Notas iniciais
Primeiro capítulo
Espero que gostem por que fizemos especialmente para vocês!
Esse capítulo foi feito com muito amor e tudo isso, espero realmente que gostem e claro, obrigada por ler!

Cap. 1 – Problemas.

Vida de adolescente não é nada fácil, sabia? Estamos sempre nos metendo em confusão e no meu caso, isso é um lema.

Sabe quando você não sabe o que fazer naquelas benditas horas de indecisão? E é uma complicação. E exatamente foi uma complicação quando o ônibus da escola esqueceu a Bruna e eu no museu – com coisas antigas — da cidade. Nós fizemos o possível para poder voltar para casa, juntamos nossas economias e fomos ao metrô, nenhuma das duas tinham celular, se não eu já teria ligado para meus pais.

Pegamos o metrô errado e só descobrimos isso quando saímos da estação e começamos a andar procurando pela lanchonete preferida da Bruna e não a achamos.

Sorte que depois de um tempo uma caridosa velhinha nos ofereceu o seu telefone para que eu ligasse apressadamente para os meus pais. Eles já deviam estar surtando a essa hora... Foi dito e feito, minha mãe atendeu assustada, quase morrendo do coração e ficou feliz – ou não — em saber que eu estava bem.

-... Como? Aonde? Pois bem, me espere aí onde você está, não dê nenhum passo a mais!

Eles então foram buscar eu e a Bruna e... bem... o fim não foi tão feliz como de todas as outras histórias porque eu acabei ficando de castigo por um motivo em que a culpa não foi minha... bem... eu tenho que admitir que na hora que o ônibus partiu eu estava no banheiro... mas foi sem querer, eu não vi!

Outro dia bem tenso foi quando a Emilia entrou na farmácia pedindo 15 cartelas de calmante. Por incrível que pareça nós fomos parar na polícia. Fazer o que? O coelho dela havia acabado de aparecer morto depois de pular da sacada...

Mas isso nem é o pior, o pior é que como sempre eu estou de castigo, isso mesmo, a menininha inocente de todas as situações está de castigo.

— Helena, desça aqui e agora! – minha mãe gritou, poxa eu estou de castigo devia ficar sem ver a velha também.

— Já estou indo – gritei – um minuto.

— Eu disse agora, nem um minuto – eu já estava ao seu lado, não precisava ter gritado mãe!

— O que foi? – disse com toda a educação que ela me ensinou, não é minha culpa se essa educação nunca foi de muita coisa na minha vida.

— Filha, cadê sua educação? – ela perguntou, a meu Deus, eu já disse que você não me deu educação?

— Educação é de berço e eu não durmo em berço, durmo em cama, acorda mãe!

— Helena, você quer ficar de castigo?

— Nossa mãe, acho que você chegou atrasada, por que eu já estou de castigo! – estão vendo, eu não sou revoltadinha!

— Helena Machado... – eu nem quero perder meu tempo ouvindo todo o meu nome, então a interrompi.

— O que foi mãe? Fala logo! – ela não fala ai não me quer estressada!

— Helena, que coisa, se comporta menina!

— Mãe, na verdade, eu estou me comportando – ela nunca me viu estressada! – Agora dava para você falar logo? Ou eu posso ir tricotar esperando você falar?

Ela revirou os olhos e lentamente se sentou ao velho, branco e grande sofá. Quando ia resmungar de sua demora, ela logo fez um sinal com a mão, para que eu parasse de falar. Apenas fiquei quieta e esperei que ela dissesse algo.
-Você vai à farmácia, e vai comprar remédios para mim, estou com enxaqueca. – Viu?! Eu tenho minhas razões para ficar brava.
— Mãe, você poderia apenas me pedir? – perguntei brava. – Depois fala que eu que não tenho educação... – murmurei.

