All Star Platform Warriors
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Notas iniciais
All Star Plataform Warriors
Capitulo 1
Em Rockview um jovem atleta universitário esperava impacientemente pela rua, olhando atentamente o relógio de pulso. Marcava exatamente 14h28min.
–Onde ele está?
Logo alguém lhe toca o ombro com certa pressa. O jovem atleta se vira e olha atentamente para a pessoa que estava atrás de si.
–Finalmente chegou, hein? Está atrasado! Oito minutos de atraso.
–Me desculpe se demorei, mas eu tinha mais o que fazer.
–Olha se continuar desse jeito, vai virar um velho rabugento caro Mark Hawkins – Ironizou o atleta.
Mark Hawkins olhou decepcionado com a pessoa a sua frente. Por mais que tentasse, suportar Ned era de certa forma difícil, ainda mais conviver com ele.
–Diferente de você que vive de uma “bolsa de estudos” e fica treinando para competições das nacionais, eu estou ocupado em alguma coisa.
–E essa alguma coisa por acaso lhe está ajudando?
–Sim, diferente do que você imagina isso está me ajudando bastante.
–Como, isso eu gostaria de saber o esperto.
–Vai te ferrar Ned! – Disse Mark impaciente, começando a andar. – E vamos logo, quero chegar cedo em casa.
Ned foi atrás dele, caminhando pela rua, descendo até uma avenida e depois dobrando a esquerda, seguindo até uma praça onde se via carros andando devagar e alguns estacionados no acostamento, mais adiante seguiram enfrente e atravessaram para o outro lado indo até uma loja chamada “Salão Camelot”. Aa placa na porta dizia: entre caro viajante.
–Pelo menos ainda está aberta a loja. Se dependesse de você...
–Vai te ferrar babaca!–Disse Mark já Irritado. Ambos entraram na loja onde se via claramente um ambiente medieval misturado com algo mais cientifico. Aas prateleiras estavam cheias de produtos comuns como livros e revistas até os menos convencionais como espadas e armas de brinquedo e paintball. Ignorado as estantes, foram até o caixa que era na verdade uma replica da famosa mesa redonda da távola redonda, da lenda do rei Arthur. Ao chegar um homem que estava no outro lado da mesa os recebeu, trajado de roupas comuns ele acenou para a dupla.
–Olha se não são os “Hawkins Brothers” *! – Exclamou alegre–Faz um bom tempo que não os vejo aqui!
–Desculpa Jack, é que a universidade nos deixa bastante ocupados, além disso, tem o trabalho e...
–Sei como é Mark, não se preocupe com isso — Interrompeu Jack – E falando em faculdade, como é que está às coisas por lá?
–Cansativo! – Respondeu Mark.
– Eu que o diga, ser paquerado, interceptado por fãs, receber cartas e pedidos e mais pedidos de autógrafos...
–Olha não precisamos saber o seu dia-a-dia como astro de futebol americano está bem? — Interrompeu Mark.
–Claro afinal ninguém precisa saber que eu sou mais bem sucedido que meu irmão
–Ora vai...
–Sem palavrão por aqui! Vocês sabem as regras! — interrompeu Jack — Bem as encomendas que vocês pediram chegaram!
–Opa! Finalmente vou poder jogar com a minha belezinha! – Comemorou Ned — Bem, cadê? Cadê, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê, cadê?
– Calma eu vou pegar, está bem?
–Vai logo Jack, por favor, quero ver se é o que realmente pedi!
–Pode ter a certeza que é! — Disse Jack sorrindo, abrindo a portinha da mesa, indo para o ultimo andar da loja, para pegar a encomenda deles. Mark estava mais calmo que podia enquanto Ned estava incrivelmente ansioso para pegar seu jogo. Após algi8ns minutos Jack desceu com duas caixas de tamanho mediano, muito bem fechado em fita durex transparente. Ao passar pelo outro lado da mesas/balcão, pôs as caixas encima dela.
–Aqui estão rapazes! — Disse Jack ainda sorrindo.
Em menos de um segundo a reação de ambos foi à mesma. Em uma velocidade fora do comum, ambos pegaram a lâmina mais próxima e cortaram a fita, depois abriram a caixa freneticamente e jogando a espuma no chão tiraram nas suas encomendas. Eram uma coleção de jogos que eles tinhas pedido.
–Obrigado Jack! –disseram ambos.
–Ora, que é isso rapazes, esse é o meu trabalho!
Os olhos de ambos brilhavam, intensamente com os jogos plastificados que estavam em sua frente. Cada um tirou o plástico e verificou.
