam trocaram um olhar tensio e eu disse:- O que está havendo? Aconteceu alguma coisa? – eu estreitei meus olhos e Sue disse:

- Depois do café Bella, por favor.- tudo estava estranhamente tenso e até mesmo Seth que é sempre alegre estava calado. De vez em quando Seth ou Sue perguntava algo e eu respondia com monossílabas, eu tenho certeza que é algum problema com Charlie e eles estavam tentando me esconder. Eu acabei de tomar meu café, cruzei minhas mãos em meu queixo e perguntei:

- Quem vai começar a falar o que está acontecendo? – olhei para Sue e Liam. No mesmo instante Sue olhou para Seth e ele levantou as mãos em sinal de rendição e disse:

- Ok, eu já entendi essa é a minha deixa para sair. Eu vejo você ainda né? – ele disse sorrindo.

- Claro Seth. Quando você voltará para NY? – eu perguntei docemente.

- Eu sairei daqui amanhã depois do almoço e depois volto para o meu covil. – nós rimos e Sue o olhou feio. – O que? Eu não sou descendente de lobos? Então Dona Sue foi isso que eu quis dizer. – ele abraçou a mãe e disse: — Não preocupe mãezinha eu ainda sou virgem não é verdade Bella? – ele nem esperou eu reponder saiu dando risada. Assim que ouvimos batendo a porta da sala batendo eu me voltei olhei para os dois e perguntei:

- Quem vai começar? – os dois se entreolharam, Liam hesitou, mas começou:

- Veja Isabella é um problema que já estamos resolvendo e bem você não tem que se preocupar com nada...- eu o interrompi.

- Pare Liam! E não me chame de Isabella. Veja você...tem algo acontecendo e eu tenho certeza que isso diz respeito a mim. Então eu vou perguntar novamente: quem irá me dizer o que está acontecendo aqui? – eu disse firmemente. Sue deu um suspiro resignado e começou a me contar as idiotices de meu pai. Eu nem me surpreendi com nada do que ela me disse mesmo sabendo que ela estava amenizando e muito, pois de vez em quando Liam bufava e a olhava repreendendo. Por fim eu olhei para Liam e disse:

- E o que você está fazendo? Está deixando tudo para trás e indo embora? Voltar para Whashigton? Aqui é o seu lugar! É aqui que você sempre trabalhou e mesmo que Charlie seja um grande ingrato você tem que fazer isso por você Liam. Não espere nada de ninguém, mas faça o que tem que ser feito por você! Aquela Academia é sua vida! – Sue me olhou com orgulho.

- Você se tornou uma mulher Bella. – Liam disse com pesar. Eu o olhei espantada.

- E isso é ruim? – eu estava atônita. Sue riu e disse enquanto me abraçava:

- Não minha querida, isso significa que nós envelhecemos. – ela disse docemente. Eu abracei de volta, olhei para Liam e disse:

- Mas pense em algo bom, você terá a honra de dar aula para mim. — eu disse presunçosamente. Ele riu e disse:

- E? – ele fez um gesto para que eu continuasse.

- E quando eu estiver fazendo o meu grande discurso de primeira colocada irei citar o seu nome agradecendo por tudo o que fez por mim. – eu disse com um ar arrogante.

- Cadê a Belinha toda tímida, com óculos que mal conseguia falar com as pessoas sem gaguejar? – Liam disse surpreso. Eu ri amargamente.

- Essa meu amigo morreu faz algum tempo e vou ser sincero eu gosto mais de mim assim. – Sue e Liam se entreolharam e Sue disse:

- Eu tenho que ir mais cedo para a Academia teremos uma reunião antes da aula inaugural e você Isabella não tente mais nenhuma gracinha. – ela disse brava, eu sorri inocentemente e ela continuou: — Por favor, Bella eu te conheço, não faça nenhuma bobagem já chega de tanta confusão. – ela disse preocupada.

