Alices Eyes.

6 Capítulo 6 - Beijo na Educação Física


Notas iniciais
Agradeço a winry e Janus, que estão escrevendo reviews e sem vocês eu não estaria no cap. 7, acho que iria para no 2º capitulo! Muito Obrigada
Boa Leitura!

Laura, mãe de Alice, nunca mais apareceu naquela noite.

Alice, fugia de Eduardo e Miguel sempre, mas não tinha muito sucesso. A aula de Educação Física, Miguel também tinha, e Alice não era muito boa em Educação Física.

Durante a aula, o professor pediu para os alunos corressem 10 vezes na quadra, na segunda volta uma menina empurrou Alice, que é uma menina frágil, que fez a garota tropeçar e torcer o tornozelo.

— Ai! – ela exclamou e caiu no chão. – Por que tudo acontece comigo?! – ela sussurrou.

— Você esta bem, Alice? – perguntou o professor, que estava falando com o Miguel.

— Eu to bem professor. – ela disse enquanto segurava o pé e tentava levantar, mas sem sucesso.

— Ei. – disse alguém a ajudando levantar.

— Obrigada... – ela olhou e viu que era Miguel, então retirou o braço e ficou o encarando.

— Eu não ligo...

— Que eu seja louca?! Ah, vá toma banho! – ela disse e foi pulando de um pé só para a arquibancada.

Mas não adiantou, Miguel foi mais rápido e pegou a garota no colo.

— O que é isso? Me solta! – ela começou a gritar.

— Não vou fazer nada com você! E não acho você louca, ok? Calma... – ele disse, colocando-a sentada na arquibancada, ela ficou o encarando.

Delicadamente, ele passou a mão e no tornozelo, borboletas começaram a se bater e o rosto corou novamente. Ele a olhou e ela abaixou a cabeça, deixando o cabelo cair em volta dela, um sorriso maroto veio em seus lábios e sua garganta fechou, não conseguia rir, falar nem nada.

— Tem certeza que não quebrou? – ele perguntou.

Ela jogou cabelo para trás e esfregou o rosto.

— Não. Ás vezes acontece isso. É muito ruim, mas eu acostumo... – ela disse. – Logo, logo volta.

— Ok. – ele colocou o pé gentilmente no chão e sentou ao lado dela.

— Viu, — ela pigarreou. – Não vai fazer a aula?

— Eu tenho problemas cardíacos. Se tiver mesmo aula de Alemão, vou trocar as aulas.

Ele se curvou para frente, e ela continuou olhando.

— Hum, eu acho que vou trocar também. É perigoso eu me matar...

Ok, professor? Ela pensou novamente. Não conseguia acreditar, depois de tantos ciúmes, tanta dor que ela sentiu por ele, mas ele estava longe, agora ele vai ser o professor dela. Era esquisito, muito, mas tinha que superar. Ela superou esse dom, então ela podia superar isso. Ela tinha quase esquecido que não falara para ninguém que conheceu Eduardo e tudo que ela sentia. Tantas coisas que ela escondeu que ela nem contava sobre quem ela gostava.

— Estranho, não é? – ele disse.

Alice estava tão aprofundada nos seus pensamentos que esqueceu que Miguel estava lá.

— O que é estranho? – ela perguntou, em sua mente disparava “Você é estranha, fica falando sozinha!”

— Como as coisas acontecem... – ele disse, e olhou para Alice. Eles estavam tão perto, e Miguel olhava para os olhos de Alice e para os lábios dela.

Ela sentia uma atração por ele, mas ela sentia que estava traindo Eduardo, como se ele pudesse ver tudo que acontecia. Mas quantas vezes o Eduardo já não transou com uma mulher? Alice pensava consigo mesma. Então ela concordou com a voz e deixou Miguel chegar mais perto, até que seus lábios se tocaram. Eles começaram um beijo calmo e delicado, logo Miguel estava com a mão na nuca de Alice e a outra na cintura, ela enterrava os dedos no cabelo castanho. Eles se beijaram por alguns minutos, até que o sinal tocou e ela parou, olhou nos olhos dele e desceu a arquibancada, indo para o vestiário. Se trocou e foi para a saída, com um sorriso no rosto.

- Quer dizer agora que você fica dando amassos no menino de olho azul, gato pra caramba?

Alice começou a rir.

— Foi espontâneo, Anne, e eu precisava... – ela riu.

As duas estavam indo para a casa de Alice, por nenhum motivo, Anne sempre vai na casa da amiga, só para passar o tempo. E a noite elas saiam, pois Las Vegas era uma cidade onde Alice realmente se divertia.

— E ele não tem nenhum irmão para me apesentar?

Automaticamente, seus pensamentos foram para o irmão de Miguel, que lembrou banheiro e refrigerante.

— Acho que não, se não estudaria junto com ele, né? – ela disse.

