All I Need

5 Capítulo 4


Notas iniciais
Gente, muito obrigado pelos comentários.

ElenaSalvatore, eu não tenho como agradecer pelo recomendação, eu não estava esperando e amei, obrigado mesmo, de coração. Esse capítulo é pra você.

Espero que gostem u.u

Fui em direção ao corredor andando cautelosa, não sabia o que esperar das pessoas a minha volta. Enquanto eu passava, todos paravam o que estavam fazendo e me observavam, alguns me olhavam com nojo, outros com diversão e outros com pena. Todos mantinham uma distancia segura de mim, e eu preferia assim mesmo.

Eu alternava o olhar entre o horário em minhas mãos e o relógio em meu pulso, o sinal estava quase para bater e eu não sabia para onde ir, aquelas pessoas eu sabia que não iam me ajudar.

Todas aquelas portas não significavam nada pra mim, não tinham nenhuma indicação de onde era, eu me sentia muito perdida. Não podia me atrasar no meu primeiro dia, eu era bolsista, e não podia nem voltar para a sala do diretor para pedir ajuda, eu não sabia mais onde era.

Deus, eu preciso de ajuda!

Como se Ele tivesse me ouvido, apareceu uma faxineira na minha frente essa hora. Obrigado Deus!

__ Com licença! __ A chamei. Ela me olhou espantada e apontou para si mesma, como se perguntasse se era com ela. Assenti sorrindo. Eu sabia bem como pobres eram tratados por aqui. Ela veio em minha direção.

__ Precisa de ajuda senhorita?__ Ela era jovem, tinha no máximo uns vinte e cinco anos e era muito bonita. Parecia uma ótima pessoa.

__ Qual é o seu nome? __ Perguntei simpática.

__ Anna, e o seu?

__ Sou Elena, aluna nova, bolsista.__ Confessei, seu rosto clareou, como se ela tivesse finalmente entendido.

Por aqui, só pobre era simpático com pobre.

Com exceção do diretor Forbes.

__ Entendo, do que você precisa Elena? __ Ela perguntou sorrindo. Talvez eu não ficasse tão sozinha aqui afinal.

__ Não consigo achar minha sala, pode me ajudar?__ Perguntei com minha melhor expressão de cachorro sem dono. Ela gargalhou.

Eu não precisava olhar em volta para saber que todos estavam nos encarando incrédulos.

__ Claro que sim. __ Entreguei-a meu horário. __ Você esta muito perto dessa sala, Elena. Siga até o meio do corredor e vire à direita, é a segunda porta a esquerda.

Sorri agradecida e corri com a mochila nas costas. Faltava pouco para o sinal bater.

Quando pisei na sala, era de novo o centro das atenções. Todos ali pareciam muito ricos, tinham visíveis roupas caras e olhares superiores, nunca me senti tão deslocada como agora. Eu estava vestida com uma roupa qualquer, uma calça jeans e uma camisa simples, sem nem ao menos um desenho e um velho all star surrado. Vendo aquelas garotas ali, com aqueles cabelos perfeitos e roupas perfeitas e ate maquiagens perfeitas, eu me senti um pouco... Inferior.

Todos me olhavam como se eu fosse uma aberração ou uma pessoa com uma doença contagiosa muito séria, todos, menos um grupo.

Eles pareciam àquelas gangues de motoqueiros dos filmes, com toda aquela roupa preta e cara de “eu sou mal”, era meio ridículo na verdade, eu não sabia ao certo quem eram, e nem me interessava, mas eu realmente não gostei da forma que me olharam. Como se eu fosse um brinquedinho novo para a diversão.

O mais chocante era a forma como a própria professora me olhava, como se eu fosse indesejável ou alguma coisa parecida. Essas pessoas não tem coração?

Olhei para ela com a expressão fechada e caminhei para a primeira carteira na terceira fileira, tanto porque era a única desocupada quanto porque eu estava ali somente para estudar. O sinal bateu em seguida.

O começo da aula foi bem, a professora apesar de mal encarada explicava perfeitamente, e eu estava adorando aprender tantas coisas que eu não sabia, ate a hora que eu senti a primeira bolinha de papel acertar em cheio as minhas costas.

Respirei fundo, porque eu sabia perfeitamente que aquilo estava só começando, e sabia também que não tinha nada que eu pudesse fazer. Uma briga e eu estava fora.

O resto da aula, tudo o que eu sentia era bolinhas de papel me acertando. Elas vinham de todos os lados, a professora nem ligava e eu estava ficando nervosa. Minhas mãos tremiam de uma forma horrorosa, eu me sentia prestes a explodir. Eles não iam gostar de me ver depois que eu explodisse.

Quando o sinal bateu, eu fui a primeira a sair de lá, sentia uma raiva tremenda e não sabia se conseguia a controlar. Esbarrei em todos que estavam na minha frente e pouco me importei com a expressão de indignação no rosto deles.

