All Around The World
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Anastásia pareceu apreensiva quando olhou o número no visor do seu celular, ela mordeu o lábio inferior não daquela forma tímida ou sexy que costuma fazer, era de nervosismo. Toquei em sua cintura e a trouxe para meus braços enquanto pedia a Taylor que providenciasse passagens aéreas para Etiópia. A sede da minha ONG é lá e eu quero visitar, pela primeira vez, o lugar.
— Você sabe quem está ligando? – perguntei colocando seu cabelo para trás, estava enorme, mas eu gostava tanto dele assim.
— Sei – disse receosa – É Jack, meu ex-noivo – ao mencionar o nome fiquei tenso na hora. Não só pela raiva que eu sentia por aquela filho da puta covarde, além do ciúmes de querer saber o porquê dele estar ligando para ela depois de tudo. Preciso mandar Welch pesquisar mais sobre o que esse desgraçado.
Ana apertou o botão de ignorar chamada parecendo decidida e uma chama no meu peito se acendeu assim como um sorriso rasgou minha face. Não sei o que faria se a perdesse, principalmente para um filho da puta como Jack. Ana é tudo que eu sempre quis em uma mulher: linda, gostosa, é meiga e determinada, sem falar que o sexo é maravilhoso. E quando se encontra uma mulher assim, não se deve perde-la, em hipótese alguma.
— Eu não quero atender e nem ouvir o que ele tem a dizer – senti suas mãos pequenas indo ao redor da minha cintura e eu não tive medo do seu toque porque ele é macio e doce. Seu toque nunca é dor, é sempre carinho ou prazer.
— Você tem certeza? – segurei seu rosto entre minhas mãos tentando ler o que ela estava pensando, mas Anastásia consegue ser um enigma pra mim.
— Tenho – ela fechou os olhos descansando o rosto em minha mão. Acariciei sua bochecha com o polegar – Eu não quero mais ele, Christian. Você sabe disso. Eu estou apaixonada por você. Além do que, depois de tão desgraçado que ele foi comigo, nem que você não tivesse entrado na minha vida, eu nunca voltaria para ele. Meus pais nunca permitiriam.
Eu ainda estou me acostumando com ela me dizer isso, essa já é a segunda vez, e eu não consegui dizer ainda. Anastásia é uma doce mulher que surpreendentemente despertou um sentimento em mim que eu pensei que não existia, ela me fez apaixonar por ela. Ela nunca me julgou pelo meu passado, está sempre me elogiando com sinceridade e não importa se eu tenho dinheiro ou não, se a levo almoçar em um restaurante chique ou em um simples restaurante aconchegante. O fato é que Anastásia Steele é muito fácil de se apaixonar, e nem eu escapei dessa.
— Eu só sei que ele foi um completo burro por ter te deixado escapar – desci minhas mãos pela lateral do seu corpo até a bunda onde a peguei em meu colo – mas eu não sou burro.
— Espero que não – ela riu colocando o cabelo atrás da orelha antes de me abraçar pelo pescoço e beijar meus lábios delicadamente.
Os lábios de Ana sempre têm aquele batom suave de gosto de melancia que eu adoro. Seus beijos são sempre são delicados, suas mãos em meu cabelo são urgentes e ao final sempre tem aquele barulhinho sexy de fim de beijo. Eu fico de pau duro só com um simples beijo dessa mulher. A deitei na cama ficando por cima dela e aprofundei mais o beijo, mas fomos interrompidos pelo meu celular.
— Taylor conseguiu as passagens? – perguntou ela quando lia o e-mail que trazia informações do voo.
— Sim, ele é muito eficiente – bloqueei o celular o colocando de volta no criado mudo. Entrelacei minhas mãos a dela levando para cima da sua cabeça – O voo sairá onze e cinquenta e três da noite, temos muito tempo até lá – rebolei o quadril friccionando meu pau ereto na sua bucetinha para deixar bem claro minhas intenções.
— Não quer ir ver o coliseu mais uma vez? – disse parecendo desinteressada no sexo mas via sua expressão de diversão, é uma provocadorazinha sacana.
