Notas iniciais
Heeey pessoinhas ;) Obrigada pelos comentários do capítulo anterior. Foram muito especiais pra mim ♥ O capítulo está enorme porque eu estava inspirada e meio muito safada HAHAHA espero que gostem do hot.

Anastásia estava fodidamente sexy naquela roupa, mas o que eu mais queria agora é poder tirar peça por peça, tortura-la e me perder no sabor da sua boceta novamente. Apesar de que eu comandei o sexo baunilha ontem foi melhor que imaginei que seria e eu tive tanto prazer quanto geralmente tenho na Sala de Jogos, foi só uma maneira diferente de se obter prazer. Diferente bom contradizendo tudo que aprendi durante toda minha vida.

Não via a hora de ela querer ir embora daquela balada para poder me enterrar nela, na verdade, se eu pudesse passaria todos os dias dessa viagem transando com ela, ensinando-a como ter e dar mais prazer e deixando-a mais desinibida. Como eu mesmo disse a ela antes, uma mulher como ela falando sujo ao pé do ouvido durante uma foda dá muito tesão.

Chegamos ao quarto do iate aos tropeços, eu não queria parar de beijar aqueles lábios com leve gosto de melancia misturado com vinho francês tornando o beijo saboroso e irresistível de mais para pará-lo. Fechei a porta do quarto com o pé e, em um movimento rápido, a prensei contra a mesma aprofundando ainda mais o beijo, explorando sua boca me mantendo colado ao seu corpo. Ela ergueu sua perna direta rente a ao meu tão sensual que senti meu membro enrijecer na hora. Passei a mão na sua coxa que estava no meu quadril para dentro da fenda do seu vestido até a barra da sua calcinha. Era fina, macia e parecia rendada. Eu tenho tara por lingeries então me contive em rasga-la porque queria vê-la usando isso, apenas isso.

Segurei sua outra perna e a suspendi em meu colo a segurando pela bunda com muito gosto. Anastásia tem uma delícia de bundinha que quero ver em tom rosado quando começarmos a misturar nossos mundos. Estou louco para dar umas palmadas nessas nádegas até deixar vermelhinha.

A coloquei deitada no centro da cama. Suas bochechas estão rosadas de excitação e seu olhar é preenchido de luxuria. Afasto suas pernas e sussurro que é assim que eu quero que ela permaneça, me afasto até ficar de pé e contemplo a visão de Anastásia com as pernas abertas totalmente ao meu dispor. E ver isso me deixa poderoso, com meu lado dominador falando mais alto. Quero vê-la assim, mas nua.

Ajoelho na cama entre suas pernas, pego seu tornozelo esquerdo o elevando a altura do meu peito fazendo sua saia se levantar e revelar as maravilhosas pernas torneadas dessa mulher. Quero beijá-la por inteiro! Desabotoo a sandália e a jogo em um canto qualquer do quarto, percebo que Anastásia tem belos pés, unhas feitas em uma cor clara e delicada. Beijei a planta do seu pé e repeti o processo com o direito.

— Me beija, Christian – sussurrou ofegante tentando me puxar pela mão para cima dela e fui de bom grado me deliciar naqueles lábios cheios e tão convidativos. Ela acaricia meu rosto, eu gosto quando ela faz isso, e então meu cabelo torcendo os dedos e puxando, é demais, gemo em resposta contra seus lábios imitando movimentos de penetração em busca de um pouco de contato.

— Quero te ver só de lingerie– sussurrei ao final do beijo que fez aquele barulho tão sensual. Voltei a me ajoelhar entre suas pernas e puxei sua blusinha de tricô para cima da sua cabeça e puxei suas mãos para que ela se sentasse na cama – Fica de pé e tira essa saia.

Anastásia fez um biquinho que eu mordi na hora a fazendo soltar um gemido e fez o que eu pedi. Deitei na cama observando os movimentos que ela fazia e aproveitei para me livrar dos meus sapatos. O aperto da minha bermuda em meu pau se torna desconfortável então abro o botão e o zíper mas não me toco ainda. A espera será gratificante.

