Notas iniciais
Oi, bebês!
Primeiro capítulo saindo do forninho! Eu espero muito que vocês gostem! Tô muito empolgada com essa história!
Nos vemos lá embaixo...

P.O.V. Edward

Estacionei meu carro ao lado do carro dos meus “irmãos”. Fiquei atônito ali mesmo no banco do carro, sozinho, preso em meus pensamentos. Alisei o volante enquanto suspirava. Reduzi o volume da música que estava escutando até que ficasse quase inaudível.

Aquela triste lembrança não queria sair da minha mente.

FLASHBACK ON

Eu estava no quarto de Bella, deitado em sua cama, olhando para aquele teto cinzenta, quando escutei a porta da entrada da casa se abrindo. Consegui ouvir a voz de Charlie, seu pai. Ele a questionava a respeito de onde ela estava, se ela estava bem, se estava comigo, entre outras coisas. Ela deu rápidas respostas, negou que estava comigo, dizendo que estava muito cansada e só queria ir para o seu quarto e dormir.

Escutei as pisadas de Bella sobre os degraus da escada e ela andando no corredor em direção ao quarto. Escuto a porta do quarto abrir e a mudança na respiração devido ao susto que tomou pelo fato de eu estar na sua cama sem que ela soubesse.

— Ainda me surpreendo com o fato de que sempre se assusta ao me encontrar aqui. – comentei ainda sem olhar para ela.

— Edward, pensei que fosse caçar. – comentou Bella de forma desanimada.

Virei meu rosto em sua direção. Observei bem sua face. Em meio aquele rosto pálido, destacavam-se os olhos inchados e marejados e o nariz avermelhado.

Bella acabara de voltar da casa de Jacob, que se feriu seriamente após nosso combate contra o exército de Victoria. Eu já esperava que ela ficasse muito abalada por causa do estava do lobisomem.

— Bella... – apenas falei isso e pude observá-la se transbordar de lágrimas. Boa parte do seu rosto agora estava vermelho,fora que era bem notável a força que ela aplicava na mandíbula para apertar os dentes.

Levantei da cama em uma fração de segundos e fui de encontro ao seu corpo, envolvendo a com meus braços delicadamente, tentando mantê-la aconchegada. Sua face ficou colada ao meu peitoral, molhando minha camisa preta com suas lágrimas. Enterrei meus dedos em seus cabelos castanhos e beijei o topo de sua cabeça.

— Você não precisa dizer nada. – falei baixinho – Está tudo bem, minha Bella.

Não sei explicar bem, mas senti seu corpo estremecer um pouco quando pronunciei “minha Bella”.

Passaram-se em torno de uns 5 minutos quando senti que seu choro começou a cessar. Fiquei mais feliz com aquilo. A humana afastou um pouco seu corpo do meu. Após ela respirar e suspirar lenta e profundamente, falou:

— Precisamos ter uma conversa séria.

Sentamo-nos na cama dela, um de frente para o outro. Bella olhava atentamente para mim e eu fazia o mesmo com ela. Fitei cada detalhe seu, desde seu cabelo levemente desgrenhado, seus olhos castanhos escuros, sua boca pequena e suas vestes típicas, que consistiam em camisa em tom neutro, calça jeans e tênis all star.

Percebi que seus lábios se contorciam, como se tivessem algo a falar só que com algo os impedindo.

— Edward. – ela começou baixinho – Eu não sei como... Não sei como e nem sei se consigo dizer isso.

Senti uma leve pontada dentro do meu corpo gélido (e morto).

— Você pode falar qualquer coisa para mim, Bella. – encorajei a – Qualquer coisa.

Uma lágrima escorreu de seu olho esquerdo.

— Edward, eu te amo. – ela disse – Eu te amo tanto... Você é uma das melhores coisas que me aconteceu.

Não me considero egoísta ou egocêntrico, mas o fato de não ser “a melhor” e sim “uma das” chamou a minha atenção.

— Eu te amo mais. – falei com convicção. Bella não fazia idéia das coisas que eu era capaz só para mantê-la bem.

Ela engoliu em seco.