- Eu não faço idéia do que você possa estar falando, mas tudo bem eu a verei na aula inaugural. – eu disse tentando não demonstrar que minha vontade no momento era fazer algo para deixar Charlie Swan muito irritado.Sue olhou para Liam e disse:

- Fique com ela e pelo amor de Deus não a deixe fazer mais nenhuma besteira e a mantenha longe de computadores. – ela disse e subiu para o segundo andar. Eu olhei para Liam e disse:

- Você nem tente me impedir. Ele merece uma lição e eu não deixarei isso barato...- fui interrompida por Sue.

- Você não irá fazer nada Bella. Você irá comigo eu não a deixarei aqui sozinha com Liam. – ela me segurou pelo braço e saiu me arrastando. Percebi que Sue é bem fortinha. Eu olhei para Liam e ele deu de ombros. Eu revirei os olhos e ela continuou: — E você Liam vai até aquela reunião e fala com Charlie...- ele a interrompeu.

- Eu não vou a reunião nenhuma e concordo com Bella, Charlie realmente precisa de uma lição eu estou cansado de seus modos grosseiros e sem noção. – eu o olhei assustada e disse:

- É isso aí Sheppard! É tempo de se rebelar! Vamos mostrar a ele que não pode brincar com as pessoas assim. – Sue nos olhou horrorizada.

- Ah Meu Deus! Eu estou lidando com adolescentes revoltados agora! Vocês dois vão comigo! Agora! – quando ela fala assim ninguém ousa desobedecê-la. E pensando bem era até bom eu ir com ela, assim Charlie não saberia se eu já havia chegado ou não.

A minha intenção quando decidi entrar para o FBI era de estar mais perto dele, no entanto ele já mostrou que sua vontade é me afastar mais então ele que agüente as conseqüências. Acreditei que estava na hora de reconstruir nosso relacionamento, mas ele mais uma vez me decepcionou e eu não vou ficar correndo atrás dele como Jasper disse. Mas vou infernizá-lo, Charlie terá que lidar com as conseqüências de suas escolhas. Sue me olhava desconfiada e eu fingia que não estava acontecendo nada, de vez em quando eu e Liam nos olhávamos e caíamos na gargalhada a deixando realmente preocupada. Liam foi dirigindo o carro de Jasper, onde estavam todas as minhas coisas, Sue sentou com ele na frente e eu fui atrás contemplando a paisagem.

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Chegamos na Academia, eles se identificaram e Sue achou melhor ocultar que eu estava por ali o que só iria contribuir para eu fazer alguma coisa mais intensa. Eu estava pensando desde explosões a incêndios de grandes proporções tamanha a minha raiva. Eu suspirei, a quem eu queria enganar? Eu amo esse lugar quase como se fosse meu lar não poderia fazer nada contra tudo isso. Respirei fundo e imagens de minha infância em Forks invadiram minha mente, minha mãe dizendo que eu parecia tanto com meu pai que provavelmente seria uma agente do FBI como ele, depois eu aqui na minha adolescência e minha paixonite por Liam, minhas aulas de krav maga com Ziva (adoro CSI), eu assistindo as aulas de Charlie escondida e maravilhada como ele amava o que fazia, não adiantava eu inventar qualquer desculpa para estar aqui, na verdade esse foi meu sonho durante todo esse tempo. E eu irei mostrar a meu pai que posso ser uma boa agente não por que ele assim o é, mas sim por que eu nasci para isso. Chegamos a uma sala que suponho ser um almoxarifado, Sue olhou pra mim e disse:

- Eu vou ter que resolver algumas coisas e falar com seu pai, enquanto eu estiver fora, por favor, não faça nada de estúpido. – ela suspirou profundamente.

- Assim você me magoa Sue. Eu jamais faria algo de estúpido. – olhei para Liam e disse: — Você acha que eu poderia fazer algo de estúpido Liam? Diz para ela que eu já sou uma mulher, adorei quando você disse aquilo. – eu disse irônica. Ele só deu um sorriso cínico e ela completou:

- Esse tipo não combina com você querida. Eu sei que Charlie a magoou, mas entenda tem muitas pessoas envolvidas nisso aqui. Esse curso é muito importante não como plataforma eleitoral do nosso Presidente, mas pessoas trabalharam meses para que isso acontecesse. – ela virou-se para Liam e disse: — Você trabalhou meses para que esse curso saísse, para formamos agentes competentes e bem treinados então mais uma vez não façam nada de estúpido. — eu bufei e ela saiu. Peguei meu pequeno notebook de minha bolsa e disse:

- Agora a brincadeira vai começar. –Liam levantou-se e veio em minha direção.

