Alices Eyes.

9 Capítulo 9 - Luz


Notas iniciais
Para resolver esse caso do Brad foi mais fácil e rápido, mas vou tentar fazer um mais longo e mais complicado.
Boa leitura!

Brad se fora.

Alice olhava para a tia.

— Uma missão? Como assim? – ela perguntou.

— Você tem a missão de levar esses espíritos, quem ficam presos na terra, ou por que ainda não terminou a missão deles ou querem fazer uma coisa. E essa coisa que faz o espírito ver a luz, e prosseguir.

— E por que eu?

— Sei lá. Mas se você não aceitar, as coisas ficam muito ruins, você...

— Nem quero saber. – disse Alice, respirando por um momento. – E o que eu faço com Brad? O que ele tem?

— Você tem que descobrir, não tenha medo de que as pessoas vão achar. Esse Miguel, o único jeito de você descobrir a verdade do motivo que o irmão dele está aqui, e contar a verdade para Miguel.

— Ele vai me achar louca!

— Não vai... Amanhã, você fala com ele, com calma, e tudo se resolve. Brad está confuso, não sabe por que esta aqui, mas você tem eu esclarecer, pois, se não, ele te perseguira.

— Ok, tia! Eu vou ver...

Alice puxou o coberto para cima dela, se escondendo. A tia se fora, e ela tentou dormir. Que desta vez, demorou mais tempo.

Ela acordou na hora aquele dia, estava tensa. Escolhendo as palavras certas para Miguel. Como falar para a pessoa que você gosta que você vê espíritos sem assustá-lo? E ainda por cima é o irmão dele.

Alice nem viu direito que roupa colocou, escovou o cabelo castanho claro e escovou os dentes. Desceu e falou para a tia que estava sem fome.

A tia a levou para a escola, e antes da menina sair, falou:

— Não esqueça de falar com o garoto...

— Não precisa me deixar mais tensa.

Ela saiu do carro. A primeira pessoa que ela viu: Miguel. E Eduardo, mas ela estava mais tensa pelo Miguel. Borboletas de debatiam no seu estomago, ela foi na direção do menino e disse num tom baixo:

— Preciso falar com você...

— Ok. – então ele ficou tenso. O que ele está pensando? Alice se perguntou.

Eles foram para um lugar mais privado. Ela respirou fundo e tentou falar o mais calmo possível.

— Miguel, não se assuste. Olha, eu tenho um dom, isso é sério! Ah, eu posso ver gente morta.

Ela disse tão rápida, que o silencio que ficou era tão desconfortável, que ela queria sumir.

— Ah, sério? – ele disse.

— Seu irmão, Brad. Ele fica me perseguido, e ele tem que partir, mas ele fala que só vai se você esta seguro... Mas do que?

— Se você realmente o viu, como realmente ele morreu? – disse Miguel, cruzando os braços.

Ele esta me desafiando?!

— Ele morreu afogado no refrigerante... – ela disse, e isso soou como loucura. – Ah, é estranho. Mas três meninos afogaram seu irmão num... numa banheira de refrigerante...

— Ok. É verdade. E o que ele quer?

— Oh, é isso que eu quero saber! – disse Alice sarcástica. – Ok, você tem algo que ele era realmente ligado. Ou sei lá...

— Ele sabe quem me matou? – perguntou a figura baixa no lado de Miguel.

Alice olhou para o menino.

— Eu quero que ele guarde minhas coisas, mas eu quero que ele saiba quem me matou...

— Você sabe quem o matou? – perguntou Alice para Miguel.

— Ele está aqui?

— Miguel... Apenas me responda com uma resposta, e não com uma pergunta...

— Eu... Não. Eu sai de lá antes de saber quem era, e se eu soubesse... nem sei o que eu faria.

— Alice! – disse alguém e era Julie.

— Ela é perigosa! – disse Brad, e ele desapareceu.

— O sinal vai tocar, vamos!

Alice descobriu que Brad e Miguel não eram muito amigos. Viviam brigando. Pois Brad era viciado no futebol, e Miguel achava que aquilo não iria terminar bem. E não terminou.

Depois da aula, Alice e Miguel foram para um lugar, mais privado, onde podiam conversar direito.

— Ele... Era um ótimo irmão. Nós brigamos muito, mas ele continua sendo meu irmão.

— Diga a ele que ele tinha razão, futebol iria me matar um dia. – disse Brad.

— Ele disse que você tinha razão, sobre o futebol, que iria matá-lo um dia...

— É eu disse isso tantas vezes... Agora, eu quero saber quem foi o desgraçado que o matou. – disse Miguel.

— Miguel, você não fará nada. Isso passou. Se você fazer algo, as coisas só irão piorar.

— Ok. – ele assentiu.

— Foi o Marcus, o amigo dele. Ele era fã do time que eu derrotei, ficou com raiva, os pais eram donos de uma fábrica de refrigerante. Eles me levaram até lá, me falando que eu ia receber um prêmio por eu ganhado do time mais temido... Mas eles me jogaram num tambor cheio de refrigerante e me afogaram no liquido. E quando eu morri, eles me jogaram no rio.

Alice disse tudo a Miguel, que teve que esperar ele pensar.

— Marcus? Ah, eu.. – então seus olhos mudaram para a fúria. Mas ele se acalmou. – Eu prometi, não vou fazer nada. Mas, Brad, ele está preso agora...

— Eu sei. – disse o irmão, e Alice fez um gesti para Miguel parar. – Não quero vingança, só quero que você soubesse e que não o matasse, eu ficaria culpado, que seria eu o motivo de você virar um assassino.

Alice falou tudo que o menino disse.

— É claro, eu entendo. Agora, você pode ir, irmão.

Brad sorriu e olhou para o horizonte, sorrindo.

— Você vê a luz? – perguntou Alice.

— Sim, e você? – perguntou Brad.

Alice apenas balançou a cabeça. Então Brad caminhou para o horizonte e desapareceu.

— Ele se foi, Miguel.

Miguel ficou quieto, então Alice o abraçou.

Será que agora eu posso ser uma adolescente normal?

Notas finais
Cap 10, estou escrevendo, e só será postando com review
Beijos ;*