All Around The World
3 Capitulo 3
Notas iniciais
Pov. Christian
Minha família se prontificou em me acompanhar até o aeroporto para se despedirem de mim. Não que eu seja aquele cara caloroso mas fiquei feliz por isso, eles são a família que me acolheu e sentirei muita falta de cada um, principalmente minha mãe.
Taylor tinha conseguido um vôo para o final da tarde, apesar do fuso horário, prefiro viajar a noite já que são cansativas dezessete horas até Amsterdã, já que não teria passagens disponíveis para Londres de primeira classe até daqui uma semana e eu não vou conseguir ir com meu jatinho já que é de possa de meu pai agora, sem falar que Elliot disse que um cara normal de vinte e sete anos não tem jatinho particular para usá -lo em sua volta ao mundo. Na verdade ele disse que eu nem deve deveria ficar em hotéis e sim em albergues. Mas essa bobagem eu ignorei.
Sra. Jones estava muito emotiva essa manhã com minha viagem e eu achei até certa graça nisso. Ela fez um delicioso café da manhã depois me explicou detalhadamente onde estava cada coisa nas minhas malas e preparou um delicioso macarrão com queijo para o almoço que só ela sabe fazer. Tinha planejado almoçar com Elena, mas Sra. Jones pareceu bem chateada quando comentei isso então resolvi ficar para almoçar em casa e mais tarde me encontraria com Elena.
– Não se preocupe, Sr. Grey. Taylor e eu cuidaremos das coisas por aqui — disse ela quando tirou meu prato da bancada.
– Tenho certeza que sim, Sra. Jones — Confio neles mais que confio na minha própria família mas claro que nunca disse isso — A sra. separou meus carregadores?
– Sim Sr, estão na mala de mão juntamente com notebook, tablet e o celular da empresa.
– Certo, meu celular está comigo. Bom, acho que é isso. Vou me encontrar com Elena e passo aqui mais tarde para me despedir — sorri terno e ela retribuiu.
– Tudo bem, Sr. Grey. E quanto a Leila? Ela ficará aqui?
– Não, Sra. Jones. Esqueci de comentar, mas a entrada dela não será permitida aqui em minha ausência a não ser que eu ligue dizendo o contrário — o que não vai acontecer, acrescentei mentalmente.
Senhora Jones assentiu e sorriu terna. As vezes sinto que ela tem uma vontade imensa de me abraçar, balancei a cabeça de um lado para o outro rindo com essa ideia.
Dirigi meu Audi R8 até o clube que era sócio o de marquei com Elena para uma despedida. O dia estava ensolarado então a piscina era o local mais movimentado, tinham várias mulheres bonitas em biquínis minúsculos me olhando. Ah, é só um rostinho bonito — pensei comigo mesmo enquanto sorria de canto galanteador apenas para não perder charme.
– Meu menino — Elena sorriu acolhedora e eu retribui. Ela estava muito bonita com um vestido vermelho justo ao corpo, cabelo impecável caídos nos ombros e sandálias de salto alto, nem aparenta a idade que tem. Levantou-se e me deu um singelo beijo na bochecha que retribui.
– Como está, Elena? — ela já havia pedido uma deliciosa garrafa de vinho, Elena tem um ótimo gosto para vinhos, e alguns petiscos.
– Estou bem apenas preocupada com você — ela tocou em minha mão sorrindo — Como você está?
– Lidando — disse sincero. As vezes não sei como consigo dizer coisas a ela que nem a Dr. Flynn, meu psicólogo, consigo dizer. Elena sabe de toda minha história, me conhece melhor que ninguém e nunca me julgou, nunca, nem um olhar torto.
– Então a viagem lhe fará bem — ela bebeu um gole do seu vinho sem deixar de me olhar. Algo me dizia que ela queria me falar algo mas estava ponderando as palavras. Enchi minha taça e completei a dela esperando por alguma coisa — Leila me ligou hoje. Você quebrou o contrato com ela?
– Quebrei — revirei os olhos — estou indo viajar por tempo indeterminado, Elena, não posso deixa-la presa a mim.
– E por que não a leva com você? — a olhei incrédulo não acreditando no que ela acabou de sugerir — não me olhe assim, Christian. A garota está apaixonada por você.
– E? — dei de ombros — quem vive dizendo que amor é para os fracos?
– Você não disse que ela era a perfeita submissa? Se aproveite disso, pensa, ela será totalmente devota a você. Quando levei Isaac para a minha viagem foi a melhor coisa que eu fiz. Você vai querer relaxar e porque não ter alguém esperando por você no hotel?
