All Wed Ever Need

8 Capítulo 8 - Arrependimento


Notas iniciais
Então mais um capitulo e esse ainda não está corrigido, mas não tive como não postá-lo você me conveceram depois de tantas exigências aí está....

Como eu não percebi isso antes? Como um pai pode fazer uma coisa dessas com a própria filha? Será que isso não terá fim?

Eu estava tão cega de raiva que nem vi Sue na minha frente só percebi por que ela segurou em meu braço.

- O que aconteceu com você Bella? – ela me olhou assustada.

- Nem queira saber Sue, não é nada que valha a pena. – eu respondi em um tom totalmente desanimado. Ela suspirou e disse:

- O que Charlie fez dessa vez? – ela perguntou chateada.

- Ele virou cafetão e arrumou um sem vergonha para me seduzir e...- é mesmo, o capacho me seduziu pra que mesmo? Agora até eu fiquei confusa, na certa ele iria fazer algo antes de eu acordar, mas ainda bem que eu sai antes e ainda estava me sentindo culpada. Argh! Mas por que o capacho me levou para casa dele? Ela olhou atrás de mim e disse:

- Eu quero muito que você conheça uma pessoa. – quando eu olhei para trás lá está o capacho me olhando todo desconfiado. – Vem até aqui Cullen deixa eu te apresentar a Bella. – ela virou para mim e disse: — Esse aqui é Edward Cullen.- e virou-se para o Cullen e disse: — Essa aqui é Bella. — eu juro que se eu pudesse eu daria outro tapa naquele rosto. Ele sorriu e disse:

- Eu já a conheci, Sue. Mas acho que ela me confundiu com alguém. – ele disse cinicamente. Eu não precisava fingir perto da Sue.

- Olha aqui seu capacho, somente meus amigos me chamam de Bella, para você é Isabella ou Swan de preferência e se você tiver um pingo de vergonha nessa sua cara...- indecentemente linda esse foi meu primeiro pensamento.- nessa sua cara enfim... nunca mais fale comigo. Seu porco. – eu olhei para Sue que estava assustada e disse: — Pede pra ele te explicar o que ele e Charlie aprontaram dessa vez por que eu não tenho coragem. Eu não sei como uma pessoa pode ir tão baixo e....- ele me interrompeu:

- Você só pode ser louca Swan. Eu não sei o que você está pensando, mas se você não se lembra foi você que se jogou em cima de mim. Então para de falar bobagens e aqui não é o melhor lugar para conversarmos sobre isso. – eu olhei para Sue e disse:

- Mantenha esse canalha longe de mim por que eu não sei do que eu sou capaz. – o olhei com desprezo e sai rapidamente dali e fui buscar minha bolsa que havia deixado próxima ao local onde Aro e Charlie ainda conversavam. Nem os olhei e me dirigi até o foyer, lugar onde eu conseguia pensar com mais clareza.

Ali ainda continuava o mesmo lugar onde ninguém aparecia...impressionante como esse lugar transmite paz. Eu respirei fundo, estou me descontrolando a todo o momento, essa definitivamente não sou eu. Jasper ficaria orgulhoso em me ver desse jeito, a todo instante explodindo. Tudo culpa desse maldito Cullen! Como faço para tirar essa história a limpo e confrontar Charlie e claro o capacho do Cullen? O que estaria acontecendo com o meu pai? Tudo bem que ele não me queria no FBI, mas daí dar ordem a um dos seus subordinados para seduzir a própria filha já é demais, até mesmo para ele. Eu ainda estava me remoendo quando ouço passos vindo em minha direção, não é permitida a presença de alunos nessa ala do prédio e agora não tinha como eu me esconder o lugar é todo aberto. Ainda estava apreensiva imaginando o que faria para me esconder quando vejo Sue se aproximando e pelo jeito ela deu uma lição no capacho do Cullen por que seu rosto não estava nada bom. Bem feito pra ele! Ela parou em minha frente e disse:

- Me conte o que aconteceu. – quando ela manda, eu vou dizer uma coisa, ela realmente manda.

