Alices Eyes.
8 Capítulo 8 - Brad
Notas iniciais
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Depois da visão medonha de Alice, Anne conseguiu quebrar a tensão e faze que o “encontro” ficasse mais divertido.
Mas eles não tocaram no assunta da família do Miguel, apenas na família de Alice e Anne. Alice não tinha problema nenhum, ela até ria de tudo que acontecera. Realmente, tinha álcool nas bebidas. Alice não ficou muito ruim, nem Miguel, mas Anne bebia uma trás na outra, ficando sóbria. Alice sabia muito bem que isso, era muita culpa do pai de Anne, que um jogador em cassinos e bebia álcool como água. E Anne não estava com vontade de esconder.
— Sabe... Miguel... – falava Anne, com dificuldade. – Meu pai joga em cassinos. E lá e lá, ele é péssimo... Ou eu sou? – ela começou a rir. – Eu não sei! Mas... ele ganha algumas vezes... Mas, gente, ele me vicio muito, e minha mãe... você sabe... ela é investigadora, trabalha no Laboratório de Las Vegas, mas...tipo, é um inferno... sério! – quando ela abria os olhos, estavam vermelhos, mal ela conseguia abri-los. – Mas é legal cassinos! WOW!
— Anne... – Alice começou.
— Alice! Você sabia que eu não sou mais virgem?! – ela começou a rir tão alto que as pessoas começaram a encarar.
— Verdade? – perguntou Alice surpresa.
— Aham... – ela ria enquanto falava. – Foi com o Matt, você não conhece mas ele é bom, de mais... nossa...
Ela ria tão alto que as pessoas da cozinha olhavam pela janelinha, para ver quem era a pessoa.
— Miguel, ela esta bêbada, vamos levar ela para minha casa. Afinal, quantos anos você tem?
— 16. Por quê?
— Ah, você pode dirigir... – Miguel se levantou e Alice também. Os dois ficaram de pé, olhando a menina loira, se contorcendo de rir. – As pessoas vão nos expulsar daqui...
— É... Ela é sempre assim? – ele perguntou.
— Você não viu nada em cassinos... – Alice disse. – Você pode... – ela apontou para a menina.
— Ah, é claro. – disse Miguel, puxando Anne pelo braço. Ela fez um escândalo, falando que estava ótima. Por que não estaria? Todos ficaram olhando para a cara do grupo, enquanto Miguel tentava tirar a garota que estava agarrando o assento.
— Para com isso, Anne! Eu vou chamar sua mãe! Ou seu pai... Ou tanto faz! – Alice disse.
— Que chame! Ela não é nada. É só investigadora.
Ela começou a rir e Alice suspirou.
— Pega a bolsa dela...
— Hã? – disse Miguel.
— Pega a droga da bolsa dela! Maldição! – Miguel pegou a bolsa que estava pendurada, mas Anne segurou pelo outro lado, puxando de um lado e Miguel puxando do outro. – Aght!
Alice abriu a bolsa enquanto os dois brigavam, várias coisas saíram da bolsa, uma delas foi o celular.
— Me dê isso, Alice! – disse Anne, e Miguel a segurou, fazendo-a ficar imobilizada no banco.
Alice discou o número da mãe de Anne.
— Isso, fica bem quieta ai... – disse Alice falando para a imagem descabelada de Anne.
— Filha? – falou uma voz feminina, doce e gentil, atrás da linha.
— Oi, é a Alice Sra. Stwartt... Bem, eu e Anne fomos sair e ela bebeu por mais da conta... Você sabe.
A mulher suspirou.
— Onde vocês estão?
— Eu não sei direito, é um bar aqui, é perto de uns cassinos aqui...
— Ah, já sei qual que é. Obrigada, Alice, estou indo ai. Chego em alguns minutos.
— Ok. – disse Alice, e desligou. – Sua mãe está vindo... – ela disse para Anne.
— Eu mato você! Ah... – ela começou a choramingar, então caiu no choro. Miguel olhou para Alice, confuso.
— É normal. Ela vai ouvir aquela bronca...
Depois de alguns minutos, uma mulher quase igual à Anne, entrou. Seu cabelo batia nos ombros, sua pele era branca e seus olhos eram azuis escuros, ela usava uma roupa social.
— Não acredito que tenho que sair de uma investigação por que minha filha está bêbada. – ela disse e foi na direção da filha, e mostrou o distintivo para o dono, Miguel soltou a garota e a mãe foi para o lado da garota emburrada. A mulher olhou para Alice e assentiu, agradecida. – Vamos... Meu Deus, você se parece tanto com o seu pai! Vamos logo, menina! – disse a mãe, puxando a garota para a saída.
— Então era tudo verdade... – disse Miguel.
— Pois é, ela não é mais virgem.
— Eu te levo para casa... – ele disse.