Eu não sou definitivamente do tipo que aguenta calada, não sou do tipo que chora por qualquer coisa, não sou fofa ou nada do gênero. Passei por coisas demais, que me tornaram forte o bastante para passar por ainda mais coisas.

Por essa razão, o fato de não poder fazer nada estava me enlouquecendo.

No meu horário, vi que minha próxima aula era de educação física. Apesar de ser a típica CDF da minha outra escola, eu sempre amei qualquer coisa relacionada a esporte, principalmente ginástica, eu era muito boa nisso.

Respirei fundo um segundo antes de me dirigir para o vestuário, quando entrei lá, novamente todos me olharam como se eu fosse uma bactéria contagiosa ambulante. Bufei.

Abri com a chave o armário que tinha meu número, coisa que foi entregue a mim pela secretaria do diretor, e coloquei meus materiais lá, me surpreendendo ao ver um uniforme de ginástica todo passadinho lá dentro. Ri sozinha. Eu estava mesmo em uma escola de ricos.

Comecei a tirar minha roupa para me trocar, e as outras garotas me olhavam com nojo, como se eu tivesse alguma parte feia que não podia ser mostrada. Eu achei irônico quando elas ficaram surpresas por eu ter um corpo tão torneado quanto elas.

Sentei no banco que tinha no meio do vestuário, esperando uma por uma sair. Eu não queria ter que me misturar com elas. Todas saíram fazendo o possível para não encostar em mim, o que me fez revirar os olhos. Eu é que tinha nojo delas.

No fim, só sobrou eu e uma loira. Eu esperava que ela saísse da mesma forma que as outras, mas ela sentou no meu lado e suspirou fundo.

__ Não liga pra elas, não vale a pena. __ Ela disse suavemente. Fiquei espantada por um momento, antes de suavizar a expressão.

__ Eu não ligo. __ Disse com certeza, ela sorriu e me estendeu a mão.

__ Caroline Forbes. __ Sorri. Forbes, só podia ser. Apertei a mão dela.

__ Elena Gilbert.

Ela riu fraco.

__ Eu sei. __ Revirei os olhos sorrindo.

Ela se levantou e acenou com a cabeça para que eu a seguisse. Foi o que eu fiz. Eu realmente gostei dela.

Quando entramos na quadra juntas, todos olharam com espanto, lá dentro, uma quadra enorme era dividida em dois lados por um pequeno muro. Um lado feminino e um masculino.

Os dois lados estavam olhando.

Caroline não pareceu se importar, ela andava do meu lado com um pouco de orgulho eu acho. Sorri para isso.

A professora do time feminino chamou todas nós em um canto, diferente da outra, essa não me olhou com nojo, ela na verdade parecia não ter nem me notado.

__ Como essa é a primeira aula desse ano, eu não vou pedir nada demais. Vai ser só queimada mesmo, o time vai ser escolhido por Caroline Forbes e Rose Duckarson.

Algumas garotas resmungaram, enquanto Caroline olhou pra mim e deu uma piscadela. Sorri.

__ Pode ir primeiro Forbes. __ Disse a tal de Rose. Ela era uma das pessoas que estavam daquele grupinho revoltado no fundo da sala. Ela foi uma das pessoas que acertou bolinhas em mim. Já sei por quem eu vou começar.

__ Elena. __ Caroline disse, sem hesitar. Sorri e fui ao lado dela. As outras garotas ficaram em choque, e eu adivinhei que elas não iriam querer vir para esse grupo.

Rose deu um sorrisinho malicioso.

__ Rebekah.__ Rose escolheu.

Uma loira com um ar superior se posicionou do lado da dela. Essa Rebekah também estava no grupo.

__ Amy. __ Caroline chamou. A garota tinha uma expressão triste quando se juntou a nós. Ela claramente queria o outro grupo. Rose riu da garota.

__ Vicki. __ Outra do grupo.

Assim, cada grupo ficou com oito garotas, e apesar do sorrisinho de vitoria do outro grupo, eu também tinha minhas certezas, afinal, eu sabia bem do que era capaz.

A professora apitou para o jogo começar.

Cada grupo ficou com um lado, o nosso com o direito e o delas com o esquerdo. O grupo da Rose começou com a bola também. Eu fiquei feliz em poder descontar toda a minha raiva nessas putas de algum jeito.

Como eu sabia que seria o alvo, foi fácil prever o primeiro movimento de Rose, que foi jogar a bola bem na direção do meu rosto. A forma que ela jogou me fez ter a certeza de que ela não era boa no que estava fazendo, e eu tive que segurar uma risada.

Coloquei minhas mãos no rosto para proteger, e a bola bateu nelas, assim que ela pingou no chão eu a segurei forte, corri até o meio da quadra e joguei com todas as minhas forças numa ruiva falsificada que estava no canto. A bola bateu em cheio da sua coxa, e ela urrou de dor. Uma.