Anastásia vira-se de costas pra mim e joga o cabelo para trás caindo como uma cascata em sua costa. Ela tem uma silhueta e tanto, é gostosa pra caralho, a cintura fina e o quadril largo. É meu tipo de mulher. Ela prende os polegares nas laterais elásticas da saia e faz aquela dancinha rebolada para abaixar a saia e se abaixa empinando a bunda na minha direção. Imaginei agora seus pulsos algemados aos tornozelos, nua, nessa posição...

— Porra – pensei em voz alta ao notar a calcinha rendada tão pequena que até entrava no meio da sua bunda. Ela está usando a porra de uma calcinha fio dental. Ela se virou e o conjunto branco, cabelo enrolado e aquela carinha inocente a deixou quente ao meu ver, quente e sexy, seu ar angelical inocente me excita como nenhuma outra me excitou antes. Talvez porque tudo que tive ao longo desses anos foi a mesma coisa e com Anastásia, cada dia, é algo diferente do que estou acostumado. Isso excita.

— Você gosta de lingeries? – perguntou ajeitando a barra da calcinha que ficou enrolada no seu quadril.

— Gosto, quero te ver usando muitas – abaixei minha bermuda a jogando de lado. Em Monte Carlo existe uma famosa loja de lingeries finas, acho que Anastásia e eu faremos a festa lá dentro.

Me ajeitei na cama para ficar desconfortável a admirando sem puderes e agradeci por ela não se envergonhar o abaixar a cabeça. A quero confiante com seu corpo porque confiante ela fica mais desinibida e mais desinibida ambos ganhamos. Passei um braço atrás da cabeça e com a mão livre toquei em meu pau.

— Quero fazer isso – sussurrou Ana com desafio em seu olhas ao engatinhar na cama entre minhas pernas e se ajoelhou sentando-se sobre os joelhos na minha posição submissa preferida.

— Tira o sutiã – pedi olhando diretamente para seus seios. Pode me chamar de tarado por seios porque é exatamente isso que eu sou.

Anastásia desabotoou o sutiã com facilidade e liberta seus seios me fazendo salivar.

— Posso tirar sua camisa? — ela me encara avaliando minha expressão. Ela faz muito isso, antes me irritava, ainda me desarma, mas fico aliviado que ela ainda pergunta.

— Só tenta não tocar em mim... — Ana assentiu sorrindo com minha deixa e eu adoro seu sorriso.

— Prometo, Chris, que a única coisa que eu quero é te dar muito prazer – ela se inclinou em cima de mim apoiando a mão na minha coxa e me beijou. Subi uma mão pela sua bunda até o seio onde massageei sentindo a maciez dali e o levei a boca. Eu gosto quando ela me chama pelo apelido, ninguém nunca me chamou assim, nem mesmo minha família, é algo meu e dela.

— Eu quero seu prazer – sussurrei ofegante e ganhei um lindo sorriso em resposta.

Ela começou a desabotoar minha camisa lentamente, mas via que suas mãos tremiam e seus olhos pediam por urgência, mas ela estava sendo cautelosa e eu agradeci por isso. Fui eu que passei a camisa pelos ombros e ela acompanhava meu olhar curiosa. É uma pequena curiosa. Ela abaixou minha cueca e minha ereção pulou para fora quase batendo em seu rosto. Ousada, Ana se ajoelhou segurando meu pau com o punho fechado fazendo movimentos lentos para baixo e para cima como se me torturasse. Uma doce tortura.

— Gosta assim? – perguntou num sussurro sensual.

Coloquei minha mão sobre a dela e aumentei o ritmo carícia que logo ela mesma tirou minha mão e continuou sozinha.

— Chupa, Anastásia, quero foder essa boquinha atrevida — Ela mordeu o lábio inferior antes de descer e começar um boquete avassalador em mim.