— Não, eu não quero ver o coliseu – beijei seu pescoço ouvindo seus gemidos baixinho ao pé do ouvido. Isso dá um tesão do caralho.
— Podemos fazer um bate volta até Milão. Meu pai adora futebol e vai morrer se souber que fui visitar o estádio do Milan – desci mais beijos agora para seus seios. Porra, como eles são deliciosos.
— Sinceramente falando, podemos trazer seu pai uma próxima vez. Nossos planos para hoje serão: Vou te comer agora, depois tomaremos café da manhã, aí a gente vai transar de novo, e aí a gente pode dormir um pouquinho até o almoço, depois mais sexo, e aí a gente pode dormir mais, jantar e aí vamos embora – dei uma mordidinha no bico que estava eriçado e sensível, o que a fez gemer um pouco mais alto. Vamos, baby, até onde aguenta?
— Parece com a nossa programação do dia do sexo – ela riu, aquela risada gostosa que eu amo ouvir – Ai, Chris, faz cócegas sabia?
— Morder aqui? – mordi de leve novamente e ela riu.
— É, mas falando muito sério agora – ela ficou séria e eu achei divertido, não consegui segurar o sorriso – Muito sério, Grey.
— Se for sobre dinheiro da passagem não quero conversa – beijei sua barriga até o umbigo onde mordi a pelinha logo abaixo dele – Você pagou a Itália e então é minha vez de pagar, não era isso que você queria?
— Eu paguei em partes a Itália – argumentou porque eu não a deixei pagar quase nada. Sem falar que ela ainda vai me matar quando descobri que eu mandei cancelar o pagamento com o cartão de crédito dela os hotéis e passei no meu – então os próximos dois destinos eu vou pagar. E fim.
— Fim! – concordei com ela porque se eu fosse argumentar, discutiríamos e eu não quero perder tempo discutindo se eu posso passar transando. Mas lógico que ela não iria pagar nada.
Senti ela elevando as pernas na minha cintura e então forçou que invertêssemos as posições. Confesso que amo quando ela fica por cima. Tenho visão privilegiada do seu corpo, seus seios a minha mercê, ela fica sexy e sensual quando rebola pra mim gemendo meu nome...
Anastásia beijou meus lábios rapidamente e logo voltou a ficar ereta em cima de mim. Com aquela carinha inocente, ela colocou meu membro para fora da cueca e começou a me masturbar lentamente. Eu nem era muito fã de masturbação, mas com uma mão delicada e pequena como de Ana se torna muito prazeroso.
— Tira a calcinha – sussurrei com minha voz rouca tomada pelo desejo e ela nem hesitou a tirando e voltou a sua posição. Ela estava montada em cima de mim logo abaixo do meu membro, a visão da sua bocetinha coberta por ralos pelos é mais que excitante.
— Você gosta do que vê? – perguntou ela fazendo pressão com a mão no meu pau ainda com movimentos lentos, então ela quer me torturar...?!
— Muito – com a outra mão ela começou a se masturbar quando me lembrei – Hey – a olhei indignado — você está me devendo uma ida ao sex shop – ela sorriu.
— Nós vamos quando quiser – respondeu simplesmente – Eu queria sair depois do almoço, preciso ir em uma depiladora...
— Não, Ana, nem tá tão grande assim — Ana balançou a cabeça rindo, ela curvou o corpo em cima de mim e beijou meus lábios guiando meu pau para dentro dela – Sem oral?
— Sem oral até eu me depilar, vai por mim, eu quero muito rebolar na sua boquinha, Senhor Grey – Porra, quando ela fala desse jeito quase gozo – mas só depois...
— E eu não ganho um oral? – perguntei me fazendo de inocente.
— Ganha – ela começou a subir e a descer bem lentamente – Me avisa quando estiver perto de gozar – sussurrou no meu ouvido.
Transar sem camisinha é uma delícia, mas quando se trata de uma bocetinha apertada e molhada como a dela é o paraíso. Ana está ereta em cima de mim rebolando lentamente torturando ambos, eu acho que ainda tenho uma leve tara por masoquismo porque essa demora está me dando cada vez mais tesão. Sentei na cama na altura dos seus seios, sem atrapalha os movimentos dela, e os tomei a boca voltando a deitar e trazendo ela comigo. Ana gemeu meu nome quando dei um tapinha em sua nádega a forçando a ir mais rápido.