- Espere. O que você irá fazer? – ele disse assombrado.

- O que você acha? Vou acabar o que comecei, alias eu sabia que deveria ter apagado tudo, mas não achei melhor só brincar um pouco. Agora eu irei resolver tudo. – eu disse seriamente.

- Espere Bella. O que Sue disse é verdade. Trabalhamos duro para que isso acontecesse. Sabe esse é o maior curso na história do FBI e realmente não quero que seja somente uma plataforma eleitoral. Quero realmente colaborar com algo grande e...- ele já estava dando nos nervos. O melhor seria deixá-lo sem ação. Sem pensar duas vezes dei um golpe nele que logo desmaiou, o amarrei com os seus cadarços em uma cadeira próxima da porta e continuei o que estava fazendo. Assim que conectei o notebook com meu celular a porta se abriu e vi Tom o assistente de Sue me olhar com uma expressão mortificada, antes de chegar até ele tropecei em meus próprios pés e cai. Ótima hora para os meus dois pés esquerdos aparecerem. Ah! Quer saber? Deixa esse tonto fazer o que quiser, já estou enrolada mesmo. Estava começando a ficar nervosa e os questionamentos começaram a aparecer. Será que eu estou fazendo a coisa certa? Será que não é melhor eu parar com tudo isso? Estava ainda com todas essas duvidas quando Liam começou a despertar, ele fez alguns barulhos e sem levantar os olhos em sua direção eu perguntei:

- Você está bem? Desculpe o mau jeito, mas você não parava de falar e...- ele me interrompeu:

- Bella! O que você está fazendo? Está entrando no jogo de Charlie! Assim ele terá motivos para expulsá-la. Tudo pelo que você lutou não terá nenhum sentido. – eu sei que ele tem razão, mas estou cansada de fazer tudo certo e ele sempre me olhar com desagrado. Passei a mão entre meus cabelos e disse:

- Então o que eu faço Liam? Hã? Deixo ele fazer sempre tudo do jeito que ele sempre fez? Atropelando todo mundo para realizar suas vontades? – eu fechei meus olhos e balancei minha cabeça. – Eu não agüento mais...- fui até ele e o desamarrei, olhei em seus olhos e disse: — Me perdoe. Estou agindo como ele. – ele me abraçou e nesse instante Charlie, Sue e Tom entraram com tudo na sala.

- Eu posso saber o que está acontecendo aqui? – Charlie disse com toda a sua voz potente. Eu o olhei por um instante e percebi que ele estava um tanto pálido, abatido, mas ainda assim me assustava como sempre com seu olhar profundo. Olhei para o fofoqueiro do Tom e Sue pediu para ele sair. Eu olhei para Charlie com o ar de desafio.

- O que você acha que está acontecendo aqui? – eu levantei uma sobrancelha e continuei:- Liam está me dando os parabéns por eu fazer o curso, o que mais poderia ser? – eu olhei para Sue e ela disse:

- Que bom, acredito que Tom se enganou com alguma informação e...- Charlie a interrompeu:

- Eu acho bom você não causar mais nenhum transtorno garota, por que o primeiro vacilo que você der estará fora. – ele disse em tom de ameaça.

- Ora eu também estava com saudades papai. É muito bom ver que você está bem também depois de tanto tempo. – eu disse com sarcasmo. Ele bufou e disse:

- Escute aqui garota, não brinque comigo Isabella. Eu sei muito bem que você entrou no sistema e apagou as listagens, aquilo foi um ato terrorista! Eu sei que você entrou para o curso só para me provocar, mas vou adiantando isso não dará certo, eu...- eu o interrompi.

