Alices Eyes.

2 Capítulo 2 - Vó Betina


Notas iniciais
Terminei o segundo cap, é curto, só para falar que Alice não foi uma menina que os meninos não queriam, e bla bla bla. Enfim, espero que gostem!

Alice não ficou naquele lugar por muito tempo, não sabia se estava com medo, confusa ou curiosa.

Estava com medo do que a mãe pode estar escondendo da garota. Que ela consegue ver os mortos? Ah, ela já sabe sobre isso. Que ela não é normal? É claro que ela já sabia! Afinal, parecia que a menina já sabia disso fazia muito tempo. Mas ela sentia que não era só isso que a mãe escondia, o que realmente a enlouquecia de curiosidade e confusão. Era tantas coisas misturadas, que ela não conseguia explicar para si mesma.

Enquanto voltava para casa, percebeu que realmente tinha ido longe, pois fora em um lugar onde nem sabia que existia. Quando chegou em casa, já era noite, e estava frio. A tia estava sentada no sofá, assistindo TV. Ela tinha tanta vontade de falar para a tia o que viu hoje, do que sempre viu, pedir um conselho... Mas aquilo era idiota, nunca iria acreditar.

— O jantar está no forno querida. – disse a tia, sem despregar os olhos da TV.

A menina foi arrastando os passos até a cozinha, comeu seu jantar – espaguete – lentamente, lavou seu prato e guardou. Subiu para seu quarto, ligou o som e sentou na frente do computador. Naquela noite, na casa onde nenhum espírito estava a atormentando, ela riu, se sentiu feliz, depois de muito tempo, conversando com seus amigos.

Na cidade onde morava, ninguém da rua gostava dela, pois ela era vista como patricinha, por morar numa casa boa. Mas nunca deu a mínima para dinheiro, ela não era feliz. Foi onde ela sentiu mais raiva, onde encontrou a falsidade, onde ela caiu na história de um garoto, que dizia que a amava.... Alice riu com as lembranças daquele garoto.

Flashback:

Seus pais estavam viajando, era noite, e estava ficando com um garoto de 15 anos, e ela tinha 13. Na verdade indo para 14. Nesta idade, ela não tentava se livrar dos fantasmas, e sim ficar conversando com eles.

Naquela noite de sexta-feira, Alice trouxe o garoto, Bill, para sua casa, depois de ele tanto insistir. Alice era desejada por muitos, mas esses muitos fingiam que não, pois viam que algo estranho havia naquela garota de olhos verdes.

Quando os dois passaram a porta, Bill fechou logo segurando o rosto de Alice e colocando sua mão na nuca dela, e lascou um beijo intenso e demorado, a excitação crescia nos dois como uma chama, mas Alice era muito controlada, e parou a mão de Bill que logo queria tirar a blusa dela, com esse gesto, ele parou de beijá-la e olhou para os olhos verdes com raiva, já Alice, confusa.

— Qual é o problema, gata? – ele perguntou, muito rápido.

— Qual é o problema?! Eu não estou pronta! Isso não é um problema para você?

— Não. E... Você é muito linda para continuar virgem... – ele deu um sorriso malicioso, e empurrou a garota no chão, a beijando a força e rasgando as roupas de Alice. A garota estava assustada, com raiva, com medo, mas além de tudo, sua fúria estava a flor da pele. Ela pegou alguma coisa que estava perto dela e começou a investir em Bill, ele parou de tocá-la e pegou seu pulso, apertando, fazendo a mão de Alice soltar o objeto, a testa dele sangrava, mas ele continuava com aquele sorriso, e aquilo parecia que estava com mais raiva e mais iniciativa. Num instante ela mordeu com tudo a mão de seu ex, fazendo ele gritar.

— Solta! SOLTA VADIA! – ele gritava, de repente a abajur que estava em cima da mesinha onde os dois estavam deitados, caiu bem no alvo. Bill caiu inconsciente ao lado de Alice, e vários pedaços de um ex abajur estavam espalhados no chão.

Alice ficou boquiaberta, sentiu o gosto de sangue na boca, e limpou com a costa da mão, olhou para frente e viu sua avó, já falecida, foi ai que ela soube que via pessoas mortas, pois todos que ela vira, eram pessoas nunca viu, mas sua avó, ela foi falecida. Alice sorriu, agradecida. A senhora olhou para um lugar fixo e começou a andar para esse lugar, onde desapareceu, sua ultima frase foi “Luz”.

Alice ligou para a policia, e nunca mais ouviu fala do Bill.

Flashback off

Também foi naquele dia que descobriu que sua avó, Betina, foi estuprada quando era jovem adulta, ela já tinha a tia de Alice, mas teve a mãe dela nisto. Sua avó ficou estranha, mas não uma pessoal que era incapacitada de falar normalmente, mas ela tinha aquele trauma como qualquer uma tem.

Alice ficou distraída em seus pensamentos, e quando voltou na real, viu que milhares de pessoas a chamavam, e atendeu cada uma delas, mas nenhuma era o Eduardo, quem ela queria falar, porém, não podia fala tudo que vinha em mente, seria mais idiota do que falar com a tia.

Quando era nove horas, a tia subiu as escadas, bateu na porta e colocou a cabeça loira na fresta da porta, Alice se virou para a tia.

— Alice, a escola começa amanha, fique pronta...

— Que horas eu acordo? – ela perguntou.

— Não se preocupe, eu te acordo, querida. – ela disse em uma voz baixa e saiu. Alice girou a cadeira para ficar de frente do PC, já eram quase nove e meia, e sentia um pouco sonolenta. Tia Fabia nunca vai consegui me acordar se eu não dormir agora! Ela pensou, e começou a falar “tchau”, “beijos”, “até amanha”, para todos que estavam lá, e fechou tudo de uma vez só e clicou no botão para desligar – o que iria demorar muito tempo.

O sono e a cansaço dominava cada músculo do corpo dela, então ela pensou “Um bom banho me deixaria mais relaxada”. Então se dirigiu para o banheiro do quarto e tomou um banho demorado e relaxante, — sem lavar o cabelo. Depois de colocar uma roupa mais solta, escovar os dentes, tirar a maquiagem, ela foi olhar para o relógio e já era dez e vinte. Com pressa ela desligou as luzes e se enfiou de baixo das cobertas.

O cheiro da casa da tia era tão confortante que Alice ficava mais relaxada. Como se na casa da tia, nada podia machucá-la, irritá-la e perseguir. Alice adormeceu rapidamente, e seu último pensamento foi o diário que ela escondia atrás do quadro que ela pintou quando tinha 10 anos.

Ela adormeceu num sono profundo, sem sonhos, sem pesadelos.

Mas mal ela sabia o que podia acontecer no próximo dia, quantas coisas ela poderia encontrar.

Notas finais
Se eu conseguir terminar o próximo cap hoje, eu posto, se não, amanha. E é claro, com reviews