Meu corpo estremece quando sinto sua língua desde a base até a cabecinha onde lambeu ao redor arrancando um gemido longo e duro de mim. Quando ela o toma por inteiro, até bater em sua garganta, minha cabeça vai pra trás e tenho que usar todo meu controle adquirido em anos de experiência para não gozar logo de cara. Céus, ela me tomou inteiro. Logo de primeira.

— Oh, baby. Continua... Assim!

Ela suga mais forte, confiante de suas carícias. Me masturbava pela base e chupava até a metade trabalhando com sua língua na cabecinha me levando a beira da loucura. Que tesão. Flexiono os quadris para mais contado, ela gemeu e foi de prazer por estar me proporcionando prazer. Que mulher!

— Ana, se você não quiser que goze na sua boca, pare agora! — mas ao mesmo tempo estava torcendo para que ela me deixasse terminar em sua boca.

Com uma mão ela massageou minhas bolas chupando mais forte e rápido. Segurei em sua nuca agora trabalhando em sua boca e com um gemido mais alto eu gozo. Gozo gostoso e maravilhosamente bem.

Fico maravilhado com um sorriso bobo me sentindo relaxado e leve. Ela não engasga, engoliu tudo e me olhava com um sorriso satisfeito e orgulhoso de seu trabalho.

— Isso foi muito gostoso — sussurrei ainda recuperando o fôlego — muito bom — sou da política de que trabalho bem feito deve ser elogiado.

Anastásia sorriu, deitou-se ao meu lado com uma coxa sobre a minha e eu via como ela olhava para meu peito querendo me tocar. Ela estava deslumbrante com a bochecha rosada assim como lábios levemente inchados escondendo o sorriso. O cabelo estava de lado totalmente sexy e eu soube que eu queria essa mulher pra mim cada vez mais.

— Você quer me beijar? — perguntou com hesitação. Passei os braços pela sua cintura e a puxei para cima de mim. A sensação do seu corpo colado ao meu, principalmente seus seios em meu peito era... Suportável. Boa. Podia lidar com isso.

— Está brincando né?! — disse em tom de deboche descrente.

— Não — ela deu de ombros.

— Eu sempre vou querer te beijar — desci as mãos pela lateral do seu corpo até a bunda e deixei plantada ali. A beijei sentindo meu gosto em seus lábios e isso começou a me excitar novamente.

— Isso é bom — sussurrou ao fim do beijo.

— Você gostou de chupar meu pau? — perguntei sem conseguir conter meu sorriso de canto.

— Gostei — ela sorriu — eu gostei de ter seu pau na minha boquinha.

— É? — arqueei a sobrancelha para o que ela tinha dito — sempre me surpreende, Anastásia Steele.

— Pro lado bom ou pro lado ruim? — perguntou com mordendo o lábio inferior, sua mão desceu por entre nossos corpos até meu pau onde ela começou a me masturbar.

— Pro lado bom, Anastásia. Sempre — gemi baixinho.

— Posso comandar, Sr. Grey? — ela de pé em cima da cama, tirou a pequena calcinha e agachou-se bem em cima do meu pau com sua bucetinha coberta por uma fina fileira de pelos que me deu um tesão que nunca imaginei sentir já que eu exigia no contrato sempre depilação total devido a algumas brincadeiras e na verdade fazia muito tempo que não via e particularmente, nela, dava um ar mais de mulher. Ela ajeitou meu membro na bocetinha molhada indo para frente e para trás se esfregando nele. Porra, aquilo era incrível.

— Sou todo seu Srta. Steele — dizendo isso ela abaixou no meu pau e a visão dele sumindo dentro dela, tão apertada e molhada foi mais que excitante.

...

POV. ANASTÁSIA

Christian tinha razão quando disse que o luau nada mais era que uma balada. O Nikki Beach Club não ficava na areia mas era em frente, a festa acontecia ao redor de uma piscina de diversas cores, música ao estilo batida alta e corpos suados dançando loucamente.

— Pensei que luau fosse mais romântico que isso — comentei decepcionada me virando de bruços na cama ao seu lado.

— Sinto muito, pequena — Christian beijou minha testa.

