Alices Eyes.

15 Capítulo 15 - A balada


Notas iniciais
Gente, eu realmente me desculpo, é que o colégio mais outras coisas estão me impedindo de escrever, e quando vou escrever alguém me interrompe, mas vou tentar continuar a história.

Já era quase nove da noite, e Alice tinha acabado de se arrumar.

Parecia que em apenas em uma noite, ela mudou. Anne estranhou que a amiga queria sair a noite, para uma casa noturna, mas Alice falou tão firme, que Anne resolveu não perguntar o que aconteceu com a amiga. O visual de Alice era sexy ao mesmo tempo comportado. Com um vestido de decote não tão fundo, que dava a sensação para os garotos de “Quero mais!”, salto alto e algumas bijuterias – anéis, pulseiras, brincos e colares -, sua maquiagem estava típica de casa noturna, sombra negra com o rosa clareando, afinal, o vestido era roxo e preto. O cabelo caia em cachos perfeitos.

Uma buzina soou, e ela olhou de longe para a janela, era Miguel. Seus lábios se contorceram em um sorriso, sem intenção. Mesmo com o fogo enlouqueceste que tinha por Eduardo, nada mudaria a felicidade imensa que sentia quando estava peto de Miguel.

Rapidamente, desceu as escadas, com a pequena bolsa preta na mão, que estava dinheiro, celular, maquiagem e mais algumas coisas, como chiclete, absorvente – se algo acontecesse – e camisinha.

A tia estava com os olhos pregados na TV, e nem sequer falou “Tchau” eu moveu a cabeça para a menina, então, Alice nem quis se despedir, ela sabia que a tia queria que ela ficasse com Eduardo, o que era ridículo.

Entrou no carro, e deu um leve beijo nos lábios de Miguel, que já começou a dirigir quando a garota fechou a porta.

A casa noturna não era tão longe, algumas quadras. Era pequena, mas, era muito boa e movimentada.

Quando chegaram, o som alto era o que mais se ouvia e gente o que mais se via. Um monte de carros estava estacionado e pessoas entravam na boate com roupas chiques e cabelos penteados no mínimo detalhe.

— Onde está Anne? – disse Alice olhando em volta do lugar.

Então ela apareceu. Com o braço entrelaçado com um garoto alto e magro, que Alice não reconhecia, mas era um garoto bonito.

— Olá Anne! – disse Miguel saindo do carro e Alice saiu também. Percebeu que a amiga estava com os olhos inchados, e a maquiagem um pouco borrada, e Alice teve certeza que a amiga andou chorando, pois nunca deixava a maquiagem falhar.

— Oi casal lindo! Conheçam o John, conheci faz pouco tempo. – O menino sorriu e assentiu, Miguel e Alice fizeram o mesmo. Parecia um garoto simpático e diferente dos que Anne já namorou.

— Vamos. – disse Alice e empurrou a amiga para dentro da casa noturna.

O som e os efeitos invadiam o lugar. Que tinha mais um andar, onde tinha várias pessoas dançando em um ritmo alto, alguns se encolhiam no canto, dando amassos.

Alice se abraçou a Miguel e foi para a pista de dança, com Anne e John em seus calcanhares. Pegou as mãos de Miguel e começou a se mexer no ritmo da música, alguns minutos depois na pista, já estava sóbria, de tantos drinques ela tomara. Não se lembrava muito do que acontecera, só sabia que nenhum fantasma a assustou, pois se não, lembraria muito bem...

O dia chegou sem um breve aviso, a garota se espreguiçou e olhou para o relógio que estava em cima do criado mudo. Quando bateu os olhos no relógio, acordou automaticamente. Já eram três da tarde, ela não era uma garota que ficava até tarde na cama. Então, levantou e viu que na janela o sol sorria para ela preguiçoso, com as nuvens querendo abraçá-lo. Ela colocou uma roupa qualquer, foi no banheiro, fez sua higiene matinal, e quando saiu do quarto, sentiu um vazio no estomago que logo reclamou. Estava faminta, e podia sentir o cheiro de comida fresca que vinha da andar de baixo. Correu para a cozinha, e viu seu prato em cima da bancada, ainda quente, com uma toalha em cima para proteger das pestes.

— Chegou tarde ontem, mocinha. – disse a tia, em suas costas, enquanto comia.

— Hum, bem, não lembro de nada... – ela respondeu.

— Ah, você bebeu. – disse ela, olhando para o sobrinha, que encolheu na cadeira. – Enfim, sabe aquela família que você disse que estava assombrada?

— Aham. O que tem? – disse Alice, o que a fez lembrar de outra coisa. – Ah não! Como eu sou burra!

— O que foi? – perguntou a tia.

— Eduardo ia me ajudar com isso. Droga, droga! Agora que eu briguei com ele, nunca que ele vai me ajudar...

— Bem, não é minha culpa. – disse a tia.

Alice olhou para a tia, entediada.

— Eu estava falando com Sarah, e ela disse que aquela família chegou aqui no mês passado, muito fechado, não quer se comunicar com ninguém. Os dois jovens estudam na mesma escola que você, mas acho que vai ser difícil de saber algo deles.

— E de onde eles vieram?

— Não sei, não sou detetive. Sarah apenas disse que eles são bem anti-sociais, e muito sinistros, sempre que saem, acontece algo estranho. Parece que eles estão tentando ter uma vida melhor aqui...

— Em Las Vegas? Sei não, tem algo mais estranho. Por que uma família perturbada iria querer paz em Las Vegas? A cidade do pecado?

— Também acho estranho. Pena que só posso saber sobre isso. – disse a tia se retirando da sala.

— Ei, pode fazer mais! Lembra do Bill? Ele é detetive, não é? Ou policial, sei lá...

— Florence.

— É! Ou, eu posso falar com a mãe da Anne, que é detetive e policial, não sei.

— Você está carregando muita responsabilidade, Alice, você não vai agüentar.

— Eu sei que vou. Bem, não vou ficar parada, eu vou falar com a mãe da Anne, talvez ela saiba algo mais concreto do que nós.

— E Eduardo?

— Ah, sei lá, vou tentar não me preocupar com ele. Tchau, tia.

Alice se retirou para o seu quarto, pegou uma pequena mochila transversal e foi para a casa de Anne, que não era muito longe. Ela não sabia por que queria tanto fazer aquilo, ajudar um ser humano que nem ao menos conhece de verdade, mas ela sentia que tinha que fazer. Porém, ainda não sabia o que acontecera com a sua mãe, nem ao menos quem era o fantasma que iria ajudar.

Notas finais
Espero que gostem, qualquer coisa, podem criticar ou dar opiniões.
Beijos :****
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.