All Around The World
28 Capitulo 28
Notas iniciais
Oi gente. Eu demorei, eu sei. Aconteceu tanta coisa. Eu quase terminei meu namoro e fiquei muito mal. Enfim, o capitulo não ta como eu gostaria e eu prometo que o próximo será muito melhor ok.
Desculpe erros e a formatação.
Depois que Christian saiu eu percebi o tão arrependida eu estava de ter duvidado do amor dele por mim. Eu reclamei de barriga cheia. Pensando em tudo que ele fez por mim, venceu medos e barreiras me fez sentir a pior namorada por mundo, que não merece todo amor que ele sente por mim.
Eu corri para o quarto dos meus pais usando apenas a camisa dele em busca de apoio, eu poderia ter corrido atrás dele, ter mandado ele voltar e pedir perdão, mas o assunto Jack martelava na minha cabeça. Por anos eu fui manipulada, usada, traída e humilhada. Acreditei no manipulador que envenenou minha mente com ideais machistas e preconceituosos, sem falar no que ele me disse sobre seu irmão biológico. Mentiras, isso que eu vivi por seis anos. Foram seis anos de mentiras. Me pergunto se ele me amava mesmo ou me usou todo esse tempo por causa do dinheiro da minha família.Não importa mais. Tudo que importa é que amo Christian de uma maneira que nem pensava que amava Jack, aquele tipo de amor mais clichê dos livros clássicos. O coração bate mais rápido quando o vejo, o sorriso involuntário e a felicidade de saber que aquele homem retribui meu amor. Eu fui ridícula em duvidar, em achar que ele é como os outros porque Christian Grey é tudo menos como os outros. Ele é único e é meu. Nosso passado, é passado e eu o quero no meu presente e futuro. Meus pais voltaram do passeio só a noite e os dois tomaram um susto quando me viram. Eu não consegui dormir então deveria estar com olheiras horríveis, também não comi ou tomei banho e assim minha mãe me abraçou eu chorei tentando explicar a ela tudo que tinha acontecido. Os dois estavam tão chocados quanto eu fiquei quando contei que Christian e Jack eram irmãos. E meu pai ficou magoado também quando eu disse que duvidei do amor de Christian. – Pai – disse em meio a soluços – vai atrás dele, pede pra ele voltar por favor. Eu o amo. – Hey, hey... se acalma – foi meu pai que me puxou para seu colo e fez carinho no meu cabelo – você o magoou, Ana. Nunca duvide do amor dele, até eu sei o quanto esse garoto te ama e fora as fotos que ele deve ter ficado puto, eu estou puto e pronto pra mandar matar aquele desgraçado. Mas você o quer de verdade? Mesmo que vá esquecer o passado, ele sempre estará aí, principalmente quando vocês voltarem pra casa terão que passar por muita coisa. É Christian quem você quer Ana? Seu amor por ele é capaz de vencer todas as barreiras que vocês terão?Eu não respondi ao meu pai, apenas pedi que ele fosse atrás de Christian o trouxesse pro nosso quarto. Eu fui tomar um banho rápido e deite na nossa cama sentindo seu cheiro por todo lado.Quando a porta abriu meu peito encheu de alegria ao ver que ele aceitou voltar pro quarto, mesmo que um pouco bêbado e com olhos vermelhos e inchados. Ele estava chorando? Sentei na cama o analisando por um momento. O grande CEO estava a minha frente como um garoto de coração partido pela sua primeira namorada. O meu problema é a insegurança desse homem que eu amo tanto ser aquele CEO quando voltarmos e eu o perder, mas a mais pura verdade é que em nenhum momento, desde que nos conhecemos, ele foi esse cara. Meu medo não tem fundamento visto que ele sempre, do seu jeito, mostrou seu amor por mim, seu carinho e seu jeito carinhoso que eu tenho orgulho de dizer que fui a primeira a ter esse Christian. Primeira e única espero. Eu tenho Christian Grey, CEO da GHE INC. mas o melhor é que tenho Christian, o homem carinhoso e