Na parede em frente ao pé da cama tinha um espelho de corpo inteiro, ajeitei mais um travesseiro debaixo da minha cabeça e pude ver a bunda de Ana subindo e descendo no meu pau e rebolando. Me segurei ao máximo para não gozar porque queria aproveitar essa imagem erótica. Desci minhas mãos pelo corpo dela até suas nádegas. Sem tirar os olhos do espelho, as apertei de leve e dei um tapinha em uma que ficou em tom rosado primeiro clareando aos poucos. Gemi alto.
— O que tanto você olha? – disse ela virando para olhar por cima do ombro – Christian – ela parou os movimentos me olhando um tanto chocada com as bochechas ganhando tom rosado.
— Relaxa, princesa – sussurrei forçando o quadril de encontro ao dela – É a porra de uma visão excitante. Eu tô com muito tesão. Continua.
Ela me olhou mordendo o lábio inferior com receio e saiu de cima de mim. Quando eu pensei que tinha estragado tudo, ela me surpreendeu em se virar de costas pra mim. Guiou meu membro para sua entrada novamente se sentando. Ela se olhou no espelho e quando nossos olhares se encontraram ela sorriu com malícia. Ela apoiou os pés na cama, um de cada lado do meu corpo, a apoiei pelo quadril e voltamos a nos mover em sincronia agora. Levei minha mão a sua bocetinha, estava muito molhada, chegava a pingar, fiz movimentos circulares no clitóris e ela jogou a cabeça para trás gemendo.
Ana deitou com as costas em meu peito, ambos já estávamos suados, puxei rapidamente minha cueca para fora e a fiz apoiar suas pernas em cima das minhas que estavam flexionadas, então eu controlava o tão aberta ela podia ficar e eu gosto de muita exposição. É uma puta visão excitante do espelho. Coloquei dois dedos em sua boca que ela chupou com gosto antes de levar novamente ao seu clitóris fazendo movimentos rápidos e circulares, eu queria que ela gozasse comigo. A outra mão eu levei ao seu seio apertando o bico entre meus dedos com força, mas ela nem pareceu perceber porque ela gemia de prazer.
Ana gozou primeiro que eu, ela tremeu inteira quando parei a pressão que fazia em seu bico e com os movimentos na boceta. Ela gemeu alto meu nome. Sua bocetinha me apertou tanto que eu fiz esforço para não gozar, eu queria mais, quero testar algo com ela.
Os dois viramos de lado, comigo atrás dela, ergui uma de suas pernas a apoiando no braço, bati com a cabecinha no membro em seu clitóris e meti novamente nela com força, indo até o final. Eu gemi alto um palavrão enquanto ela deu um gritinho voltando a tremer. Comecei a bombar dentro dela fazendo movimentos circulares no seu clitóris.
— Delícia de bocetinha – sussurrei no seu ouvido em meio a gemidos. Ela me apertava ainda mais. Tentou se afastar quando gozou novamente mas eu não deixei – Aprenda a controlar, você está tendo orgasmos múltiplos.
Ela segurou em meu braço com força como se tentasse se controlar para a nova onda de orgasmos que vinha mas não conseguiu, cravou as unhas ali, tremendo e então ela esguichou, foi pouco, mas o suficiente para que eu não consiga mais me segurar. Um orgasmo nunca tinha sido tão bom antes, eu tremi inteiro junto com ela, apertei seu seio como se extravasasse a sensação desse orgasmo avassalador. Ela se virou de bruços na cama e eu fui junto ficando com meu corpo completamente colado ao dela rebolando lentamente enquanto meus últimos jatos de gozo ainda saiam. Porra, que orgasmo delicioso.
— O que foi isso? – sussurrou ela ainda ofegante. Seu corpo ainda tinha espasmos involuntários quando sai molinho de dentro dela deitando ao seu lado ofegante.