— Tudo bem, foi divertido ainda sim — sorri colocando meu cabelo atrás da orelha — Não sabia que dançava — disse em tom de deboche ao me lembrar de um Christian com a mão em meu quadril e totalmente colado em mim para acompanhar meus movimentos.

— Eu danço muito bem — disse fingindo indignação — e você estava me matando rebolando daquele jeito — mais uma coisa que eu tinha descoberto sobre Christian: Ele fica bem mais relaxado e maleável depois de gozar.

— Mas eu retribui muito bem nas últimas horas o quanto te deixei duro na festa — ele riu concordando — Sabe o que eu estava pensando enquanto estávamos no jet ski? – perguntei sem hesitar – mais precisamente quando eu estava pilotando e sentindo seu pau na minha bunda.

— O que você estava pensando, Anastásia? – ele se virou para me encarar com malícia e passou a ponta dos dedos no meu quadril indo perigosamente a minha bunda.

— O tão bom deve ser se você me pegasse por trás, de quatro – confessei com um sorriso até tímido mas era a mais pura verdade. Mordi o lábio inferior.

— Eu acho que você merece que eu faça seus gostos depois que fez os meus — Christian ficou por cima de mim colando seu peito na minha costa e seu membro encaixou perfeitamente na minha bunda — Você quer que eu te foda assim? — perguntou rebolando o quadril no meu.

— Quero, Christian, quero que você me coma assim e quero agora — o provoquei rebolando no seu pau.

— Então abre bem as pernas pra mim.

Seu pedido era depravado, mas sussurrado de uma maneira tão sexy ao pé do ouvido que eu obedeci na mesma hora. Apoiei nos cotovelos e empinei a bunda na sua direção. Eu estava aberta, exposta e excitada para aquele homem. Efeito Christian Grey!

Christian ajoelhou atrás de mim com uma mão no meu quadril e a outra no seu pau. Não consegui segurar o gritinho quando ele deu batidinhas no meu clitóris com seu membro. Ele colocou um travesseiro embaixo do meu quadril bem na minha boceta e a abriu com os dedos e então me penetrou. Gemi seu nome longamente, era uma dupla sensação de prazer, ele estava penetrando com gosto, me comendo com gosto na verdade, conforme os movimentos meu clitóris esfregava no travesseiro era demais para suportar por muito tempo. Ele torceu meu cabelo em sua mão puxando sem delicadeza e me deu um tapinha na bunda.

— Isso que você queria, gostosa? — sussurrou no meu ouvido.

— Isso... Assim! — consegui apoiar as mãos e os joelhos para rebolar contra seu quadril recebendo mais um tapa e gemidos em resposta.

Christian segurou em minhas coxas bombando dentro de mim. Céus, eu não iria aguentar mais.

— Christian eu vou gozar — minha carne o apertou ainda mais. Ele puxou meu cabelo me fazendo levantar até que minha costa bater em seu peito.

— Deixe vir, baby. Sinta — ele deu uma estocada funda e forte que me fez gritar — Chupa — ele colocou o dedo do meio na minha boca entreaberta e eu chupei, como chupei seu pau anteriormente. O dedo úmido ele levou ao meu clitóris fazendo movimentos circulares rápidos. Pegou minha mão e colocou no meu seio, acariciou-o por cima da minha mão e apertou o biquinho — Goza comigo, baby.

Sua frase rouca e a mordida na orelha foi a gota d'água para que eu perdesse o controle e deixasse o orgasmo tomar conta do meu corpo. E gozou dentro de mim logo depois enquanto eu rebolava para ele.

*****

Por incrível que parece, eu acordei antes de Christian, mas ao notar a posição que estávamos, quis voltar a dormir porque estava muito gostoso. Eu usava seu braço como travesseiro, seu outro braço estava ao redor do meu quadril. Sorri, possessivo até dormindo. Christian estava perfeitamente encaixado em mim, com seu rosto em meu pescoço ouvia o seu ronco baixinho em meu ouvido. Sua perna estava entre as minhas já que estávamos meio de bruços e ele meio por cima de mim. Senti seu pau durinho na bunda confirmando minha teoria que a maioria dos homens, até adultos, acordam de pau duro.

