Notas iniciais
Obrigada a todos que lerem, comentaram e favoritaram a fic. Obrigada mesmo. O capítulo mostra a visão do Christian sobre viajar e é +18 porque achei interessante mostrar como ele esta lidando com essa perda de controle. Boa leitura o/ O capítulo foi escrito e postado pelo celular. Desculpe qualquer erro.

Cruzei um braço em meu peito bebendo um gole do mais forte whisky do meu estoque de bebidas. As ações da minha empresa pararam de cair essa semana ao anunciar que meu pai tomaria a frente da Grey Enterprise Holdings Inc. a empresa que custei tanto a crescer e que é minha vida. Ainda não acredito como pude ser tão idiota ao ponto de não notar o desvio nos suprimentos e os saques feitos em meus depósitos, eram suprimentos para necessitados mas sei muito bem como as pessoas podem ser cruéis.

Taylor já se desculpou milhares de vezes por sua falha, mas não vejo isso como falha, ele confiou em seu colega de trabalho e infância que só se aproximou dele para conseguir emprego comigo e, por ventura, me roubar. Felizmente tudo foi resolvido, mas a mídia não cansa de dizer e dar ênfase que Christian Grey errou.

– Grande merda! Eu também sou humano e erro – comentei mais pra mim mesmo que para a televisão e desliguei apertando o botão com um pouco mais de força que deveria.

Odeio como as pessoas me colocam em pedestais. Esperam sempre mais de mim, sempre algo perfeito e impecável. Claro que quando eu faço uma coisa é sempre perfeito e impecável, mas quando algo dá errado, esta é a primeira vez, já sei como todos tratarão.

Abro a porta da Sala de Jogos e a visão do traseiro empinado de Leila a minha frente é fodidamente quente. Ela está ofegante e geme baixinho. Me aproximo lentamente do banco em que ela está imobilizada, assumo a pose dominador e vê-la assim me acalma e, por dentro, tenho o controle restaurado.

– Me responda, Leila, você gozou?

– Não, Mestre – respondeu ela ofegante e sem hesitar.

– Boa menina – acariciei seu cabelo tirando algumas mechas do seu rosto e vejo que ela está realmente muito próxima de gozar – com quem você pode gozar?

– Só com você, Mestre – ela abriu os olhos mas não me olhou e vi aqueles seus olhos azuis submissos fazendo meu pau ficar rígido.

– Não goze! – ordenei pegando o controle remoto e aumentei até o ultimo a velocidade das vibrações do vibrador anal.

Leila é uma ótima submissa mas que ultimamente anda perguntando demais e querendo demais. Ela não pode se apaixonar por mim porque não sou digno de ninguém e muito melhor sozinho. E sei que fora desse quarto, onde eu não faço parte da vida dela, existe um rapaz que a ama. Já pesquisei sobre isso.

– Não grite, se acalme e aprecie o prazer – sussurrei próximo ao seu ouvido – você tem permissão para gemer.

Eu não gosto de mulher escandalosa demais.

Me levantei e caminhei lentamente ao som dos gemidos de Leila até as araras onde guardava meus chicotes sentindo que ela não iria aguentar e gozaria apesar desse controle dela me surpreender e muito, nenhuma mulher chegou a tanto, talvez ela mereça uma recompensa. Peguei o chicote de tiras de couro e voltei para ela.

Ela estava amarrada ao banco no canto do quarto de bruços. As cordas passavam por sua nuca indo para baixo até seu tornozelos que também estavam amarrados assim como suas mãos amarradas atrás dos joelhos o que deixava sua bunda empinada para cima. Totalmente a minha mercê, ao meu controle, meu poder, para fazer o que eu quiser, quando quiser e a hora que eu quiser.

Passei as tiras do chicotes das suas costas até a bunda levemente a deixando arrepiada.

– Não goze – sussurrei antes de tirar com tudo o plug anal e o jogar no canto do quarto. Foi admirável de se ver todo corpo de Leila tencionar e ela se esforçar para não gozar mas, para o meu prazer, foi inevitável.

– Mestre, me perdoe – sussurrou ofegante.