Ainda estava digerindo tudo que ela acabou de dizer. Sei que Isaac, seu novo submisso, é realmente muito importante para ela só não imaginava o quanto. Eu fui seu sub por seis anos, tudo bem que ela era casada na época, mas Isaac estava com ela a um ano apenas e já é seu perfeito submisso?! Não é ciúme até porque ela me disse varias vezes que eu sou muito dominador para ser seu perfeito submisso, ela foi minha primeira submissa por um tempo enquanto eu terminava minhas lições. Só não esperava que aquela moleque fosse mais importante pra ela que a mim.
– É, Elena, ela é a perfeita submissa mas não minha perfeita submissa.
– Quando encontrar a perfeita submissa pra você, você verá como tudo será diferente. Além do que Leila é uma boa moça, apaixonada por você, ótima submissa... Talvez na crise que está sua imagem, um namoro venha a calhar.
– Namoro? — arqueei a sobrancelha — Elena, realmente não me importo dos outros pensarem que sou gay. E eu não deixaria minha vida de dominador.
– Não disse para deixar — ela sorriu maliciosa.
– Você sabe que eu não sou do tipo compartilhar ou ter duas mulheres — ela riu pelo nariz, acho que se lembrou de quando ela quis me compartilhar com outra dominadora mas eu não senti o mínimo tesão nisso.
– Ok, você tem razão. Vou te passar endereços de clubes BDSM pela Europa, são os melhores. E posso viajar por esses dias e ficar um tempo com você.
– Obrigado — sorri — mas eu quero ficar longe um pouco e curtir. Ter meu tempo e me estabilizar emocionalmente. Eu tenho que ir, prometi que encontraria meus pais antes de ir viajar.
– Tudo bem — Elena segurou em meus ante braços e me deu um beijo no canto da boca. Sorri sem graça — Faça uma boa viagem, meu menino. E não deixe de manter o contato.
*****
Dirigindo de volta pra casa penso que talvez Dr. Flynn tenha razão. Elena quer me controlar as vezes e nunca levei uma sugestão desse homem a sério mas estou considerando que talvez ficar longe de Elena por um tempo me fará melhor que ficar perto dela. Nossa história acabou a muito tempo atrás, sim ela me ajudou e muito, mas as coisas são diferentes agora, eu sou um homem diferente agora e não preciso que ela controle minha vida pessoal como antes.
– Christian — disse minha mãe vindo na minha direção — está na hora de ir. Onde estava?
– Fui comprar algumas coisas antes de ir, mãe. Já estou aqui — sorri terno para aquela mulher que posso chamar de meu anjo.
– Senhor Grey — disse Taylor vindo para a sala — já temos que ir.
Meus pais e irmão foram comigo no carro e Taylor foi dirigindo o carro de Elliot atrás.
Minha mãe me deu uma lista de remédios para possíveis doenças que eu venha contrair durante a viagem e me fez prometer comprar e ligar para ela se eu sentisse algo. Ela faz o tipo mamãe ursa, protege seus filhos com unhas e dentes. E eu até gosto de toda essa proteção e carinho.
Meu pai não quis me dizer nada do que estava acontecendo com a empresa com a desculpa de que estava ali como meu pai e não CEO da minha empresa. Eu aceitei a decisão dele por hora, mas assim que chegasse em um hotel em Amsterdã iria saber tudinho do que estava acontecendo.
Elliot não parava de falar sobre quando ele fez o mochilão pelo mundo. Ele só gastou o dinheiro que economizou com transporte, acomodação e comida ele se virava. Seja dormindo com alguma garota ou nos seus pequenos trabalhos. Ele foi garçom, ajudante de obra, entregador de jornal... Mas tudo isso faz parte do estilo Elliot de ser e eu jamais conseguiria fazer isso. Não me imagino fazendo outra coisa além do que faço. Além do que ele visitou no mínimo vinte países diferentes e dormiu com muitas mulheres, basicamente esse foi o objetivo dele nesse mochilão, disse pra minha mãe que queria conhecer novas culturas mas pra mim foi mais fodas sem fronteiras.
– Senhor — Taylor tirava as malas do carro — o vôo sai em duas horas. Devo ir para fila?
– Por favor, Taylor. Vou me despedir .