— Chris — me virei com dificuldade de frente para ele que resmungou voltando a se aconchegar em mim — Eu acordei mais cedo para tomar café — passei uma perna para entre as suas e fiz carinho no seu pé com o meu.

— Muito bem, Srta. Steele — ele abriu os olhos e sorriu ao me encontrar sorrindo para ele. Ele virou-se de costa para baixo e seu membro durinho descansou na sua barriga, não pude deixar de rir. Ele pegou o celular no criado e arregalou os olhos — Você não acordou mais cedo, Srta. Steele, eu que acordei mais tarde. São uma da tarde.

— Oops.. — fiz minha melhor carinha inocente — mas acordei mais cedo que você. No seu sono pesado, dormiria muito mais — me defendi.

— Nunca acordei tão tarde em toda minha vida — comentou com uma animação infantil — Elena me ligou cinco vezes e deixou mensagens.

— É? Ela já chegou? — me aproximei dele que me pegou pela cintura permitindo que eu me aconchegasse nele para olhar seu celular.

— Christian, já chegou em Monte Carlo? — leu ele em voz alta — Pode vir me buscar? — ele abaixou a tela onde tinham mais mensagens parecidas mas ela pareceu irritada por ele não ter ido busca-la.

— Podemos ir agora — desci a mão da sua cintura, pela barriguinha sarada e peguei seu membro o masturbando lentamente. Ele tinha ficado tenso de repente e eu queria ter o Christian relaxado de volta.

— Vou ligar para ela ver se está tudo bem e avisar que estou indo — ele me olhou como se tivesse alguma batalha dentro de si — Me acompanha no banho?

— Com certeza — mordi o lábio inferior e um gritinho quando ele me pegou no colo correndo pro banheiro.

Não sei se essa Elena significa alguma coisa para Christian, ele ficou tenso de repente com as mensagens dela. Entendo que ele é fissurado por controle, todo certinho e ter faltado a um compromisso deve tirá-lo do sério, mas o que senti foi como se não fosse uma boa ideia desobedece-la. Senti uma submissão dele em relação a ela e agora a pergunta não sai da minha cabeça: Ela foi sua primeira mulher submissa? Ou Christian Grey já foi submisso um dia? É difícil de imaginar.

Tem mais nessa Elena do que ele me contou...

— Ali tem um mercado — disse Christian dirigindo para lá — deve servir.

Nossas malas couberam e ainda sobrou espaço nesse porta malas gigante. Combinamos de despachar malas em Monte Carlo porque não daria para continuar com tantas malas pela viagem, principalmente depois que eu comprei muitas coisas em Paris.

Christian virou a direita no semáforo e entrou no estacionamento.

— Comi demais — comentei quando andávamos para a entrada.

— Fico feliz — disse com um sorriso e ele estava magnífico, parecia mesmo um magnata milionário em um final de semana descontraído. Ele colocou o óculos escuro pendurado no bolso da bermuda quando entramos naquele mercado tão bonito e organizado.

Peguei uma cesta e me encantei com as belas frutas que tinham ali. Melhores das que encontro lá em casa. Peguei algumas maçãs, amoras lindas e um suco geladinho de laranja natural. Por trás, Christian tirou o laço da minha trança e a desfez com os dedos.

— Gosto assim — beijou minha têmpora e me puxou pela mão para a área perto da farmácia — Preciso de um aparelho de barbear urgente.

— Não gosta de barba? — perguntei pegando shampoo, condicionador, pasta de dente e um sabonete líquido.

— Não — ele também pegou um shampoo, enxaguante bucal e acabou pegando a cesta da minha mão por causa do peso — dá um ar de desleixo.

— Acho que ficaria sexy — dou uma piscadela para ele antes de me abaixar para decidir aleatoriamente qual creme depilatório pegaria sem precisar que Christian lesse a embalagem pra mim, já que estavam todas em francês, seria constrangedor.