– Você me desobedeceu, Leila, agora será punida – me levantei ficando atrás dela com minha ereção coberta pelo jeans esfregando na sua feminilidade. Como ela estava molhada – E por que será punida?

– Por ter gozado quando o Senhor me disse para não gozar – disse ela num sussurro ainda se recuperando pelo orgasmo. Acho que a posição já se tornou incomoda já que ela mexia os joelhos tentando se acomodar melhor.

– Fique parada – passei a mão por sua nádega direita e passei o chicote levemente na esquerda. Eu estava muito excitado, Leila foi uma das melhores submissas que já tive e ter total controle sobre ela era o que eu mais precisava ultimamente – serão seis chicotadas e eu quero que você conte comigo – ela disse um “sim, senhor” me fazendo sorrir de canto.

Afastei suficiente para admirar aquele traseiro a minha mercê e a bucetinha exposta, livre de pelos e molhadinha de excitação. Não sei como alguns homens acham repugnante uma mulher se entregar a assim. É uma cena fodidamente deliciosa.

O que veio a seguir a fez soltar um gritinho e ela começou a contar. Não ordenei que ela não gritasse porque algumas coisas são desnecessárias. O segundo golpe foi certeiro nas duas nádegas deixando um filete rosado adorável. O terceiro golpe foi na parte de trás das coxas e foi a minha vez de gemer quando uma corrente elétrica passou por meu corpo. Sim, é dessa sensação que eu gosto: Poder, controle, dominação... Ela empinou mais a bunda pra cima quando o quarto golpe foi no mesmo lugar do terceiro, sei qual a sensação de ser golpeado duas vezes no mesmo lugar em um curto intervalo de tempo, mas ela não ficou parada como ordenei então desferi um tapa forte em sua bunda que pinicou a palma da minha mão. Murmurei um “quieta” ao acertar o quinto golpe na sua costa e ela não se mexeu. E, por ultimo, um golpe forte no seu sexo que a fez gritar entre prazer e dor porque escorreu fina baba de excitação de lá.

– Leila, você pode gozar que agora vou te foder...

*****

Terminava de abotoar minha camisa depois de tomar banho já que iria jantar na casa dos meus pais para formalizar a passagem de meu pai como presidente da minha empresa enquanto eu fico apenas como dono sem poder dirigir. Claro que meu pai é um excelente empresário assim como juiz e é meu pai, o único que eu confio em deixar tomar posse de algo tão valioso pra mim como minha empresa.

Eu estarei a par de tudo que acontecerá lá dentro e até tomarei as decisões, só assim para concordar em me afastar e por um determinado período porque com certeza enlouqueceria sem ter nada para fazer na minha casa.

– Mestre? – Leila apareceu na porta do meu quarto, a olhei em desaprovação e ela logo abaixou o olhar.

– O que faz aqui Leila? Não é permitida a sua entrada neste quarto a não ser por alguma emergência – deixei isso bem claro desde o dia em que assinamos o contrato.

– Sim, senhor. Só queria saber se o senhor vai jantar comigo pra poder preparar – ela entrou no quarto me olhando.

– Não, não irei jantar aqui. Pode pedir o que quiser para jantar ou preparar alguma coisa – coloquei a gravata cinza no meu pescoço e Leila se aproximou de mim sorrateira pegando a gravata para tentar fazer o nó – O que pensa que está fazendo? – gritei com ela.

– Eu só estava te ajudando com a gravata – disse ela como se fosse obvio. E ela não me chamou de Mestre ou Senhor e isso não é bom.

– Se eu precisar de ajuda com alguma coisa eu te chamo – respondi do meu jeito ríspido de ser e a vi baixar o olhar.

– Me perdoe, Mestre – ela voltou para sua posição submissa na porta do meu quarto.

– Cuido de você mais tarde – passei por ela mas não sem antes fechar a porta em uma ordem clara de que não a quero lá dentro. Leila pra mim não passa de uma submissa para satisfazer minhas necessidades, nada mais que isso, até porque não sou do tipo corações e flores, nunca fui – Não me espere acordada.

– Sim, Mestre – disse ela com a voz embargada.