- Você quer toda a história? – ela bufou. – Assim...desde o começo? – ela bufou novamente. – Ah tá! Eu conto. – eu fiz uma pausa e senti todo o meu rosto arder, eu teria que contar minha aventura com Edward...ai que vergonha, pois eu ainda me sinto uma adolescente perto dela.

- Eu ainda estou esperando Isabella. – ops! Ela nunca me chama de Isabella. Eu respirei fundo e comecei:

- Resumindo...eu conheci o Cullen em um bar e eu fiqueiloucaeacabeitrasandocomele...- ela me interrompeu:

- Agora respire e comece novamente e sem enrolação. – ela disse ríspida. Eu respirei fundo novamente e a olhei desanimada, ela cruzou os braços sob o peito e eu vi que não teria jeito.

- Então ta...eu conheci o Cullen em um bar, resumindo eu fiquei louca e transei com ele. Detalhe ele não me disse que é um agente do FBI e passei a noite em sua casa, então eu acordei e com medo de ele me ignorar ou algo do tipo eu fui embora antes dele acordar. Você acredita que eu me arrependi e voltei na casa dele à noite do dia que havia passado a noite em sua casa? – nem esperei ela responder. – Eu sei que é meio confuso, mas...eu voltei e ele não estava em sua humilde residência – eu disse com sarcasmo, fiquei calada por um momento e depois prossegui. -Bem e quando chego aqui quem eu vejo com toda a intimidade com Charlie Swan? Ele, com aquele sorriso indecente...- por um momento me perdi em lembranças, em como aquela mandíbula se transforma em algo terrivelmente pornográfico quando ele beijava...oh! Querido Deus! Eu estou perdida! Eu nem sei o que eu estou pensando.

- Está perdida mesmo Isabella. – eu a olhei espantada. – É você estava falando e não só pensando. – ela disse com um certo divertimento. Eu fechei a cara e ela continuou: — Como alguém tem uma mandíbula pornográfica? – ela disse quase rindo.

- Enfim então eu matei a charada: Charlie o mandou para me seduzir. – ela balançou a cabeça fazendo sinal de negativo e quando me olhou ela estava com uma expressão estranha.

- O que eu vou fazer com você? Tão cabeça dura quanto o pai. Se eu não a conhecesse a acharia uma esnobe. – ela respirou fundo, sua expressão era dura, o seu olhar não tinha a doçura de sempre então disse: — Bella o mundo não gira ao seu redor. As pessoas têm vida própria, pensam por si só. Você está redondamente enganada ao pensar isso do Edward. Seu pai tentou sim fazer com que não só ele mais eu, Rosalie Hale e Liam a atrapalhasse, mas durante o curso. Todos nos negamos é claro a fazer tal coisa e o Cullen foi o mais contundente e ainda me ajudou a não entregar a listagem impressa com os nomes dos alunos...outra coisa Charlie jamais pediria para alguém seduzi-la e alias me explique: porque o Edward a seduziria? Qual seria o intuito dele? – eu fiquei em silencio sentindo meu rosto passando de corado para vermelho escarlate. Eu não soube o que responder. – Ele nunca nem se envolveu com alguém do FBI, alias essa é uma de suas regras, nunca se envolver com alguém que trabalha ao seu lado. – ela fez outra pausa, respirou fundo e continuou: — Bella você está tendo uma oportunidade aqui...na Academia de ter uma vida normal, não a desperdice. Eu não sei com que você está envolvida, mas não estou reconhecendo o seu comportamento. Só para você saber, depois que o seu namoro com o médico terminou seu pai mandou Félix...como posso dizer...er...conversar com ele, pois ninguém iria abusar de sua filha e sair impune...palavras dele. Então como você pode dizer isso de seu próprio pai?- ela estava com as mãos na cintura me olhando duramente. E até imagino que tipo de conversa Félix teve com Chad. Ouvi sua voz novamente: — Você tem inúmeros motivos de desconfiar de Charlie, no entanto nem mesmo ele iria tão longe. Concentre-se no aqui e agora, viva sua vida intensamente, você só tem vinte e três anos! Descubra quem realmente você é, forme-se nesse curso como almeja sendo a melhor. Esse tempo aqui na Academia será o melhor de toda a sua vida se assim você o permitir ser. Ainda hoje sinto saudades do meu tempo de aluna...só viva Bella...a vida passa tão rápido como grãos de areia por entre os dedos e quando você menos esperar estará com minha idade se perguntando o que fez de sua vida...- ela respirou fundo e em seus olhos eu vi decepção e aquilo me envergonhou profundamente, abaixei os meus olhos : — Apesar de seu pai ter sido ausente em seu dia a dia ele sempre a acompanhou mesmo que a distância...tente derrubar esses muros em volta de vocês, alguém terá que fazê-lo e já adianto que terá que ser você. Vou lhe revelar um segredo: homens são extremamente covardes quando o assunto é lidar com seus sentimentos, incertezas, enfim emoções são coisas muito complicadas para eles, pois os deixam fragilizados. Só deixe de agir como uma idiota...- ela nem deixou eu falar nada e saiu. Respirei fundo e o constrangimento me tomou. Como eu iria olhar para Edward agora?