— Algumas coisas mudaram. – ela fechou as mãos em punhos – Jacob é meu melhor amigo e eu também o amo.

— Eu sei disso. – pronunciei sério.

— Edward... Você... Jacob... Eu amo tanto os dois.

Embora em nunca dissesse que doía, doía bastante escutar Bella falando que amava Jacob também. Eu sempre agi de forma que ela entendesse que eu sabia que ela também tinha sentimentos por ele e que se um dia ela optasse por estar com ele, eu teria que entender.

— O que estou tentando dizer... É que... – mais lágrimas desceram pelo seu rosto – Eu o escolhi.

Fiquei sem me mexer, como uma estátua, apenas olhando para ela. Queria dizer algo, mas o quê? Eu simplesmente deveria aceitar sua decisão como sempre disse que faria? Eu pediria a ela uma nova chance, tentaria corrigir algo? Foi por que armei para que Jacob soubesse que havia pedido a em casamento e ela tinha aceitado? E quanto ao casamento?

— Bella, por quê? – foi a única coisa que eu consegui dizer. Queria entender o porquê, não que eu já tinha certeza que ela me escolheria, apesar de esperar.

— Eu o amo muito. – ela fungou – Quando pensei hoje que quase o perdi... Eu me senti morta, vazia, como se tivesse caído em um precipício e não tivesse motivos para tentar sair dali. Eu fiquei sem chão, sem forças para seguir em frente.Quando vi que Jake estava vivo, apesar de bem sequelado, tudo mudou, voltei a me sentir viva e senti que era ali que eu deveria estar, era ali que eu me sentiria viva. Eu preciso de Jacob na minha vida.

Depois de tudo isso, eu senti que não tinha o que fazer. Bella falou tudo aquilo com tristeza, mas certa de sua decisão. Eu não podia obrigá-la a ficar comigo, isso não é amor, mesmo eu querendo arrancá-la daquele quarto e levá-la comigo a algum lugar distante, só nós dois, para tentar fazê-la mudar de ideia.

— É essa a sua decisão? – questionei já me amaldiçoando por dentro. Aquela situação estava machucando a Bella e eu prolongava a tortura.

Bella passou as mãos pelo rosto e fungou novamente. Suas mãos desceram para o seu quadril e enfiou alguns dedos no bolso traseiro de sua calça jeans. Vejo a tirar uma pequena caixinhapreta de dentro do bolso. Ela aperta um pouco a caixinha e lentamente vem trazendo a até mim. Era o anel da minha mãe que eu a havia dado.

— Por favor, Edward, me perdoa. – novamente ela começou a chorar. Peguei aquela caixa, que naquele momento parecia pesar mais de uma tonelada.

E agora? O que eu digo?

— Bella. – comecei suave –Está tudo bem. – nunca na minha vida eu menti tanto como naquela frase – Eu respeito a sua decisão. – minha mão esquerda foi de encontro ao seu rosto e tocou sutilmente sua bochecha, sentindo seu calor. Acariciei seu rosto e minhas polpas digitais enxugaram suas lágrimas – Por favor, me prometa... Prometa que não vai fazer nenhuma besteira.

Ela afirmou balançando a cabeça positivamente de forma mínima. Aos poucos, fui aproximando meu rosto do seu, olhando no fundo dos seus olhos. Cheguei bem perto dela, sem deixar de encará-la, já sentindo sua respiração contra a minha boca. Faltava menos de meio centímetro para nossos narizes se tocarem quando levantei um pouco o meu corpo e beijei sua testa.

Naquele beijo, senti como se meu corpo estivesse se despedaçando a partir dos meus lábios até a ponta dos meus pés. Levantei-me da cama e soltei seu rosto, fui logo andando até a janela de seu quarto. Começo a escutar seu choro de novo, só que mais alto. Eu não olhei mais para ela, não iria prolongar mais aquilo.

Passei a parte superior do meu corpo para fora da janela e apoiei meus pés na madeira. Sem mais delongas, impulsionei-me para a primeira árvore que avistei, segurando com ambas as mãos e com as pernas. Pulei daquela árvore e pousei sobre a grama úmida. Sem pensar, comecei a correr.

