Alices Eyes.

11 Capítulo 11 - Parque


Notas iniciais
Acabei de terminar, espero que gostem
Boa leitura!

Alice voltou para a casa mais ou menos meia noite. Julie disse que estava perdida no shopping, o que não era novidade, Anne voltou bêbada, e com a roupa desarrumada, e noite dela não tinha acabado, pois pela conversa dela com Matt, eles iam numa casa noturna, o que a faria ficar mais bêbada, e mais sexo. Anne, realmente mudara, algumas coisas boas, e outras exageradas, ruins.

Alice estava sonolenta de mais para tomar um banho, mas o que ela mais queria era um banho. Ela sentia que ainda estava cheia de banho, e uma parte dela não queria dormir, com medo que em seus sonhos, outra visão medonha aparecesse, mas ela tinha que dormir, mais cedo ou mais tarde seu corpo não ia agüentar. Arrastando seus pés, ela subiu para seu quarto, colocou uma camisola, e foi para debaixo das cobertas, em poucos minutos estava adormecendo. E de tanto sono, nem sonhos tivera, dormiu igual uma pedra e acabou acordando meio dia no outro dia do Sábado.

Lentamente ela levantou e desceu as escadas, sem pentear o cabelo e nem escovar os dentes, nem ao menos trocar de roupa. Seu estomago implorava por comida, já que não tinha comido muita coisa na noite anterior, apenas uns drinques, mais nada. Pelo visto, a tia já havia se levantando, e já tinha feito o café de Alice que ns verdade era o almoço, espaguete.

— Chegou tarde ontem. – comentou a tia.

— Tia, a Julie... – começou Alice, mas a tia a parou com a mão.

— Não estou dando sermão, só comentei. Tome, coma, pra você nem se trocar é por quê você realmente está com fome... Alice, você andou bebendo? – disse a tia olhando nos olhos da sobrinha, séria.

— Ah... – Por que eu não escovei os dentes?! Ela havia bebido uns ou dois copos de vodka, ela achava, e o bafo qualquer um podia saber que era álcool. – Eu... foi... Só um pouco...

Ela já via a tia dando aquele sermão que sua mãe dava, quando ela tomou vodka pela primeira vez, e sua mãe pegou, quando ela tentou dar uma tragada no cigarro do seu ex-namorado e acabou ficando sufocada, e sua mãe também pegou e a deixou de castigo por muito tempo.

Mas para a surpresa de Alice, a tia riu.

— Tudo bem, pelo menos foi vodka, eu e sua mãe fazíamos pior aqui na cidade. Vocês dois transaram? – falou a tia, o que deixou Alice mais assustada.

Depois de dois minutos em silencio, Alice piscou.

— Não... – ela falou, baixo.

— Hum, é eu e sua mãe nos divertíamos mais! – ela saiu rindo da cozinha.

Depois de almoçar, tomar banho, escovar os dentes, trocar de roupa para uma coisa mais leve. Ela foi para a janela do seu quarto, que dava para o pequeno jardim da tia, que tinha várias flores pequenas, e algumas rosas vermelhas. Uma árvore de mais ou menos 3 metros levantava perto da roseira. Alice lembrava que na sua infância ela subia naquela arvore com Anne para conversar, sobre tudo, pois Alice via que o tempo era curto, e logo ela voltaria para o inferno de Califórnia.

Então um pensamento veio para Alice, fazia muito tempo que Alice não dava uma caminhada pela vizinhança. Passar pelas casas dos antigos vizinhos, os quais Alice nunca falara, passar pelos pequenos parques.... Então, Alice colocou uma blusa rosa, regata, um mini-shorts e um tênis branco e rosa. Ela pegou a pequena mochila no guarda-roupa, que cabia apenas coisas pequenas, dentro estava a garrafa vermelha que sua dera em seus 14 anos, mas ela não chegou usar, pois não veio para Las Vegas, então estava novinha. Ela desceu para a cozinha, encheu com água gelada, colocou de volta na mochila, colocou a mochila atravessada, pegou o celular e saiu de casa....