Eu realmente agi como uma prepotente...passei as mãos em meu rosto...eu simplesmente não me sentia mais eu. Estou perdendo todo o controle de minhas emoções, estou perdendo o foco de meus objetivos e realmente eu preciso buscar o equilíbrio. Com esses pensamentos me dirigi ao meu dormitório e enquanto eu caminhava em direção ao dormitório feminino sentia vários olhares em minha direção e aquilo estava me deixando extremamente desconfortável.

Quando cheguei em meu quarto havia uma garota acredito que de minha altura e simplesmente linda, assim que ela me viu deu um sorriso e disse:

- Nossa você? Em meu quarto?! Uau! – eu arqueei uma sobrancelha e ela continuou: — Desculpe...é que você é Isabella Swan não? – não esperou eu responder e completou: — E eu sou Gianna Bonatti. – eu respirei fundo e disse:

- Sim eu sou Isabella Swan...e você conheceu mais alguma das meninas que ficarão conosco? – eu tentei desenvolver um assunto, afinal tudo poderia ser interpretado como se eu fosse uma esnobe e depois do Cullen não quero deixar essa imagem para mais ninguém. Dei um meio sorriso.

- Sim... eu já conheci Jéssica Stanley e Jane Stevens, só faltava mesmo você. – ela disse tudo muito rápido e por fim deu uma risada ridícula. Eu virei de costas e revirei meus olhos, com certeza esse seria um tempo muito longo. – Você já pegou os seus uniformes no almoxarifado? – ela perguntou e notei que ela queria ser simpática.

- Ainda não. Já estão entregando? – eu disse tentando estender a conversa.

- Sim eu vou te mostrar onde fica e aí depois nós poderíamos dar uma volta e você poderia me apresentar aqueles agentes maravilhosos e...- eu a interrompi:

- Obrigada pela gentileza, mas não irei agora buscar meu uniforme preciso resolver outros assuntos nesse momento...- ela ia dizer algo e eu completei: — E são particulares por isso não precisa me acompanhar. Obrigada. – coloquei minha bolsa em cima da cama que havia separado, peguei o celular saindo rapidamente do quarto antes que ela insistisse me acompanhar. Já percebi que a garota gosta de ciscar...