Minha mãe surtou um pouco porque estava indo para Amsterdã e não para Londres como foi combinado. Mas a convenci de que seriam apenas por alguns dias e logo iria para Londres, depois visitaria minha irmã em Paris e por ultimo Monte Carlo como sugestão de Elliot que disse que lá encontram as melhores praias com belas mulheres tomando sol sem a parte de cima do biquíni e sem falar nas praias de nudismo. Não estou interessado nas mulheres mas vou para Monte Carlo por sua beleza espetacular, vou poder alugar um barco e fazer uma das coisas que mais gosto de fazer que é velejar. Ter controle do barco, esvaziar a cabeça e clarear a mente. E quem sabe, se realmente precisar, sigo o conselho de Elena e vou para um clube.
– Filho — disse meu pai apertando minha mão forte. Sei que ele queria um abraço agora mas este aperto é a única coisa que posso dar — faça uma boa viagem, se divirta e eu diria juízo mas sei que isso não lhe falta.
– Ok, pai, já sei que você pensou que eu voltaria com umas cinco meninas grávidas — ele riu, mas sim, todos pensamos que apareceria umas garotas grávidas — Aproveite, irmão. Mochilão pelo mundo, mesmo do seu jeito fresco, será inesquecível.
– Obrigado, Elliot — sorri — cuida bem deles — ele assentiu. Eu sabia que ele iria cuidar, ele sempre cuida, Elliot é um excelente filho. Ele quem sempre sai para almoçar, jantar, almoços de domingo, futebol com os amigos de meu pai. Eu sei que meus pais ficarão bem.
– Ah filho — minha mãe estava com os olhos marejados e se surpreendeu quando eu a abracei as ela sorriu contra a pele do meu pescoço — Não vai — ela sussurrou e eu ri — aliás, vá sim, você precisa disso. Vai ser ótimo para você. Se divirta muito e qualquer coisa liga pra mamãe que eu venho correndo — todos rimos com o jeito que ela falou como se eu fosse um garotinho que dorme pela primeira vez fora de casa — Te amo, Christian — sorri a olhando. Não consigo dizer a mesma coisa mas segurei seu rosto entre minhas mãos e beijei sua testa carinhosamente.
– Adeus, pai, mãe e Lelliot. Se cuidem.
Fui para fila atrás de Taylor enquanto eles faziam tchau com a mão. Como sentia falta deles, da minha família, não imaginei que sentiria tantas saudades como estou sentindo agora. Minha mãe sussurra algo para meu pai que ri e lhe da um selinho. Elliot a abraça também dando um beijo em sua bochecha e por um instante eu quis ficar, ir pra casa dos meus pais e dormir no meio deles como fazia quando um pesadelo me atormentava a noite, mas ao mesmo tempo eu queria ir, viajar sozinho pela primeira vez em anos sem preocupação de contratos, empresa. Somente eu e meu tempo. E isso é muito bom.
– Senhor — Taylor sorriu, era raro quando esse homem sorria — levo o carro para casa?
– Sim — apertei sua mão — cuide bem da minha casa e da Sra. Jones — tenho certeza que da Sra. Jones ele iria cuidar muito bem — e acompanhe de perto minha empresa. Já disse ao meu pai que você vai ficar com ele.
– Certo, senhor. Pode deixar comigo.
– E pode trazer Sophie quando quiser — ele sorriu e assentiu em agradecimento — Obrigado Taylor. Até a volta ou até eu pedir para você ou Sra. Jones irem atrás de mim. Não vou ficar sem seu macarrão com queijo — quis fazer uma piada e acho que deu certo porque ele riu. Era meu jeito de dizer que eu sentiria falta deles.
Taylor foi para junto dos meus pais quando me chamaram para o check-in. Coloquei minhas malas na esteira de pesagem, entreguei o passaporte e a identidade e esperei o atendente imprimir minha passagem.
– Senhor, já disse, houve um engano — a voz aveludada e doce me chamou atenção e eu tive que olhar enquanto mexia em meu celular checando meus emails. Meus lábios ficaram secos de repente, foi uma das mulheres mais bonitas que já vi, se não a mais. O cabelo de cor mogno caía em camadas pelas costas, era magra mas possuía belas curvas abaixo daquele vestido rodado e que pernas... Belas pernas torneadas. E seus pés delicados, unhas feitas e eu senti uma imensa vontade de fazer uma massagem para sentir a textura deles, se sua pele é tão macia quanto parece. Sou da política de que se a mulher cuida bem dos pés ela se cuida por inteira. Me remexi apenas para não dar tanto na cara que eu estava s encarando feito um tarado, o local estava lotado.
