Notas iniciais
We came back! Hey, amores!! Estamos de volta. Adoramos os reviews do cap anteiror! Woah.. fui responder tudo agora, mas mesmo assim não respondi de todos vocês. Bem, esperamos que gostem. Briina e Paulinha, parem de ameaçar a Natty de morte. Obrigada! Aproveitem. Música: Lost - Kris Allen

I want to thank you for all your help
'Cause you're on to me, you're on to me, I know!
You tell me all the bad things I didn't know about myself
Yes, you're on to me, you're on to me, I know!

Maybe I'm lost, maybe I'm lost

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POV OLIVER.

Acordo com o sol invadindo meu quarto, olho para meu corpo e ainda estou com calça jeans e sapatos social.

– Merda! — esbravejo com a mão na cabeça. — Maldita ressaca.

Tudo que me lembro é ir falar com a Thea a respeito da situação em que vivemos. Ela me chamar de idiota e eu encher a cara, depois ela sai me empurrando para fora do Verdant, antes que eu entrasse em um táxi com uma morena me chamando e só... Acho que não rolou nada, já que ela não está aqui. Levanto e vou até o banheiro tomo um banho, ao terminar de me vestir vou em busca de Felicity e Rose.

– Cadê a princesinha linda do Tio? — pergunta Roy segurando Rose ao lado de Thea.

– Bom dia. — falei sério me aproximando de ambos.

Thea me olha irritada e vem me abraçar.

– Ollie, bom dia como está? — pergunta.

– Bem, só com uma maldita ressaca. — fiz uma careta.

– Claro, você é um idiota sabia?! Como se encher a cara resolve-se alguma coisa. — bufa e volta para o lado de Roy.

– Oliver, bom dia! — disse Roy esticando a mão.

Comprimento com o aperto de mãos e olho envolta. Tendo desviar do assunto.

– Cadê a Felicity? – pergunto.

– Ela saiu! — diz Thea.

– Como assim saiu? Para onde? — questiono confuso.

– Foi correr no parque. — disse Roy fazendo caretas para a Rose.

– Para quê? Digo, tem o quarto ao lado que tem esteira e todos os equipamentos de malhação! — falei irritado.

– Oliver qual o seu problema? Felicity quis tomar um ar, e daí? — pergunta Thea.

Não notei que tinha me elevado demais. O que a de errado comigo? Mas Felicity nunca sai sozinha e muito menos para correr.

– Problema nenhum. Só achei estranho ela sair por ai sozinha... — falei receoso. — e a Rose se ela chorar?

– Ela já está amamentada e limpa. Eu e o Roy estamos aqui! Nada com que se preocupar. — Thea dá de ombros. — Se fosse em outras circunstâncias, eu diria que está com ciúmes! — finalizou maliciosa.

– O quê? Não estou com ciúmes dela, nós somos só amigos ou quase... — argumentei disfarçando minha irritação.

Thea se aproxima de novo e me encara.

– Sabe que você está sendo um idiota com ela, não sabe? Depois de tudo que ela fez por nós, você só a afasta. Por quê isso Oliver? — pergunta.

Não sei como ou o que responder. Eu quero me aproximar dela, mas tenho medo de sentir algo a mais. Desde que a encontrei, ela desperta em mim sentimentos envolventes. Mesmo que ela pense que eu finjo que ela não existe. Isso é mentira! Noto todas as noites ela por a Rose para dormir cantarolando e sorrindo. Ela parece um anjo que caiu em nossas vidas, ela desperta em mim sentimentos que não quero sentir. Então tento esconde-los, não quero que ela se machuque. Posso ser um bom pai, mas não tenho certeza mais se posso ser um bom companheiro.

– Oliver! — chama Thea me despertando.

– Eu sei, mas você me conhece não quero me envolver. Sem espaço para mais pessoas, deixe como está é melhor para nós. — falei me dirigindo para a saída do quarto.

– Não! Você não pode fazer isso! Não estou pedindo para você dormir com ela Oliver. — disse Thea vindo atrás de mim.

– Thea! – a repreendo sério.