— Orgasmos múltiplos — respondi sorrindo. Ela se virou com as pernas meio afastadas – E você esguichou – ela olhou para baixo, a cama e depois para minha barriga, e tampou seu rosto com as mãos – Hey, não precisa ter vergonha. Você gozou, ejaculou, é normal para algumas mulheres quando o orgasmo é muito intenso. Homens acham excitante, eu acho super excitante. Eu teria segurado mais o gozo se não fosse por isso.
— Jura? – ela me olhou de canto – Jura jurarinho de beijinho – eu assenti novamente dando um selinho nela – Foi o melhor orgasmo que eu tive – confessou o que me fez sorrir de orelha a orelha com o ego inflado — Não toca muito ou eu vou gozar de novo – disse ela enquanto eu limpava, com minha cueca, os vestígios dos nossos gozos que escorreram de dentro dela. Ela tremia ainda e eu sentia sua bocetinha pulsando – você acabou comigo – sussurrou com um sorriso leve no rosto – estou te devendo um oral.
— Pode deixar que eu vou cobrar – puxei seu corpo para perto do meu e ela veio de bom grado se aconchegar ao meu.
*****
POV. Anastásia
Nós desembarcamos na capital da Etiópia, Adis Abeba, já de manhã. O que eu achei de mais bonito são os campos de agricultura que sobrevoamos, são lindos. Jack tentou me ligar mais uma vez quando estávamos no aeroporto, não deixei que Christian visse, e então ele me mandou a foto minha de Christian nos beijando via mensagem com vários pontos de interrogação.
Christian Grey? Sério, Anastásia? Justo ele???
— JH
Não respondi. Ele não iria estragar agora que eu finalmente estou feliz com um cara incrível de um jeito que ele nunca poderá ser. Jack gosta de criar competição entre ele e outros caras, seu ego deve estar ferido por eu estar feliz com alguém que gosta de me beijar em público, está me fazendo feliz e ainda é muito mais bonito e gostoso que ele. Sem falar que o sexo não nem comparação. Por mim Jack Hyde pode ir se foder e foder quantas piranhas ele quiser porque para mim, ele não passa de uma sombra em meu passado quanto o Christian é uma luz no meu presente e futuro.
O diretor da instituição de Christian nos esperava no meio da multidão com uma plaquinha com seu nome. Ele era um homem da idade de meu pai e muito sorridente. Me pergunto se ele teve alguma coisa a ver com o desvio de dinheiro, mas se ele ainda trabalha com Christian é porque deve ter coração bom.
— Senhor Grey — eles deram um aperto de mão — E Senhora Grey?
— Sr. Ákila, esta é minha namorada Anastásia Steele — demos as mãos também — Taylor avisou que estávamos chegando??
A capital da Etiópia é como uma cidade comum, mas conforme nos afastamos, vimos a realidade daquele país. É uma grande vastidão de campos de plantação de café, cana de açúcar, algodão, com muitas pessoas trabalhando inclusive mulheres e crianças.
A instituição de Christian ficava cerca de quarenta minutos da cidade e é uma grande extensão ao meio aos campos de agricultura. Parece uma fazendo gigante e muito aconchegante. Assim que nos aproximávamos várias crianças se aproximaram do carro correndo e Sr.Ákila animadamente nos explicou que elas adoram conhecer pessoas novas.
— Elas não deveriam estar na escola? – perguntou Christian apertando minha mão, acho que ele nem tinha notado que estava apertando.
— Nós revezamos o horário da escola, Sr. Grey. Como o senhor mesmo ordenou que as mães tivessem tempo para cuidar das crianças, a metade que está na escola agora faz parte da metade de mães que está trabalhando na fábrica, e a metade que está aqui estão brincando e ficando com suas mães – explicou Ákila e isso pareceu acalmar Christian.
— Fábrica? – perguntei olhando para Christian.
— Fábrica de lingerie, srta. Steele – foi Ákila quem respondeu com um sorriso – Sr. Grey montou a fábrica anos atrás para ajudar no desemprego da região. A fábrica se auto sustenta, gerou dois mil empregos e todo lucro é revertido para melhorias das instituições.
— Todo o lucro? – perguntei fazendo carinho na sua mão com o polegar. Christian sorriu tímido e olhou para a janela.