– Senhor Grey? — o atendente me olhou estranho e eu percebi que ele estava falando comigo a um tempinho — Senhor Grey, quantas malas?
– Duas e uma de mão — respondi seco por sua interrupção. Vamos querida, deixe-me ver seu rosto.
– No meu check-in online diz Ana Clara Steele, mas meu nome é Anastásia Steele — sorri de canto. Anastásia, é um belo nome, diferente e único. Anastásia... Sai da minha boca como música.
– Aparelhos eletrônicos na mala de mão? — perguntou meu atendente e eu assenti e ele começou a falar sobre a política de aparelhos próprios e uso indevido no avião mas minha atenção estava naquela menina-mulher ao meu lado.
– Nos perdoe pelo transtorno, Srta. Steele. Já arrumamos no sistema e dentro de algumas horas estará disponível para consulta online — ela colocou o cabelo para o lado de uma forma que eu achei extremamente sexy e seu rosto ficou mais amostra. A srta. Steele sorriu, aqueles lábios levemente avermelhados e carnudos tão convidativos para um beijou ou algo a mais, o rosto era delicado quase angelical e então ela olhou para meu lado distraidamente e eu vi aquele olhos incrivelmente azul como a mais preciosa joia lápis-lazulli me encantou. Se eu não estivesse indo embora definitivamente iria querer saber mais sobre essa mulher, um dociê completo seria fácil de arrumar, e então eu a conquistaria e talvez ela se tornasse minha submissa. Seria um prazer treina-la. Mas eu estou indo viajar por um tempo e aparentemente ela também.
– Muito obrigada — ela sorriu mais uma vez — nos vemos dentro de uma semana — disse empolgada.
– Primeira vez que visitará, Londres? — perguntou o atendente e ela respondeu que sim.
Eu já estava absorto com ideias perambulando em minha cabeça. Eu vou estar em Londres dentro de uma semana... Mas não posso simplesmente sair perseguindo essa moça. Quer dizer, poder eu posso, agora se devo é outra história.
Anastásia se despediu educadamente do atendente na hora em que meu atendente me entregou a passagem, os recibos das malas e meus documentos. Quando virei para me despedir de vez da minha família, Anastásia Steele estava lá abraçada a Elliot conversando animadamente com eles como se já se conhecessem. O que eu estou perdendo?
– Agora eu vou mesmo — me aproximei sorrateiro e minha mãe correu me abraçar novamente. Srta. Steele me olhou curiosa e suas bochechas coraram quando percebeu que eu a olhava também. Ela baixou o olhar e mordeu o lábio inferior. Ah, querida, não morda esse lábio, pensei comigo mesmo. Sou capaz de ficar se morder novamente. Mas aí percebi que o braço do meu irmão ainda estava na cintura dela — Elliot?
– Adeus Christian. Até a volta — disse ele normalmente — Mãe, pai, podem voltar com Taylor? Eu tenho que levar Ana pra casa...
– Ana? — arqueei a sobrancelha. Um nome tão bonito como Anastásia não deveria ser encurtado — Claro, Taylor os leva pra casa.
– Se você aparecesse lá em casa de vez em quando para almoços em família — disse minha mãe naquele tom de indireta — conheceria Ana, amiga de Kate, namorada do seu irmão.
– Eu sei quem é Kate — respondi emburrado, não acredito que minha mãe está dizendo essas coisas na frente dela .
– Eu sou Ana. Anastásia, na verdade, pode me chamar de Ana — ela estendeu a mão sorrindo pra mim que cumprimentei.
– Christian — respondi sorrindo também olhando fundo em seus olhos azuis que pareciam me envolver por completo. Uma corrente elétrica passou pelo meu corpo indo direto ao pé da barriga. Que isso?! Estou com frio na barriga por apertar a mão de uma garota?! Geralmente tenho sensações em outro lugar quando estou com uma mulher.
– Filho, olha a hora — minha mãe quebrou esse momento entre nós deixando Ana constrangida porque suas bochechas ficaram vermelhas e adoráveis. Sorri imaginando coisas... — você tem que ir ou perderá o vôo.
– Certo, adeus novamente — olhei para Srta. Steele antes de entrar no portão de vôos internacionais. Preciso contatar Warren antes de sair e descobrir cada detalhe da vida de Anastásia Steele e principalmente que dia ela chegará em Londres...
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