— Alice – disse Anne, parando de andar, fazendo Alice parar também. – Você esta muito estranha ultimamente, você fala sozinha, a Julie falou que você fica falando sozinha nos corredores...

— Ah, ela disse isso, é?

— Sim. Alice? Alice! Você já tentou falar com especialista? Hã? – ela perguntou.

Então todos estavam mesmo a achando louca. Isso dava mais vontade de falar a verdade para a amiga, mas ela tentava se convencer, que tinha que guardar isso. Mas isso não escondia o fato que ela estava com raiva que sua melhor amiga achasse louca. Então, ela respirou fundo e disse, num sarcasmo.

— Amiga, todo mundo fala sozinho, isso tudo bem, o ruim é quando recebe a resposta. – ela disse.

Anne riu.

— É verdade...

Alice rezava que sua amiga tivesse engolido esta, afinal, Alice era péssima para fazer desculpas, principalmente quando se envolvia um fantasma, ou meninos.

— E seu pai? – perguntou Alice, tentando fugi do assunto “loucura”.

— Ah, como sempre – disse Anne, tristemente. – Viciado nos cassinos. As vezes ele não volta, e quando volta, você sabe como... Ah, eu queria tanto que minha mãe fizesse alguma coisa, mas ela trabalha na polícia e nunca tem tempo... – Anne suspirou e olhou para a amiga. – Sabe, mesmo você não batendo bem das bolas, eu estou feliz que você esteja aqui.

Alice sorriu e as duas continuaram andando.

-Tia? – chamou Alice.

— Estou aqui... – Fabia disse calma no segundo andar.

— Vamos subir pro meu quarto, Anne. – disse Alice, num tom baixo.

Elas subiram e foram para o quarto, que para Alice, era simples. Ela jogou a bolsa na cama, já Anne, colocou sua bolsa delicadamente no chão. Alice riu da atitude da amiga, e ligou o computador.

— Sério, sempre amei seu quarto... – disse Anne, olhando em volta.

— Nossa, eu sempre amei meu quarto antigo, era muito bonito, mas eu não me sentia confortável. Bem... – disse Alice, olhando o quarto e vendo que estava tudo organizado, o que não era a cara dela – você só esta achando lindo, por que está organizado, se não...

— Não é isso, sempre achei.

— Eu ficava pouco tempo, Anne, agora eu vou ficar mesmo, você vai ver... Vai ficar uma maravilha isso aqui.

Alice sentou na frente do computador, e Anne bufou.

— Pelo amor de Deus, sai dessa merda. Estamos em Vegas! Tem gente que daria de tudo para morar aqui, e você fica num computador...

— Ah, e vamos onde? Num cassino? – disse Alice, enquanto mexia no computador.

— Não existem apenas cassinos em Vegas, tem... Podemos ir em algum lugar, parque, para encontrar o seu Miguel... – disse Alice, cantarolando na palavra “Miguel”.

— Ah, fala sério! – Alice exclamou, tentando dar uma de durona, mas sentiu seu rosto corar.

— Ah, Alice! – disse Anne, encostada no ombro da amiga. – Manda uma mensagem no celular dele...

— Eu não tenho, Anne!

— Mas eu tenho! – ela disse radiante.

Anne foi para sua bolsa, e Alice girou a cadeira, ficando de costas para o computador.

— O que?! Você tem o celular dele?! – ela falou, com uma pontada de ciúmes.

— Ah, pare de bobagem e mande a mensagem logo... – Alice ficou encarando a amiga por uns minutos, pensando como Anne era tola, mas no final, ela soltou um suspiro e pegou o celular.

— Ok.

Depois que ela mandou a mensagem, Anne mudou de idéia e falou que iam num bar, Alice olhou para ela, confusa.

— Confie em mim, o bar não é um puteiro.

— Am, tá bom! – disse Alice e mandou a mensagem confirmando. Colocou na internet onde iria. Tomará que Eduardo veja. Ela não sabia por que pensou isso, mas ela queria. Depois que desligou o monitor, colocou uma roupa melhor e foi atrás da amiga.

— E vamos como? – perguntou Alice.

— Você esqueceu? Tenho 16 anos, e já tirei minha carta...

— Ah, é verdade... Mas, se você percebeu, am, não temos carro. Eu não tenho, pelo menos...

— E aquele carro ali? – Alice apontou para o Porsche da tia, que fora a mãe dela que dera de presente.

— Mas... É da minha tia, Anne...

— Eu falo com ela...

— Mas...

Logo Anne entrou na casa e em alguns minutos voltou com a chave na mão. As duas entraram e foram para o tal bar.

Notas finais
Eu demorei pra postar hoje por que meu PC deu pau, e tive que manda arrumar :S
Mas melhoro, e agora proximo capitulo... com, reviews!
Beijos ;**