All I Ever Wanted
2 Capítulo 2. Soluções e mais problemas
Notas iniciais
Aqui está mais um capítulo!
Por favor comentem *--------*
Beeijos;*
Cap. 2-soluções e mais problemas
A única coisa que eu poderia fazer agora era usar o dinheiro do remédio para pagar um ônibus, já que com – toda a – certeza minha mãe nunca me daria dinheiro a mais, ela deve achar que eu sou ladra, ou algo assim!
Caminhei até a parada encharcada e fiquei debaixo da chuva esperando o ônibus passar, depois de 5 longos minutos de espera percebi que finalmente o ônibus que eu precisava pegar estava vindo. Dei sinal e ele parou à minha frente, caminhei até lá e entrei.
— Dois reais, moça – disse o cobrador observando minhas roupas completamente molhadas. Paguei e sentei no último banco, cambaleando um pouco por causa da alta velocidade em que o ônibus estava.
O caminho foi até rápido, 15 minutos no máximo. Levantei e puxei a cordinha para que o ônibus parasse e assim ele fez. Desci. Caminhei até em casa, ainda bem molhada, mesmo que a chuva já tivesse acabado, e entrei. Caminhei até meu quarto, deitei na cama e minha mãe foi até lá.
— Helena, como você veio parar aqui e assim, toda molhada, ainda por cima? – ela olhava minhas roupas de cima a baixo.
— Vai à merda, mãe! – murmurei e olhei para o teto enquanto estava deitada na minha cama.
— Como é? – ela me olhou pasma – o que disse?
— Vai à merda, mãe – repeti, dessa vez com a voz alta – para sua informação, aquele cara que você mandou me levar que me deixou lá, no meio do nada, e ainda estava chovendo!
— Que isso, Helena, o Sr. Natal nem mesmo saiu daqui, ele disse que você não apareceu e quando fui te chamar, você não estava no quarto.
— Mas que putaria é essa? – disse sem me dar conta do palavreado que usava.
— Filha, isso não é palavreado para uma garota
— Que pena, então eu devo ser homem... – murmurei. — Bom, se você não percebeu, eu estou encharcada e preciso de um banho, então com licença...
— Toda... – ela disse saindo do quarto.
Fui até o banheiro e tomei um banho relaxante – de aproximadamente 15 minutos-, me enrolei com a toalha e abri a porta.
— O que você está fazendo aqui? – disse enquanto olhava aqueles olhos verdes e grandes; Max.
— Você desapareceu e eu fiquei preocupado – vi seu rosto corar quando percebeu que eu estava apenas de toalha.
— Quem é você? Eu sei que não é filho de nenhum amigo do meu pai, por que me meteu em uma furada enorme – comecei a gritar, ele moldou os dedos em meus lábios.
— Deixe-me falar, por favor – ele pediu, sua voz me fazia suar de nervosismo.
— E se eu não deixar? O que vai fazer? Raptar-me de novo? Só que agora não vai me deixar escapar, né?! – ele novamente moldou os dedos sobre meus lábios, mas eu insistia em continuar – Você é louco, tem problemas, ou algo assim. – Foi então que percebi que seu olhar era fixo em meus olhos, lutei para não corar, além disso, eu ainda estava só de toalha.
— Como pode achar que eu faria isso com você? – ele murmurou.
— Do mesmo jeito que você fingiu que devia me levar até a farmácia e me deixou sabe Deus onde – e eu suponho que você saiba também.
Ele se levantou e eu me levantei junto – aproveitei para apertar um pouco da toalha.
— Não precisa – Ele disse.
— Não preciso o que?
— Se afastar e muito menos apertar a toalha já que receio que logo irá tirá-la.
Não pude evitar corar, senti meu rosto queimar, como ele pôde falar aquilo?!
Ele sorriu e olhou novamente para minha toalha, que mesmo com meus esforços lutava em escorregar e logo receio que ela cairia.
— Não quis dizer bem isso – ele murmurou e sorriu em seguida. Ele mantinha o olhar fixo na toalha que agora já mostrava uma – pequena – parte de meus seios. Corei novamente.
— B-bom, acho que devemos conversar mais tarde em um local mais apropriado – levantei novamente a toalha – pode me dar licença?
— Não – ele murmurou e se aproximou de mim, deixando nossos lábios a poucos centímetros de distância, pude sentir seu hálito – acho aqui bem apropriado na verdade...
Pude sentir sua mão escorregar por minha toalha, afinal, onde estava minha mãe quando precisava dela?!
— Para – murmurei, mas ele pareceu não escutar e continuou o movimento até chegar ao fim da toalha: minha coxa. Ele continuou com a mão ali e agora aproximava sua boca cor de pele e quando percebi ele moldou seus lábios nos meus. Fiquei firme em minha decisão de não deixá-lo continuar, e então ele afastou seus lábios do meu.
— É mesmo? – sussurrou em meu ouvido – isso tem pena, em?! – agora senti sua mão segurar a toalha e olhei com o canto do meu olho, minhas mãos estavam paralisadas, se eu não fizesse algo, com urgência, ele puxaria minha toalha. Aproximei meu corpo do dele, sem deixar nenhum espaço.
— Acabei com seus planos? – murmurei em seu ouvido.
— Na verdade apenas os deixou melhores. – ele afastou seu corpo do meu e continuou com a mão firme em minha toalha, ele a puxou um pouco e ela voltou ao lugar que estava. Corei novamente, aquilo já estava me cansando.
— Você é muito tarado, sabia?
— Eu?! Jamais, só que não posso evitar agir assim quando estou perto de você. Você me faz fazer loucuras.
— Percebi – murmurei. — O que eu faço para que você pare com isso, vá embora e me deixe em paz? – sussurrei.
— Me beije – e assim fiz. Foi um beijo totalmente intenso, pude sentir seus olhos verdes me observando então dei a impressão que estava odiando aquilo, parei o beijo.
— Satisfeito? – murmurei.
Ele sorriu.
— Ainda não – ele sorriu torto, um sorriso totalmente sedutor que me deixava mais nervosa do que já estava. — Pode dizer, Helena, que você está gostando – corei, por certo lado, eu não odiava tanto, além disso, devo confessar que seu beijo era delicioso e que ele é lindo. Mesmo assim, usei força para afastá-lo de mim e puxei a toalha.
Corri para o banheiro, precisava ter alguma roupa lá, achei.
— Merda – disse olhando para a roupa curta que estava guardada no meu banheiro – que porra é essa?
Vesti. Um short curto – do tamanho de uma cueca -, uma blusa justa, só para completar.
Orei rapidamente para que ele não estivesse lá, essa roupa era demais para esse garoto louco, abri a porta devagar.
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