Eu não quis dizer adeus. Sinto que não seria bom para nenhum de nós dois, fora que vê-la daquele jeito era pior que a morte.

Continuo correndo o mais rápido possível sem algum rumo. Não queria ir para minha família, nem ver ninguém depois desse dia de merda.Eu só queria ir para o mais longe possível e ficar isolado. Por entre as árvores, começo a sentir algo nos meus olhos, algo molhado, que vai escorrendo pelas minhas têmporas devido a minha velocidade.

Última vez que chorei foi quando pensei que Bella havia morrido enquanto eu estava afastado, meses atrás.

Senti que já estava longe o suficiente e parei no meio de algumas árvores. Olhei para cima, o céu estava nublado a ponto de não ver a lua ou nenhuma estrela. Fechei os punhos e semicerrei os dentes. Fui até uma árvore não muito estreita, nem muito larga, aproximadamente quatro metros de altura. Quando próximo, movi meu braço direito rapidamente para trás e mais rápido ainda soquei aquele tronco com uma descarga elétrica que parecia ter saído de cada partícula do meu corpo em direção a minha mão. O impacto foi suficiente para deslocar a árvore para trás, inclinando a de forma que suas raízes foram se expondo até serem arrancadas devido a queda. O impacto da queda moveu muito sutilmente o chão.

Eu não era de fazer aquilo, mas quem era eu afinal? Eu me sentia um ninguém, nem sequer estou vivo. Não tenho mais nada, nem a única razão pela qual eu sentia vontade de continuar existindo.

FLASHBACK OFF

Escutou um barulho fino, contínuo e irritante. Olho para a direita e vejo que se tratava de Alice tamborilando o vidro do meu carro com suas unhas que mais pareciam garras. Destravo a porta do carro e minha irmã a abre, entrando de imediato e já se sentando. Ela fechou a porta em seguida.

— Eu apenas vejo o futuro. – comentou e eu franzi o cenho a fim de entender o que aquela vampira doidinha queria dizer – Eu só vejo o futuro, você lê mentes.

— E? – gesticulo com a mão a fim de querer apressá-la.

— Não preciso da sua habilidade para saber no que está pensando.–ela levantou levemente sobre a sobrancelha e fez um muxoxo com a boca. Apenas bufei – Edward, já se passaram 7 meses.

— Eu sei. Sei bem disso.

— Eu sei que todos os dias pensa nisso. Todos sabem, na verdade.

— Todos os dias eu consigo escutar a mente de vocês palpitando sobre o que devo estar pensando. – afirmei – Mais alguma coisa?

— Só não gosto de te ver assim, parece que você está morrendo por dentro...

— Não tenho como estar morrendo por dentro se já estou morto. – interrompi a –Mais alguma coisa? – repeti.

Ela revirou os olhos e negou. Abriu a porta do carro e já estava saindo, quando segurei seu braço. Não precisei dizer nada, ela já sabia do que se tratava.

— Ainda posso ver o futuro dela. – afirmou – Ela está bem.

Todos os dias, Alice me dizia se ainda conseguia ver o futuro dela. No começo, era sempre eu que ia até ela e a questionava a respeito disso, até que já foi virando algo cotidiano e ela já me dizia sem que eu falasse nada.

— Obrigado. – falei.

— Agora, venha ajudar a mim e a Jasperlá em cima. – falou empolgada.

— Não sei porque Carlisle e Esme querem tanto conhecer e interagir com os vizinhos. – comentei – Ainda mais um jantar aqui em casa. Vamos ter que fingir que comemos comida comum. – só aquela ideia era de revirar o estômago.

— Eu acho que vai ser divertido. – ela sentou novamente ao meu lado –Esse último ano vimos que conseguimos interagir bem com humanos.

Dei de ombros.

— Tanto faz.

Notas finais
Eu não sei vocês, mas não tem mais como eu morrer, porque eu já morri com o Ed levando um fora da Bella. ;-;
Mas, e aí gente, o que vocês acharam? Vocês gostaram? Críticas positivas e negativas serão sempre bem vindas!
Por favor, comentem!
Beijos e até o próximo capítulo!