A garota foi choramingando para o lado do morto, mas foi à revolta no rosto daquelas garotas e a surpresa do rosto das do meu time que me deixou satisfeita. Essas patricinhas iam ver quem eu era.

A bola voou para o lado esquerdo da quadra, dessa vez, foi Rebekah que tacou parecendo determinada, foi engraçado ver como ela conseguia ser pior que a Rose, foi fácil rebater. Taquei a bola para Caroline, que acertou com gosto uma morena que estava parada no meio da quadra. Duas.

Era fácil para qualquer um ver que quem realmente estava disposto a jogar ali era eu, Caroline, Rebekah, Rose e acho que Vicki. O resto alternava entre tédio e surpresa.

Vicki mudou o alvo dessa vez, e acertou uma garota do nosso time que estava olhando as unhas. Revirei os olhos.

A garota jogou a bola do morto tão fraco que uma garota morena conseguiu pegar e tacou diretamente pra Rose, que acertou a tal de Amy. Empatado.

Droga, eu tenho que pegar essa bola.

Amy, por incrível que pareça, jogou a bola diretamente pra mim, o que me fez sorrir satisfeita. Com precisão, acertei a morena que tinha pegado a bola para Rose. Três.

Do morto, ela acertou uma negra bonita que parecia entediada no jogo. Empatado de novo.

O jogo continuou equilibrado até sobre eu e Caroline, e Rose, Rebekah e Vicki. Era praticamente uma guerra, ninguém conseguia acertar ninguém e todas estávamos sedentas pela vitoria. Quando Caroline jogou a bola pra mim com vontade, acertei com tudo finalmente a perna de Vicki. Seis.

Ela ficou revoltada, olhou pra mim com ódio e se dirigiu ao seu novo lugar na quadra, olhei pra Caroline sorrindo e batemos as mãos. Agora são duas contra duas.

O jogo continuou alguns minutos até Rebekah acertar Caroline, que olhou pra mim nem um pouco abalada. O jogo podia continuar do morto.

Ela jogou a bola pra mim, que tentei acerta Rose que desviou, Rebekah pegou a bola e jogou pro morto, para Vicki, que tentou me acertar. Não deu certo, segurei a bola com as duas mãos e corri para o centro da quadra. Contrariando todas as expectativas, joguei a bola pra Caroline, que conseguiu acertar em cheio a bunda de Rebekah, vingando-se. Sete.

Só eu e Rose, ela não tinha gostado de mim e eu menos ainda dela, com certeza seria um jogo interessante. Rebekah jogou para Rose que tentou me acertar, jogando na direção no meu estômago, rebati. Joguei em direção á coxa dela, que desviou. Continuamos nessa disputa por alguns minutos, até Caroline jogar a bola pra mim num ângulo perfeito, que me fez conseguir acertar com tudo o estomago dela. Oito. Vencemos.

Caroline veio correndo me abraçar, e Amy a seguiu, pelo jeito ela tinha superado sua aversão a mim, e nós comemoramos. Pelo que percebi, não era sempre que se ganhava do time de Rose.

Fomos para o vestuário conversando e rindo, eu tinha feito duas amigas. Quando cheguei lá, dei de cara com Rose e as amiguinhas dela me esperando.

__ Aquilo não vai ficar assim garota, entendeu? __ Ela falou de forma ameaçadora.

Eu ri alto.

__ Meu bem, se eu tivesse medo de cobra, não moraria nessa cidade.__ Falei cínica, ela se aproximou.

__ Acabou de arranjar uma inimiga. __ Ela falou raivosa. Eu sorri.

__ Vem com tudo, vadia. __ Ela bufou antes de sair esbarrando em mim. Meu sorriso não saiu do meu rosto.

O resto do dia foi invernal, todo mundo na sala adorava me jogar papel ou me xingar de alguma coisa, mais nada com a qual eu não lidasse, ainda mais agora que eu tinha a Caroline e a Amy para conversar.

Quando estava indo embora, como tinha que ir de pé, o grupinho da Rose veio me encher o saco, os carros importados passaram do meu lado me ofendendo, mas ela, quando me viu no meio da rua, sorriu cínica e acelerou, se eu não tivesse pulado para a calçada, tinha sido atropelada. Juro por Deus que ouvi a risada dela até depois que ela virou a esquina.

Flash Back

E nas próximas duas semanas, as coisas continuaram assim.

Notas finais
Gente, eu sei que vocês devem estar achando estranho ninguém dos amigos deles ter ido ver a Meredith ou o Damon, mas é que eles não se importam, sério, ninguém além do Rick e o Klaus.
A "gangue da Rose" é a gangue do Damon.

Próximo é POV Damon.

Por favor, comentem, comentem,comentem u.u