– Você me entendeu! Acabe logo com isso, se torne uma pessoa melhor para o bem de nós, para o bem dela... — disse séria voltando para o quarto. — E se eu fosse você seria rápido! Cheguei hoje aqui e ela estava sendo convidada pelo o Marcus para jantar, ela está quase voltando para seu apartamento. Uma coisa é que não vou conseguir mantê-la aqui por muito tempo, já que nosso acordou acabou. Faz um mês Oliver! — grita entrando no quarto.

Ao inferno porque tudo tem que ser culpa minha?! Franzi o a cenho. Como assim sair para jantar com o Marcus?! Claro que ela não vai! Tem a Rose e ele é um chato. Bufo e saio do apartamento vou busca-la agora e saber que história é essa de jantar.

Chego no parque e corro o olhar pelo o local, mas não a vejo, começo a caminhar e vejo um casal brincando com duas crianças. A cena é linda uma família feliz, será que um dia vou estar assim também? A Rose já me faz feliz, mas e a mãe postiça dela será que me faria? Balanço a cabeça e volto a caminhar.

– Onde essa mulher se meteu?! — rosno baixo.

Mais um pouco a frente a vejo comprando sorvete. Está simplesmente linda e diferente. O cabelo esta mais curto em cascatas, veste um conjunto de moletom preto com detalhes rosa marcando suas curvas perfeitamente. Está com um sorriso bobo no rosto, ela me nota e arregala os olhos. Como um filme vem tudo na minha cabeça, toda cena da noite anterior. Felicity expulsando a morena do apartamento, eu a beijei no pescoço. Por Deus!

– Felicity! — a chamo, mas ela solta o sorvete e começa a correr rápido demais. – Felicity!! — grito e começo a correr atrás dela.

Pobre da loirinha, com um pouco de esforço eu a alcanço. Mais ela não para.

– Dá para você parar de correr, por favor!? — digo irritado.

Ela só olha de lado e acelera, está fugindo de mim com medo de ser agarrada de novo? Talvez.

– Felicity, eu sei que não deveria ter feito aquilo daquele jeito, mas eu estava bêbado! Então, não conta como assédio. — falei sem fôlego disfarçando uma risada.

Ela bufa, continua sua fuga. Mesmo baixinha com todas aquelas curvas, corre que uma beleza. Tento puxa-la pela a mão, mas ela desvia. Com sua atitude escorrega no canteiro e cai no chão.

– Ai! – grita. Paro ao seu lado e me abaixo rapidamente até ela.

– Deixa eu ver. — digo preocupado.

– Não foi nada Oliver... — disse com alguns resmungos de dor.

Pego em seu pé e ela resmunga de dor novamente. Ela não tinha quebrado, só torceu o tornozelo.

– Você só torceu. Vamos, tem que colocar gelo antes que comece a inchar. — digo tentando ergue-la no colo, mas ela me empurra.

– Não, você não vai me pegar no colo! Co.. Com todo mundo olhando. — disse gaguejando.

– Não tem problema, mas se você quiser ir andando a escolha é toda sua! — ergo uma sobrancelha.

– Eu posso ir andando. — bufa e tenta se a levantar sem sucesso . — Pode ir, eu acompanho você!

– Você que sabe. — reviro os olhos me levanto e começo a andar lentamente. É claro que não vou deixa ela assim, é mais para provocar e ver se ela resiste.

Ela levanta e tenta andar mais solta um gemido de dor.

– Certo, pode me levar! — resmunga baixo. Bingo!

– O que não ouvi? – pergunto provocativo ainda de costas.

– Pode me levar! – diz entre dentes mais irritada.

Abafo uma risada e volto até ela. Sem me olhar, eu a pego no colo, que resmunga coisas sem anexo e olha para os lados.

– Está todo mundo olhando! Meu Deus que vergonha. — disse nervosa e corando.

– Estou levando você, não te agarrando Felicity! — digo sério me contendo para não rir.

Ela abre a boca incrédula e tenta se soltar, mas o pé dói. Morde o lábio para abafar os gemidos de dor.

Começo a andar e ela me encara com alguns segundos, ela suspira e se aproxima mais ao meu corpo.

– Oliver..? — disse colando o rosto na curvatura do meu pescoço. — Você me enlouquece sabia!

