Alices Eyes.
7 Capítulo 7 - Afogamento no Bar
Notas iniciais
- Anne? Você já dirigiu?! – Alice gritou para a amiga.
— Já! Se não, eu nunca pegaria neste carro... – ela soltou um suspiro na palavra “carro”.
Nossa, como ela venera o meu Porsche! Ela pensou, mas na verdade não era o Porsche dela.
— Até eu dirijo melhor que você! – Alice disse. – Não aquele bar? – Alice apontou de pois de um tempo.
— Ah, é! Eu ia parar mesmo...
— Hum, sei...
Alice e Anne saíram do carro.
— Se eu tivesse 16 anos, não deixava você tocar neste carro nunca mais.
— Eu só estava nervosa, Alice!
— Com o que? – perguntou ela, mas logo Anne ficou vermelha. Ela desejou que seu dom fosse ler os pensamentos das pessoas e não ver pessoas mortas, naquele momento. – Ok, entra.
Ela entrou, quando Alice entrou, a primeira pessoa que ela viu, foram os olhos azuis de Miguel. O que fez ela corar, suas pernas balançarem, mas estava de salto alto, tinha que se controlar. E várias borboletas começaram a se bater. Ela viu que mesmo de salto alto, Miguel era mais alto que ela. O pequeno toque da sua mão na sua pele, fez um arrepio no corpo, como uma corrente elétrica. Sim, ela estava apaixonada, e ela estava agradecida que quando estava com Miguel, Eduardo não estava mais em seus pensamentos.
— Você está linda... – ele sussurrou em seu ouvindo, o que causou mais arrepios.
— Gente, vamos sentar?! – disse Anne, quebrado o gelo. Eles nem lembravam que ela estava lá, e Alice queria naquele momento que Anne não tivesse vindo.
— Ok. – Miguel disse e seguiram Anne, em uma mesa de 4 lugares. Alice e Miguel sentaram um ao lado do outro e Anne na frente dos dois.
— E ai? O que vão querer? Ah, não precisem falar eu peço uma bebida que é muito boa...
Anne chamou o garçom, e pediu as bebidas. O garçom se retirou, e Anne ficou olhando para os o dois, na verdade, ela ficava encarando Miguel, com as mãos cruzadas e apoiando o rosto nas mãos. Olhava profundamente para Miguel, admirando-o. Miguel colocou o braço em seus ombros de Alice, a aninhando. Alice continuava olhando para Anne e ela viu que eu a encarava, então ela ficou vermelha e abaixou a cabeça.
— Am... Anne? – perguntou Alice.
— Sim?! – ela respondeu, levantando a cabeça. – Desculpe, eu tive vontade de espirrar.
— Ah, ok.. – disse Alice, e virou o rosto para Miguel, que também olhou para a menina, os dois ficaram se olhando por um segundo, então Miguel deu leveis beijos nos lábios de Alice.
— Então... Miguel! – disse Anne, fazendo os dois pararem e olhar para a garota loira. – De onde você veio?
Ela sorria exageradamente, meio com vergonha e... Ciúmes. Ela não olhava para Alice, fitava Miguel, e fazia Alice sentir um fio de ciúmes percorrendo por ela.
— Bem... – disse Miguel e tirou o braço dos ombros de Alice, mas pegou a mão dela, entrelaçando os dedos nos dela. – Eu nasci aqui, fui para o Brasil quando eu tinha 5 anos, fiquei lá até o ano retrasado, fui para Los Angeles, depois vim para Vegas, por causo de algumas... – ele abaixou a cabeça, escondendo sua expressão, Alice já sabia o que era, o irmão... Então ele olhou para ela, Alice, e viu que seus olhos estavam vermelhos, as lágrimas queriam sair. Alice apertou os dedos de Miguel levemente, e ele retribuiu. – Bem, uma situação complicada...
— E o que é? – ela perguntou, curiosa.
— Anne... – Alice disse, fazendo o gesto para que Anne abaixasse a bola.
— Hã? – ela ficou olhando para Alice, confusa, e sua amiga continuava fazendo os gestos para ela parar de ficar perguntando sobre aquilo, enquanto Miguel se acalmava. – Mas... Ah, tá. Ok. – disse Anne, depois que compreendeu e fez um gesto de zíper na boca, que iria ficar de boca fechada.
