Notas iniciais
Oi pessoinhas Obrigada pelos comentários nos capítulos anteriores. Vocês são incríveis. Não consegui responder mas eu amo cada um deles. Obrigada mesmo. Voltei um pouquinho mais rápido, espero que gostem e não abandonem a fic ok? kkkk Enquanto vocês estiverem aqui, eu estarei. Podem me chamar no privado, me cobrar, conversar comigo kkk fiquem a vontade. Obrigada a Carlinha e a KlaineMills que me ajudaram e ouviram meus desabafos kkk Vocês duas são incríveis ♥ Capítulo com revelações que mudarão a história hein.. segurem o s2 kkkk

A noite de ano novo foi a melhor que já tive, um incrível jantar no salão do hotel com tantas outras famílias e culturas diferentes que me senti mais em casa que tantas vezes passei em Seattle. A meia noite Christian e eu nos beijamos quando fogos de artifício eram lançados naquele maravilhoso céu estrelado grego. Foi o primeiro beijo de muito que trocaremos nesse novo ano que será cheio de amor e alegria para nós, se Deus quiser.

Durante o mês de Janeiro passeamos pelo Egito e Noruega. A primeiro momento eu me decepcionei com as pirâmides porque elas ficam, literalmente, no meio da cidade, tem até uma rua que passa em frente a elas. Eu imaginava que ficavam isoladas no meio do deserto e essas coisas, mas ok. Entramos na pirâmide até onde era permitido e os olhos de Christian brilharam, sabia que ele era um homem culto mas não imaginava o quanto ele gosta desse tipo de coisa. Passamos a maior parte da viagem em museus, faculdades e pontos históricos, poder estar e conhecer melhor a história do Egito e da evolução da humanidade foi uma experiência extraordinária além do que Cristian falava a todo momento da sua percepção e no que ele acreditava. Sei que ele não é religioso e não menciona Deus, mas percebi que ele acredita em algo e tem uma pontinha de fé no seu coração.

— Nem acredito que saímos de todo nosso plano – disse ele enquanto dirigia pelas ruas norueguesas.

— Ah, amor, eu queria vir até a Noruega, me desculpa – mordo o lábio inferior o olhando tímida estava certo de que iriamos continua para o Oriente e Ásia mas eu fiz com que voltássemos para a Europa, o que nos custou uma briguinha e doze horas dentro de um avião com muita turbulência.

— Não se desculpe, bebê, eu também queria vir para cá. E não me importo de prolongar mais nossa viagem. Quanto mais ficarmos sozinhos, melhor. – ele acariciou minha coxa e eu me inclinei para lhe dar um beijo na bochecha – Mas você quer mesmo fazer isso? Deve tá congelando lá fora agora. Podemos voltar pro chalé, acender uma lareira... – ele me olhou cheio de malícia o que me fez rir mas eu estava convicta de queria isso.

— Amor, na internet estava escrito que hoje vai ser um dos dias mais bonitos, por favor – fiz um beicinho fofo que eu sei que ele não resiste.

— Ok, princesa, você venceu. Alias, você está muito mimada – sorri vitoriosa – Vamos passar em alguma loja.

Cristian não ficou muito feliz com o carro que alugamos porque ele implica demais na categoria segurança, mas era perfeito para o que iriamos fazer. Uma picape preta cabine dupla e caçamba grande. Passamos em um mercado onde compramos um colchão inflável, dois edredons grossos e um cobertor, eu quis ainda chocolate e ele pegou dois chocolates quente fervendo para aguentar até o nosso destino. Quinze minutinhos de carro e chegamos a um belo parque natural, nós é meio mundo porque estava muito lotado, por sorte Christian conseguiu uma vaga perto do penhasco mas isso o deixou paranoico a ponto de checar a cada um minuto se o freio de mão do carro estava certo antes de irmos ajeitar as coisas.

Realmente fazia muito frio e eu senti saudade das belas praias gregas. Mas toda estação tem seu ponto positivo e no frio é gostoso de ficar abraçado debaixo da coberta com aquele que se ama. No parque tinham vários turistas de toda a partes do mundo, Christian todo machista e precavido, estava enchendo o colchão de ar com a bomba automática na caçamba da picape enquanto eu pegava as cobertas, a barra de chocolate e o chocolate quente.

