Alice A Maravilha
12 12. Arrependimento
Notas iniciais
POV: Barnabas
Meus olhos congelaram quando olhei aquele garoto, é como um reflexo no espelho na qual eu poderia me ver, e me ver na infância, eu coloquei o livro do meu lado me ajoelhei na frente do garoto, e comecei a tocar sua face e minha mão estava tremula, seus olhos eram como os meus, com muito nervosismo questionei.
-Como é seu nome?
-Joshua senhor?
Naquele momento me emocionei, sabia que ele era meu filho, aquilo era incrível, a sensação era única, mas decidi questiona-lo mais.
-Por que se chama Joshua?
-Minha mãe falou uma vez que é em homenagem ao meu avô.
-Sua mãe? Quem é sua mãe?
-Alice senhor.
-E seu pai?
-Não o conheço senhor, sei muito pouco sobre ele.
-O que sabe?
-Eu sei que ele é como eu. Um vampiro.
-Você é um vampiro?
-Por favor, não fala para ninguém, pode me prejudicar.
-Mais como você pode ser um vampiro se você não esta queimando no sol?
-Por que eu sou filho de uma humana com vampiro.
-Puxou para a mamãe nesse aspecto?
-Acho que sim.
Eu estava perplexo, e transbordava de alegria por dentro, ele era meu filho, sangue do meu sangue, eu não conseguia parar de toca-lo.
Fui então interrompido pela garotinha.
-Ei Joshua, vamos, se a mamãe pegar a gente ela nos mata.
-Quem é você? Eu perguntei.
-Sou Irma dele.
Eu era pai de gêmeos, eu tinha vontade de abraça-los chama-los de filhos, e eles me chamarem de pai, mais eu não poderia fazer aquilo, Alice não permitirá por que fui irresponsável e por não ter assumido.
-Como é o seu nome? Perguntei.
-Naomi.
Aquele era o nome da minha mãe, e eu fiquei orgulhoso, por que Alice ainda fez isso por mim, mesmo eu tendo a ignorada.
-Naomi muito prazer sou Barnabas Collins.
Quando estendi a Mao para cumprimentá-la ela ficou impressionada.
-Não acredito? Suas mãos são como as minhas.
Naomi estendeu suas mãos e mostrou-me que era igual a meus dedos enormes e unhas grandes e pontudas.
-Que legal você também é vampiro? Eu perguntei a minha filha.
-Na verdade não sou vampira como meu ai e Joshua, eu tenho certos poderes. Ela disse abaixando o tom de voz.
-Poderes? Eu pergunte.
-Eu posso hipnotizar as pessoas.
Eu não acreditava naquilo, meus filhos eram perfeitos, eram lindos e eu os amei a partir daquele momento, eu queria tê-los perto de mim para sempre.
- Vocês já viram o pai de vocês?
-Não, a mamãe não fala sobre ele. Disse Naomi.
-E odeia quando tocamos no assunto. Disse Joshua.
-Por quê?
- Não sei.
Não conseguia parar de olha-los, eles eram grandinhos parecia ser inteligentes, eu poderia ficar ali conversando se Alice não aparecesse.
POV: Alice
Enquanto estava deitada na areia olhei meus filhos e os vi conversando com um homem, não o conheci de longe, então fiquei com medo de ser alguém que os machucasse então levantei e comecei a me aproximar, eu fiquei muito tensa ao ver que era Barnabas, porem meu ódio por ele era maior.
-Com licença, crianças, por favor, nós já vamos, eu disse que não queria ver vocês conversando com estranhos.
-Desculpa mãe. Eu não pude olhar em seus olhos, só chamei meus filhos e virei às costas. Barnabas reagiu segurando meu braço direito.
-Alice espere.
-Eu não tenho por que esperar.
Sai sem dar à mínima.
Quando chegamos a casa fizemos a janta e as crianças acabaram dormindo um pouco mais cedo. Já era noite quando bateram na porta.
-Já vai. Só um minuto. Eu falei.
Quando abri a porta, era Barnabas então fingi que ele não estava lá e fui fechar a porta na cara dele, porem Barnabas segurou a porta.
-O que você quer aqui? Perguntei com tom irônico.
-Alice nós precisamos conversar.
- Nós não precisamos, não temos nada para conversar.
-Alice eu sei que eu errei.
-Agora é tarde Barnabas, sai daqui.
-Alice me escute.
-Não, e me de licença por que meus filhos estão dormindo.
E foi ai que fechei a porta a trancando.
Vivian veio correndo ver o que estava acontecendo.
-O que foi isso?
-Barnabas veio ate aqui.
-O que? Para que?
-Ele viu as crianças na praia.
-E isso significa o que?
-Barnabas agora teve a prova de que é o pai deles.
-Mais ele não assumiu.
-Pois é eu não quero falar com ele.
-Alice você esta errada.
-O que?
-Alice, o Barnabas é o pai.
-Eu não quero saber, meus filhos não tem pai.
-Se você querer proibi-lo ele vai querer a guarda.
-Era só o que me faltava mesmo.
-Acredite.
Eu fiquei pensando no que Vivian havia me dito, e se Barnabas querer meus filhos, ele não vai tira-los de mim, nem que eu tenha que fazer a maior loucura da minha vida.
POV: Barnabas
Eu já sabia que a reação de Alice seria aquela, ela jamais ira me perdoar pelo que fiz. Não pude repousar a noite eu ficava pensando nos meus filhos e em Alice, pensando o quanto fui cruel, eu não sabia o que fazer aquela noite e então pensei: E se eu matasse Alice? Eles teriam que morar comigo, eu não sabia o porquê daquilo vir em minha mente mais estava disposto a fazer. Então pensei em olha-los pela janela de seus quarto, e silenciosamente ataca-la enquanto dormia. As crianças dormiam com anjos, eles estavam tão quietos e fui ver se Alice estava dormindo. Olhei lentamente para o quarto da Alice e a vi dormindo, fiquei a olhando enquanto dormia eu queria senti-la novamente, seu cheiro, seus cabelos, seu corpo quente e macio. Eu poderia atacá-la ali.
Entrei no quarto e me aproximei dela, Alice estava coberta então tomei muito cuidado para não acorda-la e fui retirando sua coberta.
Ela esta praticamente nua, e aquilo me chamou completa atenção. Alice tinha o corpo perfeito, curvas que continuaram ali mesmo após o parto. Alice estava linda, então me aproximei de seu pescoço para mordê-la mais não tive coragem de fazer aquilo, meus filhos jamais me perdoariam e eles precisam da mãe. Então fiquei parado ali próximo ao seu pescoço, sentindo seu cheiro doce, era inconfundível aquela pele macia, aquilo estava me deixado demasiado. Eu não conseguia resistir aquilo, entoa lentamente toquei em seu pescoço descendo minhas mãos entre as alças do seu sutiã os retirando, eu beijei seu pescoço e desci ate uma parte de seus seios com meus lábios. Alice acordou e quando me viu gritou, eu fui rápido e fui embora fazendo a que pensasse que somente era um sonho.
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