Alien Love
18 Preconceito
Notas iniciais
P.O.V. Jean.
O povo da Clave tá louco da vida por causa das pessoas que morreram lá na festa.
—Todas as evidências apontam para um ataque de vampiro.
—E?
—Quem quer que tenha matado aqueles mundanos matou por prazer.
—De novo, e?
—O assassino estava com raiva.
—Você tá me acusando de homicídio, sua vadia? Fala!
—Parece com raiva.
—Estou furiosa, mas isso não prova nada!
Aquela Consul desgraçada. Então eu liguei tudo.
—Não é só da sua força que eles tem medo. Eles se afogam em ódio e você é aquela que pode unir todas as facções.
—O que?
—Está querendo me incriminar. Pra se livrar de mim.
—Jean...
—Você tá do lado dela? É claro que tá. Um vampiro descontrolado pirou e matou algumas pessoas. Fazer o que? Culpar a tri-híbrida. Culpe a abominação!
—Você não é abominação Clary.
—É Jean! Pensei que tínhamos passado dessa fase Jace. Você não pode amar um fantasma para o resto da vida. Porque é isso que Clarissa Fairchild é. Um fantasma. Clary Fairchild, morreu! Ela morreu! Se está comigo, fique comigo.
P.O.V. Jace.
Ela estava possessa.
—Como é que é mesmo aquilo que a sua gentinha nojenta e metida vive esfregando na minha cara? Oh, é. Os submundanos são escravos de suas emoções. Talvez, mas pelo menos eles tem emoções. Eu não matei aquelas pessoas! Eu nunca matei ninguém!
Vi as lágrimas escorrendo pelo rosto dela.
—Pelo Anjo, se controle.
—Eu até te mataria senhora Penhallow, mas você não merce essa misericórdia. Merece viver para me ver destruir a sua Clave, tomar sua coroa e aniquilar a sua família.
—Isso é uma ameaça?
—É uma promessa.
Ela se virou para mim. Olhou bem no fundo dos meus olhos e disse:
—Eu te amei mais do que você poderia se quer imaginar, você disse que me amava.
—E eu amo.
—Ainda assim me traiu. Ainda assim não confia na minha palavra. Me considera uma inferior. Uma submundana. Vocês se acham tão melhores do que eu. Uma elite, da qual alguém como eu jamais faria parte. E se toda essa corrupção é o que precisa para fazer parte do seu clubinho, então eu dispenso.
Jean saiu, os guardas que tentaram impedi-la caíram no chão.
—Estão mortos?
—Não. Só inconscientes.
—O que fazer agora?
—Não faço ideia. Esperamos acordarem.
Voltei para o meu quarto. Não estava em condições de fazer nada.
—Jace.
—Vá embora.
—Ah, Jace...
—Só... vá embora Alec!
Felizmente ele me ouviu. Não acredito que a Jean seria capaz de matar aquelas pessoas. Acredito na inocência dela.
P.O.V. Jean.
Pelo Anjo, pelo anjo, pelo anjo. Estou farta de ouvir isso. Os submundanos são escravos dos seus desejos, suas emoções nublam seu julgamento... ah, parecem um disco arranhado. Malditos queriam me incriminar!
—Eles tem o anjo deles. Eu tenho o meu.
E felizmente, pra mim. O meu é mais forte, mais poderoso e está aqui na Terra. Seu desejo mais primitivo, sua natureza é fazer justiça. Punir os culpados.
Fiz minhas malas e fui até Los Angeles.
—Maldito Inferno! Quem...
Quando ele abriu a porta ficou chocado.
—Jean?
—Padrinho. Preciso de ajuda.
P.O.V. Lúcifer.
Minha enteada que sempre foi amorosa, sempre cuidou de tudo e todos inclusive eu, aparece na minha porta chorando e implorando por ajuda? Porque?
—O que houve?
—Uns humanos morreram. Disseram que foi um ataque de vampiro, eu admito senti cheiro de sangue, eu estava na festa. Mas, eu não matei ninguém. Eles querem me incriminar.
—Quem quer te incriminar Jean?
Perguntou Chloe. E ela respondeu:
—Shadowhunters. Os membros da Clave. Eles me odeiam. Me acham uma abominação, porque eu sou submundana e tenho o sangue do padrinho. Sangue de anjo. Eles me odeiam. A Consul tentou me incriminar. Ela me acusou de matar aquela gente. Por favor, Padrinho nunca te pedi nada. Mas, você tem que me ajudar.
Ela chorava compulsivamente.
—Querem me condenar. Me levar pra Alicante e me queimar naquela fogueira.
—Fogueira?!
—Ninguém vai levá-la para lugar nenhum. Fique calma.
—E o Jace? Eu pensei que ele me amasse, que iria me ajudar, mas o bastardo me abandonou. Ficou do lado deles.
—Sua mãe sabe que está aqui?
—Não. Ela não sabe de nada disso. Conheço a minha mãe, se ela soubesse o que a Consul tentou fazer... a mataria. A estraçalharia.
P.O.V. Chloe.
Shadowhunters e Alicante? O que diabos?
—Lúcifer, do que ela está falando?
—Chloe, você já sabe sobre mim. É melhor irmos com calma.
—Fez ela acreditar?
—Não tive muita escolha. Ela viu a minha cara de demônio quando eu a salvei do Caim.
—Então tá.
—Lúcifer, responda.
—Shadowhunters são humanos com sangue de anjo. A muito tempo meu pai ordenou que meu irmão Raziel criasse os Instrumentos Mortais, o Cálice, o Espelho e a Espada. E do Cálice começaram a sair os Shadowhunters. Raziel os alimentou com o próprio sangue.
—E porque essa gente iria querer incriminar a Jean?
—Porque ela é submundana e shadowhunter ao mesmo tempo. Nascida em duas famílias importantes do submundo. A mãe dela é uma híbrida duplicata e o pai é vampiro. A mãe é uma Petrova e o pai um Volturi duas das mais distintas famílias, linhagens poderosas, realeza. E o meu sangue que ela recebeu ainda no útero de sua mãe a torna uma shadowhunter.
—Então ela é uma híbrida.
—Tri-híbrida. Híbrida de três criaturas diferentes.
Lúcifer deu um calmante para a enteada e a colocou para dormir.
—Meu Deus! Mas, isso não explica porque querem incriminá-la?
—Preconceito, minha cara detetive. Preconceito e Poder. Jean é a prova viva de que os shadowhunters não são a elite que se consideram. Ela é mais poderosa do que imagina e eles temem que ela descubra isso. Não podem nem se quer começar a compreender o que ela é. Neste momento, é pura raiva, fúria e dor. Lutando para sair ao mesmo tempo.
—O que isso significa?
—Significa que se ela se voltar contra eles, não terão a menor chance. Jean é uma ameaça real ao seu status, ao Poder da Clave, aos crimes do Ciclo.
—Clave e Ciclo?
—Facções rivais de Shadowhunters. A segunda mais extremista que a primeira. O Ciclo quer exterminar todas as criaturas com sangue de demônio.
—E isso é ruim?
—Alguns vampiros tem sangue de demônio. Feiticeiros são parte demônio, Maze é um demônio.
—Então... exterminariam a Jean.
—Com certeza detetive. Eles a temem, a querem morta.
Então, ouvi a voz dela dizer:
—Estão certos em me temer. Vão pagar por terem tentado me incriminar, me desprezado, não sou peão de ninguém. Muito menos desses desgraçados.
P.O.V. Jace.
Estou preocupado com a Jean. O jeito que saiu daqui, parecia furiosa. Temo que vá cometer alguma loucura.

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