— E esse vestido é muito curto — disse em tom sério. Me levantei com um tubinho roxo na mão e ajeitei a saia.

— Foi de propósito porque você não para de olhar minhas pernas — ele riu.

— Culpado — joguei o tubo na cesta mas ele pegou para ler — Esse é apenas para as pernas. Áreas sensíveis não é recomendado.

— Christian — pude sentir meu rosto esquentar da vergonha que eu estava sentindo.

— O quê? Ana, eu gosto dessa intimidade ok?! Não precisa sentir vergonha dessas coisas, não comigo — ele me puxou pela cintura dando um selinho demorado.

— Ok, eu vou tentar — ele pegou um outro tubinho de creme depilatório e colocou na cesta.

— Absorvente? — perguntou normalmente e eu o fuzilei com o olhar.

— Eu vou tentar — repeti o fazendo rir — tentar não quer dizer conseguir.

— Ok, Srta. Steele — ele pegou dois pacotes com aparelhos de barbear para ele e dois para mim. Joguei um pacote de absorvente discretamente na cesta mas vi o semblante de sorriso dele. Bobo. Segundo meus cálculos é para descer essa semana já que vai fazer um mês que estive em Londres e foi lá que desceu da última vez. Inferno. Odeio esses três dias, são pura tortura.

— Qual eu escolho? — perguntei mais pra mim mesma que para ele olhando para os diversos cremes corporais e óleos de banho.

— Gosto dos que você usa — ele passou o nariz no meu pescoço e deu uma mordidinha ali. Ri.

— É mas já estão acabando — o celular dele vibrou no bolso e ele se apressou em pegar. Era Elena.

— Volto já — assenti. Peguei um óleo de banho que já conhecia e um creme hidratante que achei muito cheiroso.

Christian voltou minutos depois quando eu estava na sessão de guloseimas um pouco sério com uma sacolinha delicada na mão e a cesta na outra. Estava um pouco sério. Coloquei o que eu tinha pego na cesta me segurando para não perguntar se estava tudo bem.

— Você quer salgadinhos para a viagem? — perguntei mas já sabia a resposta. Seria melhor mesmo continuar com as frutas apenas.

— Não e você não deveria comer essas coisas — ele fez uma pausa — enquanto estava ao celular, vi que tinha umas lojas aqui ao lado e uma delas era de joias — isso explicava a sacolinha — Elena sempre falou bem dessa loja então resolvi comprar algo — acho que minha decepção foi inevitável. Meu rosto deve ter muchado na hora, mas eu não tinha o direito de me sentir assim. Ele e Elena tiveram uma história e pelo jeito ela é muito importante para ele, eu não deveria sentir o que estou sentindo por ele comprar algo para ela.

— Tudo bem, Christian, eu estava terminando as compras mesmo — disse passando por ele sem olha-lo e indo para o caixa — Elena chegou bem?

— Ela disse que não tinha quarto disponível no hotel que estamos hospedados. Então ofereci a ela que ficasse no meu — arqueei a sobrancelha colocando as coisas na esteira do caixa. Isso não está acontecendo comigo — porque eu pensei, nós dois dormimos juntos esses dias e... Foi bom — ele pegou uma caixinha de chicletes e um chocolate — Se você não se importar, é claro.

— De você ficar no meu quarto? — perguntei sem conter o sorriso — e a Elena no seu? — mordi o lábio inferior — Claro que não me importo.

— Bom, assim fico de olho no seu café da manhã. Hoje você vai dormir as sete da noite, Srta. Steele.

— Pra dormir as sete das noite, precisamos começar com as preliminares as três da tarde — sussurrei me aproximando dele em uma provocação — que é nesse exato momento.

— Você está merecendo umas palmadas, Anastásia — disse sério mas me puxou pela cintura roubando um selinho de mim.

— Mal posso esperar para levá-las — fiquei na pontinha de pé para beija-lo.

— Ainda bem que você pegou o óleo — comentou com desdém ao olhar uma camisinha pendurada no caixa — Não precisamos? — perguntou me olhando e eu notei o interesse em sua voz.