Ele me ajudou a subir e ajeitamos as nossas cobertas em uma cama deliciosa, muitos casais fizeram isso, outros estavam dentro do carro ou em cima do capô. A expectativa do fenômeno era enorme, eu nem acreditava que iriamos mesmo dormir no carro sob um espetáculo nos céus.

— Sabe que poderíamos fazer amanhã? – perguntei com certa expectativa – nada, fazer o que você disse. Ligar a lareira, colocar o colchão em frente e ficar lá o dia todo.

— É uma ideia excelente, Steele. Melhor ainda se envolver você nua – ri no seu ouvido escondendo meu rosto na curva do seu pescoço – o que? – ele se fez de desentendido.

— Eu tenho perguntas para você, Sr. Grey — disse fingindo seriedade.

— E que perguntas são essaa, Srta. Steele? – ele entrou na brincadeira e disse sério. Abraçou minha cintura me puxando para ele enquanto eu puxei as cobertas ate meu pescoço quando um vento fria passou por nós.

— Amanhã você vai saber – sussurrei sorrindo – minha vingança por todas as vezes que me deixou curiosa.

— Que do mal, bebê – ele fez um beicinho fofo demais que eu amo resisti e abracei seu pescoço dando vários selinhos nele.

— Nada de mais amor. Perguntas normais, para nos conhecermos mais ainda – os burburinhos das pessoas ao nosso redor aumentaram, olhei para o céu mas nenhuma luz ainda.

— Quem não resiste a biquinhos mesmo? – perguntou sorrindo de canto e eu tentei esconder o riso dando um tapa fraco em seu braço.

— Não acredito que me enganou – ele veio pra cima de mim beijando meus lábios com calma porém intensamente. Ele puxou seu celular tirando uma foto se nós dois nos beijando.

De repente, todos ali começaram a bater palmas e gritar animados, quando Christian e eu nos separamos eu perdi o fôlego de tamanha beleza que estava o céu, a Aurora Boreal. Um show de luzes coloridas e brilhantes em faixas horizontais circulares pelo céu. Parecia surreal, as luzes eram verdes e se estendiam pela imensidão do horizonte. Ouvi dizer que funciona como um circulo pela Terra, então nesse momento todos, onde é possível, estão vendo. Tiramos varias fotos do fenômeno e por fim ficamos apenas abraçados olhando para o céu.

Apesar do frio se dez negativo valeu a pena cada minuto dos vinte minutos que as luzes ficaram no céu, Christian estava tão maravilhado quanto eu e quis esperar um pouco para ver se elas voltaram mas infelizmente não voltaram. Beijei a bochecha do meu homem vendo sua carinha de decepção quando outras pessoas também desistiram. Ele me deu um selinho antes de começarmos a arrumar as coisas e voltar para o chalé.

*****

Christian e eu tentávamos levar o colchão da cama para a sala em frente a lareira mas acabamos bagunçando tudo e ainda quase derrubados um lindo vaso que com certeza teríamos problema se fizéssemos.

— Você não quer mesmo ir hoje ver a Aurora? – perguntei o ajudando a colocar o lençol no colchão, edredons e cobertores já que combinamos de manter o ar condicionado desligado e deixar o calor da lareira nos aquecer. De manhã saímos para o mercado porque Cristian queria experimentar minha comida e, já que o chalé que estávamos era praticamente uma casa e tinha cozinha, eu não vi motivo para não cozinhar. Christian disse uma vez que amava comer peixe e que gostava de uma comidinha caseira então preparei um filé de peixe simples com batata frita. Ele escolheu um vinho e eu preparei também um fudue de chocolate para a sobremesa.

— Não, bebê. Quero curtir você hoje. Não sei porque mas eu estou carente – ri do jeitinho manhoso que ele disse. Tirei meu robe ficando apenas de camisola e ele de samba canção branca, o calor da lareira é delicioso. Coloquei nossos petiscos no meio do colchão e me sentei cobrindo minhas pernas, ele fez o mesmo e encheu duas taças de vinho.