— Sim, Srta. Você vão adorar, estamos em clima de festa – o motorista parou o carro em frente à fazenda principal no topo das demais – Amanhã chegam os voluntários para finalização das casas e então poderemos entregar mais de duzentas moradias para as famílias da fila de espera.
Christian estava tenso e não olhava para mim, como se não suportasse ver o meu olhar de orgulho. Eu estava em um misto de admiração e orgulho de tudo aquilo que tinha visto até e agora, que pelo jeito não é nem a metade. Christian faz coisas incríveis por aqui, coisas que ninguém nem imagina e não tem nenhum tipo de lucro com isso e nem reconhecimento. Ele faz porque quer, sem esperar nada em troca. Não tem como não se apaixonar ainda mais por ele.
— Vocês podem ficar hospedados aqui na fazenda principal. É onde os voluntários, ficam, mas como eles só chegam amanhã e vão direto para a cidade vizinha, então terão a casa para vocês.
Quando desci do carro muitas crianças vieram para meu lado, a maioria meninas, e todas falavam ao mesmo tempo. Eu só conseguia sorrir.
— O seu cabelo é muito bonito – disse uma garotinha que usava um vestido florido branco com rosa. O cabelo dela é bem curtinho e tinha olhos incrivelmente verdes.
— Obrigada, linda – me abaixei na altura deles – Você tem olhos lindos, sabia?
— Você quer brincar de boneca com a gente amanhã? – perguntou outra garotinha com duas bonecas de pano na mão.
— Claro que sim, você tem uma boneca para eu brincar também? – ela assentiu e disse que ela e sua mãe quem faziam as bonecas e que elas poderiam fazer uma pra mim. Sorri.
— Tia, a senhora pode ver a gente jogar futebol também? – perguntou um garotinha com uma bola de futebol na mão sem camisa com vários meninos atrás dele aguardando minha resposta com olhos brilhando.
— Claro que posso – respondi sorrindo – Eu acho que o tio pode até jogar com vocês – sussurrei como se não quisesse que Christian escutasse o que fez as crianças rirem.
Ele sorriu. Estava meio sem jeito perto das crianças e só respondia o que elas perguntavam sem prolongar muito o assunto, mas eu já via nisso uma grande evolução para ele. Principalmente quando ele se soltou mais e pegou uma das meninas no colo ouvindo atentamente o que ela falava. Sorri emocionada.
— Está certo, crianças, vocês não têm que terminar as atividades e se arrumarem para a escola? – disse Sr. Ákila olhando a todos que responderam um “sim” em uníssono – Então, vão!
— São crianças incríveis – disse para Ákila sorrindo.
— São sim, quando chegaram aqui, a maioria estava desnutrido, muito sujo, alguns os pais morreram por ter dado ao filho o que comer, mas graças ao Sr. Grey, eles têm uma condição melhor aqui. – Christian e Ákila terminaram de tirar nossas malas do carro e deixaram na varanda da fazenda – Começamos com o novo projeto a alguns meses e estamos indo muito bem. Foi uma ideia genial, Sr. Grey.
— Depois gostaríamos de visitar tudo, Ákila – Christian passou o braço na mina cintura me puxando para mais perto dele. Sorri.
— Com certeza, Sr. Grey. Eu mesmo os acompanharei. O café da manhã já foi servido, mas aí dentro tem frutas e grãos de café produzidos aqui mesmo. O será servido ao meio dia, se quiserem almoçar com todos, venho buscar vocês para acompanhar – Christian olhou para mim e eu assenti sorrindo.
— Será um prazer. E depois do almoço, se não foi problema, visitaremos a instituição.
— Claro, Sr. Grey. Descansem, o voo deve ter sido cansativo. Até mais tarde – Ákila sorriu educadamente e voltou para o carro.
Eu sorri para ele que só pegou nossas malas e levou para dentro.
A fazenda tinha nove quartos. Quatro para meninos e quatro para meninas com beliches. Tinha também cinco banheiros. Toda decoração era simples porém muito aconchegante. Nosso quarto ficava no final, onde ficava geralmente o responsável pelos voluntários, estava tudo muito limpo e organizado. Mas essa inquietação de Christian está me deixando preocupada.
— Você está bem? – perguntei quando cheguei no quarto com uma bandeja com um potinho de mingau que achei no armário com duas colheres.