Isso me deixa surpreso. Quero dizer que, está tudo certo, que não vou deixa-la mais sozinha e que tudo que fez por mim e pela a Rose não tem preço.

– Sinto muito se te deixe sozinha nessa, você apareceu de repente e tudo que aconteceu mudou muitas coisas em mim. — falei encostando o rosto na sua testa. Ela suspira e passa o braços pelo o meu pescoço.

– Não te culpo por isso, você é uma ótima pessoa e um pai maravilhoso. Só precisa mudar um pouco o humor e dar mais espaço para as pessoas a sua volta! — diz com ternura.

Mesmo com minha falta de atenção e compaixão, ela não consegue me odiar... de fato é uma mulher adorável.

– Você me perdoa? — pergunto receoso.

Ela volta o olhar para mim e me encara confusa.

– Não tenho o que te perdoar Oliver. Você tem seus sentimentos, não é obrigado a compartilhar! — disse voltando para a posição anterior. – Mas, se te conforta eu perdoou você e por favor nada de morena no apartamento!

Solto uma risada e caminho de volta ao prédio. Conversamos mais um pouco, ela não tocou no assunto da nossa cena na noite anterior. Antes de chegar ao prédio a coloquei no chão que ainda resmungava de dor e se pendurava em mim como apoio. Quando chegamos no saguão o tal Marcus sai do elevador. Maldito jantar, esqueci completamente. Como impulso pego a Felicity no colo de novo.

– Oliver! — disse nervosa — O que foi? Eu já consigo andar.

– Felicity?! — chama Marcus.

Ela arregala os olhos e cora, tenta sai dos meus braço mais a mantenho no lugar.

– Marcus. — disse sem jeito.

– Porque está no colo do Sr. Queen? — pergunta confuso.

Ela abre a boca mais eu me adianto.

– Ela machucou o tornozelo. Está muito feio e inchado pode passar semanas sem andar, sabe... — falei com desdém.

– Não está tão feio assim, é só colocar g.. — a interrompo.

– Vamos subir. Rose quer você, e você precisa descansar querida. — falei jogando um pouco de charme.

Ela se derrete, mas em segundos franze o a cenho.

– Querida? — disse Marcus — Felicity e o nosso jantar?

– Ela não vai poder ir! Sabe com o pé desse jeito, e ainda a Rose com dois meses de vida necessita da mãe! — digo indo já para o elevador. Ao inferno que ela vai jantar com ele. — Bom dia Marcus.

Ele fica estático e com a boca aberta. Disfarço minha risada e entro no elevador. Felicity acena para ele e volta o olhar para mim com toda sua fúria.

– Querida? Serio? O que diabos você está fazendo Oliver?! Ele é legal e eu queria jantar com ele, você sabe uma mulher precisa sair e conhe... — a interrompo com um beijo.

Colo nossos lábios com um beijo casto. Ela fica tensa mas retribui. Peço passagem com a língua e ela se entrega colocando as mãos no meu rosto e me puxando para perto. Sua boca e macia e seu sabor é de morango, resíduos do sorvete. Nossas línguas se entrelaçam com desejo, em uma dança sensual avassaladora. Mordo seu lábio inferior e ela geme, volto a beijar e aperto mais a mim. Nosso beijo é doce e voraz como necessidade um do outro. Nos afastamos quando o ar é necessário.

Ela encosta a testa na minha e suspira de olhos fechados. Sorri de leve e passa o polegar pelos meus lábios.

– Foi um primeiro beijo e tanto! — exclama sem fôlego ainda de olhos fechados.

Beijo a ponta do seu nariz, mas me mantenho em silêncio. Não me arrependo de ter a beijado. Mas estou confuso não sei o que estou fazendo, se isso de fato é o certo a se fazer.

Ela volta a colocar o rosto no meu pescoço e não fala nada. Consigo sentir seu sorriso encostado no meu pescoço. Saio do elevador indo para o apartamento, entro e Thea arregala os olhos.

– O que houve? — pergunta vindo até nós.

– Machuquei o pé Thea, não foi nada. — disse Felicity para acalma-la.

– Vou pegar gelo. — falei colocando ela no sofá.

– Obrigada! — disse com um sorriso encantador.