— Não — respondi me virando para a moça do caixa que, depois que terminou sua atenção no cliente da frente, não parava de encarar Christian — Não se preocupe, eu não vou engravidar.

— Você toma injeção? — respirei fundo, não estava pronta pro interrogatório — nunca te vi tomar pílula.

— É, eu tomo injeção. Aquela a cada três meses — disse o mais confiante que podia, mas queria desviar a atenção da pergunta — Não se preocupe, não estou tentando te aplicar um golpe ou algo assim.

— Eu não estava pensando nisso — ele se apressou em dizer segurando firme em minha cintura — nunca pensaria isso. Fiquei curioso, apenas. Me desculpa se te fiz pensar que pensei isso.

— Tudo bem — sussurrei ainda sem olhar para ele.

Christian se recusou a me deixar pagar com aquele seu olhar furioso mortífero. Mas eu também disse muito séria que eu pagaria o hotel sem ele reclamar ou comentar qualquer coisa. Ele é um teimoso.

Eu acabei dormindo a maior parte da viagem até Monte Carlo mas quando acordei parecia que ainda estava sonhando. Monte Carlo é mais luxuoso que pensei. É fascinante. Eram, ainda, cinco da tarde e as mulheres caminhavam nas ruas de salto alto, chapéus incríveis e vestidos de grife com sacolas de grife nas mãos. Os carros, um era mais bonito e mais caro que o outro, eu me senti totalmente deslocada enquanto Christian se encaixava perfeitamente nessa cidade.

— Vamos deixar as malas no aeroporto e depois trocamos de carro — anunciou ele pegando aa auto estrada para o aeroporto.

Christian falava em um francês perfeito com o agente de locação animado demais pro meu gosto. Christian não faz sucesso apenas com as mulheres. Até que no fundo é engraçado. Escolheu uma Lamborghini preta completa e eu me senti uma celebridade rica dentro e Christian se encaixou perfeitamente como uma peça faltando no quebra cabeça.

— Christian, eu estou muito simples? — perguntei encarando minha sandália de dedo e o vestido azul escuro rodado — menininha demais?

— Você está linda, baby — ele descansou sua mão em minha coxa nua erguendo o vestido um pouco — os jovens não se vestem como as mulheres que acabamos de ver. Aquelas são mulheres de milionários que passam o dia gastando dinheiro, organizando festas e eventos. O jovens não se vestem assim.

— Falou o idoso — brinquei e ele riu.

Meu pai reservou o hotel cassino para me hospedar e era o último hotel que meu pai reservara porque foi o último lugar que pensei. Não sei se foi o destino que me fez encontrar com Christian, mas a partir de agora seremos ele e eu para escolhermos nosso próximo local para visitarmos.

Consegui arrancar uma risada gostosa de Christian quando um dos seguranças passou e disse que eu não poderia circular na área do cassino sendo menor de vinte e um. Fiquei curiosa para saber que idade esse moço acha que eu tenho.

— Aparento ter que idade? — perguntei quando chegamos a recepção.

— A sua mesmo, vinte e dois — ele riu novamente — mas muitas garotas de dezoito, dezenove, tem cara de serem mais velhas. Ele foi um homem precavido.

— Reserva no nome de Anastásia Steele, por favor — falei e a moça sorriu sem entender. Christian apareceu todo galanteador com seu francês perfeito encantando a moça — você faz de propósito.

— O que? — perguntou com um sorriso sacana.

— Chegar todo galante — ele riu.

*****

— Onde era seu quarto? — perguntei quando já estávamos no corredor do meu quarto. Christian e eu acabamos com uma mala cada um e mais uma de mão porque mandamos embora a outra.

— Não sei na verdade. Só fiz a reserva — o quarto era muito, o mais luxuoso que fomos até agora.

— Papai caprichou — ri admirando a decoração impecável, até exagerada mas a vista da sacada era perfeita. De toda Monte Carlo.

— Aqui não pode usar shorts, bermuda ou saia curta — disse ele lendo o folheto. Só Christian mesmo para ler o folheto de um hotel.

