All We Ever Do Is Say Goodbye
10 Capítulo 10
"Às vezes a vida se resume em apenas um ato de insanidade."
(Avatar)
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Uma semana havia passado desde que eu tinha voltado de Londres e durante toda essa semana, pelo menos uma vez ao dia eu falava com Dougie. Como ele mesmo dizia, precisávamos da nossa dose diária um do outro.
Mas não hoje. Dougie ainda não havia me ligado e eu estava inquieta. Peguei meu celular, discando o número que agora eu sabia de cor e salteado. Mas antes que pudesse chamar, desliguei.
Deixa de ser infantil, Bruna. Se ele não te ligou é sinal de estar ocupado., eu tentava me convencer. Com o controle da tv na mão, eu mudava impacientemente de canal, sem nem ao menos prestar atenção.
Lembrei de Jess, que hoje estava em uma reunião de família com o namorado dela. Era engraçado como toda vez que o meu celular tocava e ela revirava os olhos, mostrando não estar de acordo com toda aquela situação, se estivesse por perto.
Eu sabia que sua preocupação não era sobre Ally.
Era sobre eu me machucar novamente.
Após alguns minutos rodando todos os canais da tv a cabo, optei por um de filme, onde passaria "Diário de uma Paixão". Eu já havia assistindo quinhentas vezes, mas assim como Dirty Dancing, eu não me cansava de fazer isso de novo e de novo. Decidi também pedir uma pizza, já que estava com preguiça de preparar algo para comer.
Essa noite seria uma daqueles típicos sábados, onde ficamos em casa, assistindo algum filme romantico e sentindo como se estivéssemos na fossa.
Quase trinta minutos depois do pedido, a pizza finalmente chegou. Eu estava sem fome, então coloquei-a na cozinha para depois comê-la.
Eu não iria conseguir dormir tão cedo. Olhei para o celular e ainda não tinha nenhuma ligação, nenhuma mensagem. O relógio marcava que agora eram dez horas da noite. Ainda inquieta, caminhei até o quarto procurando um livro para ler, mas não me decidia por qual.
Ouvi a campainha tocar, fazendo eu revirar os olhos. Vai me dizer que eles erraram o pedido de novo?!, reclamei, caminhando até a sala, para então abrir a porta.
Eu não acreditava no que estava vendo. O cara que ocupava os meus pensamentos nos últimos dias estava ali, em carne e osso.
– Dougie, o que você faz aqui? Como conseguiu subir? — perguntei, sem realmente acreditar que ele estava ali.
– Um pouquinho de sorte. — ele respondeu, me abraçando.
– Como você descobriu onde eu moro? — perguntei, dentre tantas outras perguntas que surgiam na minha cabeça. — Ally. — ele deu de ombros.
– A Ally? O que você fez.. — ele me interrompeu com um selinho.
– Eu estou aqui com os meninos. — ele riu ao perceber que eu tentava olhar atrás dele, procurando os meninos. — Não desse jeito, bobinha. Viemos a Nova Iorque para uma reunião com uma produtora de shows. Sabendo disso, Ally me deu seu endereço e pediu para eu lhe fazer um pedido. — ele disse, me abraçando e dando pequenos beijos no meu pescoço.
– E que pedido é esse? — afastei-me, dando espaço para ele entrar no apartamento. — Não quero falar sobre isso agora. — Dougie largou uma mochila que ele carregava no sofá e voltou sua atenção para mim.
– O que estava fazendo em casa em pleno sábado à noite? — ele perguntou com curiosidade. — Não que eu estivesse reclamando, é claro. Não ia ser nada legal ter viagem perdida. — ele coçou a cabeça, se mostrando visivelmente sem graça com a possibilidade de isso acontecer.
– Está com fome? — perguntei, tentando mudar de assunto. Eu não queria assumir que estava assim por causa dele. Por causa da falta da sua ligação. Ele concordou com a cabeça e fomos até a cozinha pegar um pouco de pizza.
Ficamos alguns minutos ali, jogando conversa fora e rindo. Dougie perguntou sobre o meu dia e contou sobre o seu, além de dizer que não via a hora de estar comigo. Por incrível que pareça, em apenas alguns minutos eu fui do inferno ao céu. Eu estava me sentindo feliz e completa.
Assim que terminamos de comer, Dougie disse que precisava de um banho, mas que logo voltaria para aproveitar todo o tempo que ele havia perdido durante os dois anos em que estivemos longe.