— Então o frio é seu ponto fraco? – ri pegando um pedaço de peixe na mão mesmo, molhei no molho especial que eu tinha preparado, segredo de família na verdade e levei a sua boca.

— Meu deus, o que é isso? — perguntou mastigando – é divino. Que delicia.

— Receita da vovó – disse com um sorriso orgulhoso levando um pedaço a minha boca. Realmente o gosto salgado e levemente apimentado era divino.

— Por que não me disse que cozinhava bem antes? – ri do seu tom indignado – sério, a partir de agora vamos em hotéis com cozinha.

— Ah, folgado – ri alto.

— Você me mostra algo delicioso assim, um simples molho e filé tão bem feito e não quer que eu queira sua comida – disse como se fosse óbvio – Você gosta de cozinhar?

— Ah, é um dos meus hobbies – ele me entregou o vinho maravilhoso e eu descobri que vinho com batata frita é muito bom – minha vó sempre me ensinou seus truques porque minha mãe era muito espivetada e nunca quis aprender então sobrou pra mim.

— Me lembre de agradecer sua vó então – ri.

— Ela vai adorar você – coloquei uma batatinha na sua boca – mas ela é muito quietinha sabe, minha mãe puxou ao meu vô.

— Eu gostei da sua mãe. E seu pai, bom, seu pai é incrível, eu o admiro muito – deixei a comida de lado e eu me agarrei nele aconchegando no seu peito – Eu quero conhecer seus avós e quero que conheça os meus. Eles estão em Marrocos agora.

— Sério? Podíamos conhecer Marrocos também. Eu vou adorar conhecer eles – passei a ponta do dedo na cicatriz em seu peito e comecei a ligar uma a uma.

— Sim, todos os Grey na verdade são assim, como Mia e Elliot. Meu avô é advogado e conquistou muita coisa, minha vó é do lar e sempre o apoiou. Eles são um lindo casal, vão fazer cinquenta anos de casado e renovar os votos. Eles vão ficar felizes em saber que eu estou namorando, eles sempre me ajudaram quando eu me sentia deslocado sabe – ele passou a ponta do dedo na minha coxa onde a camisola terminava – Elliot morria de ciúmes, mas até hoje eu me sento assim as vezes. Como se eu fosse muito diferente dos Grey — apoiei o queixo em seu peito para poder olha-lo. Ele estava sendo sincero, se abrindo comigo e eu pude ver em seu olhar que isso dói muito nele – eu queria ser o filho que minha mãe quer.

— Amor – acariciei seu rosto e fiquei na sua altura – Você é, nunca pense que não, porque você é o filho que ela sempre quis, um ótimo irmão e a pessoa que eu sempre quis pra mim – beijei seus lábios rapidamente – e as coisas vão melhorar, eu estou sentindo que sim, que você é eu vamos ser muito felizes.

— Obrigado por entrar na minha vida – ele colocou uma mexa do meu cabelo para trás da orelha e eu sorri – por ter me ensinado a amar e a viver.

— Digo o mesmo, Christian. Acho que juntos aprendemos a amar e a viver. A vida é muito curta, temos mais que curtir, se divertir, se aventurar e principalmente amar. Isso é viver. O mundo gira em torno de dinheiro, mas não é tudo na vida de alguém amor é – ele sorriu pra mim. Deve esta 4me achando ingênua e tonta, mas são os valores que eu acredito estarem certos – Falo sério quando digo que se ficássemos sem todo esse luxo agora, eu iria te amar da mesma maneira. Se morássemos em um casinha simples em um bairro simples, se não tivesse carro. Eu iria ser feliz ao seu lado de qualquer maneira, iria entregar tudo e te apoiar da mesma maneira.

— Eu tinha medo disso, ainda tenho, acho que por causa da minha infância. Eu tenho medo de passar fome e frio novamente. De construir uma família e não ser suficiente para eles, ou deixar algo faltar – ele sorriu fraco – sempre foi meu medo.