As duas começam a conversar, pego o gelo coloco na bolsa térmica e me aproximo de volta, tiro seu sapato e ponho o gelo. Ela faz uma careta e suspira. Me olha com os olhos de desejo ou de carinho. Queria poder ficar com ela, depois desse beijo sinto que ela me pertence. Nunca uma mulher conseguiu despertar tantas coisas em mim como ela faz em minutos, em um simples gesto em um único beijo. Mas não sei se isso é o certo, não quero que ela fique comigo pela a Rose. Limpo a garganta.

– Eu vou me arrumar, tenho coisas importantes a tratar no escritório. — falei frio me afastando.

Ela apaga o sorriso. Sei que não era isso que ela esperava ouvir. Mas não posso manter esperança.

– Mais já Oliver? Você pode chegar mais tarde. — argumentou Thea.

– Ele é o CEO Thea! Homem de negócios, não pode ficar em casa a toa. — disse se levantando com expressão de dor e raiva.

– Cuidado Lis. — disse Thea alarmada.

– Não é nada. Onde está minha pequena? Estou com os seios cheios. — disse acenando de costas e indo para o corredor.

Thea me encara confusa e sai atrás dela para ajuda-la. Não posso negar que suas palavras não doeram em mim. Fiz tudo errado, por que a beijei? Para trata-la assim depois. Thea tem razão eu sou um idiota.

Elas ficam no quarto e vejo total silêncio, minutos depois já estou arrumado, como um CEO e me dirijo para saída.

– Até mais Oliver. — acena Roy do sofá.

– Até Roy! — forço um sorriso e saio para a empresa.

POV FELICITY.

Quando acordei a primeira coisa que pensei foi em esvaziar a tensão da noite interior. Ver Oliver com aquela mulher me deixou muito furiosa! Não pedi para ser a mãe da sua filha, ele que me colocou nessa e como me apaixonei pela a Rose aceitei sem hesitar. Mais que inferno, suas atitudes me machucam. As vezes porque ele faz que estão de me tratar como uma desconhecida, não se aproxima não deixa ver quem é de verdade. Depois me trata como uma adolescente, me pega no colo faz o seu showzinho com o Marcus, me beija... E que beijo, nunca pensei que beijar Oliver Queen seria uma das maravilhas do mundo... Mas como o esperado ele me afastou de novo. Não deve ter significado nada para ele! Thea foi embora com o Roy, ele foi para a empresa e cá estou eu sozinha com a Rose e sem jantar com Marcus. Ele parece legal, mas depois daquela cena ele deve estar encomendado minha morte.

As horas se alastram, não consigo comer nem me concentrar em nada. As ultimas coisas me veem a mente como flash, tudo repetindo indo e voltando.

– Que droga isso acaba hoje! — esbravejo batendo as mãos na cama.

Hoje eu mudaria essa situação. Era hora de ter uma conserva com o Sr. Rabugento, não vou morar com alguém que me obrigou a morar com ele e ainda brinca com meus sentimentos.

Olho no relógio vejo que são 20:00, daqui uns minutos ele chega ou não. Dou banho na Rose, visto uma roupinha de dormir confortável, amamento até ela cochilar. Coloco no berço e deixo a babá eletrônica ligada. Vou até meu quarto e tomo um banho rápido, visto um vestido azul claro rodado, deixo os cabelos soltos e me dirijo até a sala. Estou com as mãos suando, por onde começar? Será que digo: “Oliver se você não me suporta estou indo embora!” Não, não! Ou: “Oliver porque você me deu aquele maldito beijo?”

Bufo e me jogo no sofá. As horas vão se passando e nada dele. Sei que tudo é para me evitar, a QC se encerra as 19:00 horas e ele como CEO pode chegar bem antes em casa. Me sinto sozinha, vazia, não estou pedindo ele em namoro. Só quero viver bem com ele, já que temos um bem em comum... Rose. Então, porque de todo mundo, só a mim ele afasta? Isso me dói, não entendo sua rejeição, talvez esteja na hora de arrumar as coisas e partir.

– Já é tarde... Cadê esse homem?! – resmungo baixo bocejando. — Deve estar com mais um caso da noite!

