All I Need
4 Capítulo 3
Notas iniciais
Por favor, por favor, que não tenham me abandonado.
Aproveitem o capítulo e me encontrem nas notinhas lá em baixo u.u
Elena PV
Essa semana foi realmente uma das mais difíceis da minha vida.
O pai da minha melhor amiga ficou paraplégico graças à irresponsabilidade de um riquinho qualquer, que alem de não ter nem amor á própria vida, não esta nem ai para a vida dos outros. O dia do acidente ainda estava fresco em minha memória.
Flash Back
Eu estava sentada da pequena bancada da minha janela, com meu diário no colo. Era pouco depois das dez, a luz e as estrelas já se faziam presentes no céu, eu estava me preparando para dormir.
Era como um ritual pra eu escrever no meu diário, eu adorava, amava o fato de sempre ter com quem “conversar”, já que minha mãe não estava aqui para me ouvir e bem, não da para contar ao pai tudo. Não que eu não tenha amigas, eu tenho uma, mais eu me sentia mais confortável em falar com o diário.
Não que tivesse algo diferente pra contar, na minha vida nunca acontece nada.
Eu não tinha escrito nem um parágrafo direito quando meu pequeno celular com um botão faltando tocou. Era Bonnie, a única pessoa que eu considerava minha amiga.
Estranho! Ela nunca liga esse horário.
__ Bonnie, tudo bem?
A fungada seguida de um choro forte do outro lado da linha me fez pular da bancada, derrubando meu diário no chão.
__ Bonnie!__ Gritei já desesperada.
__ E-Elena por fa-favor... Hospi-pital... __ O soluço dela mal a deixavam falar, me vi correndo pelo quarto, trocando de roupa o mais rápido possível. Fiquei com medo de perguntar por que eu tinha que ir ao hospital.
__ Bonnie, o que aconteceu? __ Eu tentava me manter calma, mas eu sentia o desespero se enraizar cada vez mais em mim.
__ M-meu pa-i. __Foi tudo o que ela disse antes da ligação cair e eu não precisava de outro motivo.
Rudy Hopkins era o homem que eu mais respeitava depois do meu pai, ele era trabalhador e um grande amigo da família, sem falar ser uma das pessoas mais incríveis que eu já vi. Ele não era arrogante nem orgulhoso, tinha um coração enorme e era como um segundo pai pra mim, eu o amava como pai. E agora alguma coisa tinha acontecido com ele.
Sai do meu quarto já dando de cara com meu pai na sala. Minha casa não era grande, então sempre que você saia por uma porta, conseguia ver a entrada da casa.
__ Elena, porque esse desespero todo? Vai sair?
__ Aconteceu alguma coisa com Rudy Hopkins papai. Bonnie me ligou desesperada e me pediu pra ir ao hospital.
Meu pai levantou em um pulo, como eu tinha feito, e já pegou as chaves do carro, indo em direção à porta.
__ Corra Elena, temos que chegar lá.
A velha picape de trabalho do meu pai não corria mais que sessenta por hora, então demoramos séculos para chegar ao hospital. Não que eu goste de corrida ou coisa do tipo, mais com o desespero que estamos sentindo, ela demorou mais que o normal.
Quando chegamos ao único hospital da cidade, um dos mais chiques da região, eu praticamente pulei do carro, meu pai só não me apoiou como eu também achava que ele teria me empurrado seu eu não tivesse pulado.
Mas tudo que importava agora era Bonnie.
Corri para dentro, me dirigindo a recepção.
__ Com licença, onde está o paciente Rudy Hopkins?
A recepcionista me olhou de cima a baixo, parecendo enjoada ao ver uma pobre ali, mas eu estava com tanta ansiedade que deixei para esfregar algumas coisas na cara dela depois.
__ Setor de emergência, é só seguir reto e depois virar à direita.
Setor de emergência, isso não é bom.
Corri na direção que me mandaram, ignorando por completo aquela idiota. Era pobre e conseguia se achar mais que os outros.
Quando Bonnie me viu correu em minha direção, se jogando em meus braços e me abraçando o mais forte que podia, em desespero. Finalmente me permiti chorar.
Eu não fazia ideia do que estava acontecendo, mas conseguia sentir a dor dela. Ficamos um tempo paradas ali, bem no meio do corredor, sendo vistas por todos, antes de finalmente nos afastarmos. O rosto dela estava contorcido em dor e eu não sabia se queria saber o porquê. Mas eu não precisei perguntar.
__ Ele estava dirigindo até o centro, para buscar algum doce para mim, como eu havia pedido quando um carro em alta velocidade apareceu na frente. Era um carro muito chique, forte. Ele desviou mais capotou, o outro carro bateu em uma árvore. Ele capotou Lena. Eu estou com medo.
Eu não sabia por que, mas estava com uma péssima sensação, entretanto nunca comentaria com a Bonnie.
__ Vai ficar tudo bem, Bons. Ele vai ficar bem. __ Disse a abraçando de novo. O abraço dessa vez foi curto, mas o choro dela não parava.
__ Vou pegar água pra você. __ Sussurrei baixinho. Ela não lutou, mas eu sabia que não beberia. Por sorte, voltando alguns passos de onde eu vim tinha um bebedouro, era no corredor. Mas mesmo olhando de longe tinha a sensação que não saberia tirar água dali.
Eu já tinha parado de chorar, mas não porque eu estava conformada ou porque ele não importava, mas porque eu tinha que ser forte pela Bonnie e a mãe dela. Eu não conseguia imaginar como estava sendo para elas.