— Você seria o melhor marido e pai. Acredite em mim – beijei sua bochecha e escondi meu rosto na curva do seu pescoço quando o momento de fraqueza chegou. Eu nunca poderei dar uma família a ele, um herdeiro. Meus olhos encheram de lágrimas que eu me segurei para não deixar escapar. Eu nunca teria em meus braços um mini Christian com olhos cinzas azulados e cabelo cobre porque sou incapaz disso. Nunca veria a alegria de nossos pais quando contasse que eles teriam um netinho. Nem o mimo e o cuidado deles. Os desejos realizados, Christian beijando minha barriga e ansioso pelo nosso bebê. Nós nunca teremos isso...

— Hey, hey o que houve? – ele me abraçou forte pela cintura – Amor, olha pra mim – ele tentou me fazer levantar mas eu recusei me agarrando ainda mais nele. Ele se sentou na cama comigo em seu colo e começou a tentar me acalmar. Fazia carinho em minhas costas sussurrando palavras carinhosas no meu ouvido e que me amava. Aos pouco eu me acalmei mas não consegui olha-lo porque estava vergonha de explicar até porque estamos juntos a quase seis meses mesmo que parecem anos.

— Eu te amo, nunca se esqueça disso – sussurrou finalmente olhando para meu belo homem.

— Você sempre vai estar ao lado para dizer que me ama – ele beijou minha testa – uma vez, minha mãe me disse que quando ela e meu pai fizeram aniversário de um ano de casamento, todo mundo começou a pressiona -los demais em questão de ter filhos, quase ninguém sabia que ela era estéril, só meu pai e sua mãe, quando minha vó Grey descobriu ela ficou arrasada, desolada, meu pai era filho único então seus sonhos de ser avó acabou. Minha mãe disse que ficou muito mal, pensou ate em se separar do meu pai, até que um dia ela foi a igreja e pediu para que Deus guiasse seus caminhos, no que ela faria já que não queria ninguém magoado e também queria um filho que trouxesse alegria para eles – limpei lagrimas dos meus olhos que reinavam em cair e sorri com a linda historia – quando ela saiu da igreja, o Carrick ligou dizendo que tinham levado um garotinho para lá que o pais haviam abandonado sozinho na rua só que ele estava feliz porque disse que, apesar de tudo, o garotinho trouxe alegria a todos que estavam lá no juizado aquele dia. Carriço simplesmente disse a ela ‘amor, venha conhecer Elliot, nosso filho’ – eu já estava chorando novamente com essa historia. Grace parece ser tão feliz mas não imaginava o quanto sofreu mais nova por não poder filhos, talvez isso a tenha feito a seguir carreira de pediatra mas fico muito feliz em saber que no final tudo deu certo e ela construiu uma família linda.

— É uma historia linda amor. Não sabia que Elliot tinha sido deixado na rua – olhei para baixo imaginando o gordinho gato todo de olhos e cabelos claros – tantas mulheres sonham em ser mãe e tem gente que simplesmente joga fora. Graças a Deus que existem pessoas como Carrick e Grace.

— O que eu quis dizer, bebê, é que quando uma uma coisa é para ser será. Eu estava num momento difícil quando você apareceu assim como você. E um quando formos forma e uma família vai ser pela vontade de uma força maior – acariciei seu cabelo olhando maravilhada para ele.

— Eu te amo – sussurrei dando um selinho nele – Te amo demais.

— Eu também te amo.

*****

Pov. Narrador

A garota andava de um lado para o outro na recepção do luxuoso cabelereiro de Elena, ainda não sabia se era o certo a fazer principalmente por seus últimos diagnósticos, ela estava com esquizofrenia. Logan, seu marido, a tinha aceitado de volta mesmo depois de descobrir sobre seu lado submisso e sobre tudo que ela fez com o Mestre Grey, ainda sim ele a aceitou e prometeu cuidar dela, recomeçar. Ela queria isso.

— Leila – Elena descia as escadas com uma elegância desigual. Suas roupas brancas e cabelo impecável davam um de superioridade a mulher que fez Leila se sentir pequena – Está tudo bem?

