All Wed Ever Need

6 Capítulo 6 - Máscaras


Notas iniciais
Então um pouco de drama e um novo olhar sobre a nossa Bella.

O tempo que dormi eu sonhei com Edward...sempre aqueles olhos profundos me prendendo a ele. E o mais engraçado é que eu sonhei que ele era um príncipe, sim e ele vinha cavalgando em um cavalo que não era branco, no entanto nunca chegava até mim...e por isso acordei frustrada. Passei o dia irritada pensando um jeito de vê-lo novamente e agora estou eu aqui do lado de fora do pub esperando o meu príncipe aparecer. Passei o dia péssima...o arrependimento por não ter ficado e esperado Edward acordar me consumia.

Eu sou patética, fato. Já fazia duas horas que eu estava aqui plantada...criando raízes. Droga! Saí rapidamente ainda pensando no que fazer... talvez eu deva ir até sua casa já que ele não apareceu por aqui. Sem pensar muito no assunto entrei no carro de Jasper que “peguei” emprestado, eu até pediria emprestado, mas ele não estava em casa... procurei no GPS do celular o endereço onde eu peguei o táxi hoje pela manhã, desliguei o celular, retirei a bateria e fiz o mesmo procedimento com o outro celular convencional, pelo menos assim eles não teriam acesso em minha vida.

Assim que cheguei no local eu me perguntei o que eu estava fazendo ali...eu não posso me ligar a alguém, eu não posso prender ninguém a essa minha vida. Eu respirei fundo e encostei a minha cabeça no volante...droga, droga, droga! Ainda com esses pensamentos desci do carro e olhei a grande propriedade, me dei conta que ele é rico, pois para manter uma propriedade daquelas só tendo dinheiro para a manutenção. Respirei fundo e pensei: Perdido por um, perdido por mil. Toquei o interfone, nada. Toquei mais três vezes demoradamente, olhei para dentro do portão e não havia nenhum carro à vista, então pensei que sendo sábado, o homem sendo um deus daqueles é claro que não estaria em casa. Dã, Bella acorda! Eu segurei no portão com ambas as mãos e apoiei meu queixo sob o meu braço, quando percebi uma movimentação no jardim e vi um homem de aproximadamente uns sessenta anos, ele estava bem distraído mexendo, acredito eu que em alguma planta e não havia percebido a minha presença ainda. Resolvi chamá-lo:

- Hey! Senhor! – eu gritei. Ele olhou em direção ao portão e finalmente me viu. Aproximou-se e disse:

- Pode falar moça. – ele colocou as mãos na cintura.

- Boa noite, me desculpe incomodá-lo há essa hora...- eu disse já me arrependendo em falar com o homem. O que diabos eu estou fazendo aqui? Eu suspirei e ao invés de perguntar pelo meu príncipe eu disse: — Eu sei que está tarde, mas eu estava passando por aqui e vi a propriedade tão linda e... – ele me interrompeu:

- Veja moça, a casa não tá a venda, isso aqui é herança, ninguém irá vender. – ele olhou em direção a casa e continuou: — Embora só more aqui um rapaz e seu filho, se é que aquilo pode ser chamado de filho...- o homem riu e continuou:- Mas ó só...eu adoro o trocinho viu moça? – ele riu novamente e eu fiquei curiosa, então Edward tem um filho.

- Então tem uma criança aqui? Nesse jardim tão lindo! – eu tentei ser simpática e dei assunto ao homem, pelo jeito ele gosta de falar. Ele gargalhou agora.

- Eu to brincando moça! É um bicho que o homem cria como se fosse um filho, tem até nome de gente...Frederico ou Fred é assim que todo mundo chama o bichinho. Vê se pode?! – ele disse dando uma gargalhada. Patético. Mas espere aí, eu realmente vi algo na sala quando estava de saída ontem, então era o tal cachorro.

- Tem gente que é assim mesmo, ama tanto seu bicho de estimação que o trata como se fosse da família... – eu disse com um falso entusiamo.

- E você moça? Tem algum bichinho de estimação? – eu cocei minha cabeça, eu não tenho tanta paciência em ser simpática com as pessoas, sem contar que eu nunca tive um bicho de estimação e jamais teria, onde já se viu deixar um bicho dependente de mim?Eu sorri forçadamente.

