All Star Platform Warriors
2 Mudança de sorte
Notas iniciais
Capitulo Dois
–Bem qual é a graça eu posso saber?
A voz era de um homem de meia idade, com barba longa e grisalha, assim como seus cabelos penteados impecavelmente. Ele vestia um traje social marrom, camisa social branca e uma gravata borboleta preta. Ele olhava atentamente para as garotas que estavam estáticas com a presença dele.
–Caro reitor, essas duas moças estão obstruindo a porta e não querem me deixar passar. O senhor pode fazer a gentileza de pedir para elas me deixarem passar? — Pediu Mark. O reitor olhou para as duas e fez um gesto.
–Deixem o Sr.Hawkins passar agora. — Ordenou o homem.
–Sim reitor Miles. — Disseram Sarah e Deborah que deram passagem. Mark foi junto com o reitor, já que não podia esperar algo de bom nas duas.
–E então, como você está? —Perguntou Miles
–Bem. — Respondeu Mark, ontem terminei o meu projeto. É uma CPU de processador i7 e...
–Mark! — Reprendeu Miles.
–Sim?
–Você tem que parar de trabalhar de vez em quando. — Respondeu o reitor.
–Desculpe.
–Bem, está nervoso? Afinal hoje você recebe seu novo Key Card Access.
–Estou bem, só cansado. — Respondeu Mark. — E como o senhor está?
–Bem também, só cansado, assim como você. — Miles suspirou — Hoje vai um dia daqueles...
–Por que acha isso?
–Não sei...
–O que quer que aconteça, você tomara a decisão correta. Afinal, você é o nosso reitor não é?
–Sim... Sou sim... — Miles saiu da sala de aula e foi até sua sala. Ao chegar sentou-se em sua luxuosa cadeira de couro. Frustrado olhava para a porta a sua frente.
–Eu sei... Mas o que eu faço agora? — Perguntou Miles para si mesmo. Ele puxou uma das gavetas e pegou uma caixa de madeira marrom. — Será que estarei fazendo a coisa certa?
Mark andou até seus colegas e lhes deu um aceno rápido. Eles devolveram e em seguida, voltaram a conversar.
–Bem, aí eu terminei aquele sistema operacional que o professor pediu.
–Que bom Josh. — Comentou o colega — Mark vem cá!
Mark ao ouvir o colega lhe chamar foi até ele e disse:
–Que foi Ryle?
–É verdade que você terminou a seu projeto ontem?
–Sim! — respondeu
–Então o Orpheu está pronto?
–Está!
–Qual é a configuração dele?
–Placa mãe ASUS Maximus VI Extreme, processador Intel Core i7-4770K de 3,5 GHz, dois kits de memória G.SKILL RIPJAWSZ 32GB (2400mhz), dois drives SSD Corsair Force Series três CSSD-F480GBGT-BK 480GB, quatro placas de vídeo EVGA GTX 680 Signature, fonte Corsair AX1200, gabinete Cooler Master Cosmos II RC-1200-KKN1, teclado RAZER Deathstalker Ultimate Elite Gaming, mouse Corsair Vengeance M90 e headset Logitech G930 7.1. O resto é coisa antiga lá de casa mesmo. — respondeu Mark.
–Legal e quando vamos ver essa belezinha?
–Hoje, eu espero.
Mark e os outros continuaram a conversar enquanto os outros arrumavam seus projetos. Ao dar nove horas em ponto um homem de quarenta anos entra na sala de aula. Vestido de calça e camisa social e um colete, ele olhava cada um dos alunos.
–Bem, sou eu o professor Lewbert atacando novamente e hoje quero ver o que vocês para mim! — Disse Lewbert enquanto sorria maliciosamente. Cada aluno ajeitava seu projeto e se posicionava em seus respectivos lugares. — Bem o primeiro será... Albert! Bem o que você tem para nós Albert? — Perguntou Lewbert sarcasticamente.
–B-b-b-b-bem... Eu tenho esse robô que fiz. — Disse Albert nervoso enquanto mostrava o robô de media estatura.
–Esse robô é meio pequeno... O que ele faz?
–E-e-e-ele traduz qualquer língua sem internet, além disse e-e-e-ele é-é-é um ajudante pessoal q-q-que auxilia o seu dono.
–Interessante... Bem vamos fazer um teste. Gostaria de saber quanto é o
–O valor de é 3,14 aproximadamente. — Respondeu o robô.
–Certa resposta. Próxima pergunta: O que é o estado islâmico?
– O estado islâmico é um grupo terrorista, tendo o islã como religião e seguindo radicalmente.