— Sim, eu estou bem. Desculpa te incomodar em seu trabalho, mas eu vim dizer que estou desistindo de tentar conquistar o Mestre. Eu vi fotos dele com Ana e ele parece feliz – Leila sorriu sonhadora – e Logan me aceitou assim, nós estamos felizes agora é eu o amo. Quero alguém me ame e eu sei que ele nunca vai me amar.

— Leila, querida – disse Elena em uma falsa paciência e sorriso – Christian está encantado com aquela garota, ela o enfeitiçou e está o enganando. Ela só quer seu dinheiro e vai fazê-lo sofrer – Leila arregalou os olhos, não queria que o Mestre sofresse – ela não pode dar ele o que ele precisa que é amor, carinho e uma família. Ela é interesseira, você viu que ela fez com Jack. Isso porque ele tentou abrir os olhos dele para mostrar a putinha que ela é. Então querida, você não quer o Mestre feliz? Ele será feliz ao seu lado.

— Você tem razão, Elena. Quando vamos contar a ele?

— Faremos uma surpresa quando ele voltar da viagem, ok? Ele vai ficar super feliz com a novidade – Elena deu um beijo na testa da garota — Agora quero que você termine com seu marido e o mande embora. Você vai morar comigo e eu vou cuidar de você e do bebê – Elena acariciou o cabelo de Leila carinhosamente que, infelizmente, caiu na conversa dela. Leila sempre será uma submissa que precisa de cuidados, sem responsabilidades, alguém para tomar as decisões para si mesma e por isso era tão fácil de manipular.

— Logan não vai ficar chateado? – perguntou preocupada – eu gosto muito dele.

— Ele não vai te dar a vida que merece, querida. Principalmente sabendo que o bebê não é dele – Elena acariciou a barriga saliente da moça que sorriu carinhosamente – Homens são machistas. Sabe que é difícil um homem ter sua mulher gravida de outro. Me diz, Leila, porque você parou de tomar o anticoncepcional?

— Porque eu queria dar ao meu Mestre uma família, mostrar que eu posso ser a mulher dele, a que ele quer e precisa. A sua Sra. Grey – Elena sorriu com a resposta da garota. Tão tolinha. Tão fácil de se manipular. Cabeça fraca.

— Então, linda, mande Logan de volta para o lugarzinho que ele vive que agora sua vida vai mudar e para melhor!

O sorriso de Leila era tão inocente e ingênuo que irritava Elena profundamente, mas Leila era essencial para os planos dela, ela e o tal bebê que a louquinha diz ser de Christian. Pegou seu celular e ligou para Jack, o que parecia ser mais lúcido e menos irritante, a não ser pela parte que o cara era irritantemente fissurado em Anastásia, o que Elena não entende nem um pouco o que os homens veem em uma garota tão sem sal como ela.

— Jack, o plano ainda está de pé. Leila virá morar comigo e você ainda tá dentro?

— Agora ainda mais, querida, depois da surra que aquele desgraçado me deu o que eu quero mais é fazê-lo sofrer. Mas sabe, isso é pegar pesado com a Ana...

— Estou pouco me fodendo para Ana – disse o nome da morena com desprezo – você ainda a quer?

— Claro que quero! – respondeu rapidamente.

— Então pare de pensar no sofrimento dela. Porque enquanto ela sofre por outra mulher poder dar ao Christian o que ela não pode dar, você estará lá para cuidar dela, ser o cara que ela fantasiou que você era e ficar longe do meu homem.

— E quanto a Leila? – Elena andou de um lado para o outro e revirou os olhos.

— Essa aí é fácinho de moldar. Assim que eu conseguir o que eu quero, dispenso ela e ela volta pro interior com o caipira do marido dela que, com certeza, estará feito idiota esperando por ela – Elena riu amargamente – Amor torna as pessoas fracas e tolas.

— E o que você está fazendo para ter seu homem? – Jack disse irônico.

— Estou lutando por ele – disse decidida.

— Então, querida, quando colocamos nosso plano em prática? – perguntou ansioso.

— Te mantenho informado.