- Eu não tenho tempo para essas coisas, trabalho muito e sempre viajando...mas diga, como o senhor se acostuma morar em uma casa com um homem solteiro? Estou vendo que o senhor é um cavalheiro e ele deve trazer bastante namoradas aqui. – eu disse docemente, tentando descobrir algo dele. Estou no fundo poço, fato.

- Nada...o menino tinha uma namorada que vinha aqui de vez em quando e agora que a moça falou é que eu percebi que a danada sumiu e já faz tempo. Ele também quase não pára aqui, trabalha viajando. – ele piscou e disse em um tom confidente: — Mas acho que ontem tinha alguém aí com ele...se é que a moça me entende. – ele riu e eu senti meu rosto esquentar eu tentei sorrir mais uma vez e disse:

- É realmente uma bela casa pena que não está a venda. O senhor é muito simpático, obrigado por conversar comigo. – ele sorriu e disse:

- O prazer foi meu, ver uma belezura que nem a senhorita, alegrou minha noite. Vai com Deus minha filha. – um estranho sentimento me assaltou naquele momento, algo como carinho em relação àquele que eu nunca vi antes me tomou. Afastei aquilo de minha mente e sai apressada do local. Tudo que se relaciona a Edward é diferente para mim. Até mesmo um senhor que eu nunca vi em vida me desperta algum sentimento...que droga!

A mente domina a matéria. A mente domina a matéria. A mente a matéria. Esse é o meu mantra, nunca desviar disso.

No meio do caminho recoloquei as baterias nos celulares e assim que liguei recebi a chamada de James.

- Você consegue complicar tudo Bella. Está ficando cada vez mais difícil te rastrear...só de ontem para hoje eu já a perdi DUAS vezes! Sendo assim logo terei que chipar você. – ele disse sério.

- Em primeiro lugar: VAI à merda James! Em segundo lugar pra você é Cygne, principalmente nesse celular! Em terceiro lugar só tente eu disse só tente me chipar pra saber o que pode te acontecer. Em quarto lugar você não tem o que fazer não? Pelo que eu saiba você só tem que me rastrear quando eu estou em missão. – eu disse muito irritada e ele riu.

- Você é demais irritada assim. Ainda acaba comigo mulher. – ele disse cheio de malícia e eu não fiz nenhum comentário, isso só alimentaria o tesão recolhido dele. – Mas enfim, agora que você irá brincar de polícia e ladrão irei rastreá-la em todo o tempo o tempo todo. – ele disse cinicamente.

- É seu sonho sendo realizado não é esquisito? Saber o que eu faço o tempo todo em todo o tempo? – eu usei a frase ridícula dele. Homens tão previsíveis. — Quem lhe deu essa ordem absurda? Eu não vou aceitar essa palhaçada, olha aqui James...- ele me interrompeu:

- Olha aqui você Cygne. Eu não vou arriscar a sua vida por um mero capricho seu. Ninguém precisa me dar ordens quando a sua segurança está em risco. Eu sou seu guardião e sei o que é melhor para você. – eu bufei.

- Pois vá se acostumando, por que quando eu quiser eu vou me desconectar novamente. – eu disse em um tom petulante, ouvi uma risada ao fundo e sabia que era Garret. Então ouvi James resmungando:

- Eu falei pra você que não trabalho com criança. – eu ouvi a risada mais alta. – E só tente Cygne se desconectar que eu apareço pessoalmente onde você estiver. E quando você menos esperar eu irei chipá-la, sua inconseqüente! Minha obrigação é mantê-la viva e assim o farei. – ele estava todo irritado. Não consegui me controlar e disse com minha melhor voz sexy:

- É sério que você me acha uma criança James? Vou me lembrar disso... – eu fiquei em silêncio e o ouvi respirando profundamente, então continuei: — A propósito eu quero ter privacidade. Todo mundo tem a sua privacidade e eu quero pelo menos um pouco da minha. – eu disse já séria. Eu entendo o trabalho do James, mas se eu deixar ele controla até o que eu como.

- E por que você está se escondendo? Você está fodendo com alguém? – ele disse ríspido.

- Seu nojento! Eu não saio FODENDO por aí...quer saber e se eu estiver? Qual é o problema? – eu disse o desafiando.

- Me dê o nome dele, quero pesquisá-lo...- eu o interrompi.