apaixonado que venceu seus fantasmas e medos por mim. – Você está bem? – perguntei assim que meu pai saiu. Christian assentiu mas eu via em seus olhos que nada estava bem. Eu soube decifrar as emoções dele aos poucos, ainda há muito que eu preciso entender sobre ele mas sei que seus olhos adquirem um tom cinza azulado quando ele está feliz mas quando está triste, magoado, é um tom cinza apagado e sem brilho e quando está com raiva é um cinza forte como uma tempestade. Me levantei da cama e segurei em sua mão acariciando com o polegar. O guiei para o banheiro e liguei o chuveiro o máximo de fria que ele suportava. – Eu não bebo assim geralmente – ele justificou fazendo uma careta – Você pode conseguir um remédio pra mim? Eu acho que vou passar mal.– Não quero te deixar sozinho passando mal – fiz carinho no seu peito e beijei bem em cima do seu coração. Fiquei com medo de ele se afastar de mim e perceber que todas as barreiras que derrubados estavam em pé novamente mas fiquei aliviada por ele ainda estar receptivo a mim.Christian ergueu a tampa do vaso e acabou vomitando. Fiquei ao seu lado durante todo momento esperando que ele melhorasse, acho que ele não bebeu pouco porque passou realmente muito mal, e ainda não deve ter comido nada. Ele se sentou no chão com as costas apoiada na parede. Fechou olhos como se apreciasse o meu carinho em seu cabelo e tentou acalmar a respiração. Ele suava frio, não queria vê-lo desse jeito.– Eu tenho advil na bolsa, pode ser? – ele assentiu e eu fui correndo pegar. Quando voltei, ele estava tirando as roupas para tomar um banho – Você quer comer alguma coisa? – Não, mas eu preciso, não comi nada o dia todo e você deveria comer também – assenti. Ele ainda se preocupava comigo.
– Vou pedir, ok? Não quero ficar longe de você – estava indo para o quarto pegar seu remédio e pedir a comida mas ele segurou meu braço.– Você não quer ficar longe de mim? – perguntou ele sorrindo mesmo meio pálido e com carinha de doente continuava maravilhoso, ainda mais com um sorriso lindo. – Claro que não – sorri de volta – Eu te amo, mas precisamos conversar. Fique na pontinha do pé para alcançar sua bochecha e dei um beijinho ali sussurrando que o esperava no quarto. Logo pedi uma sopa para ele comer e desintoxicar todo álcool que ele havia ingerido. Christian saiu logo completamente nu e secando com o cabelo com uma toalha. Mordi o lábio inferior involuntariamente olhando seu corpo. Sorri quando fui pega no flagra. Ele deitou-se ao lado de onde eu estava sentada e colocou a mão na minha coxa. Me arrepiei inteira.– Você ta muito gelado – passei a mão pelo seu braço, desde os músculos até a mão – coloca uma roupa. – Não, assim é mais confortável – peguei o potinho de sopa com uma colher – Você vai me dar na boca? – ele riu quando eu dei de ombros. – Era essa a ideia, mas se você quer comer sozinho... – ele se apressou em dizer que não e então começou a comer – Eu quero cuidar de você.– Não bebia desse jeito a anos – comentou puxando um edredom para cobrir as pernas e cobriu as minhas. – Me perdoa, é culpa minha... Sabe, você pode me castigar se isso for te fazer ficar melhor e....– Quando você vai entender que eu não quero isso com você. E se algo assim for acontecer vai ser por prazer e não castigo...Nenhum dos dois falou algo enquanto eu terminava de dar o jantar a ele que parecia melhor. Dei os dois remédios para ele com um suco e ele se deitou puxando o edredom para cobrir ate sua cintura. O que é estranho porque ele nunca se cobre. – Ana, eu estou com muito muito medo de te perder. Na verdade, eu não suporto a ideia de te perder – Me deitei ao seu lado e me atrevi a enroscar nele, como sempre faço antes de dormir. – Você não vai me perder, mas eu