Me dirigi até o almoxarifado para retirar meus uniformes, no entanto resolvi ir por outro caminho um tanto mais longo eu não tinha mais nada o que fazer e foi nesse momento que meu celular tocou automaticamente bati em minha testa: James. Passei a mão em meu rosto...eu estou tão ferrada. Me afastei para um local mais tranqüilo e olhei no visor confirmando minha suspeita. Droga! Mas de repente o alivio me inundou quando me recordei que no momento da minha discussão com aquele indecente do Cullen o meu celular não estava comigo. Respirei aliviada, ainda que momentaneamente. Ponderei se atenderia ou não por fim a ligação cessou e eu retornei a ligação. No segundo toque eu ouvi sua voz:

- Você ainda está viva? Se não for incomodar muito será que dá para você atender o seu celular de vez em quando ou tirá-lo de dentro de sua bolsa? – ele disse ironicamente. Eu resolvi irritá-lo um pouco:

- Depende...se você me garantir que sua ligação é realmente importante eu posso tentar agendar um horário para.....- eu o ouvi resmungando algo e eu ri, quer dizer ri não eu gargalhei e completei: — Eu adoro tirar você do sério! – eu ouvi uma respiração profunda e o que ele disse a seguir me deixou sem palavras:

- E eu adoro o som da sua risada...é doce e suave. – ele disse de um jeito terno. Ficamos um tempo em silêncio e então ele continuou: — Você tem uma reunião amanhã às 19 horas com Adilah e com Garret. Um carro a buscará aí na Academia e...- eu o interrompi:

- Não aqui na Academia não. Eu os encontro onde eles quiserem, mas aqui não é uma boa idéia. Me passe o endereço e qualquer outra informação que você tiverpara meu email...ou ligue se achar necessário e eu prometo que o atenderei. – resolvi desligar antes dele resolver falar algo para me deixar sem graça novamente. Ainda estou tentando entender quando tudo o que tínhamos mudou. Estava guardando o celular em meu bolso quando senti meu corpo colidir com algo e quando olhei para cima vi a mulher mais linda que já havia visto em minha vida. Ela é alta, loira, cabelos longos e cacheados, o corpo é simplesmente perfeito, ou seja, ao olhar a mulher eu me senti outra vez aquela adolescente desajeitada, coisa que eu nunca havia deixado de ser, magrela, de óculos, tentando me esconder do mundo, minha auto estima despencou para menos 100. Eu respirei fundo e quando eu ia me desculpar, ouvi:

- Não olha por onde anda não garota? – ela disse bruscamente. Eu me recuperei rapidamente da surpresa que o esbarrão e a beleza daquela mulher me deram e disse:

- Provavelmente não e você? Também não olha por onde anda? – eu disse de forma insolente. Ela me olhou de cima até embaixo e disse com um tom bem alto chamando a atenção das pessoas que passam ao nosso redor:

- Qual é o seu nome aluna? – ela perguntou em um tom autoritário. Eu tenho mania de morder o interior da minha bochecha quando quero controlar o que eu vou dizer e sei que isso parece uma careta, mas é inevitável. Eu tenho que responder humildemente lembre-se Bella, você é uma aluna e pelo tom da Miss Universo ela deve ser instrutora. Eu respirei fundo novamente.

- Isabella. – disse em um tom neutro. Ela levantou as sobrancelhas.

- Isabella? – e fez um gesto para que eu continuasse e naquele momento eu soube que ela já sabia quem eu era. Percebi que ser filha de Charlie Swan me traria problemas naquele momento. Eu passei a mão em meus cabelos e disse:

- Isabella Marie Swan. – não consegui controlar e disse com um tom debochado. Ela deu um sorrisinho cínico:

- Ora, ora, ora...então você é a tal da Isabella Swan? – ela me olhou de cima até embaixo e disse: — Eu sinceramente esperava mais. Você ainda ouvirá falar muito de mim... sou Rosalie Hale e serei sua instrutora de Mediação de Conflitos. – ela disse em um tom de ameaça. Percebi que algumas pessoas nos olhavam e não consegui me controlar.