- Nunca! Você não é meu pai! Alias nem meu pai faria isso! – eu estava indignada.

- Eu só vou falar essa vez...me. dê. O. nome. Do. Individuo. Isabella Swan.- ele disse pausadamente e agora eu sei que ele está muito irritado, e por algum motivo eu me justifiquei:

- Olha só...eu só o vi uma vez, eu não sei se iremos prosseguir com isso, na verdade eu nem quero nada disso em minha vida, então não se meta em minha vida. – eu disse com os dentes cerrados. A quem eu queria enganar? Se o homem estalasse os dedos eu iria aos seus pés como um cachorro, alias quem me dera trocar de lugar com o seu cachorrinho de estimação.

- Você não entendeu minha querida, ainda assim eu quero o nome dele...- eu o interrompi:

- Eu acho que você ainda não entendeu...NÃO SE META EM MINHA VIDA! – eu disse quase gritando nesse instante Garret entrou na conversa.

- Olá Cygne! Não se preocupe com James, às vezes ele parece ser mandão, mas é só preocupação, você sabe ele tem tendência a ser superprotetor. – eu ouvi barulho de algo sendo derrubado ao fundo e sabia que é James nervosinho descontando na primeira coisa que ele encontrou em sua frente.

- Oi Garret. Eu acredito que James como meu guardião não está dando certo, nós não nos entendemos e se eu deixar ele quer mandar até no que eu estou vestindo. Ele quer direcionar a minha vida e não foi isso que combinamos. – eu disse irritada.

- Eu entendo, no entanto estamos um pouco apreensivos com sua entrada para o FBI, você sabe Aro Volturi está de olho em você. Entenda uma coisa, James é o melhor rastreador que eu conheço, então eu não abrirei mão de sua segurança, ele continua como seu guardião. Eu e Adilah nos preocupamos muito com você...ela não suportaria se algo lhe acontecer querida. – ele falava como se estivesse explicando algo a uma criança.

- Então diga isso a esse farejador. Até mais. – desliguei rapidamente antes de ouvir as asneiras do idiota do James.

Entrar para a equipe de Garret foi como uma tábua de salvação pra mim. Além de ter deixado Lála extremamente feliz eu conseguia fazer algo de útil em minha vida. Quando lembro de tudo que passei para hoje ser membro da missão acredito que posso ir mais além.

Então por que ultimamente eu estava tão ansiosa quanto a fazer o curso de cinco meses em Quântico? E por que cargas d’água eu segui os conselhos de Jasper?

Eu agora estou aqui correndo atrás de um cara que eu só vi uma vez! Faça-me o favor Bella! Você é uma mulher forte, independente conhecida por sua frieza, prestes a entrar para o FBI, rastejando atrás de um homem? Ué e você não rasteja atrás de seu pai há anos? Mas é diferente ele é meu pai e...espera aí isso não entra em discussão e...por que mesmo eu estou discutindo comigo mesma? Ainda com esses pensamentos absurdos cheguei ao apartamento de Jasper e ele estava lá com a namorada na sala de jantar preparando algo para comer. Eu ainda estava perdida em meus pensamentos e na briga interna quando ouço Jasper falando:

- O que você está fazendo? – ele me olhou com ar divertido.

- O que você acha? Estou monologando comigo. – ele deu uma gargalhada e ouvi uma risadinha vindo de Alice. – O que tem isso demais? – eu coloquei as mãos em minha cintura e ele veio até mim, me abraçou e disse:

- Não tem nada demais sua louca! E essa é a nova palavra do seu dicionário? – eu encostei minha cabeça em seu ombro e disse:

- Pois é a mais nova palavra do meu vasto vocabulário. – eu sorri e fui em direção a Alice. – Me desculpe Alice, mas às vezes eu me perco em meu mundo e falo sozinha. – lhe dei um beijo no rosto e Jasper me olhou espantado.

- O que foi isso? – ele me perguntou. Eu o olhei assustada e perguntei:

- Do que você está falando?

- Você realmente beijou a Alice? – ele perguntou assustado.

- Não eu beijei a sua mãe e os peitos falsos dela. – eu respondi e mostrei o dedo do meio para ele.