preciso saber de uma coisa. Você está disposto a enfrentar comigo todos os obstáculos que teremos quando voltarmos pra casa? – perguntei séria olhando em seus olhos – Eu ainda trabalho com Jack, você ainda tem Elena e talvez mais algumas loucas por você – disse me lembrando de tempos atrás de uma tal de Leila que eu nem sei quem é mas já quero deixar bem claro a ele que eu estou disposta a enfrentar qualquer coisa pra ficar com ele. – Eu sei que vai ser difícil só que tudo vai valer a pena no final porque apesar dos obstáculos, eu sei que no final do dia, eu vou chegar em casa e encontrar você – sorri com o que ele disse – talvez você não acredite no meu amor – quando eu ia retrucar ele fez sinal para que eu me calar e eu obedeci – mas eu quero ficar com você, enfrentar tudo e a todos. Mesmo que eu tenha um ciúme e uma possessão por você, Eu também te amo e muito. Eu estou disposto a enfrentar qualquer coisa desde que você esteja comigo. – Eu também fiquei com muito medo te perder. No minuto que eu disse aquilo eu me arrependi, eu sei que você me ama e me ama de um jeito que eu sei que ninguém nunca me amou. Eu te amo tanto que eu também não posso ficar sem você – Não sei quando comecei a derramar lágrimas, mas eu já estava chorando. Bem quando os olhos dele estavam marejados e ai eu não aguentei – seria muito pra mim, eu não aguentaria. Não chora, amor – passei os braços no seu pescoço o enchi de beijos. Por todo rosto. – Eu não sou o Príncipe que toda mulher sonha , mas... – ele me olhou e eu limpei as lagrimas da sua bochecha.– Mas é meu Príncipe – o interrompe sorrindo – e só meu e de mais ninguém. Christian, você é o homem dos meus sonhos. O amor da minha vida. E o primeiro cara pra quem eu disse isso. Confesso que estou morrendo de medo do que vamos enfrentar quando chegarmos em Seattle. Mas desde que enfrentarmos juntos, poderemos vencer qualquer coisa. Christian acariciou meu rosto e deu um beijo calmo e foi como se pudéssemos sentir todo amor e carinho que sentíamos um pelo outro nele. Christian diz que não sabe como demonstrar seu amor e nem como ser um namorado, mas a verdade é que eu estou aprendendo com ele também. Meu relacionamento com Jack não passou de algo distante e sem intimidade que na minha cabeça alienada era a melhor coisa do mundo. Mas no fundo eu sabia que não era porque eu nunca disse que era o amor da minha vida, já para Christian eu digo com certeza e convicção de que ele é tudo que eu sonhei. – Sou tudo isso mesmo? – perguntou com certa insegurança. Coloquei a mão em seu rosto acariciando a bochecha e o beijei com carinho e amor. – Claro que é. E eu quero que você tenha isso em mente quando nós dois tivermos alguma dificuldade ou insegurança em relação ao nosso namoro assim como eu também vou ter – ele me abraçou forte pela cintura se aconchegando em mim – mas claro que um pouquinho de ciúmes sempre é gostoso.– Ciúmes eu tenho para dar e vender. E eu sei que você também tem – ri baixinho no seu ouvido – pode parecer bobo mas eu gosto quando tem ciúmes de mim.– Digo o mesmo, Sr. Grey – beijei sua bochecha e pude senti-lo sorrir contra pele do meu pescoço. Christian virou de barriga para cima respirando pesado e pálido. O abracei sussurrando palavras de carinho e que tudo iria ficar bem. A ânsia pareceu passar mas ele ainda estava muito pálido. Juro que nunca mais vou deixar ele beber tanto, não quero vê-lo assim nunca mais. Ele se virou de costas pra mim porque não queria que eu visse ele passando mal mas se aconchego em mim quando eu o abracei de conchinha. – Você é tão grande – sussurrei no seu ouvido o fazendo rir. Eu o abraçava por trás com uma perna por cima da sua, fiz carinho nos seus pés com os meus e ele entrelaçou nossas