- Pensei que esta matéria quem ministraria seria um agente com mais experiência. — olhei de cima até embaixo e disse:- Também esperava mais de uma matéria tão importante. – então ela riu sem vontade e eu a acompanhei. Ela estreitou os olhos:

- Espero não decepcioná-la já que seremos parceiras. – ela disse falsamente. – Irei me certificar pessoalmente para que suas expectativas referentes ao curso não venham decepcioná-la. — ela disse ironicamente. Eu não respondi e dei de ombros, de repente senti um arrepio em todo meu corpo e soube que Edward estava acompanhando a cena. Mordi meu lábio inferior e dei um sorriso tão falso quanto o dela:

- Não se preocupe...eu simplesmente não tenho expectativas. – eu disse docemente e ela riu novamente:

- Você é boa...esse curso parece que terei um bom desafio pela frente. – ela me olhou com um ar de divertimento.

- Irei me certificar pessoalmente para que suas expectativas não venham decepcioná-la. – eu repeti suas palavras e ela acenou com a cabeça eu respondi e ela saiu praticamente desfilando. Eu respirei fundo, olhei ao redor e vi os cabelos acobreados ao longe se afastando e mais algumas pessoas que voltaram a fazer o que estavam fazendo antes. Eu gostaria de entender o que foi isso. Parece que estou conseguindo tudo o que menos eu queria...chamar a atenção para mim.

Me dirigi ao almoxarifado e a fila estava imensa...decidi retirar depois o material e fui até a cantina que é muito bem equipada, tomara que Maggie ainda esteja por aqui e seu café maravilhoso. Meu estomago resolveu se manifestar bem agora parece que estava só esperando o sinal. Fui pelos fundos aonde havia uma porta para entrega de material. Quando cheguei ao local lembrei das vezes em que eu me escondia ali até Maggie me dar uns donnuts e um café preto...esse é um dos meu s vícios desde pequena. Estava tentando passar despercebida quando eu a ouvi:

- Oh! Belinha! Você está aqui meu bebê! – ela veio em minha direção e me abraçou. Eu sorri e percebi que também havia sentido a falta dela.

- E você nem vai acreditar. – eu disse ainda abraçada a ela: — Eu voltei, mas agora você terá que me alimentar pelos próximos cinco meses...eu agora sou uma aluna.! – ela deu um gritinho e disse:

- Eu sabia! Eu sempre soube! Oh Meu Deus! – ela me olhou e disse: — Você está tão magrinha! Não está se alimentando direito. Está pálida e o eu...- eu a abracei e disse:

- Ai para Maggie! Assim estou quase me sentindo fraca. Pare de falar e alimente essa pobre garota faminta e magricela! – ela me levou a um lugar reservado aos funcionários e eu disse:

- Por mais que eu esteja com fome eu não quero prejudicá-la. Não posso ficar por aqui, pois agora eu sou uma aluna. Então vou lá para fora e se você puder me sirva lá. – ela sorriu e disse:

- Vou ajeitar os melhores bolinhos pra você criança.- ela tocou meu rosto e eu senti algo muito bom referente àquela mulher algo como um carinho muito especial e isso me fez lembrar de Carmem. Eu suspirei, esse lugar está me deixando muito sentimental...eu não sou assim, eu não deixo ninguém se aproximar muito, no entanto esse lugar me traz lembranças de um tempo em que eu era tão inocente.

Encaminhei-me até o lugar onde estavam as mesas e as cadeiras, escolhi uma mais afastada de frente a uma janela e sentei-me lá. Logo ela veio até minha mesa com dois donnuts e um sanduiche, uma xícara de café puro. Ela me olhou e disse:

- Não se preocupe eu já acabei o meu turno...e agora quero sabe tudo de você. – ela cobriu minhas mãos com as mãos dela. E contei por alto como vim parar aqui e mais algumas coisas engraçadas que passei na França e então ela me perguntou:

- Mas você não estava na Inglaterra querida? – ela disse em um tom tão inocente que me envergonhei. Senti meu rosto esquentar e sabia que estava vermelha...incrível essa minha incapacidade de mentir para as pessoas que eu conheço.