Merda, pelo jeito terei que terminar com este contrato antes que as coisas piorem e justo agora que ela vinha se mostrando uma perfeita submissa.

*****

Assim que cheguei à casa de meus pais tudo estava em clima de festa porque era o aniversário de não sei quantos meses de namoro de Elliot e a loira gostosa que era sua namorada, Kate. Já deveria ser motivo de festa Elliot estar namorado e ainda por meses...

– Lelliot – digo apertando sua mão e um sorriso presunçoso rasga seu rosto o que me faz revirar os olhos. Amor é para os fracos, querido irmão.

– Olha quem deu o ar da graça – ironizou ele.

– Kate – cumprimento educadamente e ela apenas assente sustentando o mesmo sorriso presunçoso.

– Quanta formalidade – disse minha mãe me dando um beijo da bochecha que retribuí – achei que não viria, querido. Te liguei a tarde toda e não me diga que estava ocupado com o trabalho que eu vou saber que é mentira.

– Estava dormindo um pouco, mamãe. Sabe, cansa não ter nada para fazer – Elliot gargalhou – Você está adorando me ver assim.

– Eu, adorando ver o magnata frio e calculista do meu irmãozinho dormindo a tarde por não ter o que fazer? – ele disse com a mão no coração fingindo uma cara de dó – imagina!

– Pare, amor – repreendeu Kate dando um selinho nele.

Porra, os dois sempre são tão melosos desse jeito?!!

– O jantar está na mesa – anunciou minha mãe com aquele sorriso acolhedor que eu tanto gosto – e sem negócios na mesa – ela nos olhou repreensiva – quero apenas um jantar em família.

Achava estranho quando nós, os Grey, nos reunimos como uma simples família. Sim, nós nos reunimos como um simples família diferente do que muitos acham que todos são iguais a mim mas estão completamente errados, eu quem sou diferente deles, completamente e fodidamente diferente deles. As conversas entre as garotas era sobre moda e as compras de Mia em Paris e entre nós é sobre Mariners, estávamos ansiosos para o começo da temporada de jogos e meu pai já estava atrás dos ingressos para nós.

– Ok, crianças. Podem tratar de negócios agora, Kate e eu vamos preparar um delicioso doce.

– Mãe, a senhora tem ideia do que está fazendo né!? – Kate o olhou com um beicinho que o fez rir – só não ponha fogo na casa meu amor.

– Ok – ela revirou os olhos.

– Eu não a pedi em namoro pelos dotes culinários – ele fez uma careta quando fomos para o escritório.

Os documentos estavam prontos e faltavam apenas nossas assinaturas e estarei oficialmente afastado da GEH. Eu não sinto nada normalmente por nada e nem por ninguém mas estar sendo afastado da empresa que eu construí do zero estava me destruindo. Assim que assinei meu pai me olhou compreensivo e eu sei que ele queria me abraçar porque é o que todo cara normal iria querer, um abraço de seu pai, mas agradeci quando ele não o fez porque não suportaria que ele me tocasse e prefiro passar por isso sozinho.

– Sabe, cara – começou Elliot – o que você deveria fazer? – odeio quando fazem uma pergunta sabendo que não irei responder — O que eu fiz quando saí da faculdade, uma volta ao mundo.

– É uma excelente ideia, Elliot – ironizei – deixar tudo pra trás feito um covarde. É claro que não! Estou afastado da empresa legalmente mas cuidarei de tudo como sempre fiz e sempre continuarei fazendo.

– Na verdade, Christian, é uma excelente ideia. Muitas pessoa adoraria viajar ao redor do mundo. Eu fiz isso, Elliot fez e até Mia está fazendo.

– Papai, eu preciso cuidar da minha empresa — falei sério.

– E você vai. Mas cuidar sentado no escritório da sua casa e sentado na varanda de um belo hotel em Mônaco é a mesma coisa — meu pai sorriu malicioso. Merda, esse homem tem bons argumentos — E você não pode aparecer na empresa por um tempo. Christian, você teve controle de tudo e todos desde muito jovem e não aproveitou em nada sua juventude. Faça o que eu estou pedindo, querido, vai viajar, espairecer e ser um cara de vinte e sete anos comum e não o magnata, CEO e poderoso Christian Grey.