–World of Warcraft, Domination Minds, Xenonic Destruction. Está certo Jack!
– Battletoads, Need for Speed, Majora Mask 3D... Pelo que eu vejo isso é o que o que eu pedi. Obrigado Jack.
–De nada! Vocês sabem que são meus clientes favoritos, não é? Bem tudo deu em torno de US$ 400 com o frete.
–Obrigado! –Disse Mark e Ned dando algumas notas na mão dele.
–Sou eu que agradeço. — Respondeu Jack.
–E então você não encomendou nenhuma coisa secreta?
–Do que você está falando?
–Você sabe! —Disse Ned — Sério você não encomendou algo ou algo assim?
–Não! — Respondeu Mark rapidamente — Por que está me perguntando isso?
–Ora Mark, pare de fingir que não sabe!
–Não sabe o que? – Perguntou Mark.
–É sério Mark o que você...
–Olha, eu não sei do que você está falando. — Interrompeu Mark prestando atenção na rua.
–Sabe sim, estou falando de umas caixas que estão chegando lá em casa e por algum motivo parece que são destinadas a você já que eu não fiz encomenda. Nem a mamãe e nem o papai caso você pergunte.
–Pois eu também não sei! — Respondeu Mark em um tom mais sério
–Ah, é? Que nem daquela vez que você disse que não sabia que tinha um Playstation 4 no seu quarto.
–Me lembro dessa. E me lembro de que também o que aconteceu com ele uma semana depois. Aquelas malucas destruíram o meu presente de aniversário e nem pagaram depois.
–Mas foi um acidente! — Mark o encarou com certa raiva! — Está bem, não foi tão acidental assim... — Disse Ned com um sorriso amarelo.
–“Acidente” ou não aquelas malucas me devem um vídeo game novo e a minha coleção de duzentos jogos tudo custando cerca de US$ 2100.
–Tudo isso!? — Ned exclamou surpreso.
–Tudo isso!— Disse Mark enquanto dobrava a esquina junto com Ned
–E quanto isso daria em reais?
–Isso vezes quatro sem contar os impostos daria uns R$ 8400.
–Isso é bem caro!
–Bastante!
Mark e Ned chegaram a seu respectivo lar. A casa é branca com detalhes em azul e amarelo. Pendurado na parede tem uma bandeira norte-americana no qual indica o patriotismo do país. Mark em num gesto simples pega as chaves que estão no bolso da calça e abre a porta. Ao entrar depara com uma mulher com seus respectivos 40 anos, mas não demonstrando isso fisicamente, parecendo de longe uma mulher mais nova.
–Boa noite Mark! Boa noite Ned! — Disse a mulher.
–Boa noite mãe! — Responderam ambos.
–Como foi o dia de vocês?
–Cansativo! — Respondeu Ned — Hoje teve jogo e foi difícil. A defesa estava difícil de quebrar e eu era alvo de marcação direto. Ainda bem que marquei alguns Touchdowns nos últimos minutos! — Concluiu se gabando.
–Que bom Ned! E você Mark?
–Meu dia foi cansativo e hoje vou trabalhar até mais tarde no meu quarto, por isso com licença. — Mark disse enquanto subia as escadas.
–Mas filho você não vai nem jantar?
–Não se preocupe Sra. Dana Hawkins, eu janto mais tarde. Nisso Mark fechou a porta de seu quarto.
–Esses jovens de hoje... — Suspirou Dana que acenava negativamente com a cabeça. — Ned, nada de deitar no sofá!
Mark escutava a conversa que vinha da sala de estar.
–Mais uma vez a mamãe está brigando com o babaca do meu irmão já que ele aqui em casa às vezes não consegue se comportar como gente... — Isso ele acena a cabeça negativamente — Mas já que estou aqui vou aproveitar para trabalhar em meu projeto particular. — Disse pegando um estilete que estava encima da escrivaninha — É hoje que essa bebezinha vai ganhar vida!
– Bem cheguei! — Disse um homem de chapéu trajado de uma camisa e calça social, usando uma gravata preta. Ele se dirigiu até a sala de jantar da casa onde uma mulher e um jovem rapaz estava jantando — Boa noite querida!
–Boa noite Raphael! — Disse Dana
–Boa noite filho!
–Boa noite pai! — Respondeu Ned enquanto comia o jantar. Raphael se sentou à mesa e fez o seu prato.
–Como foi o dia de vocês?
–Advinha!
–O que?