— Estou, é só que... – ele deu de ombros.
— Eu sei – coloquei a bandeja no criado mudo e peguei sua mão para se deitar na cama comigo. Nos deitamos lado a lado, nos olhando, mas sem nos tocar – Você não quer que eu diga o tão admirada e orgulhosa eu estou por esse lugar. Que eu te acho um homem incrível e de bom coração e que eu estou cada vez mais apaixonada por você. Christian, você é especial e único. Você ajuda as pessoas sem que ninguém saiba.
— Eu não ajudo para ser reconhecido. Eu ajudo porque eu quero – respondeu num sussurro. Toquei em seu rosto com a ponta dos dedos e ele fechou os olhos. Sorri.
— Às vezes eu queria poder entender o que se passa na sua cabeça – confessei. É muito difícil entende-lo. Às vezes parece que ele é uma criança, as vezes ele tem atitudes de um adolescente ou então de um homem de quarenta anos. Às vezes ele fala sobre coisas rudes que já fez com as submissas e, em outra parte, ele é tão carinhoso e fofo comigo. E se mostra se um homem frio e calculista no mundo dos negócios, mas é esse homem incrível que dá melhores condições de vida a toda uma população. Christian Grey é único e é meu, só meu. É o homem que estou perdidamente apaixonada e que estou começando a amar.
— Eu também – ele sorriu – Eu queria poder entender o que você significa pra mim – confessou – porque é algo que eu nunca senti por ninguém antes e... e eu não sei o que fazer.
— Só deixa rolar, ok? – sorri docemente enchendo seu rosto de beijinhos. Ele riu me trazendo para cima dele e começou a fazer cócegas na minha barriga.
— Não, Chris, para – tentei empurrá-lo, mas ele era forte demais. Ele estava rindo comigo, mas eu estava ficando sem fôlego – Eu odeio cócegas.
— Eu gosto da sua risada – ele entrelaçou nossas mãos colocando na lateral da minha cabeça – O que você preparou de bom?
— O café estou fazendo a moda antiga, senti o cheirinho, deve estar coando. Achei mingau no armário e tem frutas na geladeira. Você quer?
— Eu estou cansado para falar a verdade – ele me deu um selinho demorado – quero descansar um pouco, mas aceito o café.
— Eu vou buscar – dei um selinho nele.
Sorte que minha avó me ensinou a fazer um delicioso café direto do coador, o cheiro era divino, me deu até vontade de tomar e olha que eu não gosto de café. Quando voltei para o quarto, Christian mexia em seu celular deitado na cama usando apenas um samba canção branca e camiseta cinza. Totalmente confortável. Sorri.
— O cheiro está maravilhoso – ele bloqueou o celular e eu lhe entreguei a xícara com café — e o gosto também, onde aprendeu a fazer café assim?
— Com minha avó, meu avô só toma café direto do coador. Ele diz que de cafeteira parece muito artificial.
— Concordo com ele – ele pegou o potinho de mingau e me deu uma colher– Sra. Jones, minha governante, faz café para mim sempre fresquinho, nada de cafeteira. E eu amo mingau – ele sorriu meio sem jeito – me lembra quando cheguei na casa dos Grey, foi a primeira coisa que Grace me deu porque disse que eu estava precisando de vitaminas.
— Sua mãe te ama muito, Christian – beijei sua bochecha antes de me levantar para colocar um shorts confortável e curto de pano e uma regata comum, sem sutiã, o cansaço do voo e do aeroporto estava vindo agora.
— Eu também a amo – deitei ao seu lado sorrindo com sua revelação, mesmo que não seja para mim, já é um grande passo ele entender o quanto ama sua mãe – Durma, baby – ele fez carinho no meu cabelo – hoje e amanhã teremos um longo dia.
— Vamos ajudar nas casas amanhã? – perguntei animada.
— Se você quiser, vamos sim!
Christian colocou o potinho de lado e veio deitar-se comigo. O abracei muito forte aconchegando meu corpo ao dele e senti o seu cheiro me acalmava e em seus braços eu sentia conforto e segurança. É um lugar que eu quero estar sempre.
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