Ela correu por mais ou menos meia hora, quando chegou num pequeno parque onde as crianças brincavam entre elas. Alice parou e caminhou até o parque, tinha algumas mães conversando num banco, mas tinha uns bancos vazios, ela foi se sentar mais afastada da muvuca. Ela pegou a garrafinha, que ainda estava fria, e despejou a água dentro da boca.

Depois de um tempo observando as crianças, as mães com os seus bebes. E sentiu que sua mãe, nunca foi realmente uma mãe. Nunca a levara num parque, apenas seu pai, sua mãe era uma mulher cheia de segredos, nem ao menos disse a filha que ela tinha o dom de ver pessoas mortas, e que tinha uma missão de levar a paz para esses espíritos. Dentro dela ela sentia aquele desejo... de ser mãe, e ser totalmente diferente do que sua mãe fora.

— Oi Alice... – disse alguém, se sentando peto dela.

Quando ela reconheceu a voz, sem nem sequer olhar, seu corpo enrijeceu. E as borboletas voltaram em seu estomago.

— O-oi. – ela disse, então ela piscou e tentou recuperar. – Eduardo? Que diabos você está fazendo aqui? – ela perguntou agora olhando para o garoto.

— Nada, minha irmã veio trazer a filha dela aqui... – ele disse. – E eu vim junto. Mas, o que você está fazendo num parquinho.

— Só parei, eu tava fazendo caminhada. E Catherine tem uma filha? De quantos anos?

— Dois anos, ela casou faz três anos.

— Nossa, Cath era minha babá. Ela vai ser uma ótima mãe. – Alice disse, lembrando na menina morena que cuidava dela, quando era pequena.

— É... – ele disse, olhando para os olhos de Alice, olhando daquele jeito, que fazia Alice cair nos pés dele, mas ela se controlou, ela tinha que ficar com os pensamentos fixos em Miguel.

— Ela casou com quem? Com... Mike? – ela perguntou, ela só lembrava do Mike como namorado dela.

— Nah. Mike pediu ela em noivado, mas ela já estava apaixonada pelo Brad, um garoto que ela conheceu de Texas na internet, eles se conheceram e logo se casaram.

— Nossa, que legal... – disse Alice, com vontade de rir, mas mordeu a língua.

Logo ela mordeu a bochecha por dentro, pois Eduardo começou a olhar para os lábios de Alice, uma parte dela queria atacar aqueles lábios rosados que ela tanto desejava, a outra era mais consciente e falava apara ela fugir, dar um tapa da cara dele... Mas ela não fez, ela só desviou o rosto.

Miguel.

— O que foi? – perguntou Eduardo, não por ela ter recuado, e sim por ter por ficar paralisada. Pois lá no parque, estava àquela família, estavam conversando com outra família. O menino não estava, mas a menina, estava brincando com uma menininha, e ao lado da menina estava Cath, a imã de Eduardo. Alice processou sua mente tão rápida, que quando virou para falar com Eduardo, falou rápido, e duvidou se o garoto entendeu. O que estava na mente dela era uma idiotice, mas era única chance de ajudar a família.

— Eduardo, você pode fazer uma coisa para mim? Eu te explico o porquê depois, se eu explicar agora, você não vai entender... Por favor. – ela disse olhando para ele, em suplica.

Ele suspirou.

— Ok. Qualquer coisa por você. – o coração de Alice pulou com aquelas frases, mas ela continuou falando, ele achou estranho, mas fez. Ela sabia que quando olhasse para seu plano, ia doer, como uma faca perfurando sua alma, mas tinha que fazer, por que ela não sabia por que, mas ela via que algo estava errado com aquela família, e ela ia descobrir...

Notas finais
Agora, proximo cap. apenas com reviews
Beijos :*