–Correto. Agora vamos testar outra coisa. Bem eu quero saber o que você vê quando fecha os olhos.
Nisso o robô apaga como se estivesse em curto. Albert estava desolado com o acontecimento, como se não acreditasse com o que estava acontecendo.
– Pelo que eu pude ver você colocou um código de emergência, assim como eu lhe disse. Está ótimo, mas pode fazer melhor, você tem potencial para isso. Bem o próximo é Billy. Qual é o seu projeto Billy?
–Bem professor eu criei um robô de mineração no qual pode escavar até o manto terrestre. — Disse apontando a o modelo. — Com o teste esse modelo em escala 1/100 ira receber labaredas de 5.000 graus Celsius, isso equivale a 5273,15 ⁰K.
–Impressionante. Pode começar o teste.
–Billy apertou o botão e o robô foi levado até uma câmara de grafeno, na qual poderia resistir a elevadas temperaturas. Após apertar o botão um feixe de plasma de baixa densidade começou a esquentar o robô, o mesmo resistiu alguns minutos, mas o feixe o cortou ao meio. Lewbert olhou de certo modo desapontado, mas mesmo assim perguntou para Billy:
–Que material você usou para fazer esse robô?
–Eu usei uma liga de titânio e cerâmica e os circuitos são todos de silício.
–Bom trabalho, mas tem que melhorar sua liga. Próximo!
Nisso sucedeu vários testes, uma invenção atrás da outra. Algumas funcionavam e outras davam defeito. Em um teste, um dos robôs quase feriu Lewbert, que ordenou sua desativação imediata após o incidente.
–Seu imbecil, você poderia ter matado a todos nós! —Disse Lewbert furioso.
–Desculpa professor Lewbert — Disse o aluno.
–Bem, já que ninguém se feriu, vamos ao nosso ultimo aluno, Mark Hawkins. — Todos aplaudiram Mark, que se dirigiu a frente da sala. — Bem Mark, como eu digo sempre, me surpreenda.
Mark começou a mexer no celular e disse.
–Bem professor, eu criei algo bastaste interessante...
–Foi o seu celular por acaso? — Todos riram da piada de Lewbert.
–Quem dera que fosse. Na verdade estou ligando agora mesmo para o meu computador. — Respondeu Mark.
–Como é? — Perguntou Lewbert.
–Isso mesmo, eu estou ligando para meu PC.
Mark iniciou uma chamada de vídeo e transferiu para o computador da sala. O PC que Mark tinha montado estava aparecendo.
–Gente, está máquina se chama Orpheu. Diga oi Orpheu, por favor.
–Oi turma 1ª, prazer em conhecê-los! — Respondeu Orpheu.
–Oi Orpheu.
–Bem o Orpheu tem a configuração de do PC gamer mais potente desse ano e suas peças são relativamente caras, porém seu OS* é o diferencial, já que OS funciona junto de uma IA independente que ajuda na manutenção do meu computador.
–Ou seja, quem está falando sou eu a IA Orpheu e não o conjunto todo.
–E ele só usa 5% da capacidade que esse PC gamer pode oferecer. — Concluiu Mark.
Todos aplaudiram a ele, pelo trabalho que fizera.
–Espera ai tem mais! Albert pode me emprestar seu robô, por favor?
–Cla-claro! — Respondeu Albert. Mark disse algo impronunciável no telefone e o robô despertou, ele andou até Lewbert e estendeu sua mão metálica.
–Será um prazer conversar com você. — Disse o robô.
–Eu digo o mesmo Orpheu, não é Mark?
–Agradeça a mim depois! Obrigado! — Disse Mark fazendo um gesto de teatro. Todos batiam palmas para Mark, impressionados com o talento dele. Mark apenas sorriu feliz.
–E então você usou uma linguagem única?
–Fui eu mesmo que fiz. — Respondeu Mark a Lewbert.
–Eu sei que usar sua própria linguagem é mais fácil e complicado ao mesmo tempo, mas por que não usou ou... — Lewbert foi interrompida por duas garotas de voz irritantemente aguda.
–Mark Hawkins!
Eram Deborah e Sarah. Mark revirou os olhos já sabendo o que iria acontecer.
–Professor poderia conversar comigo depois? — Pediu Mark sério. Lewbert ao perceber o tom de voz de Mark, apenas disse:
–Okay, te vejo depois.
Lewbert saiu caminhando sem falar com ninguém. Mark apenas olhou friamente para as duas e as mesmas retribuíam.
–E então, nos soubermos que fez uma apresentação de arrasar. — Disse Sarah.
–Isso não importa para vocês, não é — Respondeu Mark de maneira sarcástica.