— Então eu preciso comprar uma roupas — ri me sentando em seu colo.

— Vou me encontrar com os acionistas para um jantar, você quer me acompanhar? — passei o braço no seu pescoço enquanto ele acariciava minha perna.

— Deve ser chato — ele riu concordando — eu vou ao shopping comprar roupas. Eu só tenho duas calça jeans aqui e tudo shorts, saia ou vestido.

— Tudo bem, baby. Vai ao Métropole Shopping. Tem uma loja só de lingerie, Orcanta, e me surpreenda — ele deu um tapa na minha coxa me fazendo rir e levantar — eu vou tomar um banho. Mas antes — ele pegou a sacolinha na sua mala da joia que ele tinha comprado para Elena.

— Eu queria te comprar algo, para que se lembrasse de mim, de nós dois na verdade — Ok, estou me sentindo ridícula. Muito ridícula por pensar que a joia era para Elena — eu queria comprar um pingente de sorvete, mas só tinha sorvete de chocolate e eu acho que nosso estilo é mais baunilha — ri do trocadilho e ele me deu a sacolinha — e eu vi um iate — quando eu o peguei o pequeno pingente prateado da sacola não contive o sorriso de orelha a orelha — é... Esses dias significaram muito pra mim.

— Pra mim também, Christian — o abracei sem hesitar ou me importar com seu problema de toque — Obrigada, pode colocar pra mim?

Com maestria, Christian abriu o fecho da pulseira, colocou o pingente ao lado da chave do segredo, beijou minha mão e eu não resisti em sentar em seu colo de frente para ele e começar um beijo de língua delicioso.

— Ah, Srta. Steele, eu já estou atraso e não gosto de estar atrasado — beijei o pescoço dele começando a rebolar para distrai-lo — queria ir com você ao shopping e te ver experimentar todas lingeries.

— Ok, baby – sai do seu colo – vai, não vamos querer os acionistas te esperando.

— Antes — ele se levantou também — gostaria que conhecesse Elena, venha.

Não sei onde Christian queria chegar em querer que eu conhecesse sua ex e ainda mais tão confiante. Talvez porque na sua cabeça, ele vai me apresentar a sua amiga e sócia que por coincidência é sua ex. Ele é tão complexo. Subimos três andares do que estávamos e caminhamos até o quarto no final do corredor. Christian bateu na porta parecendo ansioso, apertei sua mão e sorri tentando parecer segura, mas eu estava tão ansiosa quanto ele. A moça deve ser linda. Empresária ainda, deve se vestir muito bem e estar sempre impecável daquelas que sempre aparenta estar com depilação em dia, unhas bem feitas e cabelo perfeito.

— Christian – disse uma mulher loira abrindo a porta. Ela estava elegante, mantinha ar sofisticado e de classe, como Grace, mãe de Christian, mas com ar de superioridade e arrogância — Está atrasado – ela o avaliou dos pés a cabeça – E só é permitida a entrada de terno no salão de jantar. Desde quando usa bermuda?

— Boa noite para você também – disse sério e tenso pela bronca que havia levado – Só queria apresentar Anastásia antes de ir jantar já que ela não poderá ir conosco.

— Anastásia? A garota? – odeio quando falam como se eu não estivesse presente. A tal senhora me olhou dos pés à cabeça com certo desprezo e eu me senti pequena.

— Anastásia, esta é Elena. Elena, esta é Anastásia.

Esperei por breves instantes aparecer a moça jovem atrás daquela senhora arrogante que seria a ex de Christian e sua primeira mulher antes da ficha cair e eu perceber que aquela senhora era Elena, A ex de Christian e SUA primeira mulher...

Notas finais
E aí, o que acharam? Próximo capítulo teremos um personagem novo que talvez encante um pouquinho a Ana e ative o lado Dominador Supremo do Christian HAHAHA mas quem não se encantaria por um príncipe de verdade ;) Para quem não sabe, Mônaco possui um principe que eu irei adaptá-lo para a história Quero muitos comentários hein ;) beijinhos.