- Pois é, mas assim que acabei meu curso na Inglaterra eu passei um tempinho na França...sabe como é. – dei de ombros para não ter que explicar mais nada. Aproveitei e mudei de assunto: — Mas me conta e como está tudo lá? E as meninas? Tem algum babado novo? – e ela começou a me contar as novidades do grupo que fazia algum tempo que eu não freqüentava enquanto eu comia tudo o que ela me trouxe. Por fim ela completou:

- Nos reuniremos sem ser nessa sexta-feira, mas na próxima, ou seja, a cada quinze dias e você é muito bem vinda. – ela disse sorrindo.

- E eu irei. No mesmo horário de sempre? – ela confirmou com um aceno afirmativo e então eu senti que ele estava ali. Senti um arrepio em minha nuca e um frio na boca do meu estomago. Não o procurei com o olhar, mas sabia que ele me olhava, então Maggie disse:

- Tenho que ir ainda irei até o mercado antes de ir para casa. E amanhã eu preparo o seu café não preocupe não irá me atrapalhar em nada. – ela sorriu e eu lhe dei um beijo em seu rosto enrugado. Olhei pela janela e vi o reflexo de Edward pelo vidro e fiquei observando o que ele fazia. Ele sentou -se próximo ao balcão e tomava algo, ele fechou os olhos e parece que ele respirou fundo. Eu desviei meu olhar, isso é ridículo, eu teria que lhe pedir desculpas por causa do meu comportamento absurdo, essa seria a atitude certa e a mais sensata, no entanto algo me impedia de ir até ele...tá eu sei o meu orgulho estava me impedindo de me aproximar. Coloquei minha xícara sob a mesa e passei as mãos em meu rosto, eu tenho que ir até lá e dizer humildemente que preciso falar com ele, com certeza ele será ríspido e eu sendo merecedora de sua grosseria ficarei na minha e farei o que tenho que fazer. Peguei minha xícara de café e levei aos meus lábios, mas já tinha acabado, essa seria a minha deixa de ir até o balcão pedir por mais café e aproveitar para falar com ele. Respirei fundo meu coração batia descompasadamente e levantei de um salto. Ele bem que poderia ter saído e assim eu ficaria em paz por que poderia usar esse argumento comigo mesma, no entanto ele estava lá, olhando atentamente para o conteúdo de sua xícara e observar ele ali sentado me fez lembrar dele lá no pub, lindo me olhando daquele jeito...só de lembrar daquela noite senti meu rosto esquentar e nesse momento ele levantou os olhos e me encarou. É sério o homem exala testosterona! Pelo amor de tudo que é sagrado, esse homem é uma arma de destruição em massa! Ainda com esses pensamentos incoerentes eu me via me aproximando cada vez mais dele e meu rosto eu tenho certeza deveria estar no tom de vermelho tomate, pois eu sentia até os meus dedos da mão formigar. De repente ele levantou-se e falou algo com o atendente e estava saindo, me apressei e ainda com a xícara em minhas mãos disse:

- Sr. Cullen será que eu posso falar com o senhor? – quando minha voz saiu nem eu a reconheci. Ele ficou tenso e hesitou em voltar-se e me olhar. Eu me senti insegura como a tempos não me sentia e só pensava em sair correndo, mas eu não poderia continuar com isso. Eu não teria um momento de paz em pensar que eu acusei alguém injustamente, ainda mais depois de tudo o que se passou entre nós dois. Ele virou-se passou a mão esquerda pelos cabelos, olhou-me de um jeito que doeu, ele estava magoado. Com essa eu não contava e isso me desarmou, eu posso lidar com a indiferença, com a raiva, com o desprezo...mas magoa? Droga! Ele olhou em minha mão e disse:

- É melhor colocar a xícara no balcão ou vai tomar mais café? – e sua voz teve um impacto ainda maior que seu olhar magoado, minhas pernas tremiam, o frio na boca do estomago agora era praticamente o Pólo Norte e eu simplesmente perdi a minha voz. Sua voz aveludada foi tão gostoa de ouvir. Eu fechei meus olhos e o ouvi novamente. – Está tudo bem com você Isabella? – sua voz cheia de preocupação me inundou com uma onda de culpa, ele não poderia simplesmente ser mal educado e mandar eu sair de sua frente? Mas não, ele tem que ser todo perfeito! Eu passei a mão entre meus cabelos voltei até o balcão coloquei a xícara lá e retornei até onde ele estava, orando para que ele já tivesse saído, mas não, ali estava ele em toda a sua glória com aquele olhar. Isso será complicado. Eu respirei fundo e disse:

- O senhor poderá falar comigo? – eu disse com a voz baixa ele me olhou com receio e disse:

- É sobre algo com o curso? Por que se for particular aqui não é o melhor lugar...- eu não o deixei terminar.

- Por favor, Edward não torne isso mais difícil do que já está sendo. – eu disse quase em desespero. Ainda receoso ele disse:

- Tudo bem, mas eu estou com pressa. – disse asperamente e fiquei mais aliviada em ele me responder assim, com isso eu posso lidar. – Me acompanhe, por favor. – ele saiu na frente e nem se preocupou se eu o seguiria ou não. Eu estava gostando dessa atitude dele, pois não precisaria me preocupar em ser “educadinha” com ele, explicaria o que aconteceu e pronto, não precisaria nunca mais falar com ele novamente. Enquanto eu o seguia tirei a bateria de meu celular assim ninguém saberia o teor de minha conversa a não ser que ele estivesse grampeado e... não eu já estou ficando louca. Balancei a minha cabeça tentando afastar esses pensamentos. Olhei em suas costas e não pude deixar de reparar no jeito como ele anda, parecendo um felino e por Deus, o que é essa bunda toda saliente nessa calça? É o que eu disse, o homem é todo perigoso e sabe o quanto é todo gostoso, pois anda sem nem olhar para os lados enquanto todo mundo se vira para olhá-lo melhor. Algo como que um sentimento presunçoso se apossou de mim e lembrei que a pouco tempo eu deixei aquele homem louco e....o que está acontecendo comigo? Eu não estou me reconhecendo! Eu suspirei alto e acredito que ele pensou que ele pensou que eu estava reclamando de algo, pois ele parou abruptamente, virou-se e disse:

- Se quiser podemos conversar aqui mesmo, você que escolhe. – ele olhou ao redor e eu notei algumas pessoas nos olhando. Eu fiz uma cara de pouco caso e disse:

- Vamos continuar com isso Cullen eu não quero que você desperdice seu tempo comigo. – eu disse com uma voz monótona. Ele voltou a andar e nem respondeu o meu comentário. Grosso! E isso que ele é...e eu sou bipolar só pode, pois em um instante estou me derretendo por suas gentilezas e no instante seguinte já estou o xingando de grosso....estou enloquecendo.

Por fim chegamos a uma sala que parecia de reuniões, muita coisa havia mudado por aqui por que essa sala eu não conhecia. Ele percebeu que eu olhava a sala um tanto confusa e disse:

- Essa sala é nova, sei que você conhece tudo por aqui... faz pouco tempo que a construimos. – eu levantei uma sobrancelha de forma inquiridora e ele deu de ombros. Depois com um gesto apontou para todo seu corpo e disse:

- Sou todo ouvido. Pode falar. – cruzou os braços sob o peito e percebi que ele não iria facilitar. Só mesmo uma pessoa como eu para entrar nessas situações, eu já não tinha problemas o suficiente então decidi arranjar mais um, eu pensei sarcasticamente. – Você pode ser mais objetiva com suas palavras? Eu realmente não entendi o que você disse. – ele me olhou de um jeito confuso e me deu uma vontade de passar a minha mão entre seus cabelos macios e sentir a textura deles em meus dedos. Então eu arregalei os olhos eu disse algo em voz alta que estava pensando. Isso ainda me trará problemas.