*****

— E aí amor? – disse Logan feliz lhe entregando um café quentinho recém comprado – Tudo certo com a Elena? Podemos começar nossa vida?

— Logan, eu conversei com Elena e eu decidi que vou lutar por Christian – ele arregalou os olhos e sentiu a dor em seu peito, seu coração sendo quebrado novamente.

Logan conhecia Leila desde que seu pai trabalhava na fazenda do pai dela no interior do estado de Washington. Se encantou pela menina desde pequeno e nutriu esse amor por anos. O pai dela sempre o ajudou em questão de estudos e emprego mas deixou claro que ele nunca se aproximasse da filha que já tinha sofrido muito pela morte da mãe e não precisava de uma decepção amorosa.

Todos sabiam que a garota tinha algo dentro de si que era especial, só não sabia que era a esquizofrenia que a tornava inocente, única e com um dom único em pintura. Ela consegue fazer quadros dignos de artistas memoráveis e Logan sente muito orgulho dela por isso. Todos na pequena cidade conhecem seu trabalho e amam.

Os dois se casaram em uma pequena cerimonia na fazenda de seu pai quando Logan já tinha crescido no ramo da agricultura e gado, mas parecia que não era o suficiente para Leila. Ela não queria mais morar na fazenda, queria ir pra cidade e não ser uma caipira. Desde que fez faculdade de Artes em Seattle e conheceu Elena, ela começou com esses pensamentos.

O casamento durou menos de um ano e ela foi embora, mas ele estava lá quando ela ligava chorando, ligava triste e ouviu tudo que ela tinha que dizer sobre o outro homem, Sr. Grey, como ela o chamava. Logan pesquisou sobre ele na internet e realmente um caipira como ele jamais estaria no nível de um CEO Multimilionário mais famoso da cidade. Mas ele estava lá esperando pelo amor da sua vida quando ela voltou com o coração partido e grávida. Ele a amava ao ponto de aceitar o filho de outro, mas estava cansado...

— Amor, o que essa mulher falou para você não está certo – explicou como se explicasse para uma criança que estava aprendendo como ler e escrever – ela quer te manipular, não permita isso. Vamos para casa, ok?

— Não, Logan, você vai pra casa. Eu vou ficar aqui e esperar Christian. Ele, eu e Theodore seremos uma família linda e ela vai ver, finalmente, que me ama. Seremos muito felizes – ver uma esposa com olhos brilhantes acariciando seu ventre falando de outro homem acabou com ele, mais uma vez.

— Leila, eu tentei, muitas vezes te ajudar. Te fazer entender que o melhor é você ficar comigo e seu pai, lá na fazenda.

— Vocês querem me prender lá – ela gritou – como se eu fosse uma louca doente e eu estou cansada disso! Eu vou ficarei aqui!

— Não vai ter volta, Leila – advertiu na esperança de ela acordar para ver quem estava errado nisso tudo.

— Não quero volta – disse decidida.

— Então eu espero que ele te faça tão feliz quanto eu queria fazer... – disse triste, com olhos marejados, o adeus, mais um adeus que parecia doer mais que qualquer outro porque dessa vez ele falava sério. Ele não iria atrás dela e nem a aceitaria de volta. Perdeu muito de si mesmo, viveu por seu amor e para quê? Nada...

— Ele irá, ele e nosso filho...

— Pois bem, então... Adeus – ele entrou na caminhonete e esperou ainda alguns minutos para ver se ela entrava mas isso não aconteceu. Respirou fundo ligando o carro e partiu mas a todo momento olhando pelo retrovisor esperando um sinal dela pedindo para que ele voltasse, porém foi um esperança ridícula, apenas viu quando Elena a levou de volta para o cabelereiro chique...

— Essa mulher é uma cobra... — pensou quando as lágrimas banhavam seu rosto...

Notas finais
E aí? Vocês querem me matar? kkkk O que acharam? Momentos fofos do Christian e da Ana se conhecendo ♥ Treta dos retardados. E bom, Leila não é tão ruim assim gente, mas vai dar muita dor de cabeça. Enfim, comentem, favoritem e recomendem que eu volto rapidinho. Beijinhos.