Alice suspirou, mas não acreditava que Anne ficaria de boca fechada.
— E vocês estão namorando? – perguntou Anne, colocando um sorriso forçado na cara.
Alice ficou olhando para Anne, meio boquiaberta. Eu acabei de conhecer ele, e ela quer que eu já namore com ele?!
— Ah... – disse Alice, meio constrangida, se remexendo no seu lugar, e via que Miguel fazia o mesmo, mas não se mexia tanto. – Bem, e meio... recente...
— Só se Alice aceitar... – disse Miguel logo atrás. Alice olhou para Miguel, e ele a fitava com aqueles olhos azuis. Ah, que fofo! Alice pensou, mas do mesmo jeito, ela estava querendo ir no banheiro, para aliviar a tensão.
— Bem... – disse Alice, olhando para todos os lados, tentando evitar o olhar de Miguel. Cadê a maldita bebida?! Ela pensou desesperada. – Eu...
— Aqui estão as bebidas. – disse o garçom. Alice girou o corpo para frente e o homem serviu as bebidas e se retirou. Alice pegou a bebida mas não bebeu, ela fitou o liquido e por alguma razão, lembrou do irmão de Miguel.
— Você está bem, Alice? – perguntou Miguel. Ela tirou os olhos do liquido, que era parecido com guaraná, mas tinha certeza que não era, e olhou para Miguel, assentindo com a cabeça. – Ok, então. – ele disse e tomou seu primeiro gole, o segundo... no quarto, seus olhos se abriram em um pavor, e o liquido não parava de cair.
— Miguel? Miguel! Largue isso... – Alice gritou e arrancou o copo da mão dele. Ela sentia uma dor quente no peito, as lágrimas se apertando nos seus olhos, o desespero arranhando sua garganta.
Miguel ficava batendo as mãos da mesa, o liquido começou a sair da sua boca e ele ficava vermelho. Alice apoiava garoto, tentando fazer alguma coisa, mas nada ela podia fazer...
— Miguel... Fica comigo, fica.. Ah, meu Deus! – as lágrimas escorriam quentes pelo seu rosto. Ela olhou para Anne, mas ela sorria. – Você... Você o envenenou? – Anne não respondeu, pois Alice começou a gritar e voou para cima da garota, Anne, era mais rápida e parou a garota antes de levantar, fazendo pressão do corpo de Alice contra o assento e pegou o suco que estava na mesa e jogava na boca de Miguel. Alice olhava aquela cena querendo matar Anne, as lágrimas caiam como sem pressa, e quentes, a dor era tão forte que parecia que Alice iria explodir. Ela não conseguia achar a voz, ninguém no bar estava se importando, como todos fossem cúmplices.
Quando Alice encontrou sua voz, seu grito foi medonho, como um animal sendo violado.
— Não... Não, NÃO!
Sua voz dava eco na sua mente, ela jurava que podia sentir uma lágrima quente cair pelo seu rosto, quando ela voltou a fitar para o liquido. Piscou duas vezes.
— Alice, meu amor, você está bem?
Alice olhou para o lado e o rosto fino, e aqueles olhos azuis estavam a encarando com preocupação.
Alice o abraçou, sentindo o cheiro do perfume delicioso, ele colocou os braços em volta dela.
— Oh, foi tão real... – ela disse, com sua voz retorcida, ela escondeu o rosto no ombro dele, e sentiu as lágrimas saindo. – Ah, eu te amo tanto...
— O que ouve? – ele disse.
— Nada... – disse Alice, afastando-se dele, e limpando os olhos com a ponta dos dedos. – Eu estou bem...
Ela olhou para Anne, que estava com os olhos assustados, na direção da amiga. Alice pegou a bebida e tomou um gole, olhou para o lado e vira que Miguel já tinha bebido tudo, e ele estava bem... As coisas de ver espíritos estavam ficando piores, e lá estava ela, com as visões do namorado sendo afogado. E ela tinha certeza que isso tinha alguma coisa com o irmão de Miguel.
Alice se perguntava se sairia viva até hoje a noite.
Notas finais
E vou postar com reviews tb
Beijos ;***
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