– Ok, vocês podem ter razão. Mas não sei se conseguiria.

– Christian — ele tocou em meu braço — pense só em planar nos alpes suíços, viajar de balão pela Índia, de iate na Grécia.. Filho, você pode fazer tudo isso. Basta pegar um avião amanhã.

– Eu vou pensar ok. Amanhã falo com vocês.

Ok, meu pai e meu irmão podem ter me dado uma excelente ideia. Foram raras as vezes que eu saí do país e a maioria foi por negócios onde eu só visitei empresas e no máximo restaurantes para fecharmos algum negócio e eu sempre quis conhecer o mundo. Eu me dei o mundo e agora devo aproveitar.

– Meu menino? — Elena atendeu animada depois do quarto toque. Elena foi a mulher que me ajudou a me tornar o homem bem sucedido que sou hoje. Sem ela, eu não seria nada, nem sei se estaria vivo na verdade. Devo muito a Elena.

– Olá, Elena — disse simplesmente — atrapalho alguma coisa?

– Não, querido — ouvi um barulho dela que parecia estar se mexendo na cama — Como você está?

– Lidando — respondi sinceramente. Ela era a única com quem eu conseguia falar abertamente porque era a única que me entendia.

– E Leila? Está sendo bem útil? — ela disse num tom sútil.

– Ela é uma ótima submissa. Se bem que acho que está querendo mais — ela deu uma risadinha. Elena ultimamente vem dizendo que não é difícil se apaixonar por mim mas eu realmente não importo porque eu sou um fodido que não se apaixona e ninguém deveria se apaixonar por mim — Assinei os papéis e agora estou oficialmente fora da Grey Enterprise Holdings, logo estarei sem submissa e minha família sugeriu algo que eu estou considerando.

– O que eles disseram? — disse ela curiosa como nunca vi antes.

– Vou viajar pelo mundo por um tempo. Até essa poeira baixar e eu poder voltar aos negócios. Eu sempre quis conhecer o mundo então... Por que não?!!

– É uma ótima ideia, meu menino — percebia que ela estava sorrindo só por sua voz. Era incrível como a conheço tão bem — Apesar que sentirei sua falta...

– Eu preciso desse tempo para me estabilizar, sabe, emocionalmente — passei a mão no cabelo por confessar a ela algo que nem para Dr. Flynn, meu psicólogo, confessei. Sei que Elena não julgaria meu erro como todos fizeram.

– Eu entendo, Christian. Vá amanhã mesmo. Se desligue um tempo, trabalhe aos poucos e curta sua vida e o dinheiro que você conquistou. Você merece.

– Obrigado, Elena — sorri — Passo aí amanhã antes de ir.

– Vou estar esperando. Boa noite.

– Boa noite, Elena.

Desliguei o celular voltando a encarar as ruas de Seattle passarem como borrões da janela do carro. Preciso mesmo desse tempo pra mim e estou ansioso para isso.

– Taylor, me coloque amanhã no primeiro vôo que conseguir para Londres, estou indo viajar — sorri para ele que retribuiu — Você e Sra. Jones cuidam das coisas aqui pra mim.

– Perfeitamente, Sr. Grey.

– Não sei quando volto e amanhã cedo preciso passar no meu banco — Ele apenas assentiu — Ligue para Sra. Jones para separar roupas, sapatos, alguns ternos para minha viagem. Diga a ela que separe roupas para um mês e depois eu me viro.

– Sim, Sr. — ele pegou o celular rapidamente discando.

– Taylor — ele me olhou pelo retrovisor — eu estou animado.

– Isso é bom, Sr. — ele sorriu e eu retribui. Taylor e Gail são duas pessoas que eu sentiria muita falta durante essa viagem. Quem sabe não os mando vir por um tempo...

Na verdade não vou pensar no futuro. Tudo que vou pensar é em pegar um avião amanhã e começar meu Mochilão Ao Redor do Mundo.

Notas finais
Comentem, mandem sugestões, criticas, elogios.. O que quiserem hahaha até o próximo.