- Exatamente o que você não entendeu? – eu perguntei com cautela. Ele suspirou e disse:

- Então entendi algumas palavras como situações, problemas e cabelos. – eu arregalei os olhos e disse:

- Então...eu estava pensando alto e acredito que escapou por minha boca sem eu perceber. – eu fiz silencio o olhei ele respirou profundamente e continuei: — Me desculpe. Eu errei em meu julgamento sobre você e até mesmo sobre o meu pai. Não tenho justificativas pelo meu erro. Conversei com Sue e estou profundamente envergonhada por minha atitude ainda mais depois de tudo o que aconteceu conosco. – ele me olhou de um jeito intenso e juro que senti todos os meus ossos virarem gelatina então sem esperar por um convite sentei-me na cadeira mais próxima e ele seguiu o meu gesto. Ele ainda me olhava de um jeito intenso e eu comecei a ficar desconfortável, passei a mão em meus cabelos e por fim desisti de olha-lo, então ele tocou em queixo o levantou para olhá-lo, eu senti minha pele arder, o que vi em seus olhos fez eu perder o fôlego e antes de pensar em algo eu o ouvi dizendo:

- Olhe pra mim, por favor. – como se tivesse levado um choque eu fiquei de pé, Edward assustou-se com minha atitude e também voltou a ficar de pé. Eu tossi para limpar minha garganta e disse:

- Não se preocupe que ninguém saberá do que houve entre nós eu sei o que você pensa sobre isso, Sue me contou e mais uma coisa para eu admirá-lo...- eu passei novamente a mãos entre meus cabelos e ele também o fez ao mesmo tempo em que nós sorrimos um para o outro, então continuei: — Sei o meu lugar de aluna e espero que possa realmente me perdoar por julgá-lo indevidamente. – fiz uma pausa e fiz um gesto mostrando nós dois e completei:- E sabemos que o erro que cometemos não irá se repetir no final espero...- ele não deixou eu continuar:

- É assim que você vê o que aconteceu entre nós? Um erro? É assim que você define tudo o que vivemos naquela noite Bella? Foi por isso que foi embora sem se despedir? – e ele me olhou novamente magoado.

- Desculpe me expressei novamente de forma errada. – eu respirei fundo e soltei tudo como uma enxurrada: -Você quer mesmo saber a verdade? Não foi um erro, foi a melhor noite de minha vida. É isso que você queria ouvir? Pois bem aquela foi a melhor noite da minha vida... pronto falei. E sabe por que fui embora? Por que fiquei com medo de você me mandar embora ou simplesmente me ignorar...sei lá isso nunca aconteceu antes comigo. — eu respirei fundo e continuei: -Mas isso não muda nada entre nós...eu sou uma aluna você é meu superior e o pior eu serei mais visada que tudo durante esse curso por ser filha de Charlie Swan. Então o melhor para nós é esquecermos e cada um seguir sua vida. – e antes de pensar em algo mais coerente para falar eu senti Edward segurar firmemente em meus braços e me puxar em sua direção e quando eu senti seus lábios sob os meus tudo ao meu redor deixou de ter qualquer importância.

Notas finais
Eu ainda irei corrigi-lo então se puderem voltar depois para conferir alguma alteração....
Talvez, eu disse talvez eu consiga postar a continuação de sse capitulo. Obrigada por todo apoio e espero que gostem...