- Escute aqui você. Não pense que pode colocar medo em mim, pois eu não sou mais aquela garotinha que tinha medo de tudo! Eu sei o que quero e vou falar uma coisa que você pode até não acreditar, mas o mundo não gira ao redor do seu umbigo! Eu tenho a minha vida e como bem sabe eu fui criada aqui. Nada mais comum que um dia eu quisesse ser uma agente também. Portanto não entre no meu caminho, você não sabe do que eu sou capaz. – eu disse em um tom baixo, Charlie estava vermelho de raiva e no momento que ele levantou a mão para me bater Liam o segurou e disse:

- Não Charlie, você se arrependerá mais tarde. Vocês estão nervosos, depois vocês conversam e aí irão se entender. – ele disse de um jeito calmo. Eu olhei para Liam depois para Charlie e disse:

- Você nem mesmo reconhece o que as pessoas fazem por você seu ingrato. – apontei para Liam e disse: — Ele sempre o apoiou, sempre esteve ao seu lado e você nem mesmo reconhece isso. Sabe durante algum tempo eu realmente o admirei, mas quer saber? Eu tenho vergonha de ser sua filha! Deveria ter me deixado naquele colégio interno assim eu não teria que lidar com sua indiferença! – ouvi um gemido vindo de Sue, mas não olhei em sua direção.

- Cale a sua boca Isabella! Você não sabe de nada! Não sabe como foi difícil todos esses anos...- eu o interrompi:

- Me poupe Charlie! E chega de tanto drama já estou ficando cansada de toda essa...palhaçada. Volte lá para o que realmente é importante para você. Só vou lhe dar um aviso: me deixe em paz. Eu não preciso de nada seu. – ele riu e disse:

- Não você realmente não precisa de nada meu, somente do meu dinheiro e...- eu o interrompi novamente:

- Acha mesmo que eu usei um só centavo que você me mandou? – eu dei uma gargalhada. – Eu prefiro mendigar na rua a usar algo que venha de você. Pode olhar lá na conta que você abriu pra mim está tudo lá. Só esqueça que eu existo, por favor. – eu disse em um tom cansando: — Se quiser continuar com o teatrinho de pai perfeito na frente das pessoas por mim tudo bem, mas me deixe em paz. – olhei para Sue e disse: — Me desculpe, mas eu não consigo ficar no mesmo lugar que esse homem. – peguei minhas coisas e sai de lá.

Me dirigi até a vaga de Sue peguei minhas malas e me dirigi até o local aonde ficava os dormitórios femininos e procurei pelo quarto que eu já sabia que eu ficaria com mais três alunas. Liguei o notebook e restabeleci a listagem, apaguei meus rastros para que ninguém me identificasse e me deitei. Essa discussão me esgotou e acabei me lembrando novamente de Jasper. Minha vida tem sido discutir com todo mundo ultimamente. Fechei meus olhos e acabei dormindo, acordei de um sono sem sonhos, dessa vez não sonhei nem com o meu príncipe. Estava demorando para a louca obcecada pensar no deus do sexo. Peguei uma roupa que havia separado para a aula inaugural, um tailleur cinza chumbo com uma camisa rosa e um par de scarpam pretos, o básico, não sou de ficar inventando nada de extravagante. Peguei meu nécessaire e fui tomar um banho. Estava em cima do horário então nem lavei meus cabelos, me troquei e fui direto para o auditório onde seria a aula inaugural que por sinal já estava lotado. Sentei em local mais afastado, coloquei minha bolsa em meu colo e percebi que tinha duas ligações uma de James e outra de Jasper. Eu sorri e pensei em Jasper, ele deve estar se corroendo nesse momento assim que possível eu ligarei para ele, agora só em pensar em James e ele sabendo de todas as minhas discussões meu estomago embrulhava, tenho certeza que ele mostra tudo para Lála. De repente começaram algumas movimentações, olhei em meu relógio e já estava atrasada em dez minutos o inicio da aula. Os instrutores se posicionaram no palanque e consegui ver que Liam estava ao lado de Sue. Logo começaram os discursos e Caius como sempre tentando se aparecer mostrou toda uma eloqüência tediosa, depois foi a vez de Marcus que é o diretor geral e por fim Presidente dos EUA. Estava olhando para Charlie quando vi um homem com o uniforme usado na Academia, o boné tampando todo o seu rosto praticamente e posso jurar que ele me lembrava demais o meu príncipe. Sem exagero, mas assim que possível eu vou procurar ajuda, pois eu acredito que esteja desenvolvendo algum transtorno obsessivo, além de sonhar com ele agora o vejo também. Então ouvi o Presidente falando:

- Com vocês um dos mais jovens diretores do FBI Edward Cullen. – eu juro que eu pensei que estava pulando dos penhascos de La Push nesse momento, pois a sensação foi a mesma. As pessoas batiam palmas e eu só pensava que isso não poderia está acontecendo. Não comigo, não aqui! Me afundei mais ainda na cadeira que estava sentada. Então lembrei de Sue falando de um tal de Cullen que dormiu em sua casa e ainda de Liam tê-lo citado em nossos e-mails...eu estava muitooo ferrada. Quando o homem começou a falar eu praticamente senti meus ovários explodirem com som daquela voz e constatei que era realmente meu príncipe.

- Boa tarde a todos. O que tenho para mostrar não é uma realidade muito boa, mas graças a pessoas competentes e dedicadas em manter esse país e o mundo mais seguros temos conseguido evitar barbáries como o 11 setembro. – e ele continuou com aquela voz macia e doce, como veludo e mel em meus ouvidos. Ele poderia ler uma agenda telefônica em mandarim que ainda assim soaria em meus ouvidos como contos eróticos, pois a minha calcinha estava totalmente encharcada. Olhei ao meu redor e percebi que tinha várias mulheres de boca aberta ou suspirando enquanto Edward falava. Cedo demais ele terminou o seu discurso. Ele foi para perto de Liam e ainda o vi dando aquele maldito sorriso Liam deu um empurrãozinho em seu ombro. Como assim eles tinham tanta intimidade? Como isso foi acontecer? Eu passei as mãos pelos meus cabelos quando ouço novamente a voz de Caius e senti um arrepio em minhas costas quando ele falou meu nome. Eu não consegui prestar atenção no que ele disse, mas acredito que era para eu ir até o palanque, senti meu rosto todo esquentar, minhas pernas tremiam, mas algo dentro de mim me empurrava naquela direção. Quando cheguei bem perto senti seus olhos em mim e foi como se tudo tivesse mais cor, como se o som fosse mais nítido e vê-lo ali tão lindo em minha frente foi como se eu estivesse ainda sonhando. Balancei minha cabeça para afastar esses pensamentos e desviei o olhar que quase fez com que meus ossos derretessem. Percebi o olhar de Aro Volturi em mim, aquela ratazana velha e meu olhar cruzou com o de Charlie e por um breve momento talvez eu tenha visto um brilho de admiração, mas com certeza foi só impressão.

Logo fomos cumprimentados pelo Presidente e mais algumas autoridades, aquilo com certeza era uma plataforma eleitoral. Senti um arrepio em minha nuca e podia jurar que seria Edward me olhando, o procurei pelo local e o notei do outro lado e realmente ele estava me olhando e essa constatação quase fez com que meus joelhos cedessem, patética Bella, você não passa de uma patética. Notei Aro vindo em minha direção e automaticamente fiquei tensa. Ele se aproximou e disse:

- Querida Isabella ! Que bom vê-la novamente e para alguém que não gosta de chamar a atenção isso aqui é um circo. – ele me olhava com admiração eu revirei os olhos e disse:

- E você é o domador das feras? Ou seria o palhaço? – ele deu uma risada escandalosa e as vezes eu o acho meio estranho. Cresci vendo ele e Charlie brigando, tudo era motivos para discussões entre eles. Não achando pouco ainda chama Caius para participar de nossa agradável conversa:

- Venha ver Caius o quanto a nossa garota cresceu e ficou voluntariosa ! – voltou-se e me disse seriamente: — Quando cansar de brincar de policia e ladrão venha trabalhar comigo Isabella ! – Caius colocou o braço sob os meus ombros e disse:

- Aro continua a importunando com essas sandices ? Não se preocupe seu pai estará aqui para protegê-la. – eu retirei o seu braço de meus ombros e disse:

- Vocês são ridículos. – me afastei um pouco de Caius e quando olhei para o lado Edward nos encarava, senti meu rosto esquentar Aro no mesmo instante percebeu e ficou acenando para Edward.