mãos em seu peito. Beijei o pescoço dele varias vezes e passei o nariz ali sentindo seu cheiro inebriante – Mal consigo te abraçar. – Você que é pequena. Minha pequena *****De todos os países que visitei até agora a Grécia foi o mais bonito. As belas praias, os lugares, as pessoas... tudo é perfeito. A cidade parece uma paisagem desenhada por algum pintor famoso e extremamente talentoso. Nós gostamos tanto daqui que resolvemos ficar até depois do Ano Novo e nossa surpresa foi grande quando nossos familiares resolveram ficar também. – Eu acho que Elliot e eu podemos nos casar aqui – disse Kate sonhadora. Faltavam duas horas para começar a festa de fim de Ano que prometia ser melhor que a festa de Natal, além de que um casal de oitenta anos renovaria seus votos de casamento depois de sessenta anos juntos. O hotel já era de um clima romântico, a Grécia muda as pessoas, até Mia estava romântica e olha que ela sempre foi a mais moderna em quesito relacionamento. Christian pegou uma suíte simples para nós dois ficarmos, simples pôr em aconchegante com uma vista para aquele mar azul perfeita. Ele diz que meus olhos lembram a cor daquele mar. A melhor parte está sendo acordar nos braços do meu homem, com aquela brisa e cheirinho de praia entrando na janela e poder fazer o que quiser o dia inteiro. Fora o momento de casal que estamos tendo, durante o dia passamos todos juntos mas no fim da tarde cada casal tem seu momento. Digamos que todos estão muito românticos, ate meus pais e meus sogros. Christian gosta de caminhar a beira mar sem sapatos para sentir a areia e as ondas nos pés, nesse cenário, com o sol se pondo no horizonte, ele parece um perfeito Deus Grego com a calsa de linho branca e camisa com os primeiros botões abertos deixando a mostra seu peito com poucos pêlos. As mulheres aqui estão babando por ele e eu extremamente feliz porque ele nem olha para os lados.Jack nos deu uma trégua, desde as fotos ele nunca mais se manifestou, espero que Christian não tenha feito uma loucura, mas estava tão feliz por não ter nada para incomodar nosso namoro. Sei que Christian ficou encucado com as minhas fotos nua, mas eu acho normal querer agradar o namorado e mandar fotos assim quando ele menos espera. E com certeza mandaria varias para Christian porque confio nele e sei que seu ciúme e possessão jamais permitiriam que ele mostrasse a alguém as fotos. – Eu com certeza te ganharia no vídeo game – provoquei chutando um pouco de agua para frente e ergui meu vestido longo para a que a barra não molhadas mas sem sucesso. Estamos no nosso momento de casal onde conversamos sobre banalidades como música, livros, o que gostamos de fazer é o que não. Conversamos para nos conhecermos melhor e não termos uma surpresa quando voltarmos para casa. Sei que Christian é um homem culto porém goste de motos e carros potentes. Tem seus hobbies como pilotar helicópteros e planadores, hobbies humildes diga-se de passagem. Além de odiar jogar golfe com acionistas. Pequenos detalhes que eu amo saber.
– Duvido, princesa. Eu sou mestre no vídeo game. Ninguém me vence – disse convencido. — sempre tem uma primeira vez. Por que não fazemos uma aposta? – Christian sorriu de canto me olhando – se eu ganhar eu quero uma massagem nas costas no final do dia por uma semana seguido de sexo oral. – Gosto do jeito que você pensa, babe. Mas e se eu ganhar? – ele parou na minha frente me puxando para ele pela cintura.– Se você ganhar, você pode fazer o que quiser comigo por uma noite e eu sei bem o que você quer fazer – ele sorriu vitorioso e cheio de malícia. – Ah, babe, você não sabe de nada...
Notas finais
Comentem, recomende e favoritem ;)
Até o próximo.
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