Como o dia foi puxado, pois a Rose estava febril e com cólicas eu me mantive ativa por ela o dia inteiro. Meu corpo está exausto, meu pé ainda dói. Me aconchego no sofá super macio e confortável. Quero esperar ele, precisamos conversar. Mas o sono é mais poderoso, vou fechando os olhos até o sono ir me vencer de vez.

POV OLIVER

– Oliver, vai para casa e acabe com essa situação! — disse Diggle.

– Que situação? — pergunto analisando os últimos papéis.

– Essa que você esta vivendo. — disse se aproximando e tomando os papéis.

– Diggle, faça o favor de me devolver! — digo sério.

– Não! Não devolvo até você parar e me escutar. — disse com olhar mortal.

– Tudo bem, você tem toda minha atenção. — cruzei os braços.

– A pobre da garota não merece o que você está fazendo com ela Oliver. — disse.

– Não estou entendo. Onde você quer chegar Diggle? – minto. Sei bem onde ele quer chegar.

– Qual mulher no planeta larga sua casa seus princípios, sua rotina, sua vida para viver outra? — me pergunta entre dentes. — E como você a recompensa? Com sua frieza. Eu estive com a Thea e ela me contou tudo. Se você não gosta dessa garota e está a tratando só como uma babá então deixe a ir, viver sua vida longe da sua falta de compaixão.

– Diggle, não estou a tratando mal ela tem tudo o que desejar! Tudo o que quero, é que ela cuide da Rose. Mas se ela quiser ir embora, ela está livre. Não me lembro de ter a amarrado em casa! – dou de ombros.

Eu sei o que estou sendo. Um cafajeste! Depois da Helena e da morte dos meus pais, me tornei frio. Não tenho espaço para mais ninguém além da Rose e Thea.

– Ela é mulher. Tem sentimentos, ela não pode só passar amor, ela precisar receber também! — disse irritado. Não falo nada e mais uma vez dou de ombros. — Você que saber mais, se ela sair ferida depois disso... Juro que ninguém encontrará seu corpo Oliver. — ameaçou indo até o elevador.

– Diggle! Diggle! — o chamo mais ele se foi. Acho que nunca vi Diggle com tanta raiva no mundo.

Fico mais tempo que o necessário na empresa com meus pensamentos em Felicity e Rose. O que eu estou fazendo com ela não tem perdão! Diggle tem razão. Olho para o relógio e já é tarde. Resolvo ir para casa, sem desvio de caminhos estou cansado e tudo que quero é minha cama. Pego as chaves e a pasta. Estou levando documentos para casa, pois tenho vários contratos para rever. Isso pode me tomar todo o sábado!

Chego ao meu apartamento. Ao abrir a porta, me deparo com uma Felicity dormindo feito um anjo no sofá. Coloco a pasta e as chaves na mesinha de centro e me aproximo dela. Pelo o que vejo ela está diferente, maquiada sem roupas de dormir. Ela teve visitas ou estava me esperando? Não claro que não estava. Afasto os pensamentos e a pego no colo me direcionando ate o quarto, quando chego perto da cama ela abre os olhos e se agarra no meu pescoço.

– Temos que conversar! — disse sonolenta.

– Não. Amanhã conversamos! — tento coloca-la na cama, mas ela me agarra firme e não solta.

– Não! Tem que ser agora Oliver. — disse séria.

– Tudo bem. — concordei a colocando no chão.

– Oliver, sei que eu tenho sido um incomodo para você. Então é por isso que amanhã vou voltar para minha casa. – ela me olhava nos olhos.

– Não, não vai! Você não é nenhum incomodo. – argumentei.

– Você não vê como estamos? Somos como completos estranhos nessa casa. Foi algo que eu disse que eu fiz? Porque se foi você pode falar para mim! — seu tom é urgente.

– Felicity, não é com você eu só... Só não consigo dar espaço para mais pessoas depois de tudo que aconteceu. — falei suave.- Não consigo amar ou me relacionar sério com mais ninguém.