— Eu sou sua mãe, portanto, você fará o que eu mandar. E bom... eu estou mandando. Seu pai não pode lhe levar, então pediu para que o amigo a levasse.
— Eu não preciso que alguém me leve!
— Querida, eu lhe conheço, aposto que você iria fugir, é melhor se apressar, pois ele já está aqui! – ela disse e fechou os olhos. Agora me diz: minha vida não é boa?
Suspirei pesadamente e subi a escada para me arrumar. Sabia que fracassaria se tentasse não ir a farmácia, e além do mais, eu ficaria muito mais dias de castigo.
Coloquei minha velha calça de moletom roxa, uma blusa branca, um tênis All Star preto, e um óculo de sol escuro. Penteei meu cabelo rapidamente, e escovei os dentes. Não tinha de me arrumar mesmo, devia ser só mais um velho amigo de meu pai, estou falando de velho mesmo!
Desci as escadas e peguei a nota de vinte reais deixada em cima da mesa de centro da sala. Sai de casa, e bati a porta com toda minha força, apenas para me vingar. Eu sou vingativa...
Tornei-me a virar para trás e vi um lindo Idea preto. Como um amigo de meu pai andava em um carro desse? Andei até a calçada, onde ele estava parado e abri a porta do carro. Quando entrei me deparei com um garoto lindo. Cabelos pretos e espetados, olhos verdes e grandes, musculoso, lábios cor da pele, e talvez bem alto. Que amigo em!
Entrei no carro corando, devia ter me arrumado mais.
— Oi! – sua voz era grossa e muito bonita.
— Hein? – foi a única coisa que saiu de minha boca. Senti minhas bochechas queimarem.
— Tá... hm... qual é seu nome? – ele perguntou enquanto dirigia pelas ruas. Ele realmente estava falando comigo, quer dizer... eu não sou bonita nem nada...
— Hele... Hele... – a palavra não saia.
— Ok, então você é a Hele Hele, eu sou Max, prazer. – Eu ri baixinho. Meu nome não era Hele Hele.
— Prazer... – sussurrei ainda rindo. – Afinal, meu nome não é Hele Hele! – disse, mas ele não disse nada. Olhei pela janela do caro, e caramba! Ele dirigia muito devagar!
— Tá... deixe eu explicar. Eu sou filho do amigo de seu pai. E você quer mesmo ir a farmácia? – ele perguntou. Fiz não com a cabeça ainda encarando a janela.
— Ok, melhor assim. Huum.. eu ia dar uma passada em um lugar, quer vir? – ele perguntou. Eu assenti, não tinha nada para fazer mesmo!
— Tá. – Ele murmurou.
Depois de passar por alguns lugares, ele parou na frente de um prédio. Grande, branco e muito chique.
— Você fica aqui, eu já volto! – ele disse e saiu do carro. Esqueceu de trancar as portas. Ainda bem! Suspirei. Esperei ele entrar no prédio. Quando já não conseguia o ver, abri a porta do carro e sai.
Logo reconheci o grande prédio a minha frente. Movie Place, o lugar onde continha os melhores filmes do mundo. Sorri e corri ate lá. Entrei pela grande porta, e sorri ainda mais.
Havia seguranças com aqueles detectores estúpidos. Revirei os olhos e fui para a fila que aguardava impaciente o guarda revistar uma mulher. Após 3 minutos parada no mesmo lugar, fiquei revoltada.
— Ô cara do detector, dá pra andar logo porque tem gente esperando aqui! – apontei para mim mesma. O cara pareceu não ligar assim como os outros. Arghh!
Finalmente havia conseguido entrar no lugar, que por sinal, era muito grande. Olhei quase todas as categorias, mas parei em uma na qual eu vi o filme que eu tanto desejava.
— Oi! – disse um ser pequeno e angelical ao meu lado.
— Olá! – respondi e logo voltei a olhar a prateleira.
— Me compra esse DVD? – ela perguntou mostrando um DVD de Alice No País das Maravilhas.
— Não! – disse me virando para ela.
— EU QUERO ESSE DVD! EU QUEROOO ESSE DVD! ME DÁ! – ela começou a berrar. Tampei sua boca com minha mão.
— Não tenho dinheiro aqui! – disse.
— AAAAA! OLHA AQUI ESSA TIA QUE É POBRE E QUE NÃO QUER ME COMPRAR UM DVD! TIA POBREEE! – ela começou a gritar. Todos olharam para mim, e riram. A ódio me tomou por inteiro, agora, eu queria apenas matar aquele pequeno diabinho. A menina percebeu o que eu iria fazer e logo começou a correr. Corri atrás dela. Ela foi sumindo de vista. Fiquei com muita raiva e aumentei o passo.
Braços grandes me seguraram impedindo minha liberdade. Levantei a cabeça para olhar quem era o idiota que não me deixava passar. Morri de susto. O cara era como um ogro, alto, forte, careca, fedido, e usava um uniforme, igual aos seguranças da entrada.
— O que está acontecendo? – ele perguntou me soltanto. Ignorei sua pergunta e olhei por de baixo de seu braço.
— Por acaso viu uma pequena garotinha com um rosto angelical correndo por ai? – perguntei ainda procurando o diabinho em pessoa.
— Não, e acho melhor parar de correr, ou terá que sair daqui. – Ele informou-me e eu apenas me retirei pisando forte no chão. Tentei achar a menina, mas fracassei. Esses seres minúsculos – leia-se como crianças – são muito pertubantes!
Fui embora do Movie Place, também eu nem podia comprar o filme, e além do mais, a menina já não estava mais lá.
Sai do lugar batendo os pés no chão muito nervosa. Procurei pelo carro de Max, mas ele não estava mais ali. Ocupando seu lugar, tinha um Fusca branco horroroso. Comecei a surtar! Tudo de mal acontecia comigo! AAAAAAAA! Inferno!
— O que eu vou fazer agora com minha vida?! – perguntei olhando para cima. Um trovão atravessou o céu, apavorando-me, logo depois uma chuva começou.
Tentei ir para um lugar coberto, e quando eu cheguei na cobertura de um café, já estava toda molhada.
— INFERNO! – gritei alto. – Pode ficar pior? – perguntei olhando para o céu escuro.
Um trovão atingiu a cobertura do café, fazendo-a cair. Fuzilei o céu com os olhos.
— O QUE MAIS VAI FAZER? – perguntei gritando enquanto a chuva caia sobre mim.
— Mamãe! Ela é a pobre que não me compro o DVD! – ouvi um ser gritar. Olhei para trás de vi que no café havia apenas crianças. O QUE MAIS PODIA ACONTECER?
— Olhe pra trás, ou ira morrer solteira! – uma voz grossa disse atrás de mim. Revirei os olhos, as pessoas não podiam inventar outras cantadas? Só que menos cafonas?
— Prefiro morrer solteira do que morrer de susto! – disse e não virei-me. Esperei um momento, e olhei pelo canto do olho. A pessoa já não estava mais, e sim, uma senhora chegando de mão dada com um garotinho, e ao lado dele, uma fileira cheia de crianças! Era o fim do mundo, não?

Notas finais
Postamos de acordo com comentários, então por favor, se gostaram ou não comentem e nos digam o que acharam!
Beeijos,
BellaFerreira :*