- O que está fazendo Aro? – eu perguntei afobada. E antes dele me responder meu pai se aproximou e disse:

- Que bom que está aqui Edward queria lhe apresentar a minha filha, no entanto Aro e Caius monopolizaram a sua atenção. Isabella esse aqui é Edward Cullen meu outro braço direito...- ele olhou para Edward e disse: -Desculpe garoto, mas Sue sempre será meu braço direito. Essa aqui Cullen é minha filha Isabella Swan. – então algo iluminou dentro de mim, Edward já sabia quem eu era quando me encontrou naquele bar, pois foi meu pai que o enviou para me espionar. Como eu fui burra! Claro que um homem desses jamais se interessaria por mim. Idiota! Notei sua mão estendida em minha direção e por um momento pensei em dar um soco naquele rosto lindo dele. Então ele disse:

- Muito prazer Isabella. – peguei em sua mão rapidamente.

- O prazer é todo meu Sr. Edward Cullen. – respondi com meu coração gelado e Aro parecia se divertir assistindo nosso dialogo.

- Não já nos conhecemos de outro lugar? – ele me disse cinicamente. Minha vontade era responder que nos conhecíamos do inferno. Que ódio!

- Impossível, senhor. Mas como sou muito comum é fácil de me confundir com outra pessoa. – respondi em um tom indiferente. Caius quem respondeu:

- Querida Swan, você pode ser tudo menos comum. – e ouvi a risadinha cínica de Aro e eu poderia jurar que ele sabia que eu e Edward já nos conhecíamos. Então Charlie interrompeu:

- Me faz um favor Cullen leve Isabella para conhecer o laboratório do Liam enquanto eu converso com Aro. – ele praticamente mandou e o olhar de Edward brilhou, agora não me restam mais duvidas, Charlie realmente mandou esse capacho atrás de mim. Eu respondi rapidamente:

- Não precisa, de verdade Sr. Cullen, Liam irá me mostrar assim que possível eu não quero atrapalhar...- ele segurou em meu braço e disse:

- Não será incomodo algum Isabella faço questão de acompanhá-la aproveito e mostro onde fica a Divisão antiterrorismo. – ele praticamente me arrastou por um corredor. Assim que me vi sozinha com ele eu o empurrei e disse:

- Me solta! Seu idiota! Seu capacho! Imundo! Como pode?! – ele me olhou assustado e eu continuei: — Foi Charlie quem te mandou não foi? Ele mandou você me seduzir? Você é nojento! Que ódio! – ele ainda me olhava atônito e disse:

- Do que você está falando sua louca? – eu não me segurei e lhe dei um tapa em seu rosto.

- Não fala comigo! Como pode entrar no joguinho sujo do meu pai?! Como pode fazer isso comigo?! Claro como um homem como você se interessaria por alguém como eu?! – eu ia lhe dar outro tapa quando ele segurou meu braço com força e disse:

- Hey! Você é louca mulher?! Tem algo errado aqui e posso garantir que seu pai não tem nada haver com que aconteceu entre nós dois. – ele disse ainda me prendendo ao seu corpo. De repente eu comecei a me sentir muito quente e seus olhos foram me arrastando para um lugar que eu já conhecia então eu disse:

- Me solta! Como pode ser tão baixo assim?- tentei me soltar, mas ele é bem mais forte que eu.- Me larga! – eu disse mais uma vez o calor estava aumentando consideravelmente.

- Eu vou te largar, mas se você me bater mais uma vez irá ter volta. – ele disse baixinho bem próximo de mim e por mais incrível que isso possa parecer fiquei terrivelmente excitada. Ele me soltou e eu disse:

- Eu tenho nojo de você Cullen! Nojo! – virei minhas costas e voltei para o auditório ainda o ouvi dizendo:

- Não é o que parece Swan!

Notas finais
* esse sistema existe inclusive até aqui no Brasil é utilizado.
* a revolução Islâmica realmente aconteceu e esse fato realmente aconteceu com Shirin Ebadi.
* Efraim Shavit é a junção de dois ex- diretores da Mossad.
** é o trecho de uma entrevista de Shirin Ebadi na revista Claudia do mês de julho/2011.
Enfim que eu me lembre é só por enquanto. Até terça-feira.