–Bem o meu time ganhou esse ultimo jogo e agora estamos nas nacionais! — Disse Ned alegre.
–Parabéns meu filho! — Raphael foi abraçar Ned.
– E adivinha quem marcou o ponto da vitória?
–Quem foi?
–Fui eu obviamente! — Respondeu Ned com um sorriso.
–Esse é o meu garoto!
–Pode crer! Raphael voltou a seu lugar e voltou a comer — Bem me conta como foi o jogo.
–Bem, começou...
Ned falou por 10 minutos consecutivos sobre a partida. Ele falou cada detalhe, focando principalmente em seus feitos. Raphael ouvia atentamente enquanto Dana comia sem prestar muita atenção.
–... E foi assim que fiz o Touchdowns da vitória! — Concluiu Ned.
–Caramba, deve ter sido um jogo e tanto.
–É foi sim.
–E como foi seu dia Dana? — Perguntou Raphael
–Bem, eu tive que faze compras já que a comida estragou.
–Mas a geladeira está funcionando perfeitamente.
–Estava. Ocorreu uma sobrecarga e a geladeira pifou, por isso comprei uma nova hoje.
–E por que não chamou um técnico ou o Mark?
–Mark estava na universidade e o técnico estava doente. — Respondeu Dana
–Entendo. Falando nisso cadê o Mark?
–Está trabalhando até agora, trancado no quarto dele.
–E ele já jantou?
–Não — Respondeu Dana. Raphael olhou atentamente para a cadeira e se levantou frustrado.
–Vou chamar ele.
Rafael subiu as escadas e foi até o sótão, onde era o quarto de Mark.
–Mark — Chamou Raphael, sem obter uma resposta. — Mark está na hora do jantar. Vem logo. —Ordenou. Ele se aproximou e viu Mark deitado com a cara no teclado. Várias caixas e algumas ferramentas estavam espalhadas no chão junto com uma quantidade absurda de isopor. Uma luz forte que vinha debaixo da escrivaninha chamou a atenção de Raphael. Ele se aproximou para ver o que era. Um gabinete brilhava intensamente, o cooler girava em uma velocidade constante, resfriando as outras peças do computador. Os componentes eram espalhados de certa forma para que não esquentassem muito, mas ao mesmo tempo em que pudessem ficar de uma forma organizada e eficiente. A tela do computador estava em modo de repouso para economizar energia. Ao lado do gabinete esta o estabilizador de energia. Raphael mexeu no site e viu que algo estava sendo instalado no computador. Ao lado de Mark estavam CD’s Bluray com drivers de instalação de programas específicos. Rafael riu.
–Então este é seu projeto particular Mark... — Raphael beijou a testa do filho. — Estou orgulhoso de você filho.
–Raphael? — Perguntou Dana chegando ao quarto.
–Ele está dormindo. — Respondeu — Vamos deixar ele dormir, hoje foi um dia exaustivo para ele.
–Certo — Concordou Dana. — Eles crescem tão rápido, não é?
–É! Cresceram sim.
–Bom dia! — Disse Mark enquanto bocejava.
–Bom dia! — Responderam Ned, Dana e Raphael.
–Você não jantou ontem. O que estava fazendo? — Perguntou Ned.
–Trabalhando. — Mark respondeu após se sentar — Me passa o café, por favor.
–Aqui! — Dana passou a garrafa de café para Mark — Hoje é o dia que vão fazer a entrega de seus novos Key Card Access?
–É hoje, e depois disso vem à festa de formatura que é à noite. — Respondeu Mark
–A aula da saudade foi ontem, por isso o jogo começou depois da aula. — Complementou Ned.
–Quem diria o meu filho homem mais novo está se formando. — Disse Raphael.
–E aos 20 anos em programação. — Disse Ned se exibindo.
–E o meu filho mais velho é agora um mestre! Concluiu seu mestrado em robótica e em ciências da computação. E aos 21 anos, quem diria, estou orgulhoso de você.
–Obrigado pai! — Disse Mark envergonhado. —Mãe passa as torradas, por favor. — Pediu Mark
–Aqui! — Disse entregando. — Bem que horas vai ser a entrega?
–Não sabemos. — Responderam ambos.
–Deve ser às duas da tarde. Geralmente acaba caindo nesse horário. — Disse Raphael.
–Pelo visto... — Respondeu Mark.
–Desculpa meninos, mas nem eu, nem seu pai ira para a entrega dos Key Card Access, já que terei que trabalhar naquele projeto do prédio que está sendo construído lá na zona Sul. — Dana suspirou — Bem pelo menos eu e seu pai vamos à formatura.