–É você nesse tem razão nesse ponto, exceto por uma coisa. — Disse Deborah
–Você roubou o projeto de Ned novamente. — Disse Sarah com certo nojo.
–Olha pelo que eu saiba o Ned não é inteligente o suficiente, afinal, se alguém como ele mal consegue fazer isso, imagine eu que sou uma ovelha. — Mark fez um berro de uma ovelha para demostrar o que ele era.
–Está querendo me dizer que não fez isso? Quem você pensa que engana? — Perguntou Sarah indignada.
–Ninguém, afinal eu estou falando a verdade. Só estou dizendo para as duas pararem de ser pau mandadas do meu irmão. — Disse Mark sério
–Você está dizendo que nós somos as vadias dele!? — Disseram as duas ao mesmo tempo, não acreditando no que Mark tinha tido.
–Se é assim que vocês entendem o significado de pau mandado, a culpa não é minha! — Respondeu Mark erguendo as mãos para provar inocência. — Agora com licença, eu tenho mais o que fazer.
Mark saiu andando e passou pelas duas que revoltadas pelo “insulto” que ele disse gritaram:
–Espero que todos saibam quem você é Mark Hawkins! Você é falso, imundo e desonesto! Você vai ser ninguém em sua vida, pode acreditar nisso Mark Hawkins!
–É mais fácil um maníaco tentar assassinar toda a minha família do que eu ser um fracassado na vida. Agora parem de encher o saco ou vocês vão ver!
Mark saiu do prédio norte e olhou o horizonte. Mark pensava em várias coisas, mas aquilo que elas disseram lhe incomodaram.
Você var ser ninguém em sua vida!
Mark tinha medo de ser ninguém em sua vida. Ele passou anos se esforçando para que tudo não fosse em vão. E agora aquele medo voltara após anos escondido. Mark queria que por Deus e por tudo que existisse na terra aquelas palavras nunca se tornassem verdade.
Atenção alunos, por favor, compareça ao auditório central para a entrega dos novos Key Card Access para as turmas de programação e a turma de mestrado 2013.1.
Mark ouviu o recado do reitor Miles no alto-falante e se levantou da calçada onde estava sentado. Após voltar para dentro ele pegou o túnel suspenso no décimo andar é foi para o prédio central, onde ficava o auditório. Ao chegar se deparou pela quantidade enorme de pessoas.
–Droga, isso vai demorar!
Ele esperou todos entrarem o auditório para entrar junto. Ao conseguir entrar se dirigiu a primeira fileira, sentando no primeiro lugar que encontrou. O reitor Miles entrou no palco e pegou o microfone que estava na bancada. Dando algumas palmadinhas para testar se o microfone estava funcionando, ele começou a falar.
–Caros alunos, hoje é um dia muito especial para vocês. Eu sei que já receberam seus diplomas e que a festa de formatura será à noite, mas a entrega de seus novos Key Card Access é tão importante quando eles. Eles também são a prova de sua capacidade. Hoje as turmas de programação 101 e a turmas de mestrado em robótica e programação irão receber essa honra. Para iniciamos, irei chamar primeiro a turma de programação 101. Por favor, o aluno...
Miles chamou o primeiro aluno da turma em ordem alfabética. Ao chegar o aluno lhe entregou seu antigo Key Card Access e Miles pegou o novo, dando um simples toque nos dois. Depois entregou o novo Key Card Access para o aluno e ele comemorou alegre.
Uma salva de palmas foi ouvida e o aluno desceu do palco, voltando ao seu assento. A mesma cena se repetiu por alguns minutos. Vários alunos alegres comentavam sobre seus novos Key Card Access e como séria a formatura à noite. Miles após entregar o Key Card Access de todos os alunos, falou novamente no microfone.
–Bem, vocês sabem que a entrega hoje é importante em suas vidas, porém, faltaram dois alunos para eu entregar. Por favor, Ned Belmonte Hawkins suba no palco.
Ned ia para o palco enquanto era aplaudido por seus fãs. Ao subir e chegar perto de Miles, ele entregou seu Key Card Access e Miles fez a mesma coisa que as anteriores, porém o novo Card que Ned recebeu era dourado.
–Gente ele recebeu um Gold Key Card Access! — Gritou Deborah. As pessoas ficaram histéricas e em seguida bateram palmas freneticamente. Ned se reverenciou como um artista de teatro e saiu do palco.
–Agora nosso último aluno a receber seu Key Card Access, Marcus Belmonte Hawkins, suba no palco, por favor.