Eu me sentia uma adolescente boba e apaixonada, como se fosse pela primeira vez. Era incrível, mesmo depois de tanto tempo e de tudo que aconteceu, como Dougie despertava os mesmo sentimentos de quando nos conhecemos.
Sentada no sofá, puxei meus joelhos para perto de mim e fechei meus olhos. Eu agora estava em paz. Tudo funcionava perfeitamente bem em mim.
(coloque para tocar)
Senti os lábios de Dougie nos meus, despertando-me de meus devaneios. Eu não tinha percebido que ele acabara do banho, eu nem sabia quanto tempo havia se passado.
Como se fosse para me provocar, Dougie estava apenas de boxer preta, mostrando o seu corpo mais do que em forma, sem exageros.
Give a little time to me, we'll burn this out,
(Dê um pouco de tempo para mim, vamos queimar isso,)
We'll play hide and seek, to turn this around,
(Vamos brincar de esconde-esconde, para virar esse jogo,)
All i want is the taste that your lips allow,
(Tudo que eu quero é o gosto que permitem seus lábios,)
– Quer me matar assim, Poynter? — perguntei, deixando-o em dúvida sobre o que eu falava: de susto ou pela visão maravilhosa pela qual eu estava me deliciando. Eu sorri.
Novamente, ele voltou a me beijar de forma delicada, mas logo ganhando um ritmo mais acelerado conforme a nossa urgência um do outro aumentava. Senti sua mão nas minhas pernas e a outra no quadril, dando assim impulso para me pegar no colo. Eu não queria parar de beijá-lo, de sentir seu corpo encostado no meu.
– Onde fica o caminho? — ele sussurrou no meu ouvido, pervertidamente. Eu apenas ri e apontei para o caminho do quarto.
My my, my my oh give me love,
(Minha nossa, minha nossa, oh me dê amor,)
My my, my my oh give me love
(Minha nossa, minha nossa, oh me dê amor,)
My my, my my oh give me love,
(Minha nossa, minha nossa, oh me dê amor,)
Não demorou muito e logo estávamos no quarto. Com cuidado, Dougie me colocou na cama e sorriu feito uma criança ansiosa para ganhar o tão desejado presente. Carinhosamente, mas ainda sim com urgência, começou a tirar a calça que eu vestia e voltou a me beijar, deitando-se em cima de mim. Senti suas mãos frias em minha barriga, causando calafrios e aumentando o desejo a cada toque de tê-lo somente para mim.
Interrompendo o beijo por apenas alguns segundos, Dougie tirou a minha blusa, deixando-me apenas de calcinha e sutiã. Ele admirava o que via, enquanto seu membro indicava que ele não aguentava mais de tanto desejo.
Give me love like never before,
(Dá-me o amor como nunca antes,)
'cause lately i've been craving more.
(Porque ultimamente tenho desejado mais.)
And it's been a while but i still feel the same,
(E faz algum tempo, mas eu ainda sinto o mesmo,)
Maybe i should let you go
(Talvez eu deveria deixar você ir)
Eu havia desejado aquilo por tanto tempo, mas toda vez que o fazia, me recriminava por ainda pensar nele. E agora, eu estava realizando este desejo interno, pessoal.
Passei minhas mãos pelo corpo de Dougie, explorando e memorizando cada parte que eu conseguia. Eu não estava aguentando. Eu queria mais. Como se lesse meus pensamentos, Dougie tirou sua boxer e então, a minha calcinha e por fim, o sutiã. Parecia como se fosse a nossa primeira vez, todo aquele sentimento e tesão guardado há tanto tempo que agora mal podíamos nos controlar.
Enquanto uma mão acariciava suas costas, levei a outra até seus cabelos bagunçado-os carinhosamente.
My my, my my, oh give me love
(Minha nossa, minha nossa, oh me dê amor)
Give a little time to me, we'll burn this out
(Dê um pouco de tempo para mim, vamos queimar isso)
We'll play hide and seek, to turn this around
( Vamos brincar de esconde-esconde, para virar esse jogo)
All i want is the taste that your lips allow
(Tudo que eu quero é o gosto que permitem que seus lábios)
– Eu te amo. — Dougie sussurrou, ao mesmo tempo em que eu sentia ele dentro de mim. Como se fôssemos um só corpo.
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