– Não, você que não entende! Não é dar espaço para outras pessoas, Oliver é da espaço para si próprio. O que você esta fazendo é por você mesmo e não por ninguém! Eu não quero ser amada por você, só quero um pingo de sua atenção como você mesmo disse: Eu agora sou a mãe postiça da Rose e para cuidar dela não posso fazer isso sozinha, eu... Eu preciso de você! — disse se aproximando. Vejo seu olhar de suplica, mergulho em seus oceanos azuis que tanto me atraem.

– Felicity entendo que esteja chateada... Não a culpo por isso, mas esse sou eu. Bem vinda ao meu mundo! Sou controlador, não demonstro sentimentos, não sigo regras! Pode soar frio para você, mas eu sou assim e isso não vai mudar. — digo dando passos para trás.- Não posso ser o Oliver que você deseja agora, talvez nunca.

Ela me olha incrédula, como se o mundo estivesse desmoronando. Não consigo ser mais quem eu era. Por mais que isso doa ela merece alguém melhor do que eu na sua vida.

– É engraçado como você pode dizer isso... — disse com um sorriso sem graça e os olhos marejados. — Mas sabia que não é o único a ter uma alguma mágoa?! Eu só especialista em ser deixada para atrás! Isso não é nada comparado a tudo que já vivi.- terminou entre soluços. Antes que eu possa me aproximar ela desliza até o chão e dobra os joelhos até encaixar o rosto neles e começa a chorar em silêncio.

Como dói vê-la assim. Ela não merece isso! Thea me contou sua história... Com 8 anos foi abandonada pelo o pai, seu primeiro amor a usou e a abandonou, chegou em Starling para recomeçar. Com pouco tempo encontrou alguém que a deixou grávida e também a abandonou e por fim perdeu sua filha. A dor dela é maior do que a minha. Como eu sou egoísta com ela! Como posso tratar a mulher que cuida da minha filha dessa forma? Ela faz tudo sem pedir nada em troca e sempre que a vejo ela estar com um sorriso sereno no rosto. Ela é ela mesma, sem pedir amor ou carinho dos outros. Ela é forte e a admiro por isso, com essa cena posso sentir do fundo do meu coração que de todas, Felicity será a ultima a ser magoada novamente! Eu e a Rose vamos cuidar dela, vamos da amor, seremos sua família agora.

– Felicity... — a chamo baixinho chegando perto, mas ela não me olha. – Felicity, olhe para mim.- toco seu rosto.

Ela ergue o rosto vermelho pela as lagrimas. Seus olhos azuis são tristes, mas há um brilho neles algo que me conforta. Passo meu polegar no seu rosto enxugando sua última lágrima.

– Venha vou cuidar de você. — falei a puxando para mim.

Sem protestos, ela para de chorar e se a levanta do chão. Pego pela mão e levo até a cama. Ela me olha em expectativa enxugando as lágrimas. Tiro o terno, a gravata, camisa, o cinto e os sapatos. Subo na cama e vou engatinhando parando ao seu lado. Ela arregala os olhos e encara meu corpo, sei que está se derretendo com a visão.

– Felicity, não se preocupe! Não vou agarrar você nesse momento. — falei tentando não ser malicioso. Depois do beijo no seu pescoço e o beijo no elevador não sei me aguento por muito tempo perto dela.

Ela engasga e começa brincar com as mãos olhando para os lados. Me deito e puxo ela até mim, com o nosso contato sinto seu corpo ficar tenso e ela prender a respiração. Passo a mão nas suas costas com carinho, segundos depois ela entende que não estou me aproveitando de sua fragilidade, estou só para lhe entregar um afeto que existe ainda em mim.

Com um pouco de receio ela se aproxima encaixando-se nos meus braços. Solta a respiração e coloca o rosto na curvatura do meu pescoço, passo o cobertor por cima de nós e dou um beijo nos seus cabelos. Hoje ela está com um aroma floral suave, seu corpo é quente e pequeno. Com alguns minutos a vejo relaxar. Esta decidido, vou buscar meu eu novamente por ela. Ela adormece e me aperta com força como se fosse para eu não fugir.

– Vamos recomeçar. — sussurro baixo.

Notas finais
Wow, hahaha! Esperamos que tenham gostado, o 5 vai ser postado na segunda. Então sobrevivam amores. Comentem. Bjs