–Mark foi até o palco, recebendo aplausos de seus colegas e vaias dos fãs de seu irmão. Ao subir no palco ele chegou até o reitor e lhe entregou seu Key Card Access, que era de prata. Mas quando Mark entregou, Miles fez algo incomum. Ele destruiu o Silver Key Card Access de Mark. Todos exceto Mark e Miles ficaram em choque. Em seguida Miles lhe entregou um cartão preto, sem a cor de qualquer Card.
–Isso é seu Marcus Belmonte Hawkins.
Mark pegou o Card e estranhou. Deborah rindo da situação disse.
–Veja gente ele ganhou um Card inválido!
Logo os fãs de Ned e o próprio começaram a rir. Mark não se incomodou, ao menos ele demonstrava isso, já que ele estava temeroso. Foi quando ele percebeu que o Card tinha na verdade uma camada negra. Após retira-la com cuidado ele percebeu que o Card na verdade tinha uma cor platinada. O Card começou a emitir um brilho e ele ergueu o Card no ar. O brilho se estendeu por todo auditório e todo mundo se surpreendeu. As pessoas olhavam para o cartão e ficaram surpresas ao ver que aquilo não era algo inválido. Albert reconheceu o brilho platinado do cartão e disse para si mesmo, repetindo a palavra constantemente.
–Impossível, impossível, impossível... — Sarah percebeu o que ele dizia e perguntou:
–O que é impossível, seu inútil?
–Primeiro não sou inútil, segundo e mais importante: Aquele Card é impossível de aparecer, ou era o que eu pensava. — Falou Albert, dessa vez mais alto.
–Como assim? — Perguntou alguém da plateia.
–Aquele Card é único! Não estão reconhecendo a cor dele. Só os melhores conseguem aquele Card!
–Sim, e dai? — Perguntou Sarah.
–Pelo visto, vocês não entenderam. Só os melhores conseguem aquele Card. Melhor: Só os melhores dos MELHORES dos MELHORES conseguem aquele Card! — Disse Albert enfatizando a palavra melhor. Foi quando Sarah, Deborah e Ned se surpreenderam.
–Espera aí, você está nos dizendo...
–Sim! — Interrompeu Albert. — Aquilo é...
–É um Platinum Key Card Access. — Disse Mark surpreso.
Todos na plateia se surpreenderam, falando oh ao mesmo tempo, como um coral de igreja. Mark começou a rir alegre e as pessoas aos poucos começaram a aplaudir. Uma grande salva de palmas foi ouvida. Quase todos aplaudiram Mark. Sarah e Deborah indignadas subiram no palco e todos pararam de aplaudir.
–Me dá isso aqui — Sarah tomou o Platinum Key Card Access de Mark e tentou fazer a transferência de cartões, mas a resposta foi inesperada:
Transferência impossível!
Sarah e Deborah se surpreenderam com a resposta. Mark se conteve para não rir e cobriu a boca coma mão para disfarçar.
–Qual é a graça? — Perguntaram as duas ao mesmo tempo ao perceber que Mark tentava disfarçar.
–Eu não sei se vocês duas não sabem, mas quando um Platinum Key Card Access obtém os dados de seu respectivo usuário, ele se torna intransferível e insubstituível. Respondeu Mark.
–Além disso, ele tem GPS e...
–Pois vou quebra-lo! — Afirmou Deborah.
Ela pegou o cartão de Sarah e tentou quebra-lo, mas uma capa negra de tonalidade obsidiana surgiu em volta dele e ela não conseguiu quebrar. Então ela pegou o microfone e tentou tacar, mas ela tomou um choque do cartão.
–Mas o que!?
–Como eu estava dizendo — Disse Miles limpando seus óculos. — O Platinum Key Card Access é indestrutível, criando uma capa de obsidiana em sua volta e tem um sistema de segurança para evitar roubos. Agora devolva Platinum Key Card Access do Mark agora! — Ordenou Miles em seguida. Deborah devolveu o Platinum Key Card Access para Mark e o Card voltou ao normal.
–Legal. — Disse Mark ao ver a transformação.
–Mark, eu lhe entrego esse Platinum Key Card Access, sabendo que você, é o melhor dos melhores, mas essa escolha não foi feita só por mim, mas também por um velho amigo meu o doutor Ethan Light.
–Doutor Ethan N. Light!? — Disse Mark surpreso.
–Isso mesmo. E ele lhe quis lhe parabenizar, pela entrega do Card com uma vaga de trabalho no laboratório dele.
–Sério! Olha, eu não sei o que dizer!
Não diga nada, apenas receba os aplausos!
Mark foi aplaudido por todo o auditório, inclusive por seu irmão que reconheceu seu esforço. Mark só fez erguer o cartão, como um troféu, em comemoração pelo seu esforço e sua conquista.
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