— Mas e seu carro, digo, eu vim com o meu... da minha tia.
— Ah, não tem problema, eu pego aqui depois. Vamos.
Ele colocou a mão nas costas de Alice enquanto ela pegava a bolsa e andava até a porta. No carro, ele abriu a porta para Alice, ela entrou, e ele foi do outro lado do carro, entrou e ligou o carro. Alice foi falando o caminho, e em alguns minutos já estavam em casa.
Miguel desligou o carro, e os dois ficaram em silencio dentro do carro.
— Sabe, — disse Miguel. – Eu sei como você se sente sobre seus pais...
Alice olhou para Miguel, finalmente iria saber sobre o irmão.
— Quem você perdeu? – ela perguntou.
— Meu irmão... Foi em LA, afogamento, por isso vim para Vegas. Mas eu não sei... Eu não consigo parar de pensar nele!
— É eu sei que isso é muito ruim. Bem... – Alice pensou em perguntar o que ele guardava do irmão, mas ela achava que ele acharia esquisito. – Quantos anos ele tinha?
— Brad tinha... 10, na verdade 9. Mas era um garoto pequeno, e era muito bom em futebol americano, ele ganhou de várias, principalmente de uma que ninguém enfrentava, você sabe como é. E ele era o líder... Ah, acho que você tem que entrar... – ele disse apontando para a casa, sua tia estava olhando o carro, quando viu que o garoto percebera, fechou a cortina.
Alice virou o rosto para Miguel.
— Ok. Te vejo amanha. – ela disse, e ele a beijou profundamente. – Mi... – ela começou.
— Ok... – ele afastou e sorriu. – Ok. Hum, já é dez horas... Te vejo amanha...
— Putz, dez horas... Ok, te vejo amanha!
Ela saiu do carro, e logo ele também saiu. Ela entrou na casa e viu sua tia, novamente ela tinha vontade de falar o que acontecera, mas naquela hora, ela sabia que a tia entenderia, mas ela não sabia por quê. A tia a olhava esperando uma explicação, esperando ela dizer sobre o que ela vira.
— Tia, eu posso conta mais tarde... – começou Alice.
— Ok. – ela assentiu, então Alice teve certeza que ela entenderia.
— Obrigada... – ela disse e subiu.
Ela tomou um banho realmente rápido, colocou um pijama e foi para a cama. Dormiu rapidamente, mas não sabia que iria acontecer.
Ela abriu os olhos, e estava no quarto, olhou para o relógio e viu que era meia noite.
— Preciso dormir... – ela falou para si mesma, mas por algum motivo não conseguia dormir. – Ah, vou beber alguma coisa...
Ela saiu da cama. E quando ela fechou a porta do quarto, ouviu alguma coisa estranha. Ela parou e afiou a audição... Eram como se alguma coisa estivesse borbulhando. E o som vinha do banheiro, o único banheiro que a tinha uma banheira maravilhosa.
— O que di... – Alice começou, e andou para o banheiro, o som ficava mais alto, ela girou a maçaneta e viu três crianças afundando alguma coisa dentro da banheira. E o cheiro era de guaraná, incrivelmente forte. Uma das crianças, que deviam estar na fase de 12 – 13 anos, o garoto de cabelo loiro parecia ter 15 anos. Havia uma quarta pessoa lá... Estavam afogando alguém! Ela olhou para o lado e estava Brad, irmão de Miguel.
— Veja. – ele disse.
Alice chegou mais perto da banheira. E colocou a mão na boca.
— Ah, meu Deus... – os garotos estavam afogando Brad, segurando no pescoço, e o garoto estava lutando. Os três garotos estavam com aquele sorriso no rosto, o mesmo que Anne estava. Então o menino parou de lutar e as bolhas foram cessando...
— Vamos joga ele no rio... Ninguém vai saber que é a gente. E você moleque, nunca mais vai fazer nós perder de novo!
— Foi só por que eu ganhei desses canalhas. – disse Brad na voz rouca. Alice então percebeu que tinha uma linha roxa no pescoço.
Alice acordou assustada, um grito que ela nem percebera, saiu de seus lábios. Ela olhou para o relógio e viu que era meia noite e agora Brad estava na frente dela.
— Que horrível! Aquilo... De hoje...
— Eu queria que você sentisse o que eu senti...
— Por quê?
— Para você ver que eu não quero que meu irmão sinta o mesmo...
Então alguém entrou no quarto, e era a tia.
— Tia? – perguntou Alice, e Brad continuava lá.
— Eu posso ouvir. E ele tem que ir para a luz...
— Ah... – Alice disse e olhou para Brad. – Brad, você tem que ir para a luz...
— Não vou até que meu irmão esteja seguro...
Alice olhou para a tia, pedindo ajuda, e ela pegou uma cadeira e sentou perto de Alice.
Notas finais
Cap 9 só com reviews
Beijos ;**
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