- Deixa a minha mãe fora disso...e eu vou falar pra sua avó que você está falando palavrão. – ele fez uma careta.- Você que está no corpo da Bella onde ela está? Você é um alienígena? Irei chamar a agente Mulder...- eu o interrompi:

- Deixa de ser ridículo! – eu olhei para Alice e disse: — Depois ele reclama por que as vadias não gostam de mim. – eu arregalei os olhos e disse:- Não que você seja uma delas...ou que ele trazia várias aqui...ou que eram todas vadias...- ela deu uma gargalhada e disse:

- Não se preocupe Bella eu já entendi.- ela riu e disse: — Vocês parecem duas crianças brigando...agora deixa de bobagens e venha jantar conosco, trouxemos comida chinesa. E a propósito adorei a palavra monologando...sabe as vezes eu chego até mesmo discutir comigo mesma. – eu arregalei os olhos e disse:

- Que bom que isso acontece com você também, pensei que fosse a única louca, claro além do Jasper...- e continuamos a conversa enquanto jantávamos. Depois de um tempo Alice disse:

- Bem vocês se importam se eu tomar um banho? – eu me dei conta que eles queriam privacidade e disse:

- Me desculpem, acabei tomando muito de seu tempo e nem vi a hora passar. – me levantei e comecei a juntar a louça e colocar na pia e Jasper disse:

- Fique longe da minha cozinha! – Alice nos olhava intrigada.

- É tudo mentira Alice. Seja lá o que ele te disser eu às vezes deixo uma coisa ou outra cair, mas eu sou uma boa cozinheira e também...- ele me interrompeu:

- Ela é uma descoordenada na cozinha você não sabe do que ela é capaz! – nós rimos e eu disse:

- Então ótimo! Alice vai tomar seu banho que Jasper irá lavar a louça enquanto eu seco e guardo. – ele fez uma careta.

- Pode deixar que eu lavo a louça amor. – ela disse lhe dando um selinho. Jasper se desmanchou e disse:

- Pode ir Alice eu preciso mesmo falar com Bella antes dela viajar. – eu o olhei espantada. Não consigo esconder nada dele, droga. Ela me olhou e deu um sorriso imenso e disse:

- Então já que você já vai vou me despedir e esperar por você na festa do meu pai no sábado. E Belinha eu já te agradeço por fazer isso por mim. – ela me deu um forte abraço que eu retribui depois ela deu um selinho em Jazz e saiu para o quarto dele.

Eu e Jasper ficamos um tempo em silêncio até que ele disse:

- Então...a noite foi boa hein? – eu o olhei assustada, agora já constatei ele lê mentes.

- Como você sabe?! – eu perguntei. Ele riu e disse:

- Ou você encontrou um vampiro ontem ou o cara estava com um tesão da porra, seu pescoço está... – eu o interrompi.

- Ah tá, não precisa continuar...então...você que falou para eu “trepar” ontem...- dei de ombros e ele riu.

- É isso aí Belinha! Mandou vê hein? E aí como foi? – ele perguntou curioso. Eu suspirei e revirei os olhos, continuei em silêncio então ele me cutucou e disse:

- Conta logo! Como foi?

- Depois dizem que mulher é curiosa! Jasper sem os detalhes sórdidos...foi a melhor noite da minha vida!! – eu disse colocando a mão sob meu peito.

- O que? Tá de brincadeira? A melhor de todas as noites de sua vida?! – ele perguntou todo dramático.

- Pois é...a melhor noite nesses meus vinte e três anos! E sem detalhes...agora me responde como soube que eu iria ainda hoje? – eu perguntei.

- Não senhora me conta tudo! Teve quantos orgasmos? Chegou a ter orgasmos múltiplos? – eu lhe dei um soquinho em seu ombro e disse:

- Essa é uma conversa que eu não teria nem com uma mulher se eu tivesse uma amiga tão íntima quanto mais com você seu pervertido. Pode esquecer...- ele me olhou daquele jeito que me convencia a fazer qualquer coisa. – Só uma coisa...eu nem dormi essa noite! Só que eu fiz uma besteira tão grande Jazz...- eu disse pensando na besteira de ter saído sem me despedir. Continuei em silêncio secando a louça que ele estava lavando então eu disse:

- Você sabe que eu não me arrependo de nada do que faço não sabe? – ele afirmou com um aceno. – Pois acredite estou arrependida de algo que eu fiz... – ele me interrompeu:

- Você fazer sexo anal no primeiro encontro não quer dizer na...- eu o interrompi:

- De onde você tirou que eu fiz sexo anal? Pelo amor de Deus Jasper! Deixe eu terminar de falar se não eu paro e não falo mais nada. – eu disse irritada. Ele fez que passou um zíper na boca e eu continuei: — Então pateta...conheci o cara mais lindo que já vi na vida naquele bar ontem depois que vocês foram embora, para encurtar a conversa conversamos e começamos a nos agarrar ali mesmo, então ele me levou até sua casa e como já disse passei a melhor noite da minha vida. – eu suspirei e ele revirou os olhos. – Ele caiu no sono e começou a me dar um desespero, você sabe eu nunca fiz sexo casual e não sabia o que esperar dele quando acordasse...e se ele me mandasse embora ou se ele me achasse grudenta como você falava das garotas que você saia? Ou pior se ele tivesse se arrependido e não saber como me dispensar? Enfim surtei, peguei minhas coisas e vim embora...não sem antes deixar um bilhete na sala, mas eu me arrependi e voltei lá hoje para ver se o encontrava, talvez ele voltasse lá no pub....sei lá. Como ele não foi até o pub eu fui até a casa dele e você nem sabe...- eu disse ainda me lembrando da conversa que tive com o homem na frente da casa de Edward. Ele fez um gesto para que eu continuasse – Ele não estava em casa e eu acabei praticamente interrogando o jardineiro que estava mexendo em algo no jardim. – eu balancei a cabeça e ele riu.

- Isso foi patético Isabella! – ele disse presunçoso. Eu fiz uma careta.

- Diz algo que me surpreenda. – eu fiz uma careta.

- E agora? – ele levantou as sobrancelhas pegou o pano que estava comigo e secou as mãos.

- Como vou saber? Nem sempre eu sei como agir em todas as situações. – eu ironizei. Ele balançou a cabeça e disse:

- Como você pode ser tão insegura? Olhe para você mesma e veja a mulher maravilhosa que é! – ele me segurou pelos ombros e sacudiu levemente, a mascara de indiferença que sempre uso caiu nesse instante. Então ele continuou: — Você não é mais aquela menininha tonta que não sabe se defender. Você é uma mulher que sabe o que quer porra! – eu abaixei meu olhar para meus pés. – Olhe pra mim! Nem todos os homens são como seu pai que a ignora ou seu ex-namorado idiota que a trocou por outra! – nesse instante senti uma dor me queimando por dentro, me afastei das mãos dele e sai da cozinha com ele logo atrás, eu continuava em silencio.- Fala alguma coisa caralho! Reaja, me bata, grite, chore, mas coloque pra fora o que você está sentindo! – eu arqueei uma sobrancelha e disse:

- Detesto que você fale tanto palavrão e espero que Kebi e Amun estejam na casa de Alice no sábado por que eu não dançarei com play-back. – disse aparentando uma calma que na verdade não existia, pois por dentro me sentia quase explodir, virei e me encaminhei para o quarto.

- É mais fácil fugir do que enfrentar a realidade não é? – ele fez uma pausa e eu fiquei parada com a mão na maçaneta sem ter o que falar. – Covarde!- eu suspirei e ele falou baixo, mas foi como a ultima gota que faltava para transbordar toda a ira que eu estava sentindo naquele momento.

— Covarde? Eu sou covarde? Você não sabe o que está falando! Pensa que foi fácil o que eu fiz ontem? – eu respirei fundo e falei mais alto agora: — Eu segui seu conselho e olha só no que deu...eu passei a noite toda “trepando” com o homem mais maravilhoso que já conheci, mas por eu ser tão insegura na bosta da minha vida tive que fugir e agora eu estou parecendo uma psicopata seguindo os rastros do cara...passei por cima dos meus tabus, dos meu medos, das minhas inseguranças, James quase me descobriu e você vem me falar que eu sou covarde? Vá pra casa do...- antes de continuar a porta do quarto de Jasper se abriu e então me lembrei que Alice ainda estava por aqui. Eu respirei fundo olhei para ela, mordi meu lábio inferior e disse: — Me desculpe por isso...e não se preocupe com essa discussão o seu namorado tem a leve tendência a ser psicólogo nas horas vagas e eu e meus dramas são seu material de estudos favoritos. – eu olhei para ele e disse: — Estou me cansando de você e suas teorias ridículas. Pare de achar que entende como me sinto. – eu disse friamente e ele continuou:

- Será sempre assim? Hã? Fugindo de tudo que você gosta? Eu não sei o que você está fazendo, mas não está...- eu o interrompi:

- Quer saber de uma coisa? Cuida da sua vida! Se isso não basta arruma um gatinho que tem sete vidas, mas pelo amor de Deus me deixa em paz! Eu sou insegura! Eu sou patética! A minha sentimental é ridícula! Eu sou desastrada! Pronto tem mais alguma coisa que eu estou esquecendo? – eu coloquei a mão na testa: — Claro estou esquecendo...meu pai foge de mim tanto quanto o Bin Laden foge do Exército americano....satisfeito? Não lembro no momento de mais nada que possa ser citado, maaaas tenho certeza que você encontrará um jeito de me lembrar de mais alguma coisa em minha vida que não funcione. – entrei no quarto aparentando uma calma que não sentia, peguei minha bagagem e quando estava saindo ele veio em minha direção, tentou segurar em meu braço que eu tratei de puxar em um safanão. A expressão de Alice seria cômica se eu não estivesse tão fora de mim, ela estava com os olhos arregalados e marejados, sua mandíbula estava escanrada e olhava freneticamente para nós dois. Eu respirei fundo e disse a ela:

- Me desculpe mais uma vez...não se preocupe já tivemos discussões um pouco mais acaloradas que esta, pena que você presenciou uma delas...obrigada pelo jantar....- Jasper me interrompeu:

- Bella não faz assim...você precisa colocar pra fora, fala comigo...você está se perdendo de você. Será que não entende? Olha o mundo que você vive? Eu quase não te reconheço...cadê aquela garota feliz que levava tudo na brincadeira? Que sorria e gostava de tomar banho de chuva? Porra Bella! Você é feliz? – ele fungou e eu estava a ponto de desabar, eu realmente não sabia mais quem eu era. A minha maior preocupação era em nunca decepcionar as pessoas que eu amava e, no entanto estou aqui fazendo meu melhor amigo chorar por que estava preocupado comigo. Eu nunca consigo responder as expectativas das pessoas que estão ao meu redor. Estou sempre os decepcionando...eu não sei até quanto mais poderia suportar. Eu respirei fundo tentando engolir o bolo que se formava em minha garganta, voltei lentamente para olhar em seus olhos e disse com toda a dor que eu sentia no momento:

- Eu só não quero decepcionar mais ninguém em minha vida, quero poder fazer algo que contribua para algo maior que eu...se eu sou feliz? – nesse momento uma única lagrima escorreu dos meus olhos: — Desde os meus seis anos de idade isso se tornou irrelevante em minha vida, Jazz. – eu passei a costa de minha mão direita em meu rosto. – De lá pra cá cada vez que eu me iludi que poderia ser uma garota feliz e sorridente, eu só tenho levado rasteiras então o que realmente é ser feliz? É ganhar muito dinheiro com que você sabe fazer? – eu o olhei firmemente. – Eu acho que não. É casar, ter uma casa amarela com cerca branca e crianças no quintal brincando enquanto eu estou em uma cadeira de balanço aguardando o meu marido chegar? Eu também acho que não...então enquanto eu ainda não achei o sentido da minha felicidade eu sei que posso fazer algo muito maior que olhar para meu umbigo...mesmo que isso esteja me tornando uma pessoa tão dura a ponto de poder matar um ser humano sem um pingo de remorso, mas sabe o que acontece quando eu olho nos olhos de alguém e vejo a esperança ressurgir? Que ela acredita que sua vida realmente pode mudar graças ao que eu fiz? Que de alguma forma eu sou útil para alguma coisa, mesmo sendo apenas...eu. – outra lágrima caiu de meus olhos eu não esperei nenhum comentário, virei as costas e sai sabendo que admiti ser uma pessoa perigosa em frente a Alice, uma pessoa que mal conheço, no entanto tenho uma estranha sensação de segurança perto dela. É...muita coisa estava mudando dentro de mim ultimamente, eu só não sei como acompanhar todas essas mudanças

Notas finais
Espero que gostem, pois esse capítulo foi meio que tristinho para escrever.
Comentem!!

Ah! Gente adoro o Jasper...nos livros, nos filmes ou "simplesmente" como Jackson...ui ui.