Estava lutando contra o bebedouro quando senti uma mão tocar meu ombro com carinho. Não precisava ver pra saber quem era.
__ Elas estão virando a direita, papai. __ Pude observar com o canto dos olhos ele assentir fracamente e sair.
Mas que merda de bebedouro é esse que não sai água?
Ouvi pessoas falando ao longe, quando me virei, essas pessoas já estavam perto o bastante para eu reconhecê-las. Era um médico em volta de uma maca, gritando severamente ordens para os enfermeiros que estavam a empurrando. Parecia sério.
Seria possível em uma cidade como Mystic Falls haver dois acidentes no mesmo dia? Provavelmente não, o que quer dizer que era a pessoa que estava no outro carro. O carro que bateu na árvore.
Mas quando eles passaram por mim, o que mais me surpreendeu foi reconhecer quem era o paciente na maca.
Era o babaca que estava no bar hoje de manha, o grosso que achava que era alguma merda lá. Acho que a pior parte foi descobrir que ele era.
Quando eu entrei na cozinha, ouvi um baita sermão do meu chefe, que me disse severamente para nunca mais insultar algum dos clientes de lá, muito menos um Salvatore, que sozinho mandava em metade da cidade. A metade rica.
É claro que eu quis revirar os olhos e explica-lo que ninguém é melhor que ninguém, mas eu só abaixei a cabeça e pedi desculpas. Era isso ou perdia o emprego.
Então foi o babaca que deixou o pai da minha melhor amiga nesse estado? Seria melhor se isso tivesse acontecido com ele.
Arrependi-me amargamente do que disse quando notei uma segunda maca passando por mim, dessa vez, com o corpo em cima enrolado em um saco de plástico preto. Eu soube imediatamente para onde aquele corpo ia. Necrotério.
///
Estávamos lá há no mínimo três horas quando o médico finalmente apareceu. Ele parecia cansado e ao mesmo tempo triste, eu fiquei com medo da expressão dele.
__ Familiares do senhor Hopkins?
Abby e Bonnie se levantaram imediatamente, sendo seguidas por mim e meu pai. Os únicos amigos que aparecem para ajudar.
__ Quando o carro bateu na árvore o corpo do senhor Hopkins se moveu para frente e novamente para trás fazendo sua coluna dorsal bater de mau jeito na poltrona. E ela infelizmente se torceu.
Fechei os olhos lentamente, segurando o máximo que podia minhas lágrimas, como futura estudante de medicina, eu sabia exatamente o que isso significava.
__ E o que quer dizer? __ Perguntou Abby, aflita.
O médico demorou um pouco para responder, parecendo procurar as palavras certas. Bonnie se desesperou ainda mais.
__ Ele está bem certo doutor? Ele está vivo?
__ Sim, ele está vivo. __ Elas suspiraram, sorrindo aliviadas. __ Mas não pode mais andar.
Os olhos aliviados se encheram de choque.
Flash Back
Desde então as coisas não tem sido fáceis naquela casa, Bonnie estava indignada por o causador do acidente não ter aparecido nem para pedir desculpas. Eu não tinha certeza se ele iria algum dia.
Mais de algum modo, o dia seguinte ao do acidente conseguiu ser pior. Para mim pelo menos.
Flash Back
Terça-feira normalmente não era o dia que uma pessoa começava na nova escola, mas foi o dia que o diretor me mandou começar. Depois de ontem, eu obviamente não queria ir à escola, mas meu pai e até mesmo Bonnie me incentivaram a ir. Eles sabem o quanto eu estudei o verão inteiro por essa bolsa.
Agora, eu me encontrava sentada na cadeira a frente do diretor, que sorria simpático para mim.
__ Elena, espero que esteja empolgada com o começo das aulas.
Sorri fracamente.
__ Estou, obrigado. __ Mentira.
Ele riu com suavidade.
__ Estou vendo mesmo.
__ Desculpe, __ pedi suspirando. __ é que depois do acidente de ontem eu não estou com a disposição para ânimos. __ Ele pareceu confuso.
__ O acidente com Damon Salvatore? __ Assenti fracamente.__ Porque isso te incomodaria?
__ A pessoa com quem ele bateu, é o pai da minha melhor amiga, um segundo pai pra mim, ouso dizer.
Ele suspirou.
__ Sinto muito por isso, Damon Salvatore não mede muito as consequências de seus atos. __ Agora eu que estava confusa.
__ Acha que ele fez de propósito?
__ Não, não acho, mas ele estava bêbado, agora vai ter que lidar com tudo. A paraplegia do seu amigo e a morte da melhor amiga.
Eu não tinha o que dizer sobre isso.
__ Eu tenho que te avisar Elena, sua estadia aqui não vai ser fácil. __ foi minha vez de suspirar. Sim, eu tenho consciência disso. __ As pessoas nessa cidade são preconceituosas, mas parecem pior aqui na escola. Os alunos não vão facilitar para você, muito menos o grupinho do Salvatore.
__ Não se preocupe, eu não vou desistir só porque um grupinho de idiotas acha que mandam no mundo. Não mesmo.
Ele sorriu.
__ Já gostei de você.
Eu sorri de volta e me levantei pronta para sair da sala, mas antes que eu tivesse a chance, o diretor Forbes apertou minha mão, o que me deixou surpresa. Era a primeira vez que um rico apertava minha mão.
Quando finalmente sai da sala, sentia que meu dia não estava nem perto de terminar.
Mal sabia eu o quanto estava certa.
Notas finais
Espero que entendam.
Por favor comentem sim? Beeijos ♥
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