Alices Eyes.
12 Capítulo 12 - Eduardo em casa.
Notas iniciais
Acho que o 13 só amanhã
Boa Leitura amores
A garota da família assombrada se chamava Karol, tinha 17 anos, e estudava na mesma escola que Alice, e Eduardo conseguia seduzir a garota, mas a menina se controlava, como se toda hora ela lembrava que não podia falar tal coisa o que fazia a conversa ficar picotada. Mas no final, ela ficou encantada com Eduardo. A cena de Eduardo com a menina Karol adia nos olhos de Alice, mas ela tentava resistir, e retirava os olhos deles, mas não era fácil.
Depois daquela cena ardente para os olhos verdes de Alice, tudo passou, e ela pediu para Eduardo ir com ela para a casa da tia Fabia, — que agora era a casa dela também – para contar tudo, sobre seu dom e tudo. Ele ficou entusiasmado no começo, até colocou o braço nos ombros dela, mas quando ela começou, ele ficou sério, tentando compreender. Alice não esperava que ele acreditasse, mas ele acreditou.
— Você tem dom de vê pessoas mortas...
— E tenho premonições também. Eu só comecei agora, mas essas visões são bem nítidas, às vezes me confundo. Mas, nem sei mais o que eu tenho... Só sei qu eu não sou normal...
— Ok. Ok. Mas como você tem isso? Veio do nada?
Alice riu.
— Eu não tenho um demônio dentro de mim ou algo similar. Minha mãe tinha o dom, minha tia te o dom, mas eu tenho a missão de convencer os espíritos a seguir em frente, ir para a Luz, mas é meio difícil, por que eles podem não ter terminado a missão por aqui ou querem alguma coisa.
— E a Karol está assombrada? – perguntou ele.
— Acho que sim. Na verdade a família esta. Eu fui no shopping e quando eu vi eles, eles não tinham rostos, como se fosse apagada, e depois o garoto foi pegar um refrigerante e as latas se atiraram nele, e eu me vi atolada numa lama com sangue na mão, cheia de barro... Isso não é normal.
— Pera ai, você disse que eles estavam sem rostos? Isso deve ter alguma coisa a ver com a lama, não? – sugeriu Eduardo.
Alice pensou um pouco.
— Se a pessoa está na lama, por inteiro você não consegue ver o rosto, vai estar apagado. É... Você pode me ajudar até. – ela disse a ele, parando na frente de sua casa, e virou-se para Eduardo.
Ele umedeceu os lábios, e Alice já sabia o que ele queria. Mas como ela podia resistir a ele, ele podia não ter aqueles olhos gentis de Miguel, mas seus olhos mel, quase castanhos eram ardentes, seu cabelo castanho estava bagunçado, mas perfeito, e seus lábios levemente rosados e cheios, com aquele sorriso malicioso. Naquele crepúsculo ele estava com uma jaqueta preta e uma blusa cinza por baixo.
— Eduardo... – Alice disse, abaixando o rosto, que já estava corando.
— Por favor! Você acha mesmo que aquela Karol realmente me encantou. Eu só fiz aquilo por você, se não, eu não faria, pois eu me importo muito com você, Alice. Não faria a toa.
Ela cruzou os braços e colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha.Uma parte dela não queria acreditar nele, que todas aquelas palavras era sujas, que ele nunca sentiria amor, ele era na verdade um caçador, procurava corações frágeis, mas o de Alice sempre fora frágil por ele.
— Eduardo? Quanto tempo garoto! – disse alguém na porta da casa.
Alice olhou e viu que era tia.
— Olha Dona Fabia, quanto tempo mesmo. – disse Eduardo.
Alice esquecera que a família dela conhecia a de Eduardo fazia muito tempo.
— Entre vocês dois para dentro, eu fiz o jantar. – ela disse, e Alice viu que ela estava feliz. O que era estranho, pois a tia não era de fica feliz por que a menina estava falando com um menino no portão.
Os dois entraram, e o jantar era o que Alice pensara, espaguete, mas pelo menos era novo, pensara que ela ia requentar a do almoço.
— Vamos, vamos. Parece que sua caminhada foi um pouco longe, não é querida?
Querida?! A tia nunca a chamava com esses nomes, e nem falava feliz. Ela olhou confusa para a tia. Será que ela consumiu alguma droga?
— Sabia que seu pai sempre achou que vocês dois iam casar? – disse ela, apontando para os dois.
— Tia! – repreendeu a sobrinha, corando.
Eduardo, riu.
— É muita gentileza sua, Fabia...
— Que nada! Agora sentem e comam.
Os dois sentaram e comeram lentamente. Por um longo tempo eles ficaram conversando, sobre o passado, o presente. E com o passa do tempo, já era nove horas.
— Ah, eu acho que eu tenho que ir... – disse Eduardo.
— Não! Durma ai, você já dormiu aqui tantas vezes, não vai fazer mal algum...
Ela pirou, né? Pensou Alice. Mas para disfarçar, ela pegou um salgadinho que estava no prato e mordiscou, bem na hora em que Eduardo olhou para ela com aqueles olhos penetrantes. A garota tentava desviar a todo custo, mas não tinha tanto sucesso assim.
— Ok. Eu fico. – ele disse, ainda olhando para Alice.
— Que ótimo! – disse Fabia. – Acho que você vai precisa de um banho.
— Mas tia, ele não tem roupa... – falou Alice.
— As roupas do seu pai eu ainda não doei, e serve nele, é quase o mesmo estilo.
— Eu acho que adoraria um banho. – disse Eduardo, se divertindo.
— Ok. Tem o banheiro do hall. – disse Alice, olhando para ele sem nenhuma expressão.
— Desculpe, mas a banheira está quebrada, lembra? – disse a tia.
— Mas como assim quebrada?! – ela quase gritou. – Ah.... – então ela lembrou que acidentalmente ela quebrou, tentando limpar, mas acabou se assustando quando um cara que tinha morrido afogado na banheira apareceu, e ela teve que resolver isso também, mas a banheira continuou quebrada.
— Ele vai ter que usar seu banheiro.
— Por que não o seu? — disse Alice.
— Por que o meu banheiro é particular.
— E o meu não é? O meu é um espaço público? Todo mundo pode entrar e sair, fazer qualquer coisa? Que isso?
— Eu sou todo mundo? – disse Eduardo, o que fez Alice voltar a atenção para ele. Ele não era todo mundo mas era tudo para ela, o que não ajudou em nada. Como se ele soubesse o que se passava na mente dela, ele sorriu maliciosamente.
Ela respirou fundo.
— Não se esquenta com ela... Pode ir tomando banho, já já ela leva a roupa e a toalha.
A toalha?
— Ok. – ele disse, se levantando e indo para o banheiro, mas ainda olhava para Alice, sorrindo.
Hoje vai ser A noite, pensou Alice.
Notas finais
Proximo Capitulo, só com review queridos(as)
beijos :*
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