Alices Eyes.
14 Capítulo 14 - A noite
Notas iniciais
Passou uma hora, e nada de Alice pregar os olhos, e ninguém entrou por aquela porta. Mas ela esperou, até que se abriu.
Ele apareceu na escuridão do quarto, ela não pôde ver seu rosto, mas sabia que era ele pela altura, e aquele cheiro era inesquecível. Ele passou pela porta, e a fechou lentamente, para não fazer nenhum barulho, e foi para a cama de Alice, que estava nervosa. Ele se sentou na beirada da cama, e olhou para Alice, ela podia ver que ele a olhava, pela luz do luar. Então sem nenhum aviso ele a beijou, não era um beijo como a do Miguel, era mais lento e delicado, e ela sentia como realmente estivesse flutuando, e às vezes esquecia de respirar. Ela afundou os dedos no cabelo macio dele. Então seu corpo foi empurrado para trás, e ele deitou em cima dela na pequena cama de solteiro, colocando seus braços entre os ombros dela e as pernas no meio das dela. A excitação aumentava mais e mais, e ela pensava que podia explodir de tanta excitação.
Depois, foi rápido, e como as coisas acontecem rápidas, não? Logo eles já estavam nus, e seus corpos transpirando juntos, seus lábios se moviam tão lentamente, na mesma sincronia, como as investidas dele, ela nem sentiu a dor, apenas de imediato, e na hora da dor ela fugiu dos seus lábios por um momento, franzindo o cenho e um gemido passou por seus lábios, mas ele logo aliviou sua dor com mais um beijo, fazendo-a esquecer a dor, mas quando tudo acabou, a dor voltou, mais fraca, mas voltou. E então tudo se acabou, rápido, mas ela disse para ela mesma que valeu a pena. Ela virou seu corpo para o lado, ficando em concha, ainda dolorida, ela puxou o cobertor e fechou os olhos, ela pensara que ele iria deixa-la, como sua mãe dizia sobre os homens,e ela jura que ouviu sua mãe falando a mesma frase novamente:
— Eles só querem prazer, ele vai te deixar depois de ter o que conseguiu.
Mas ele deve ser diferente, pois ele não a deixou, ele se encolheu na pequena cama e a aninhou, aquecendo-a da madrugada fria que chegava.
Finalmente, depois de 3 anos, ela conseguiu. Esperou tanto tempo, para uma coisa tão rápida, porém, prazerosa.
Ela abriu os olhos lentamente, a luz entrava forte pela janela, levantou, ainda segurando o cobertor entre os seios, ela bocejou, e olhou em volta do quarto e viu uma imagem que a alegrou. Lá estava Eduardo, sentado na cadeira, lendo um livro, ele nem percebera que a garota tinha acordado, então ele olhou por cima do livro, e sorriu.
— Pega minhas roupas? Está no guarda-roupa, no armário, uma blusa e um short.
— Ok. – ele disse e foi no guarda-roupa, pegou a blusa e o short e deu para a menina, ainda sorrindo, e sentou-se na cadeira.
Ela se vestiu, um pouco envergonhada, de se vestir na frente de um garoto, mas ele aceitou sua privacidade e colocou o livro na sua visão.
Alice não sabia o que fazer nem falar, sentou na cama e viu que estava com sangue, já sabia que teria trabalho para limpar. Mas ainda não veio na sua mente o que acontecera na noite anterior. Então ela lembrou de tudo, e a primeira coisa que veio na sua mente era “Miguel”. O nome dele piscava na sua mente, como deixara levar tão rápido? Assim? Deixou um garoto de 19 anos, que podia ser o professor de alemão, e um caçador, pois parecia que caçava mulheres. E deixou-se ser enganada assim? Depois de ter feito ela sofrer por E deixou-se ser enganada assim? Depois de ter feito ela sofrer por 3 anos? Então ela ficou furiosa, com ela, e com ele, por ter a torturado e depois tentar conquistá-la depois que ela cresceu, e ficou linda.
Então, levantou e olhou para ele, parecia que ela transpirava ódio, por tudo. Mas ela sentia muito mais raiva dela mesma, ela queria despedaçá-la, esfaqueá-la, torturar ela mesma. Morrer.
— Ok, transamos, mas não estou na sua, ok? Por mim, eu me mataria, mas eu me importo com Miguel, e eu não agüentaria que ele ficasse mal, e eu o amo, Eduardo.
Ele levantou os olhos para Alice, meio confuso.
— Quem é Miguel? – ele perguntou.
— Meu namorado. – ela disse, e sentiu mais raiva por não tê-lo avisado.
— E por que transou comigo e não com ele?
Ela parou, e pensou. Era uma pergunta muito boa. Mas ela sabia a resposta, o que a deixava com mais raiva. E ele, se divertia.
— Ah, que diabos Eduardo! Vá embora, agora!
— Sem mais uma rodada? – ele caçoou.
Ela rosnou.
— Vá, agora! Eu te mataria, se tivesse uma arma, mas qualquer coisa pode ser uma arma para mim! – ela o ameaçou.
— Ok. – ele disse, largando o livro e se levantando, ele ficou olhando o rosto furioso de Alice, e então puxou pela cintura Alice para perto de si, e lascou um beijo profundo e rápido, e ela o empurrava com a mão, até que ele a soltou e ficou olhando para ela.
— Seu cachorro, saia daqui, agora! – ela gritou, o empurrando forte e pareceu que ele sentiu, pois ele ficou sério, e pegou a roupa dele e saiu do quarto dela.
Por que não ouvi minha mãe? Ela pensou. Então ela foi para a cama e tirou o lençol ruidosamente.
Depois de ter colocado as coisas para lavar, ainda com a cara emburrada e bufando, foi para a cozinha e fez seu próprio café – café, e torradas com geléia. Comeu rapidamente enquanto a tia descia as escadas.
— O que ouve? – ela perguntou.
— Nada. – respondeu secamente.
— Hum. Viu, o que você vai querer de aniversário?
— Ah, é verdade já é no próximo mês, Junho. Acho que a escola vai liberar mais cedo, não sei. E eu não sei o que eu quero.
— Hum, ok, eu compro um livro, ou qualquer coisa.
— Está bem, eu não quero festa.
— Eu sei como você é.
Passou um tempo, em silencio, então Alice quebrou.
— Sabe, passei tanto tempo aqui, vou fazer 16 anos, e nunca fui em nenhuma casa noturna, nenhum cassino, em Las Vegas, vou ligar para Anne, e vou sair hoje, e vou sair com Miguel.
— Ok.
Ela olhou para frente.
— E estou rezando que Eduardo esteja lá. – ela disse, maliciosa.
Notas finais
E eu não sei se vou postar amanha, se der, eu posto
Beijão :***
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