–Desculpa meninos, queríamos muito ir, mas é que só vai para ver a formatura de vocês.
–Não tem problema pai. — Responderam ambos os rapazes.
–Bem meninos, eu tenho que ir! — Disse Dana abraçando Mark e Ned e beijando seu marido — Afinal aqueles prédios não vão ser projetados sozinhos. Tchau!
–Tchau! — Responderam os homens presentes na sala de jantar. Um som grave foi ouvido, a porta da frente foi certa velocidade, demonstrando a pressa da mulher. Rafael olhou o seu relógio, vendo que horário ele marcava.
–Bem vamos nos apressar, já que vai dar sete horas. — Disse Raphael que se levantou rapidamente. Mark e Ned se levantaram rapidamente.
–Já terminamos de tomar o café.
–Pois vamos, ou vamos nos atrasar!
Raphael deixou Mark e Ned na frente da Universidade de Rockview, estacionando em frente da entrada principal. Os rapazes descem do carro rapidamente.
–Bem vejo vocês à noite. Até logo. — Disse Raphael se despedindo, acelerando o carro.
–Até! — Responderam ambos. Mark olhou para os lados, vendo atentamente cada detalhe.
–Você não vem? – Perguntou Ned
–Estou atrás de você cara.
Mark olhava a universidade com certa nostalgia, sentindo quem possivelmente, seria a ultima vez que iria voltar ali. Mark voltou a caminhar, entrando na entrada sul do prédio universidade pela entrada sul do prédio um do setor de tecnologia. Ao entrar viu vários cartazes, enfeites, balões e correntes de papel coloridas espalhadas pelo corredor, na quais os nomes dos alunos e de suas respectivas turmas e cursos estavam escritos. Mark andou até o seu armário e botou a combinação de seu armário.
–8, 24, 44. – Sussurrou Mark para si mesmo enquanto dava algumas voltas na roleta de seu cadeado. Um clique foi ouvido e Mark puxou o corpo redondo para baixo, assim destrancando o cadeado, tirando ele em seguida. Ao abrir a porta de seu armário um clique foi ouvido e um barulho grave em seguida. Mark foi empurrado até se chocar com armário que ficava no outro lado do corredor. Vários confetes se espalharam pelo chão enquanto as pessoas olhavam assustadas para o corredor. Mark olhou para os lados e viu em seu armário, parecendo perplexo, um canhão de confete dentro dele, que estava fixado na parede de tijolos e concreto, se estendendo para a sala atrás do armário.
–Mas que porra... — Mark olhou para a porta e viu duas garotas, uma loira e outra morena, olhando para ele. Ambas usavam calça jeans colada e uma camisa com a imagem de Ned. Elas riam dele e ele apenas suspiraram. —... Já devia saber que isso é coisa de vocês duas. — Olhou Mark duramente para as duas.
–Olha se não é o Hawkins mais novo Deborah. — Disse a loira de cabelos curtos.
–É Sarah, é o Hawkins mais novo. — Respondeu Deborah, que era a morena. Mark apenas se levantou e foi até a porta da sala, mas foi barrado pelas duas garotas.
–Quer sair da frente da porta, por favor?
–Espera ai Marquinho, afinal você não acha que é novinho demais para fazer faculdade? — Perguntou Sarah que olhava para Mark como se ele fosse jovem demais para estar ali.
–É afinal você não parece estudar aqui. —Disse Sarah olhando Mark. Mark suspirou frustrado, olhando para as duas.
“Retardadas!”— Pensou Mark. — Olha eu estou sem tempo para brincadeiras, agora me deixem passar.
–Olha a criança está pedindo passagem... — Disse Deborah enquanto olhava para Mark —... O que a gente faz Sarah? — Perguntou Deborah.
–Bem, seguimos as regras, como sempre! — Respondeu Sarah. — Bem qual a altura dele?
–Vejamos, ele tem cerca de um metro e trinta.
–Mas a altura mínima é de um metro e setenta. Sinto muito, mas você não pode passar. — Respondeu Deborah. Mark apenas olhou para as duas e disse:
–Me deixem passar agora.
–“Me deixem passar agora!” — Imitou Sarah. — Olha a criança ordenou que a gente a deixasse ele passar!
Deborah e Sarah riram da situação, achando aquilo engraçado demais. As pessoas olhavam para as duas e depois se conterão, tentando não rir. Uma voz ecoou no corredor.
–Bem qual é a graça eu posso saber?
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